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quinta-feira, 25 de julho de 2013

O ESPAÇO E OS MUNDOS; NÃO, COLÔNIAS ESPIRITUAIS



Por Sérgio Aleixo

 Nada material pode ser obstáculo aos espíritos. A matéria não pode interditá-los de nenhum modo. Assim, teoricamente, em estrelas, planetas, no espaço sideral, possível é que os invisíveis lá estejam em perfeitas condições. Sabe-se que nem sempre podem os espíritos, entretanto, ir a todos os mundos, ou mesmo estar em qualquer lugar num mesmo mundo, que tudo isso é conforme. Por quê?
 
 
O conceito de mundos transitórios (Kardec assim o batizou) diz que, apesar da ausência de vida na superfície estéril de certos planetas, esses orbes destinados seriam aos espíritos errantes, que os habitariam para repouso, instrução e progresso. Tendo sido esse o caso da Terra durante sua formação, o conceito se vincularia obrigatoriamente à expectativa de que a vida se instale na superfície de tais planetas, ainda inapropriados a ela; apenas em transição para tanto. Desse modo, nada tem ele a ver com as estruturas conhecidas por colônias espirituais; edificações no além, algumas de séculos, protegidas por muralhas, armas e até animais, onde os habitantes teriam uma fruição de gozos e costumes tipicamente físicos, como nutrição, eventos pagos, empregos remunerados, casamentos, etc.; moradias de todos os tipos, com banheiro e cozinha, inclusive; assim como parques, plantações e fábricas, seja de suco, de roupas, de artefatos, etc., etc. À luz da codificação espírita, não passam de abusos ficcionais ditados nos interlúdios invigilantes de médiuns sem discernimento, que acreditam lhes baste a boa intenção e a cega confiança em seus guias para o exercício de suas faculdades. 
 
 
O princípio espírita das criações fluídicas, bom também é que se o diga logo, em nada ampara tais edificações no além; nunca se viu que essas criações exorbitassem o entorno mais imediato do próprio espírito, sua aparência, vestuário, certos objetos, pseudocompanhias, etc.; tudo, porém, subordinado exclusivamente ao pensamento: 1) quando cria ilusões ao espírito, ainda que eventualmente objetivadas nos fluidos; 2) quando cria aparências que visem um fim qualquer, a encarnados ou desencarnados. Um princípio do Espiritismo, além disso, não pode ser aplicado em contradição com os demais. Por que moradias e costumes de fruição carnal existiriam no mundo espírita, se o perispírito não tem funções que demandem nutrição, reprodução, etc., nem o além-túmulo, menos ainda, rigores climáticos que o instabilizem? Grupos, famílias de espíritos, sociedades inteiras deles, em regiões compatíveis com sua constituição fluídica, e unidos por propósitos comuns, com ações planejadas e tarefas várias: isso é Espiritismo! Todavia, nada existe aí que se aproxime das travessuras coloniais. 
 
 
Demonstrado, pois, que os mundos transitórios nada têm a ver com as colônias espirituais; sim, a princípio, com planetas de superfície temporariamente estéril, avanço: e quanto aos mundos que surgem e desaparecem na imensidão sem que a vida se manifeste ali? Certo que não podem chamar-se transitórios, mas nem por isso estariam, necessariamente, sem presenças invisíveis. O conceito de mundos transitórios prevê que os espíritos que neles habitam podem deixá-los livremente, não estando, assim, obrigados a aguardar o surgimento da vida na superfície. Desse modo, por que os espíritos não se reuniriam, para repouso, instrução e progresso, igualmente nos mundos não transitórios? 
 
 
Razoável admitir, pois, que existam: 1) mundos que são habitados apenas espiritualmente de início e, depois, também corporalmente; 2) mundos eventualmente habitados tão só por seres errantes, embora não em especial destinados a estes, por não serem transitórios. Mas não estaria faltando nada a esse panorama, por mais vasto? Eis aí nossa questão. Sim! Sim! Tais considerações somente ambientam os espíritos, a bem dizer, no universo físico, a modo de contingentes invisíveis e, nele, teoricamente, inobstáveis. Dizem alguns, por isso, até que há certo segredo acerca do mundo espírita em Kardec. Um tanto deslumbrados com a literatura ficcional mediúnica e suas colônias, findam por conferir uma proporção absurda àquele silêncio que o espírito Galileu diz estar sendo guardado, até ali, sobre o mundo espiritual. E disso concluem haver mistério em Kardec a respeito da vida espírita. Ora! “Até ali” só quer dizer até aquele ponto do próprio comunicado de Galileu, que apenas falara do modo da criação do universo e silenciara acerca do modo de criação dos espíritos que, nesse sentido, constituem o mundo espiritual, de que Galileu passa então a falar. 
 
 
Antes de tudo, são os espíritos que integram o mundo espírita. E já não é coisa pouca. O que mais se quer conhecer? A vida dos seres errantes por lá! Claro! Bem... Sabe-se que estão isentos de nossas necessidades; mas que possuem ainda um corpo, embora etéreo, sem órgãos, por mais denso. Onde se encontram com esse envoltório fluídico? Somente nos meios físicos do universo, exceção feita à invisibilidade própria dos espíritos? Se a matéria não lhes representa mais obstáculo, porque não podem ir a todos os planetas nessa condição errante? Por que percorrer o mundo espírita não pode ser, afinal, só uma viagem interplanetária, intergaláctica, sem aparatos tecnológicos? Tudo reside na compreensão da palavra espaço, ou melhor: espaços, nas letras kardecianas. Foi dito ao mestre que o espaço é infinito e que aquilo que se julga vazio está ocupado por matéria imponderável, em estado de fluido. Nessa medida, sim, os espíritos estão por toda parte e são povoados todos os globos. Não disseram, aliás, que povoam propriamente o espaço infinito, mas que “povoam ao infinito os espaços infinitos”. Quando se lê, pois, que os espíritos estão no espaço, que transpõem os mundos, a tais domínios tipicamente físicos do universo estão integrados os domínios fluídicos, espirituais. Nestes é que existe o que pode ser obstáculo aos espíritos, de acordo com sua situação perispirítica. Este é o adendo que faltava à ideia inicial de mundos transitórios ou intermediários, razão pela qual se limitou aparentemente a um panorama interplanetário, astronômico. 
 
