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sábado, 23 de abril de 2011

O QUE É SER ESPÍRITA ?


Por: Orson Peter Carrara

"Se consultarmos o dicionário ele nos indicará tratar-se de pessoa vinculada ao Espiritismo.

Se perguntarmos a quem não é espírita, uns ironizam (dizendo por exemplo que os espíritas "mexem" com os mortos), outros temem, outros permanecem indiferentes.


Para você, O QUE É SER ESPÍRITA ?

Se indagarmos aos próprios espíritas, uns dirão que é ir ao Centro, tomar passe, ouvir ou fazer palestras, ler livros.

Outros dirão que é fazer caridade.

As respostas serão várias, mas todas incompletas."

Tem MELHOR RESPOSTA que essa!

Ser espírita não é ser nenhum religioso; é ser cristão.

Não é ostentar uma crença; é vivenciar a fé sincera.

Não é ter uma religião especial; é deter uma grave responsabilidade.

Não é superar o próximo; é superar a si mesmo.

Não é construir templos de pedra; é transformar o coração em templo eterno.

Ser espírita não é apenas aceitar a reencarnação; é compreendê-la como manifestação da Justiça Divina e caminho natural para a perfeição.

Não é só comunicar-se com os Espíritos, porque todos indistintamente se comunicam, mesmo sem o saber; é comunicar-se com os bons Espíritos para se melhorar e ajudar os outros a se melhorarem também.

Ser espírita não é apenas consumir as obras espíritas para obter conhecimento e cultura; é transformar os livros, suas mensagens, em lições vivas para a própria mudança.

Ser sem vivenciar é o mesmo que dizer sem fazer.

Ser espírita não é internar-se no Centro Espírita, fugindo do mundo para não ser tentado; é conviver com todas as situações lá fora, sem alterar-se como espírita, como cristão.

O espírita consciente é espírita no templo, em casa, na rua, no trânsito, na fila, ao telefone, sozinho ou no meio da multidão, na alegria e na dor, na saúde e na doença.

Ser espírita não é ser diferente; é ser exatamente igual a todos, porque todos são iguais perante Deus.

Não é mostrar-se que é bom; é provar a si próprio que se esforça para ser bom, porque ser bom deve ser um estado normal do homem consciente.

Anormal é não ser bom.

Ser espírita não é curar ninguém; é contribuir para que alguém trabalhe a sua própria cura.

Não é tornar o doente um dependente dos supostos poderes dos outros; é ensinar-lhe a confiar nos poderes de Deus e nos seus próprios poderes que estão na sua vontade sincera e perseverante.

Ser espírita não é consolar-se em receber; é confortar-se em dar, porque pelas leis naturais da vida, "é mais bem aventurado dar do que receber".

Não é esperar que Deus desça até onde nós estamos; é subir ao encontro de Deus, elevando-se moralmente e esforçando-se para melhorar sempre.

Isto é ser espírita.

Com as bênçãos de Jesus, nosso Mestre.

"Aprendendo a lidar com as crises"


” Deus nos concede, a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocamos nela, corre por nossa conta“.
(Chico Xavier)

(...) O homem materialista, esquecido de Deus, foge das Suas verdades e uma delas é a que nos traz felicidade — o amor, que nos faz respeitar a tudo o que nos rodeia. Os orgulhosos e egoístas são extremamente infelizes; eles não se contentam com coisa alguma, são eternos insatisfeitos. Não gostam das pessoas simples, achando-as ignorantes; os mais sábios que eles, causam-lhes inveja. Vivem irritados e temerosos. O mundo não se lhes apresenta como uma estação, onde nos encontramos apenas de passagem, mas, sim, como um lugar a ser conquistado, nem que para isso deixem para trás lágrimas e desespero. No dia em que o homem descobrir que a sua alma é imortal e que ninguém conhece sua essência a não ser quem a criou, não mais tentará destruí-la.

Livro: Mãos Estendidas
Irene Pacheco Machado, pelo Espírito Luiz Sérgio
Livraria e Editora Recanto

A grande função da Codificação Kardequiana nos
tempos modernos: apontar ao viajor extenuado do
planeta o conhecimento de si mesmo e a estrutura
de sua personalidade imortal e indivisível, alargando
as possibilidades e ampliando a sua visão espiritual.
Emmanuel e Chico Xavier
Do livro: Pérolas de Sabedoria
Há um século (e meio)
Hilário Silva e Chico Xavier
Do livro: O Espírito da Verdade - FEB

I

Allan Kardec,
o Codificador da Doutrina Espírita, naquela triste manhã de abril de 1860, estava exausto, acabrunhado.
Fazia frio.
Muito embora a consolidação da Sociedade Espírita de Paris e a promissora venda de livros, escasseava o dinheiro para a obra gigantesca que os Espíritos Superiores lhe haviam colocado nas mãos.
A pressão aumentava...
Missivas sarcásticas avolumavam-se à mesa.
Quando mais desalentado se mostrava, chega a paciente esposa, Madame Rivail – a doce Gaby –, a entregar-lhe certa encomenda, cuidadosamente apresentada.

