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quarta-feira, 23 de março de 2011

PADRE JÚNIOR DISSE: "CHICO XAVIER EXALAVA AMOR."


O Brasil é uma país falsamente católico. Ok, oficialmente o catolicismo é a nossa religião, mas muita gente tem um pé no espiritismo.....
Padre Júnior deixou de lado as diferenças filosóficas entre as religiões e, antes de celebrar a Missa de Lava-pés na Paróquia São Judas Tadeu, afirmou que “Chico Xavier exalava amor. Seja no Espiritismo ou Catolicismo, todos nós somos cristãos e é isso que sempre vai nos unir”, pregou o sacerdote em referência às ações humanitárias do médium.
"Chico Xavier exalava amor, era extremamente humano em suas palavras e em suas ações". Foi dessa maneira que o padre José Lourenço da Silva Júnior, titular da paróquia São Judas Tadeu, em Uberaba (MG), descreve o médium mineiro. Apesar de diferenças filosóficas entre espiritismo e catolicismo, a referência humanitária de Chico Xavier quebrou barreiras e possíveis preconceitos entre diferenças religiosas.
"Uberaba tem uma religiosidade muito forte e presente na vidas das pessoas. Seja espiritismo ou catolicismo, todos nós somos cristãos e é isso que sempre vai nos unir", disse padre Júnior, antes de celebrar a missa de lava-pés, na noite de quinta-feira (1º), véspera da Sexta-Feira Santa e do centenário de nascimento de Chico Xavier. Ele morreu em 30 de junho de 2002.
O padre disse ainda que a união religiosa evidenciada em Uberaba pode ser considerada um exemplo para os povos no mundo. "O homem erra quando se divide religiosamente. Não se pode ser hipócrita, pois a irmandande humana não se quebra com a religião de cada um. É preciso deixar de lado esse sectarismo religioso e ter mais acolhimento e misericórdia", afirmou Júnior.
Chico Xavier e padre Júnior se encontraram pela primeira vez na paróquia São Judas tadeu. "Chico foi padrinho em um casamento celebrado por mim. Depois da cerimônia, conversei com ele por cerca de 20 minutos. Ele era uma pessoa bela. Não se pode levar em conta o distanciamento entre a filosofia do espiritismo e a do catolicismo. Ele era exemplo pelo apoio que oferecia aos mais necessitados", disse o pároco.
Júnior se sente à vontade para falar sobre Chico Xavier, pois é padre em Uberaba há 25 anos, sendo que há 18 anos comanda a paróquia São Judas na cidade mineira. "Penso que temos de colocar no coração que Jesus, que nos deixou a seguinte mensagem: 'do amai-vos uns aos outros como eu vos amo'. Esse amor não pode ser técnico, tem que vir do coração." - Glauco Araújo Do G1, em Uberaba (MG)


O AMOR NÃO TEM RÓTULO RELIGIOSO.....IRMÃ DULCE, MADRE TEREZA, BEZERRA DE MENEZES, CHICO XAVIER E OUTROS EXALAVAM AMOR...........

http://amigoespirita.ning.com/profiles/blog/show?id=2920723:BlogPost:131327&xgs=1&xg_source=msg_share_post

segunda-feira, 14 de março de 2011

Vou abrir minha igreja e já volto!!!...


O PRIMEIRO MILAGRE DO HELIOCENTRISMO

Eu, Claudio Angelo, editor de Ciência da Folha, e Rafael Garcia, repórter do jornal, decidimos abrir uma igreja.

Com o auxílio técnico do departamento Jurídico da Folha e do escritório Rodrigues Barbosa, Mac Dowell de Figueiredo Gasparian Advogados, fizemo-lo. Precisamos apenas de R$ 418,42 em taxas e emolumentos e de cinco dias úteis (não consecutivos) . É tudo muito simples.

Não existem requisitos teológicos ou doutrinários para criar um culto religioso. Tampouco se exige número mínimo de fiéis.
Com o registro da Igreja Heliocêntrica do Sagrado Evangélio e seu CNPJ, pudemos abrir uma conta bancária na qual realizamos aplicações financeiras isentas de IR e IOF. Mas esses não são os únicos benefícios fiscais da empreitada. Nos termos do artigo 150 da Constituição, templos de qualquer culto são imunes a todos os impostos que incidam sobre o patrimônio, a renda ou os serviços relacionados com suas finalidades essenciais, as quais são definidas pelos próprios criadores. Ou seja, se levássemos a coisa adiante, poderíamos nos livrar de IPVA, IPTU, ISS, ITR e vários outros "Is" de bens colocados em nome da igreja.