 
Para Kardec, nosso belo planeta é como um vaso do qual escapa densa fumaça, que vai aclarando à medida que se eleva e cujas partes rarefeitas se perdem no espaço infinito. Esse é o âmbito em que se define seu conceito de atmosfera espiritual terrestre, meio formado por fluidos em vários graus de pureza, um tanto grosseiros se comparados aos que compõem as regiões superiores, razão pela qual são estas, de ordinário, inacessíveis aos espíritos atrasados, que nelas não podem viver, a despeito de visitá-las como estrangeiros e, ainda assim, apenas entrevendo-as. Portanto, segundo suas elevações, os espíritos povoam não apenas a superfície da Terra, entre os encarnados, de onde muitos não conseguem se afastar, mas também o espaço que a circunda, segundo o alvo do foco possível de suas percepções entre as várias camadas de fluidos espirituais do planeta. Como as coisas se passam nesses meios? Naqueles cujos fluidos são bem desmaterializados, sequer o imaginamos. Nas ambiências, todavia, em que a constituição fluídica se apresenta mais identificada à vida corporal, parece razoável admitir, seria menos difícil supô-lo, ainda que, mesmo nessas regiões mais densas, as coisas não possam transcorrer como se aqui se verificassem. Do contrário, afinal, não haveria a menor necessidade do estado de encarnação que, nesse caso, mais pareceria um acidente de percurso, à moda rustenista e, avanço em dizê-lo, era mesmo até esse ponto de distorção conceitual que nos queriam conduzir as almas jesuíticas da inglória causa federativa. 
 
 
A doutrina espírita ensina que os espíritos conservam as faculdades que tinham na Terra; que eles têm visão, audição, sensação, percepção, mas diversamente de quando possuíam um corpo físico, ainda que muitos deles, em erro, julguem que tais coisas se passem, por lá, da mesma forma que no corpo; o modo pelo qual atuam, inclusive. O pensamento dos espíritos atrasados não está esclarecido por vezes, e é então que muitos até julgam viver ainda entre os homens e mulheres, partilhando de suas aspirações, paixões e desejos. Nos meios compatíveis com essa sua natureza, os fluidos chegam a ter, para eles, aspecto tão material quanto, para nós, nossos objetos tangíveis; os combinam e elaboram, consciente ou inconscientemente, para produzir certos efeitos, mas o fazem por outros processos: pensamento e vontade. Podem formar, então, conjuntos com aparência, forma e cor determinadas. Kardec inclui essas possibilidades dos fenômenos peculiares ao mundo espiritual no que chamou laboratório do mundo invisível. Nem de longe lhe confere, todavia, o condão de produzir obras arquitetônicas majestáticas, estruturas complexas ao extremo, sobretudo quando voltadas para atender necessidades que não podem ser satisfeitas no além, ou para um funcionamento quase burocrático de inchadas estruturas organizacionais; ao menos não no mundo espírita kardeciano, mais fidedigno em detalhes reais e, por isso, certamente mais sóbrio. Tedioso, claro, só para o comum dos leitores de romances mediúnicos, estimulados por curiosidades tão ociosas quanto propícias a espíritos menos sérios, que compensam com artifícios ficcionais e vagas de raciocínio a falta de conteúdo realmente espiritual de seus comunicados. 
 
 
Verdade que o mestre publicou, nas suas primeiras revistas espíritas, ditados contendo desenhos mediúnicos da suposta casa de Mozart em Júpiter; todavia o fez a título de inventário aos leitores, para que julgassem o caso como quisessem; além disso, o referido espírito lá estaria em estado de encarnação, não no de erraticidade, o que determina relevantes diferenças de consideração. Espíritos errantes não necessitam de casa ou comida; não padecem doenças e não têm sofrimentos senão de natureza moral; mais pungentes, aliás, que os físicos. Contudo, transitam numa locação que, às vezes, não é a superfície do planeta, e sim o espaço mais ou menos imediatamente acima dela, algumas camadas da atmosfera espiritual terrestre, de fluidos um tanto grosseiros e cuja aparência, em função disso, pode lembrar o meio terreno em básicas referências, mesmo que fugidias; superfície e firmamento, por exemplo. Quem sabe, algo similar aos tais campos, espécies de bivaques, de que Mozart falou a Kardec em primeira mão. [...] já vos dissemos que há mundos particularmente destinados aos seres errantes, mundos que lhes podem servir de habitação temporária, espécies de bivaques, de campos onde descansem de uma demasiado longa erraticidade, estado este sempre um tanto penoso. 
 
 
Independentemente da diversidade dos mundos, essas palavras [‘há muitas moradas na casa do Pai’] podem também ser interpretadas pelo estado feliz ou infeliz do espírito na erraticidade. Conforme for ele mais ou menos puro e liberto das atrações materiais, o meio em que estiver, o aspecto das coisas, as sensações que experimentar, as percepções que possuir, tudo isso varia ao infinito. 
 
 
Poder-se-ia perguntar como é que os espíritos se podem evitar no mundo espiritual, uma vez que aí não existem obstáculos materiais nem refúgios impenetráveis à vista. Tudo é, porém, relativo nesse mundo e conforme a natureza fluídica dos seres que o habitam. Só os espíritos superiores têm percepções indefinidas, que nos inferiores são limitadas. Para estes, os obstáculos fluídicos equivalem a obstáculos materiais. Os espíritos furtam-se às vistas dos semelhantes por efeito [da vontade], que atua sobre o envoltório perispiritual e fluidos ambientes. 
 