II

O professor abriu o embrulho, encontrando uma carta singela. E leu:

“Sr. Allan Kardec:
Respeitoso abraço.
Com a minha gratidão, remeto-lhe o livro anexo, bem como a sua história, rogando-lhe, antes de tudo, prosseguir em suas tarefas de esclarecimento da Humanidade, pois tenho fortes razões para isso.
Sou encadernador desde a meninice, trabalhando em grande casa desta capital.
Há cerca de dois anos casei-me com aquela que se revelou minha companheira ideal. Nossa vida corria normalmente e tudo era alegria e esperança, quando, no início deste ano, de modo inesperado, minha Antoniette partiu desta vida, levada por sorrateira moléstia.
Meu desespero foi indescritível e julguei-me condenado ao desamparo extremo.
Sem confiança em Deus, sentindo as necessidades do homem do mundo e vivendo com as dúvidas aflitivas de nosso século, resolvera seguir o caminho de tantos outros, ante a fatalidade...
A prova da separação vencera-me, e eu não passava, agora, de trapo humano.
Faltava ao trabalho e meu chefe, reto e ríspido, ameaçava-me com a dispensa.
Minhas forças fugiam.
Namorava diversas vezes o Sena e acabei planeando o suicídio. “Seria fácil, não sei nadar” – pensava.
Sucediam-se noites de insônia e dias de angústia. Em madrugada fria, quando as preocupações e o desânimo me dominaram mais fortemente, busquei a Ponte Marie.
Olhei em torno, contemplando a corrente... E, ao fixar a mão direita para atirar-me, toquei um objeto algo molhado que se deslocou da amurada, caindo-me aos pés.
Surpreendido, distingui um livro que o orvalho umedecera.
Tomei o volume nas mãos e, procurando a luz mortiça de poste vizinho, pude ler, logo no frontispício, entre irritado e curioso:
“Esta obra salvou-me a vida. Leia- com atenção e tenha bom proveito. – A. Laurent”.
Estupefato, li a obra – “O Livro dos Espíritos” – ao qual acrescentei breve mensagem, volume esse que passo às suas mãos abnegadas, autorizando o distinto amigo a fazer dele o que lhe aprouver”.

Ainda constavam da mensagem agradecimento finais, a assinatura, a data e o endereço do remetente.
O Codificador desempacotou, então, um exemplar de “O Livro dos Espíritos” ricamente encadernado, em cuja capa viu as iniciais do seu pseudônimo e na pagina do frontispício, levemente manchada, leu com emoção não somente a observação a que o missiva se referira, mas também outra, em letra firme:

“Salvou-me também. Deus abençoe as almas que cooperaram em sua publicação. – Joseph Perrier.”

III

Após a leitura da carta providencial, o Professor Rivail experimentou nova luz a banhá-lo por dentro...
Conchegando o livro ao peito, racionava, não mais em termos de desânimo ou sofrimento, mas sim na pauta de radiosa esperança.
Era preciso continuar, desculpar as injúrias, abraçar o sacrifício e desconhecer as pedradas...
Diante de seu espírito turbilhonava o mundo necessitado de renovação e consolo.
Allan Karde levantou-se da velha poltrona, abriu a janela à sua frente, contemplando a via pública, onde passavam operários e mulheres do povo, crianças e velhinho...
O notável obreiro da Grande Revelação respirou a longos haustos, e, antes de retomar a caneta para o serviço costumeiro, levou o lenço aos olhos e limpou uma lágrima....