Há também vantagens extratributárias. Os templos são livres para se organizarem como bem entenderem, o que inclui escolher seus sacerdotes. Uma vez ungidos, eles adquirem privilégios como a isenção do serviço militar obrigatório (já sagrei meus filhos Ian e David ministros religiosos) e direito a prisão especial.

LISTA DE IGREJAS ABERTAS NO BRASIL EM 2010 (até setembro)

- Igreja da Água Abençoada
- Igreja Adventista da Sétima Reforma Divina
- Igreja da Bênção Mundial Fogo de Poder
- Congregação Anti-Blasfêmias
- Igreja Chave do Éden
- Igreja Evangélica de Abominação à Vida Torta
- Igreja Batista Incêndio de Bênçãos
- Igreja Batista Ô Glória!
- Congregação Pass o para o Futuro
- Igreja Explosão da Fé
- Igreja Pedra Viva
- Comunidade do Coração Reciclado
- Igreja Evangélica Missão Celestial Pentecostal
- Cruzada de Emoções
- Igreja C.R.B. (Cortina Repleta de Bênçãos)
- Congregação Plena Paz Amando a Todos
- Igreja A Fé de Gideão
- Igreja Aceita a Jesus
- Igreja Pentecostal Jesus Nasceu em Belém
- Igreja Evangélica Pentecostal Labareda de Fogo
- Congregação J. A. T. (Jesus Ama a Todos)
- Igreja Evangélica Pentecostal a Última Embarcação Para Cristo
- Igreja Pentecostal Uma Porta para a Salvação
- Comunidade Arqueiros de Cristo
- Igreja Automotiva do Fogo Sagrado
- Igreja Batista A Paz do Senhor e Anti-Globo
- Assembléia de Deus do Pai, do Filho e do Espírito Santo
- Igreja Palma da Mão de Cristo
- Igreja Menina dos Olhos de Deus
- Igreja Pentecostal Vale de Bênçãos
- Associação Evangélica Fiel Até Debaixo DÁgua
- Igreja Batista Ponte para o Céu
- Igreja Pentecostal do Fogo Azul
- Comunidade Evangélica Shalom Adonai, Cristo!
- Igreja da Cruz Erguida para o Bem das Almas
- Cruzada Evangélica do Pastor Waldevino Coelho, a Sumidade
- Igreja Filho do Varão
- Igreja da Oração Eficiente
- Igreja da Pomba Branca
- Igreja Socorista Evangélica
- Igreja A de Amor
- Cruzada do Poder Pleno e Misteri oso
- Igreja do Amor Maior que Outra Força
- Igreja Dekanthalabassi
- Igreja dos Bons Artifícios
- Igreja Cristo é Show
- Igreja dos Habitantes de Dabir
- Igreja Eu Sou a Porta
- Cruzada Evangélica do Ministério de Jeová, Deus do Fogo
- Igreja da Bênção Mundial
- Igreja das Sete Trombetas do Apocalipse
- Igreja Barco da Salvação
- Igreja Pentecostal do Pastor Sassá
- Igreja Sinais e Prodígios
- Igreja de Deus da Profecia no Brasil e América do Sul
- Igreja do Manto Branco
- Igreja Caverna de Adulão
- Igreja Este Brasil é Adventista
- Igreja E..T.Q.B (Eu Também Quero a Bênção)
- Igreja Evangélica Florzinha de Jesus
- Igreja Cenáculo de Oração Jesus Está Voltando
- Ministério Eis-me Aqui
- Igreja Evangélica Pentecostal Creio Eu na Bíblia
- Igreja Evangélica A Última Trombeta Soará
- Igreja de Deus Assembléia dos Anciãos
- Igreja Evangélica Facho de Luz
- Igreja Batista Renovada Lugar Forte
- Igreja Atual dos Últimos Dias
- Igreja Jesus Está Voltando, Prepara-te
- Ministério Apascenta as Minhas Ovelhas
- Igreja Evangélica Bola de Neve
- Igreja Evangélica Adão é o Homem
- Igreja Evangélica Batista Barranco Sagrado
- Ministério Maravilhas de Deus
- Igreja Evangélica Fonte de Milagres
- Comunidade Porta das O velhas
- Igreja Pentecostal Jesus Vem, Você Fica
- Igreja Evangélica Pentecostal Cuspe de Cristo
- Igreja Evangélica Luz no Escuro
- Igreja Evangélica O Senhor Vem no Fim
- Igreja Pentecostal Planeta Cristo
- Igreja Evangélica dos Hinos Maravilhosos
- Igreja Evangélica Pentecostal da Bênção Ininterrupta
- Assembléia de Deus Batista A Cobrinha de Moisés
- Assembléia de Deus Fonte Santa em Biscoitão
- Igreija Evangélica Muçulmana Javé é Pai
- Igreja Abre-te-Sésamo
- Igreja Assembléia de Deus Adventista Romaria do Povo de Deus
- Igreja Bailarinas da Valsa Divina
- Igreja Batista Floresta Encantada
- Igreja da Bênção Mundial Pegando Fogo do Poder
- Igreja do Louvre
- Igreja ETQB, Eu Também Quero a Bênção
- Igreja Evangélica Batalha dos Deuses
- Igreja Evangélica do Pastor Paulo Andrade, O Homem que Vive sem Pecados
- Igreja Evangélica Idolatria ao Deus Maior
- Igreja MTV, Manto da Ternura em Vida
- Igreja Pentecostal Marilyn Monroe
- Igreja Quadrangular O Mundo É Redondo
- Igreja Pentecostal Trombeta de Deus (Samambaia -DF)
- Igreja Pentecostal Alarido de Deus (Anápolis -GO)
- Igreja pentecostal Esconderijo do Altíssimo (Anápolis -GO)
- Igreja Batista Coluna de Fogo (Belo Horizonte -MG)
- Igreja de Deus que se Reúne nas Casas (Itaúna -MG)
- Igreja Evangélica Pentecostal a Volta do Grande Rei(Poços de Caldas-MG)
- Igreja Evangélica Pentecostal Creio Eu na Bíblia (Uberlândia -MG)
- Igreja Evangélica a Última Trombeta Soará (Contagem -MG)
- Igreja Evangélica Pentecostal Sinal da Volta de Cristo (Três Lagoas -MS)
- Igreja Evangélica Assembléia dos Primogênitos (João Pessoa -PB)
- Ministério Favos de Mel (Rio de Janeiro -RJ)
- Assembléia de Deus com Doutrinas e sem Costumes (Rio de Janeiro -RJ)