 
Existem alguns cujo envoltório fluídico, mesmo sendo etéreo e imponderável em relação à matéria tangível, ainda é muito pesado, se assim podemos dizer, em relação ao mundo espiritual, para permitir que eles saiam do meio onde se encontram. É preciso incluir nessa categoria aqueles cujo perispírito é bastante grosseiro para que o confundam com o corpo carnal, razão pela qual continuam achando que estão vivos. Esses espíritos, cujo número é grande, permanecem na superfície da Terra, como os encarnados, julgando-se sempre entregues às suas ocupações; outros, um pouco mais desmaterializados, ainda não o são o suficiente para se elevarem acima das regiões terrestres [...] A camada de fluidos espirituais que cerca a Terra se pode comparar às camadas inferiores da atmosfera, mais pesadas, mais compactas, menos puras, do que as camadas superiores. [...] a constituição íntima do perispírito não é idêntica em todos os espíritos encarnados ou desencarnados que povoam a Terra ou o espaço que a circunda. 
 
 
Resta saber se neste espaço que circunda a Terra, isto é, se nas camadas de fluidos espirituais do seu entorno, seria impossível que, por uma razão ou por outra, houvesse meios cujas composições fluídicas assumissem só um certo aspecto das ambiências terrenas, já que podem, afinal, variar ao infinito, como vimos Kardec dizê-lo. Os espíritos Bizet e Mesmer prestaram, respectivamente, curiosas informações ao mestre: [...] tive sob os olhos o atroz espetáculo da fome entre os espíritos. Encontrei lá em cima muitos desses infelizes, mortos nas torturas da fome, ainda procurando em vão satisfazer a uma necessidade imaginária, lutando uns contra os outros para arrancar um pedaço de comida que se escondia em suas mãos, dilacerando-se mutuamente e, se posso dizer, se entredevorando; [...] enquanto na Terra se pensa que aqueles que partiram ao menos estão livres da tortura cruel que sofriam, percebe-se do outro lado que não é nada disso, e que o quadro não é menos sombrio, embora os autores tenham mudado de aparência. 
 
 
O mundo dos invisíveis é como o vosso. Em vez de ser material e grosseiro, é fluídico, etéreo, da natureza do perispírito, que é o verdadeiro corpo do espírito, haurido nesses meios moleculares, como o vosso se forma de coisas mais palpáveis, tangíveis, materiais. O mundo dos espíritos não é o reflexo do vosso; o vosso é que é uma imagem grosseira e muito imperfeita do reino de além-túmulo
 
 
Pode haver até alguma dúvida sobre a locação da cena descrita por Bizet: trata-se da superfície da Terra, entre os encarnados, ou do espaço que a circunda, com seus vários meios fluídicos? Todavia, Bizet informa que tudo aconteceria, sim, do outro lado, mas lá em cima. Em que pese aos espíritos conservarem a capacidade de perceber o que na Terra se passa conosco e entre nós, as percepções dos envolvidos na cena vista por Bizet não estão voltadas em nenhuma medida para o que se verifica na vida física; talvez exatamente porque não estariam nas regiões terrestres de fato, entre os vivos. De qualquer forma, veem-se num drama cujo cenário é construído por seu desequilíbrio, com direito a criação fluídica até de um pedaço de comida, tão objetiva no além, que é identificada por um terceiro; este goza, contudo, de melhores condições morais e, a despeito de avistar esse tétrico conjunto de aparência, forma e cor determinadas, logo julga vã a motivação que o gera: satisfazer necessidade que, afinal, ali, não poderá ser atendida, por não haver função do perispírito que a demande. A cena transcorre pungente e horrenda. E Kardec não lhe faz reparo algum. Esmera-se até em defender a idoneidade do espírito comunicante e a precisão de seus informes, classificando a situação de modo quase inédito em seus escritos: prolongação mista da vida terrena, vida intermediária que, se bem não seja física nem propriamente espiritual, é inerente ao estado de inferioridade de certos espíritos e necessária ao seu adiantamento. Claro está, porém, que quase tudo não passa da criação de ilusões desses espíritos a si mesmos, ainda que se objetivem, até certo ponto, nalguns conjuntos fluídicos postos em ação pelo seu pensamento. Colônias? Onde? 
 
 
O Livro dos Espíritos havia lecionado ser o nosso mundo reflexo obscuro desse outro; e Kardec, ser a vida humana decalque dessa outra; entretanto, nesses casos, nada quanto ao aspecto propriamente do meio espiritual, e sim à sua organização societária e respectiva meritocracia. Já a fala de Mesmer bem distingue: 1) mundo espírita; 2) perispírito de seus habitantes. Afiança que o mundo dos invisíveis seria como o nosso, na medida em que o nosso constituiria uma imagem grosseira e muito imperfeita do reino de além-túmulo. Grosseira e imperfeita no que remete, por certo, a nossa forma mortal: comemos, bebemos, nos reproduzimos, para manutenção da vida que, aqui, extingue-se; assim mesmo, porém, nosso mundo não passaria de uma imagem, algo que, em aparência, aspecto, similar se apresentaria, portanto, a certas regiões etéreas, à exceção de fruições corporais, inviáveis nesses ambientes, em nada ecológicos, por não haver mais a morte ali; talvez holográficos, por assim dizer. Insisto: Quem sabe, algo como os tais campos, espécies de bivaques, que originalmente Mozart revelou a Kardec. 
 
 
Para espaços infinitos que são povoados ao infinito seria tão inviável esse aspecto, só o aspecto um tanto terreno de certas regiões fluídicas mais densas? Quer-se evitar o fomento da imaginação criativa de muitos, que os coloca nos domínios da pseudo-revelação luizina e suas desastrosas congêneres. Fato. Entretanto, abandonada a compreensão que, desse assunto, só Kardec pode proporcionar em mais diligentes medidas, é que se lançam os menos avisados exatamente ao fluxo do que lhes parecerá mais detalhado: os romances mediúnicos; em geral, um cortejo absurdo de subversões aos princípios do Espiritismo: espíritos a comer, a beber, a casar, a morar; e, hoje, mesmo a copular, a se reproduzir, com fecundação, gestação, nascimento dos “bebês” e, pasmem, até a morrer, sobrevindo o sepultamento dos perispíritos em cemitérios d’além-túmulo... 
 