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

--> Biografia de Allan Kardec


Hippolyte Léon Denizard Rivail (Lyon, França, 3 de outubro de 1804 — Paris, 31 de março de 1869) foi um professor, pedagogo e escritor francês. Sob o pseudônimo de Allan Kardec[1], notabilizou-se como o codificador[2] do Espiritismo, também denominado de Doutrina Espírita. PseudônimoO pseudônimo “Allan Kardec”, segundo biografias, foi adotado pelo Prof. Rivail a fim de diferenciar a Codificação Espírita dos seus trabalhos pedagógicos anteriores. Segundo algumas fontes, o pseudônimo foi escolhido pois um espírito revelou-lhe que haviam vivido juntos entre os druidas, na Gália, e que então o Codificador se chamava “Allan Kardec”.[3]
Biografia A juventude e a atividade pedagógica Nascido numa antiga família de orientação católica[4] com tradição na magistratura e na advocacia, desde cedo manifestou propensão para o estudo das ciências e da filosofia.Fez os seus estudos na Escola de Pestalozzi, no Castelo de Zahringenem, em Yverdun, na Suíça[5] (país protestante), tornando-se um dos seus mais distintos discípulos e ativo propagador de seu método, que tão grande influência teve na reforma do ensino na França e na Alemanha. Aos quatorze anos de idade já ensinava aos seus colegas menos adiantados.[6]Concluídos os seus estudos, o jovem Rivail retornou ao seu país natal. Profundo conhecedor da língua alemã, traduzia para este idioma diferentes obras de educação e de moral, com destaque para as obras de François Fénelon, pelas quais manifestava particular atração.Era membro de diversas sociedades, entre as quais da Academia Real de Arras, que, em concurso promovido em 1831, premiou-lhe uma memória com o tema Qual o sistema de estudos mais de harmonia com as necessidades da época?A 6 de fevereiro de 1832 desposou Amélie Gabrielle Boudet.Como pedagogo, o jovem Rivail dedicou-se à luta para uma maior democratização do ensino público. Entre 1835 e 1840, manteve em sua residência, à rua de Sèvres, cursos gratuitos de Química, Física, Anatomia[7] comparada, Astronomia e outros. Nesse período, preocupado com a didática, criou um engenhoso método de ensinar a contar e um quadro mnemônico da História de França, visando facilitar ao estudante memorizar as datas dos acontecimentos de maior expressão e as descobertas de cada reinado do país.Publicou diversas obras sobre Educação. Das mesas girantes à Codificação Conforme o seu próprio depoimento, publicado em Obras Póstumas, foi em 1854 que o Prof. Rivail ouviu falar pela primeira vez do fenômeno das “mesas girantes”, bastante difundido à época, através do seu amigo Fortier, um magnetizador de longa data. Sem dar muita atenção ao relato naquele momento, atribuindo-o somente ao chamado magnetismo animal de que era estudioso, só em maio de 1855 sua curiosidade se voltou efetivamente para as mesas, quando começou a freqüentar reuniões em que tais fenômenos se produziam. Convencendo-se de que o movimento e as respostas complexas das mesas deviam-se à intervenção de espíritos, Rivail dedicou-se à estruturação de uma proposta de compreensão da realidade baseada na necessidade de integração entre os conhecimentos científico, filosófico e religioso, com o objetivo de lançar sobre o real um olhar que não negligenciasse nem o imperativo da investigação empírica na construção do conhecimento, nem a dimensão espiritual e interior do Homem. Adotou, nessa tarefa, o pseudônimo que o tornaria conhecido – Allan Kardec – nome esse, segundo o que teria lhe dito um espírito, que teria utilizado em uma encarnação anterior como Druida.Tendo iniciado a publicação das obras da Codificação em 18 de abril de 1857, quando veio à luz O Livro dos Espíritos, considerado como o marco de fundação do Espiritismo, após o lançamento da Revista Espírita (1 de janeiro de 1858), fundou, nesse mesmo ano, a primeira sociedade espírita regularmente constituída, com o nome de Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Os últimos anos Túmulo de Allan Kardec no Cemitério Père Lachaise, em Paris.Kardec passou os anos finais da sua vida dedicado à divulgação do Espiritismo entre os diversos simpatizantes, e defendê-lo dos opositores.Morreu em Paris, a 31 de março de 1869, aos 64 anos (65 anos incompletos) de idade[8], em decorrência da ruptura de um aneurisma, quando trabalhava numa obra sobre as relações entre o Magnetismo e o Espiritismo, ao mesmo tempo em que se preparava para uma mudança de local de trabalho. Está sepultado no Cemitério do Père-Lachaise, uma célebre necrópole da capital francesa. Junto ao túmulo, erguido como os dólmens druídicos, lê-se numa placa verde sua célebre frase “Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei”, em francês.Em seu sepultamento, o astrônomo francês e amigo pessoal de Kardec, Camille Flammarion, proferiu o seguinte discurso, ressaltando a sua admiração por aquele que ali baixava ao túmulo:“Voltaste a esse mundo donde viemos e colhes o fruto de teus estudos terrestres. Aos nossos pés dorme o teu envoltório, extinguiu-se o teu cérebro, fecharam-se-te os olhos para não mais se abrirem, não mais ouvida será a tua palavra… Sabemos que todos havemos de mergulhar nesse mesmo último sono, de volver a essa mesma inércia, a esse mesmo