 
Já diz muito o fato de que os espíritos inferiores podem, sim, e com frequência, consciente ou inconscientemente, criar ilusões a si mesmos e, em certos limites, até objetivá-las nos fluidos. Nada comparável, no entanto, aos evidentes abusos da subliteratura mediúnica e suas fantasias coloniais. Avanço mais uma vez em dizê-lo: era mesmo até esse ponto nefasto de distorção conceitual que nos queriam conduzir as almas jesuíticas da inglória causa federativa. Ante uma vida espiritual que, na prática, só replica a fruição da vida física, esvazia-se de sentido o princípio espírita da absoluta necessidade da encarnação, abrindo caminho para a ideia de que seria mera exceção punitiva aos que sofrem a queda. Portanto, rustenismo sutil do além, mediante agora a subliteratura de ficção, bem ao gosto popular, em quase tudo ingênuo e, de ordinário, desavisado. Kardec seria bem melhor, mas para este, nada.
 
[...] o espanto cessa quando se sabe que esses mesmos espíritos são seres como nós; que têm um corpo, fluídico é verdade, mas que não deixa de ser matéria; que, deixando seu invólucro carnal, certos espíritos continuam a vida terrestre com as mesmas vicissitudes, durante um tempo mais ou menos longo. Isto parece singular, mas é, e a observação nos ensina que tal é a situação dos espíritos que viveram mais a vida material do que a vida espiritual, situação por vezes terrível, porque a ilusão das necessidades da carne se faz sentir, e se tem todas as angústias de uma necessidade impossível de satisfazer. O suplício mitológico de Tântalo, nos Antigos, acusa um conhecimento mais exato do que se supõe, do estado do mundo de além-túmulo, sobretudo mais exato que entre os modernos. [...] O quadro que apresenta o cura Bizet nada tem, pois, de estranho; vem, ao contrário, confirmar, por mais um grande exemplo, o que já se sabia; e, o que afasta toda ideia de reflexão de pensamentos, é que o fez espontaneamente, sem que ninguém pensasse em chamar sua atenção sobre aquele ponto. Por que, então, teria vindo dizer, sem que se lhe perguntasse, se aquilo era assim ou não? Sem dúvida a isto foi levado para a nossa instrução. Aliás, toda a comunicação traz um cunho de gravidade, de sinceridade e de modéstia, que é bem o seu caráter e que não é próprio dos espíritos mistificadores. 
 
 
Afora o que destaquei de Mozart, Kardec, Bizet e Mesmer, entendo que também São Luís, Erasto e Santo Agostinho rasgaram esse véu, ao se referirem a: 1) mundos intermediários como viveiros da vida eterna, onde os espíritos se agrupam conforme seus graus de adiantamento; 2) regiões similares à Terra, das quais espíritos muito aprisionados à matéria não se podem afastar, bem como não o podem das próprias regiões terrenas; 3) mundos inferiores em que os encarnados, mesmo durante o sono, buscam antigas afeições que os chamam, prazeres mais baixos do que têm aqui, doutrinas mais vis, mais ignóbeis, mais nocivas do que as que professam no corpo, em vigília. Seriam todas essas, no entanto, simples menções a outros planetas, e não a meios etéreos do nosso próprio orbe? Em caso afirmativo:  
 
 
1) Urgiria supor que São Luís se refere ao conceito inicial de mundos transitórios e, com efeito, que busca em meios interplanetários os espíritos afins que, na Terra encarnados, explicam a identidade de caráter tantas vezes observada entre pais e filhos. Não os existiriam por aqui mesmo? 2) Seria preciso crer possível, no pensamento de Erasto, que espíritos materialistas, antes na Terra encarnados e, por cegueira moral, aprisionados violentamente aos laços da matéria depois de mortos, deslocam-se, por vezes, para outros planetas, similares ao nosso, não permanecendo, assim, de preferência, na superfície da Terra, ou no espaço que a circunda. 3) Ter-se-ia que admitir Santo Agostinho a revelar, de espíritos inferiores, verdadeiras viagens interplanetárias durante os períodos de sono e, portanto, em estado de encarnação, o que não é exatamente um facilitador; anote-se que é referida a busca de prazeres ainda mais baixos do que eles têm durante a vigília; em espírito, ainda que presos a um corpo, não podem supor que satisfazem tais paixões senão alucinando, criando ilusões a si mesmos, entre pares igualmente inconsequentes. Tratar-se-ia, pois, de semelhantes interplanetários, localizados em mundos transitórios? Em todos os casos, restaria exorbitado o princípio de economicidade tão caro à razão. Por que imaginarmos alhures os seres que mais provavelmente estão vinculados ao nosso próprio planeta? Por que não estariam nos seus meios correspondentes aos estados sutis da matéria, integrantes da atmosfera espiritual terrestre? 
 
 
Antes de selar como mistério indevassável toda a vida espiritual, melhor admitir-lhe, ainda que fugidias, algo das referências terrenas, sempre tendo em vista, claro, para a análise das comunicações em que apareçam, as vigilantes restrições dos princípios kardecianos: 1) eventuais ilusões que os espíritos podem criar a si mesmos, ainda que objetivadas nos fluidos; 2) aparências que podem criar visando um fim qualquer, a encarnados ou desencarnados; 3) meras ficções psicográfico-obsessivas, cujo fim é a distorção dos ensinos do Espiritismo, sua substituição por outra matriz doutrinária. 
 
 
Fato é que esse prolongamento misto da vida terrena é situação por vezes terrível, sim; isto significa, contudo, que, doutras, nem tanto; fica a depender dos espíritos. Sobretudo na superfície do planeta, mas também no espaço que a circunda, está a massa da população ambiente do mundo invisível. Ela é composta, segundo Kardec: 1) pelos que, não mais podendo satisfazer suas paixões, se agradam da companhia dos encarnados que a estas se entregam, incitando nestes o cultivo daquelas; 2) pelos que se julgam ainda vivos; 3) pelos que, menos atrasados um pouco, embora não menos vulgares, já buscam algum aperfeiçoamento e instrução vendo e observando nossos costumes, mas impacientando-se por faltar-lhes a realidade dos nossos prazeres. Se distanciados, porém, da superfície da Terra e, assim, no espaço que a circunda, só quanto ao aspecto das coisas é possível aos espíritos menos depurados se moverem entre holográficas referências terrenais, próprias ainda dessas regiões etéreas mais densas. 
 
 
Como quer que seja, em nenhuma hipótese atende-se a necessidades que, do outro lado, não é possível satisfazer; não há, lá em cima, como fruir gozos carnais, por falta do instrumento dos mesmos: o corpo físico. Por isso Kardec recorre ao suplício mitológico de Tântalo como oportuna ilustração; a metáfora de tudo que está tão perto e, ao mesmo tempo, é inalcançável. Havia entre os antigos um conhecimento mais exato do estado do mundo espiritual do que entre os modernos, segundo Kardec; pela razão de que estes materializavam os gozos de além-túmulo, bem como suas penas. O Espiritismo discorda terminantemente disso, seja no cristianismo, seja mesmo no islamismo. Diz Kardec sobre certa nuança da vida depois da morte no Alcorão, Surata XXXVII, v. 39 a 47: 
 
 
Sem dúvida se notará que os rios, as fontes, os frutos abundantes e as sombras aí representam grande papel, por faltarem sobretudo aos habitantes do deserto. Os leitos macios e as roupas de seda, para gente habituada a dormir no chão e vestida com grosseiras peles de camelo, também deviam ter grande atrativo. Por mais ridículo que tudo isto nos pareça, pensemos no meio em que vivia Maomé e não o censuremos muito, pois, com o auxílio deste atrativo, ele soube tirar um povo da barbárie e dele fazer uma grande nação. 
 
 
Que diria Kardec então sobre a literatura de Chico Xavier e cia.? Que diria da comida, da bebida, das moradias, dos perispíritos com “calor orgânico” e “pulsação regular” de André Luiz? RIDÍCULO! Alguns querem situá-la numa transição do Catolicismo para o Espiritismo. Mas não vejo que a maioria evolua de Chico Xavier a Kardec; o contrário é que é considerado evolução, sem que praticamente ninguém se dê conta de um tão colossal anacronismo. Ora! Da refinada e cuidadosa concepção do mundo espírita, sem mescla em Kardec, até as bizarras grosserias da literatura de Chico Xavier e quejandos não há senão uma involução lamentável e grotesca.
 
 
De fato, o conceito de mundos transitórios é coisa crua, até insólita inicialmente. Espíritos a viver em meio ao caos dos elementos, até que a vida surja e se organize em planetas temporariamente inférteis, soa um tanto estranho sem o adendo que Kardec adiciona posteriormente: atmosfera espiritual, não mais a simples ação dos pensamentos nos fluidos ambientes, mas regiões etéreas, meios de maior ou menor pureza, que lhes servem de habitat post-mortem. As circunstâncias em que a ideia de mundos transitórios ou intermediários é transmitida ao mestre são, no mínimo, curiosas. 
 
 
Ele desconfia de uma informação de Chopin e lhe diz não compreender ser possível a espíritos errantes a execução de peças musicais no além-túmulo. Mozart, instado por Kardec a dar explicações sobre esse suposto fato, assegura compreender a hesitação do mestre; todavia confirma o dito de Chopin e o justifica com a existência, para os seres errantes, dessas espécies de bivaques, de campos onde descansem de uma demasiado longa erraticidade, embora, com isso, em absoluto, não responda ao que Kardec lhe pergunta. O mestre submete a questão a outro centro espírita, no qual Santo Agostinho junta a essas as informações que definem como mundos transitórios os planetas de superfície temporariamente estéril, mas habitados por espíritos errantes; avança e diz que, em nosso sistema, nenhum orbe existe nessa condição e que, só a Terra, durante sua formação, foi um deles, também conhecidos àquela altura por mundos intermediários
 
 
Esta sinonímia permanece na Revista e não passa explicitamente ao Livro dos Espíritos, no qual Kardec, na verdade, promove uma espécie de harmonização dos ensinos de Mozart sobre campos de descanso e os de Santo Agostinho a respeito de mundos transitórios. Isto se verifica sob o império da matemática, da física, da química, da biologia e, neste caso, sobretudo, da astronomia. O contexto cultural positivista é determinante para o julgamento de Kardec. Ante o paralelismo vocabular entre Espiritismo e astronomia, ele assimila os campos de descanso de Mozart aos mundos transitórios de Santo Agostinho, em cujo ínterim, mais tarde, instala-se a temeridade das colônias espirituais. Não há demérito de Kardec. Houve uma fatalidade. Essas ciências são matrizes metafóricas fortíssimas; a tal ponto que o próprio Espiritismo teria abortado se surgisse antes delas. Nenhuma surpresa, portanto. 
 