pó. Mas, não é nesse envoltório que pomos a nossa glória e a nossa esperança. Tomba o corpo, a alma permanece e retorna ao Espaço. Encontrar-nos-emos num mundo melhor e no céu imenso onde usaremos das nossas mais preciosas faculdades, onde continuaremos os estudos para cujo desenvolvimento a Terra é teatro por demais acanhado. (…) Até à vista, meu caro Allan Kardec, até à vista!” (Discurso pronunciado junto ao túmulo de Allan Kardec por Camille Flammarion.) [9] Bibliografia de Kardec Obras Didáticas O professor Rivail escreveu diversos livros pedagógicos, dentre os quais destacam-se:• 1824 - Curso prático e teórico de Aritmética, segundo o método de Pestalozzi, para uso dos professores e mães de família• 1828 - Plano proposto para melhoramento da Instrução Pública• 1831 - Gramática Francesa Clássica• 1846 - Manual dos exames para os títulos de capacidade• 1846 - Soluções racionais das questões e problemas da Aritmética e da Geometria• 1848 - Catecismo gramatical da língua francesa• 1849 - Ditados normais dos exames da Municipalidade e da Sorbona• 1849 - Ditados especiais sobre as dificuldades ortográficas Obras Espíritas As cinco obras fundamentais que versam sobre o Espiritismo são:• O Livro dos Espíritos, Princípios da Doutrina Espírita, publicado em 18 de abril de 1857;• O Livro dos Médiuns ou Guia dos Médiuns e dos Evocadores, em janeiro de 1861;• O Evangelho segundo o Espiritismo, em abril de 1864;• O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo, em agosto de 1865;• A Gênese, os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo, em janeiro de 1868.Além delas, Kardec publicou mais cinco obras complementares:• Revista Espírita (periódico de estudos psicológicos), publicada mensalmente de 1 de janeiro de 1858 a 1869;• O que é o Espiritismo (resumo sob a forma de perguntas e respostas), em 1859;• Instrução prática sobre as manifestações espíritas (substituída pelo Livro dos Médiuns; publicada no Brasil pela editora O Pensamento)• O Espiritismo em sua expressão mais simples, em 1862;• Viagem Espírita de 1862 (publicada no Brasil pela editora O Clarim).Após o seu falecimento, viria à luz:• Obras Póstumas, em 1890.Outras obras menos conhecidas foram também publicadas no Brasil:• O principiante espírita (pela editora O Pensamento)• A Obsessão (pela editora O Clarim) Citações • “A Doutrina Espírita transforma completamente a perspectiva do futuro. A vida futura deixa de ser uma hipótese para ser realidade. O estado das almas depois da morte não é mais um sistema, porém o resultado da observação. Ergueu-se o véu; o mundo espiritual aparece-nos na plenitude de sua realidade prática; não foram os homens que o descobriram pelo esforço de uma concepção engenhosa, são os próprios habitantes desse mundo que nos vêm descrever a sua situação.” (O Céu e o Inferno, Primeira Parte, cap. 2)• “Como meio de elaboração, o Espiritismo procede exatamente da mesma forma que as ciências positivas, aplicando o método experimental. Fatos novos se apresentam, que não podem ser explicados pelas leis conhecidas; ele os observa, compara, analisa e, remontando dos efeitos às causas, chega à lei que os rege; depois, deduz-lhes as conseqüências e busca as aplicações úteis. Não estabeleceu nenhuma teoria preconcebida; assim, não apresentou como hipóteses a existência e a intervenção dos Espíritos, nem o perispírito, nem a reencarnação, nem qualquer dos princípios da doutrina; concluiu pela existência dos Espíritos, quando essa existência ressaltou evidente da observação dos fatos, procedendo de igual maneira quanto aos outros princípios. Não foram os fatos que vieram a posteriori confirmar a teoria: a teoria é que veio subseqüentemente explicar e resumir os fatos. É, pois, rigorosamente exato dizer-se que o Espiritismo é uma ciência de observação e não produto da imaginação. As ciências só fizeram progressos importantes depois que seus estudos se basearam sobre o método experimental; até então, acreditou-se que esse método também só era aplicável à matéria, ao passo que o é também às coisas metafísicas.” (A Gênese, Capítulo I, item 14)• “(…)o Espiritismo, restituindo ao Espírito o seu verdadeiro papel na criação, constatando a superioridade da inteligência sobre a matéria, apaga naturalmente todas as distinções estabelecidas entre os homens segundo as vantagens corpóreas e mundanas, sobre as quais o orgulho fundou castas e os estúpidos preconceitos de cor. O Espiritismo, alargando o círculo da família pela pluralidade das existências, estabelece entre os homens uma fraternidade mais racional do que aquela que não tem por base senão os frágeis laços da matéria, porque esses laços são perecíveis, ao passo que os do Espírito são eterno. Esses laços, uma vez bem compreendidos, influirão pela força das coisas, sobre as relações sociais, e mais tarde sobre a Legislação social, que tomará por base as leis imutáveis do amor e da caridade; então ver-se-á desaparecerem essa anomalias que chocam os homens de bom senso, como as leis da Idade Média chocam os homens de hoje…” (Revista Espírita 1861, pág. 297-298) Bibliografia • WANTUIL, Zêus, THIESEN, Francisco . Allan Kardec – o Educador e o Codificador. Rio de Janeiro: FEB, 2004.