 
As coisas findam por se definir melhor no capítulo décimo quarto de A Gênese, no qual Kardec traça um recorte epistêmico brilhante, em que deixa os espaços físicos, materiais, ponderáveis, às ciências, e reivindica os domínios fluídicos, imponderáveis, espirituais, para o Espiritismo. Com isso, os espíritos são postos, enfim, em suas mais precisas fronteiras universais, que se estendem das superfícies planetárias até as inumeráveis camadas fluídicas que as circundam. Tanto os mundos transitórios de Santo Agostinho, quanto os campos de descanso de Mozart, permanecem viabilizados, desde que não padeçam o embaraço reducionista inicialmente provocado pelo paralelismo vocabular entre Espiritismo e astronomia. Diz-se, aliás, que os espíritos estão no mundo espírita, todavia, a ninguém acode o pensamento de que estejam propriamente noutro planeta, ao menos não na superfície de algum deles. Assim, depois de erraticidades algo penosas, tantas vezes acontecidas nas superfícies planetárias, ou nas regiões fluídicas próprias de seus entornos mais imediatos, pode-se admitir sejam os espíritos encaminhados a esses mundos, isto é, na verdade, a essas espécies de bivaques, de campos de repouso também localizados na atmosfera espiritual dos orbes, donde seguem, após períodos mais ou menos longos, em geral, para a reencarnação. Nada, porém, que autorize o mundo espírita a replicar a vida física em peripécias coloniais. 
 
 
O Espiritismo espraia a vida espiritual pelos “espaços infinitos povoados ao infinito”; o espaço que se supõe vazio está cheio de uma matéria em estados que, de ordinário, escapam aos nossos sentidos e instrumentos: esse é o mundo dos espíritos propriamente dito, que interpenetra o universo físico e em tudo o transcende. Estima-se, aliás, que a matéria conhecida represente apenas quatro por cento do universo, cabendo vinte e seis por cento à matéria escura e, assustadores setenta por cento, à energia escura. Pouquíssimo se compreende a respeito do que efetivamente seriam. 
 
 
Para além das nossas conjecturas, no entanto, é bom que se saiba haver estas certezas inflexíveis, o grande legado espírita a nossa modernidade atormentada pela doença de uma suspeita sistemática ao extremo: 1) a alma do justo é recebida como um irmão bem-amado e longamente esperado; a do mau, como um ser que se despreza; 2) segundo a afeição que tenhamos mantido, quase sempre aqueles que conhecemos na Terra vêm receber-nos, ajudar-nos em nossa libertação das faixas da matéria, depois do que reencontraremos a muitos que havíamos perdido de vista, assim como veremos outros espíritos que ali estarão, e os que se encontrarão ainda encarnados, que poderemos, sim, visitar; 3) raro será que haja solidão, porque viveremos em grupos, em famílias, unidos na similitude de tendências e propósitos, segundo nossa elevação; 4) conforme nossas disposições evolucionais e até que não nos haja mais proveito nisto, voltaremos a viver aqui, ou noutros mundos, rumo à vida exclusivamente espiritual.
 

Referências Bibliográficas

O Livro dos Espíritos, 87 e 232.

Revista Espírita. Mai/1859. “Música de Além-Túmulo” e “Mundos Intermediários ou Transitórios”, n. 3. O Livro dos Espíritos, 234 a 236.

Revista Espírita. Ago/1859. Mobiliário de Além-Túmulo, ns. 20 e 22.

A Gênese, VI, 19.

Revista Espírita. Abr/1859. Quadro da Vida Espírita.

O Livro dos Espíritos, 22, 36, 55, 87 e 278.

O Livro dos Espíritos, 232.

A Gênese, cap. XIV, ns. 3 a 5 e 10

O Livro dos Espíritos, 257. O Livro dos Médiuns, Parte II, Cap. IV, n. 74, XXIV.

O Livro dos Médiuns, 2.ª Parte, VIII. A Gênese, XIV, ns. 9 e 14.

Revista Espírita. Mai/1858. Palestras familiares de além-túmulo.

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Revista Espírita. Mai/1859. Música de Além-Túmulo.

O Evangelho Segundo o Espiritismo, III, 2.

O Céu e o Inferno. 2.ª parte, cap. V, Um Ateu, n. 19.

A Gênese, XIV, 9 e 10.

Revista Espírita. Jun/1868. A fome entre os espíritos.

Revista Espírita. Mai/1865. Dissertações Espíritas. Sobre as Criações Fluídicas. Grifo do original.

O Livro dos Espíritos, 237.

KARDEC. A Gênese, XIV, 14.

Cf. Op. cit., n. 278 e comentário ao n. 266.

Revista Espírita. Mai/1859. Música de Além-Túmulo.

Revista Espírita. Ago/1859. Mobiliário de Além-Túmulo, ns. 20 e 22.

Revista Espírita. Jun/1868. A fome entre os espíritos. Negrito meu.

Revista Espírita. Jul/1862. Hereditariedade Moral.

Revista Espírita. Mai/1863. Questões e Problemas. Espíritos incrédulos e materialistas.

O Livro dos Espíritos, 402.

O Livro dos Espíritos, comentário ao n. 317. Revista Espírita. Maio/1859. Cenas da Vida Privada Espírita, ns. 20 a 22.

O Céu e o Inferno. Parte I, cap. IV, n. 14.

Revista Espírita. Nov/1866. Maomé e o Islamismo. Negrito meu.

Os Mensageiros. Cap. 22.

Revista Espírita. Mai/1859. Música de Além-Túmulo. Mundos Intermediários ou Transitórios.

Cf. A Gênese, I, 16.

O Livro dos Espíritos, 160, 215, 287. A Gênese, XI, 27 (ou 28).

 

Fonte: http://ensaiosdahoraextrema.blogspot.com.br/2013/05/o-espaco-e-os-mundos-nao-colonias.html

quarta-feira, 17 de abril de 2013

ONDE ESTARIA O ESPÍRITO HITLER?

O texto que publico abaixo é da autoria de Geraldo Lemos Neto baseado em suas conversas com Chico Xavier.

(...) Perguntei ao Chico sobre Hitler. Onde estaria o espírito Hitler ? Chico então me contou uma história muito interessante. Segundo ele, imediatamente após a sua desencarnação, o espírito Hitler recebeu das Altas Esferas uma sentença de ficar 1.000 anos terrestres em regime de solitária numa prisão espiritual situada no planeta Plutão. Chico explicou-me que esta providência foi necessária não somente pelo aspecto da pena que se lhe imputara aos erros clamorosos, mas também em função da Misericórdia Celeste em protegê-los da horda de milhões de almas vingativas que não o haviam perdoado os deslizes lamentáveis. Durante este período de 10 séculos em absoluta solidão ele seria chamado a meditar mais profundamente sobre os enganos cometidos e então teria nova chance de recomeçar na estrada evolutiva.

Quando o espírito Gandhi desencarnou, e ascendeu aos Planos Mais Altos da Terra pela iluminação natural de sua bondade característica, ao saber do triste destino do algoz da humanidade na II Grande Guerra Mundial, solicitou uma audiência com Jesus Cristo, o Governador Espiritual da Terra, e pediu ao Cristo a possibilidade de guiar o espírito de Hitler para o Bem, o Amor e a Verdade. Sensibilizado pelo sacrifício de Gandhi, Nosso Senhor autorizou-o na difícil tarefa e desde então temos Gandhi como dos poucos que se aproximam do espírito Hitler com compaixão e amor...

Impressionado perguntei ao Chico : Então Chico, o Planeta Plutão é um planeta penitenciária ?

E ele me respondeu : É sim, Geraldinho. Em nosso Sistema Solar, temos penitenciárias espirituais em Plutão, em Mercúrio e na nossa Lua terrena. Eu soube por exemplo que o espírito Lampião o Cangaceiro do Nordeste está preso na Lua. É por isso que alguns astronautas que lá pisaram, sentindo talvez um frio na alma, voltaram à Terra meio desorientados e tristes. Soube de um até que se tornou religioso depois de estar por lá !

Como vemos o nosso Chico era capaz de desvendar muitos mistérios em torno da organização da vida mais além ! E com que simplicidade e naturalidade ele nos falava dessas coisas ..."

Fonte: GRUPO DE ESTUDO ALLAN KARDEC

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

COLÔNIAS ESPIRITUAIS NO BRASIL


Hora de refletir: Para onde vamos, quando acabar nossa passagem pela Terra? Para as Colônias Espirituais, cada uma lhe atraindo aos seus afetos.

Colônia Espiritual, cidade espiritual, comunidade espiritual ou mundos transitórios é o lugar onde vivem os espíritos após a morte.

Existem vários tipos de colônias espirituais, temos: Colônias correcionais, de estudo e desenvolvimento das artes, socorristas, pesquisa no autoconhecimento e científicas e várias outras. Lá os espíritos trabalham, mandam mensagens espirituais para as pessoas encarnadas, se recuperam, preparam-se para encarnar novamente, além de muitas outras coisas.

Vamos citar algumas colônias espirituais situadas sobre o Brasil, mostraremos sua localidade e sua função como colônia espiritual, vamos a elas:

- Colônia Regeneração: Localizada nas proximidades de Goiânia até Brasília, esta Comunidade trabalha com a recuperação de espíritos mutilados no períspirito, além de proceder com atendimentos fluídico concentrados, terapias, academias, tudo com o intuito de renovação interior.

- Colônia Amigos da Dor: Encontra-se no norte de Minas e extremo sul da Bahia. Realiza socorro a recém-desencarnados através de missas. Os espíritos servidores dessa Colônia prestam atendimento em igrejas, santas casas de misericórdia e é uma das mais antigas Colônias em terras brasileiras.

- Colônia Redenção: Se situa no leste da Bahia em formato mais ou menos triangular. Sendo uma grande referência no mundo espiritual, esta Colônia realiza um grande trabalho em laboratório fluídico por intermédio de seus socorristas na Terra. Encontra-se lá um arquivo com as mais lindas histórias e exemplos de amor que o mundo já viu, começando pela história de Jesus em cenas vivas.

- Colônia Arco-Íris: Esta Comunidade Espiritual é localizada na região norte do Brasil, indo de Porto Velho (RO) a Manaus (AM) em linha reta. Seus servidores oferecem grande amparo aos encarnados e conhecidos como “filhos do arco-íris”.

Colônia Raios do Amanhecer: Localizada na parte central do planeta, tendo maiores núcleos no Brasil, no norte do Amapá. Seus diferentes núcleos espalhados por vários países representam uma atividade diferente. No Brasil se parece com um grande parque infantil, pois é um mundo espiritual de crianças.

- Colônia Bom Retiro: Localiza-se no Paraná tendo um formato de losango. Além de dar socorro aos desencarnados, ela tem como principal função dar a volta ao reequilíbrio do espírito.

- Colônia Padre Chico: Situada no Triangulo Mineiro, é também conhecida no mundo espiritual como Colônia das Margaridas. É uma colônia muito movimentada, pois nela tem espíritos abrigados para socorro e para trabalhar em nome de Cristo.

- Colônia da Praia: Fica no sudeste do Espírito Santo. É voltada para atividades espirituais que atuam na ecologia terrena, desenvolvem estudo e mantém observação atuando no equilíbrio exercido pelo Oceano.

- Colônia Nova Esperança: Localizada bem próximo de Palmelo (GO), esta Colônia tem como função a catalogação de todos os espíritos que entram, saem e que permanecem no planeta, que hoje em dia é de aproximadamente 30 bilhões de espíritos.

- Colônia das Águas: Situa-se próxima à entrada do rio Amazonas, Sua especialidade é receber os desencarnados por problemas circulatórios e que foram afetados no períspirito.

- Colônia Morada do Sol: Encontrada na parte leste do Brasil e se estendendo até o norte da Bahia. Esta Colônia coordena equipes espalhadas pelo planeta, os servidores levam amparo aos portadores de “doenças tropicais” encarnados.

- Colônia das Flores: Sendo uma das maiores colônias espirituais, ela inicia na parte centra de Santa Catarina indo até Goiás, tendo pontos no Paraná e adentrando São Paulo. Especializada em socorro aos desencarnados vítimas de câncer e que geralmente conservam esta impressão no períspirito.