• ABREU FILHO, Júlio. Biografia de Allan Kardec. in: O Principiante Espírita. São Paulo: O Pensamento, 1956. p. 7-30.• INCONTRI, Dora. Para Entender Allan Kardec. São Paulo: Lachâtre, 2004.• INCONTRI, Dora. Pedagogia Espírita, um Projeto Brasileiro e suas Raízes. Bragança Paulista (SP): Comenius, 2004.• JORGE, José. Allan Kardec no pensamento de Léon Denis. Rio de Janeiro: Centro Espírita Léon Denis/Departamento Editorial, 1978. 48p.• SAUSSE, Henri. Biografia de Allan Kardec. in: O que é o espiritismo (38a. ed.). Rio de Janeiro: FEB, 1997. ISBN 8573281138 p. 9-48• s.a.. Revista Espírita, maio de 1869. in: KARDEC, Allan. Obras Póstumas (14a. ed.). Rio de Janeiro: FEB, 1975. Notas e referências 1. ↑ PENSE - Allan Kardec2. ↑ Diz-se codificador pois o seu trabalho foi o de reunir, compilar e sistematizar textos recebidos por diversos médiuns naquela época.3. ↑ Esboço biográfico e curiosidades4. ↑ Biografia de Kardec5. ↑ Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo6. ↑ Biografia de Allan Kardec7. ↑ Algumas fontes não confirmadas dizem que Allan Kardec teria sido médico. Pesquisas posteriores, no entanto demonstraram que ele foi professor de Anatomia. Retirado do rodapé desta página da FEB: [1]8. ↑ http://www.feal.com.br/biografias.php?bio_id=25 Dados pessoais]9. ↑ KARDEC, Allan. Obras Póstumas (14a. ed.). Rio de Janeiro: FEB, 1975. p. 30 Fonte: WikipediaBicentenário de Nascimento de Allan Kardec SOBRE O SELOO selo apresenta, à direita, a logomarca internacionalmente utilizada nas comemorações do Bicentenário de Nascimento de Allan Kardec. Esta logomarca focaliza um busto em cobre, localizado no túmulo de Kardec, em Paris, e a cepa da videira, elemento presente em sua obra, cuja nobreza é representada pela faixa amarela dourada que contorna a efígie. À esquerda, e na parte inferior, as cores verde e amarelo, tendo sobreposta a assinatura de Allan Kardec, simbolizam o Brasil, onde o Espiritismo criou as mais profundas raízes. O lema “Trabalho, Solidariedade e Tolerância” foi a bandeira que conduziu sua vida.Hippolyte Léon Denizard Rivail nasceu em Lyon, na França, em 3 de outubro de 1804. Estudou em Yverdon (Suíça), com o célebre Johann Heinrich Pestalozzi, de quem se tornou discípulo e colaborador.Fundou em Paris, com sua esposa Amélie Gabrielle Boudet, um estabelecimento semelhante ao de Yverdon. Sua cultura universalista abrangia vários ramos do conhecimento humano, tendo organizado, em sua casa, cursos gratuitos de química, física, astronomia e anatomia comparada. Membro de várias sociedades sábias, notadamente da Academia Real de Arras, foi premiado, em 1831, com a monografia “Qual o sistema de estudo mais em harmonia com as necessidades da época?” Dentre as suas obras, destacam-se: Curso prático e teórico de Aritmética, segundo o método de Pestalozzi (1824); Plano apresentado para o melhoramento da Instrução Pública (1828); e Gramática francesa clássica (1831). Em maio de 1855, quando o Prof. Rivail presenciou os fenômenos das mesas girantes (fenômeno mediúnico que ocorria na Europa), de imediato entreviu, na comunicação entre os Espíritos e os homens, uma ciência de profundas conseqüências morais. Diante dele se encontrava a chave para a solução que procurara durante toda a sua vida: quem somos, de onde viemos e para onde iremos após a morte do corpo físico. Em Paris, Rivail fez os seus primeiros estudos do fato mediúnico, estudando suas leis. Aplicou à nova ciência o método da experimentação. Nunca formulou teorias preconcebidas. Observava atentamente, comparava, deduzia as conseqüências e procurava sempre a razão e a lógica dos fatos. Interrogou os Espíritos sobre os problemas relacionados com o mundo invisível, anotou e ordenou os dados que obteve. Por isso é chamado Codificador da Doutrina Espírita. Jamais se identificou como autor dos princípios do Espiritismo. Colocou-se sempre na posição de organizador. Os autores da Doutrina - garantia - são os Espíritos Superiores. Mais tarde, quando viu que tudo aquilo formava um conjunto e tomava as proporções de uma doutrina, decidiu publicar “O Livro dos Espíritos”, em 18 de abril de 1857, em Paris. Adotou o pseudônimo Allan Kardec a fim de diferenciar a obra espírita de sua produção pedagógica anteriormente publicada. Em janeiro de 1858, Kardec lançou a Revue Spirite (Revista Espírita) e fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Em seguida, publicou O que é o Espiritismo (1859), O Livro dos Médiuns (1861), O Evangelho segundo o Espiritismo (1864), O Céu e o Inferno (1865) e A Gênese (1868). Faleceu em Paris, em 31 de março de 1869, aos 64 anos, em decorrência da ruptura de um aneurisma. Seu corpo está sepultado no cemitério Père-Lachaise, na capital francesa. Em seu túmulo, uma inscrição resume a filosofia espírita: “Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre. Tal é a lei”. Seus amigos reuniram textos inéditos e anotações de Kardec no livro Obras Póstumas, lançado em 1890. No Brasil, o Espiritismo tem 2,3 milhões de adeptos (Censo 2.000/IBGE) e tornou-se o terceiro maior grupo religioso do País. Os espíritas - adeptos da leitura e do estudo - mantêm em alta um forte mercado editorial estimado em aproximadamente 80 milhões de livros editados e 4 mil títulos. Todos esses livros decorrem da obra de Allan Kardec. Muita Paz!!! Kekê

Grupo Espírita Ave Luz - GEALFundado em 18 de Abril de 1992"Deus, Cristo e Caridade"Site: http://www.grupoespiritaaveluz.org.br/


/Orkut: Grupo Espírita Ave Luz

quinta-feira, 2 de julho de 2009

--> DESCRIÇÃO DE JÚPITER

O gasoso planeta Júpiter e o famoso ceramista Bernard Palissy

RESIDÊNCIA EM JÚPITER

CASA DE MOZART EM JÚPITER

Kardec, Bernard Palissy e a descrição de Júpiter
http://observadorespirita.blogspot.com/2008/01/demnios-em-marte-anjos-em-jpiter.html

"No Livro do Espíritos e nas comunicações publicadas na “Revista Espírita”, encontramos farto material descritivo sobre a vida em outros planetas. As descrições feitas por alguns Espíritos esclarecem que, apesar de aparentarem a ausência de vida, pois muitos planetas são gasosos, eles servem de morada para seres e formas que a vista física humana não consegue ainda identificar. É o caso da descrição de Júpiter feita por Bernard Palissy em 9 de Março de 1858. O famoso ceramista francês (1510-1589), que vivera na corte de Catarina de Médicis, desencarnou aos 80 anos sob angustiosa provação, encarcerado na Bastilha. A descrição é cautelosa e provoca, em certos trechos, alguns impasses entre Kardec e o Espírito. Kardec jamais dava à essas comunicações o caráter de autenticidade absoluta e ao publicá-las sempre advertia o leitores sobre esses critérios. Mesmo assim, considerava a importância filosófica dos conteúdos, pois estes permitiam a comparação com a realidade terrena e a reflexão sobre as semelhanças e diferenças. O mundo descrito por Palissy é uma sociedade cujos contrastes com a Terra se evidenciam sobretudo no aspecto moral.

Extraído da Revista Espírita, Abril de 1858
Por Allan Kardec

NOTA: Por evocações anteriores sabíamos que Bernard Palissy, o célebre oleiro do século XVI, habita Júpiter. As respostas que se seguem confirmam em todos os pontos quanto nos foi dito sobre esse planeta, em várias ocasiões, por outros Espíritos e através de diferentes médiuns. Pensamos que serão lidas com interesse, como complemento do quadro que traçamos em nosso último número. A identidade que apresentam com as descrições anteriores é um fato notável que vale pelo menos como uma presunção de exatidão.

1. Onde te encontraste ao deixar a Terra?
R: Ainda me demorei nela.

2. Em que condições estavas aqui?
R: Sob o aspecto de uma mulher amorosa e dedicada. Era uma simples missão.

3. Essa missão durou muito?
R: Trinta anos.

4. Lembras-te do nome dessa mulher?
R: Era obscuro.

5. Agrada-te a estima em que são tidas as tuas obras? Isto te compensa os sofrimentos que suportaste?
R: Que me importam as obras materiais de minhas mãos? O que me importa é o sofrimento que me elevou.

6. Com que fim traçaste, pela mão do Sr. Victorien Sardou (1) os admiráveis desenhos que nos deste sobre o planeta Júpiter, onde habitas?
R: Com o fim de vos inspirar o desejo de vos tornardes melhores.

7. Desde que vens com freqüência a esta Terra que habitaste várias vezes, deves conhecer bastante o seu estado físico e moral para estabelecer uma comparação entre ela e Júpiter. Pediríamos que nos elucidasses sobre diversos pontos.
R: Ao vosso globo venho apenas como Espírito; o Espírito não tem mais sensações materiais.

ESTADO FÍSICO DO GLOBO

8. Pode-se comparar a temperatura de Júpiter a de uma de nossas latitudes?
R: Não. Ela é suave e temperada; é sempre igual, enquanto a vossa varia. Lembrai-vos dos Campos Elíseos, cuja descrição já vos fizeram.

9. O quadro que os antigos nos deram dos Campos Elíseos seria resultado do conhecimento intuitivo que eles tinham de um mundo superior, tal como Júpiter, por exemplo?
R: Do conhecimento positivo. A evocação permanecia nas mãos dos sacerdotes.

10. A temperatura, como aqui, varia conforme a latitude?
R: Não.

11. Segundo os nossos cálculos, o Sol deve aparecer aos habitantes de Júpiter num ângulo muito pequeno e, conseqüentemente, dar muito pouca luz. Podes dizer-nos se a intensidade da luz é ali igual à da Terra ou se é menos forte?
R: Júpiter é cercado de uma espécie de luz espiritual, em relação com a essência de seus habitantes. A luz grosseira de vosso Sol não foi feita para eles.

12. Há uma atmosfera?
R: Sim.

13. A atmosfera de Júpiter é formada dos mesmos elementos que a atmosfera terrestre?
R: Não: os homens não são os mesmos; suas necessidades mudaram.

14. Lá existem água e mares?
R: Sim.

15. A água é formada dos mesmos elementos que a nossa?
R: Mais etérea.

16. Há vulcões?
R: Não. Nosso globo não é atormentado como o vosso: lá a Natureza não teve suas grandes crises. É a morada dos bem-aventurados. Nele, a matéria quase não existe.

17. As plantas têm analogia com as nossas?
R: Sim; mas são mais belas.

ESTADO FÍSICO DOS HABITANTES

18. A conformação do corpo dos seus habitantes tem relação com a nossa?
R: Sim: ela é a mesma.

19. Podes dar-nos uma idéia de sua estatura, comparada com a dos habitantes da Terra?
R: Grandes e bem proporcionados. Maiores que os vossos maiores homens. O corpo do homem é como a impressão de seu espírito: belo, onde ele é bom. O invólucro é digno dele: não é mais uma prisão.

20. Lá os corpos são opacos, diáfanos ou translúcidos?
R: Há uns e outros. Uns têm tal propriedade; outros têm outra, conforme o seu destino.