- Colônia Gramado: Sobre o Rio Grande do Sul, possui vários núcleos de atendimento socorrista. Entre elas destacam-se as colônias “Das Orquídeas”, “Girassóis”, “Do Guaíba” e “Estrela D’alva”, todas recebem o nome de Colônia Gramado. Específica em trabalhos de técnicas de estudo relacionados à coluna vertebral, coordenação motora das pernas e dos pés.

- Colônia das Montanhas: Encontrada no noroeste de Minas Gerais, próximo à divisa de Goiás. Adentrando o sudoeste entre a Serra Bonita (MG) e a Serra da Capivara (BA) e a Serra dos Gaúchos (MG), envolve toda a área do Parque Nacional Grande Sertão Veredas, onde envolve as águas dos rios Urucaia e Pardo com seus afluentes.

- Colônia Estudo e Vida: Fica no Mato Grosso do Sul e parte da Bolívia. Tem por finalidade o estudo da vida. Possibilita que todos os espíritos tenham autoconhecimento para compreender próprios conflitos e desencontros para qualquer assunto.

Colônia das Violetas: Situada entre Amazonas, Tocantins, Paraná e Mato Grosso, está Colônia realiza técnicas voltadas para a cura de enfermidades cardíacas.

- Colônia do Sol Nascente: No sudoeste do estado de São Paulo, esta Comunidade apresenta um setor de preparação do espírito para reencarnar, aguardando um momento determinado por Deus.

- Colônia do Abacateiro: Abrangendo os estados de Goiás e Mato Grosso, esta Cidade Espiritual é toda cercada por abacateiros e desenvolve técnicas e atendimentos renais, tanto no períspirito quanto no auxílio a todos os processos de enfermidade renal.

- Colônia do Rouxinol: Ao norte do Brasil, no Maranhão, a Colônia passa uma profunda sensação de paz e ali ficam espíritos que desencarnaram após longo período de enfermidade ou que tiveram morte súbita.

- Colônia do Moscoso: Encontra-se na parte centro-leste do Espírito Santo, esta Comunidade tem o formato de um retângulo e com características orientais, fundada por Moscos (povos que habitavam o Mar Negro e o Mar Cáspio). A Colônia desenvolve técnicas que auxiliam o espírito a desenvolver a autodescoberta, como essência divina.

Além destas temos outras, como:
Nosso Lar
Colônia Socorrista Moradia
Colônia Campo da Paz
Casa Transitória de Fabiano
Colônia Redenção
Colônia da Música
Colônia Espiritual de Eurípedes Barsanulfo
Colônia Alvorada Nova
Colônia Casa do Escritor
Colônia Triângulo, Rosa e Cruz
Sanatório Esperança
Moradias
Colônia Porto da Paz
Instituto de Confraternização
Espírito Meimei
Colônia A Cruzada
Colônia Gordemônio

É bom lembrar…
Que as cidades espirituais que se localizam mais próximas a terra, normalmente são planos transitórios. Existem outros planos superiores e também inferiores.
Nas colônias os espíritos aprendem a se desligar da matéria, alguns lentamente, outros com uma adaptação mais depressa. Cada espírito é um espírito, e seu tempo em determinada colônia, em um plano inferior ou em até mesmo quando reencarnado é relativo.
Nas colônias existem animais, pois eles são princípios espirituais que estão a caminho da evolução, da mesma forma que nós procuramos progredir. Eles também reencarnam e são bem utilizados, cuidados e amados no mundo espiritual. ]
No Brasil existem mais colônias do que as mostradas aqui. Este é um trabalho que pretende mostrar uma pequena noção do que é e como se localizam as colônias e moradas. Como disse nosso mestre Jesus: “Há várias moradas na casa do meu pai.”
Além das colônias que foram criadas recentemente, existem colônias Indígenas. Apesar disso não existe colônias para católicos, separados dos espíritas, assim como não se separam celebridades e fãs, todos somos iguais, apenas diferenciados pelo nosso pensamento, não pela cor ou pelo credo. Mas devemos lembrar que os espíritos mantém sintonia, seja com o bem ou com o mal, isso é que definirá onde irá se encontrar.
Lembrando que existem colônias especializadas em desenvolvimento tecnológico, existem as que preparam trabalhadores para trabalharem nos Grupos Espíritas e em outros núcleos também que trabalham com amor e para o amor, como as casas de Umbanda. Tem colônias que trabalham como pronto-socorro e outras como grandes editoras, espíritos que trabalham para trazerem obras magníficas para nós encarnados.
(Informações do Grupo de Estudos Amigos de Chico Xavier)

Dentre as diversas obras estudadas, destacamos:
Nosso Lar- Chico Xavier, pelo espirito André Luiz.
Cidade no Além- Chico Xavier, pelo espirito André Luiz.
Libertação- Chico Xavier, pelo espirito André Luiz.
Colônias Espirituais - Lúcia Loureiro Espírita
Tormentos da Obsessão - Manoel Philomeno de Miranda (espírito), psicografia de Divaldo Pereira Franco.
Os Mensageiros, psicografado por Francisco Cândido Xavier.
Obreiros da Vida Eterna, pelo espirito André Luiz e psicografado por Francisco Cândido Xavier,
Além da Morte, espirito Otília Gonçalves, psicografado por Divaldo Pereira Franco.
Ainda no livro Nosso Lar, há referências à Colônia Socorrista Moradia, como uma das mais antigas, ligada a zonas bem inferiores para atendimento
à população do Umbral, assim denominada a região espiritual habitada por espíritos trevosos.
Quando se pretende falar da vida, espirito Roberto Muszkat,, a através do médium Chico Xavier
Cidade no Além” médium Heigoriana Cunha
A Casa do Escritor – Patrícia (autora espiritual) / Psicografado por Vera Lúcia M. de Carvalho
Francisco de Assis, Miramez (João Nunes Maia).
O mundo em que eu vivo, espirito Silveira Sampaio
Voltei, irmão Jacob - Francisco Candido Xavier.
Moradas Espírituais - Vânia Arantes Damo