21. Compreendemos isto em relação aos corpos inertes. Mas nossa pergunta refere-se aos corpos humanos.
R: O corpo envolve o Espírito sem o ocultar, como um tênue véu lançado sobre uma estátua. Nos mundos inferiores o envoltório grosseiro oculta o Espírito aos seus semelhantes. Mas os bons nada mais têm para se ocultarem: podem ler reciprocamente em seus corações. Que aconteceria se assim fosse aqui?

22. Lá existe diferença de sexo?
R: Sim: há por toda parte onde existe a matéria; é uma lei da matéria.

23. Qual a base da alimentação dos habitantes? É animal e vegetal como aqui?
R: Puramente vegetal. O homem é o protetor dos animais.

24. Disseram-nos que parte de sua alimentação é extraída do meio ambiente, cujas emanações eles aspiram. É verdade?
R: Sim.

25. Comparada com a nossa, a duração da vida é mais longa ou mais curta?
R: Mais longa.

26. Qual é a duração média da vida?
R: Como medir o tempo?

27. Não podes tomar um dos nossos séculos como termo de comparação?
R: Creio que mais ou menos cinco séculos.

28. O desenvolvimento da infância é proporcionalmente mais rápido que o nosso?
R: O homem conserva sua superioridade: a infância não comprime a inteligência nem a velhice a extingue.

29. Os homens são sujeitos a doenças?
R: Não estão sujeitos aos vossos males.

30. A vida está dividida entre o sono e a vigília?
R: Entre a ação e o repouso.

31. Poderias dar-nos uma idéia das várias ocupações dos homens?
R: Teria que falar muito. As suas principais ocupações são o encorajamento dos Espíritos que habitam os mundos inferiores, a fim de que perseverem no bom caminho. Não havendo entre eles infortúnios a serem aliviados, vão procurá-los onde esses existem: são os bons Espíritos que vos amparam e vos atraem para o bom caminho.

32. Lá são cultivadas algumas artes?
R: Lá elas são inúteis. As vossas artes são brinquedos que distraem as vossas dores.

33. A densidade especifica do corpo humano permite ao homem transportar-se de um a outro ponto, sem ficar, como aqui, preso ao solo?
R: Sim.

34. Existem lá o tédio e o desgosto da vida?
R: Não: o desgosto da vida origina-se no desprezo de si mesmo.

35. Sendo os corpos dos habitantes de Júpiter menos densos que os nossos, são formados de matéria compacta e condensada ou vaporosa?
R: Compacta para nós; mas não o seria para vós: ela é menos condensada.

36. O corpo, considerado como feito de matéria, é impenetrável?
R: Sim.

37. Os habitantes têm, como nós, uma linguagem articulada?
R: Não; há entre eles a comunicação pelo pensamento.

38. A segunda vista é, como nos informaram, uma faculdade normal e permanece entre vós?
R: Sim. O Espírito não conhece entraves: nada lhe é oculto.

39. Se nada é oculto ao Espírito, conhece ele o futuro? Referimo-nos aos Espíritos encarnados em Júpiter.
R: O conhecimento do futuro depende do grau de perfeição do Espírito: isto tem menos inconvenientes para nós do que para vós; é-nos mesmo necessário, até certo ponto, para a realização das missões de que nos incumbem. Mas dizer que conheçamos o futuro sem restrições seria nivelar-nos a Deus.

40. Podereis revelar-nos tudo quanto sabeis sobre o futuro?
R: Não. Esperai até que tenhais merecido sabê-lo.

41. Comunicai-vos mais facilmente que nós com os outros Espíritos?
R: Sim; sempre. Não existe mais a matéria entre eles e nós.

42. A morte inspira o mesmo horror e pavor que entre nós?
R: Porque seria ela apavorante? Entre nós já não existe o mal. Só o mau se apavora ante o seu último instante: teme o seu juiz.

43. Em que se transformam os habitantes de Júpiter depois da morte?
R: Crescem sempre em perfeição, sem passar por mais provas.

44. Não haverá em Júpiter Espíritos que se submetam a provas a fim de cumprir uma missão?
R: Sim; mas não é uma prova: só o amor do bem os leva ao sofrimento.

45. Podem eles falhar em sua missão?
R: Não, porque são bons. Só existe fraqueza onde haja defeitos.

46. Poderias nomear alguns dos Espíritos habitantes de Júpiter que tivessem desempenhado uma grande missão na Terra?
R: São Luís.

47. Não poderias nomear outros?
R: Que vos importa? Há missões desconhecidas, cujo objetivo e a felicidade de um só. Por vezes são as maiores; e as mais dolorosas.

DOS ANIMAIS

48. O corpo dos animais é mais material que o dos homens?
R: Sim. O homem é o rei, o deus planetário.

49. Há animais carnívoros?
R: Os animais não se estraçalham mutuamente. Vivem todos submetidos ao homem e se amam entre si.

50. Há porém animais que escapam à ação do homem, assim como os insetos, os peixes e os pássaros?
R: Não: todos lhe são úteis.

51. Disseram-nos que os animais são os operários e os capatazes que executam os trabalhos materiais, constroem as habitações, etc. É exato?
R: Sim. O homem não mais se rebaixa para servir ao semelhante.

52. Os animais servidores estão ligados a uma pessoa ou família, ou são tomados e trocados à vontade, como aqui?
R: Todos estão ligados a uma família particular. Vós mudais à procura do melhor.

53. Os animais servidores vivem em escravidão ou no estado de liberdade? São uma propriedade, ou podem, à vontade, mudar de patrão?
R: Estão no estado de submissão.

54. Os animais trabalhadores recebem alguma remuneração por seus trabalhos?
R: Não.

55. As faculdades dos animais são desenvolvidas por uma espécie de educação?
R: Eles as desenvolvem por si mesmos.

56. Têm os animais uma linguagem mais precisa e caracterizada que a dos animais terrenos?
R: Certamente.

ESTADO MORAL DOS HABITANTES

57. As habitações de que nos deste uma mestra nos teus desenhos estão reunidas em cidades como aqui?
R: Sim. Aqueles que se amam se reúnem. Só as paixões estabelecem a solidão em torno do homem. Se o homem ainda mau procura o seu semelhante, que é para ele um instrumento de dor, por que o homem puro e virtuoso deveria fugir de seu irmão?

58. Os Espíritos são iguais ou de várias graduações?
R: De diversos graus, mas da mesma ordem.

59. Pedimos que te reportes especialmente à escala espírita que demos no segundo número da Revista e que nos digas a que ordem pertencem os Espíritos encarnados em Júpiter.
R: Todos bons, todos superiores. Por vezes o bem desce até o mal; entretanto, o mal jamais se mistura com o bem.

60. Os habitantes formam diferentes povos como aqui na Terra?
R: Sim: mas todos unidos entre si pelos laços do amor.

61. Sendo assim, as guerras são desconhecidas?
R: Pergunta inútil.

62. O homem poderia chegar, na Terra, a um tal grau de perfeição que a guerra fosse desnecessária?
R: Ele chegará a isto, sem a menor dúvida. A guerra desaparecerá com o egoísmo dos povos e à medida que melhor seja compreendida a fraternidade.

63. Os povos são governados por chefes?
R: Sim.

64. Em que consiste a autoridade dos chefes?
R: No seu grau superior de perfeição.

65. Em que consiste a superioridade e a inferioridade dos Espíritos em Júpiter, de vez que todos são bons?
R: Têm maior ou menor soma de conhecimentos e de experiência; depuram-se à medida que se esclarecem.

66. Como aqui na Terra, lá existem povos mais ou menos avançados que outros?
R: Não; mas entre os povos há diversos graus.

67. Se o povo mais adiantado da Terra fosse transportado para Júpiter, que posição ocuparia?
R: A que entre vós é ocupada pelos macacos.

68. Lá os povos se regem por leis?
R: Sim.

69. Há leis penais?
R: Não há mais crimes.

70. Quem faz as leis?
R: Deus as fez.

71. Há ricos e pobres? Por outras palavras: há homens que vivem na abundância e no supérfluo e outros a quem falta o necessário?
R: Não: todos são irmãos. Se um possuísse mais que o outro, com este repartiria; não seria feliz quando seu irmão fosse necessitado.

72. De acordo com isso as fortunas de todos seriam iguais?
R: Eu não disse que todos sejam igualmente ricos. Perguntaste se haveria gente com o supérfluo enquanto a outros faltasse o necessário.

73. As duas respostas se nos afiguram contraditórias. Pedimos que estabeleças a concordância.
R: A ninguém falta o necessário; ninguém tem o supérfluo. Por outras palavras, a fortuna de cada um está em relação com a sua condição. Estais satisfeitos?

74. Agora compreendemos. Mas te perguntamos, entretanto, se aquele que tem menos não é infeliz em relação àquele que tem mais?
R: Ele não pode sentir-se infeliz, desde que nem é invejoso nem ciumento. A inveja e o ciúme produzem mais infelizes que a miséria.

75. Em que consiste a riqueza em Júpiter?
R: Em que isto vos importa?

76. Há desigualdades sociais?
R: Sim.

77. Em que estas se fundam?
R: Nas leis da sociedade. Uns são mais adiantados que outros na perfeição. Os superiores têm sobre os outros uma espécie de autoridade, como um pai sobre os filhos.

78. As faculdades do homem são desenvolvidas pela educação?
R: Sim.

79. Pode o homem adquirir bastante perfeição na Terra para merecer passar imediatamente a Júpiter?
R: Sim. Mas na Terra é o homem submetido a imperfeições a fim de estar em relação com os seus semelhantes.

80. Quando um Espírito deixa a Terra e deve reencarnar-se em Júpiter, fica errante durante algum tempo, até encontrar o corpo a que se deve unir?
R: Fica errante durante algum tempo, até que se tenha livrado das imperfeições terrenas.

81. Há várias religiões?
R: Não. Todos professam o bem e todos adoram um só Deus.

82. Há templos e um culto?
R: Por templo há o coração do homem; por culto, o bem que ele faz.

(1) Victorien Sardou, médium psicógrafo que trabalhou com Allan Kardec: embora não soubesse desenho, foi o instrumento para os esplêndidos quadros de cenas de outros planetas. Foi membro da Academia Francesa e um dos mais fecundos comediógrafos franceses. (N. do T.)

FONTE:http://duplavista.com.br/arquivo/descricao-de-jupiter