Aqui fica provado que é mais fácil abrir uma igreja do que um boteco.

FONTE: - Folha de São Paulo

terça-feira, 15 de junho de 2010

--> Os Trabalhadores da Última Hora‏



Por: Francisco Valjuan Brito do Nascimento
valjuanx@hotmail.com

Veja esse texto que está no Evangelho Segundo o Espiritismo no Cap. XX


O reino dos céus é semelhante a um pai de família que saiu de madrugada, a fim de assalariar trabalhadores para a sua vinha. - Tendo convencionado com os trabalhadores que pagaria um denário a cada um por dia, mandou-os para a vinha. -Saiu de novo à terceira hora do dia e, vendo outros que se conservavam na praça sem fazer coisa alguma, - disse-lhes: Ide também vós outros para a minha vinha e vos pagarei o que for razoável. Eles foram. - Saiu novamente à hora sexta e à hora nona do dia e fez o mesmo. - Saindo mais uma vez à hora undécima, encontrou ainda outros que estavam desocupados, aos quais disse: Por que permaneceis aí o dia inteiro sem trabalhar? - É, disseram eles, que ninguém nos assalariou. Ele então lhes disse: Ide vós também para a minha vinha.
Ao cair da tarde disse o dono da vinha àquele que cuidava dos seus negócios: Chama os trabalhadores e paga-lhes, começando pelos últimos e indo até aos primeiros. - Aproximando-se então os que só à undécima hora haviam chegado, receberam um denário cada um. - Vindo a seu turno os que tinham sido encontrados em primeiro lugar, julgaram que iam receber mais; porém, receberam apenas um denário cada um. -Recebendo-o, queixaram-se ao pai de família, - dizendo: Estes últimos trabalharam apenas uma hora e lhes dás tanto quanto a nós que suportamos o peso do dia e do calor..
Mas, respondendo, disse o dono da vinha a um deles: Meu amigo, não te causo dano algum; não convencionaste comigo receber um denário pelo teu dia? Toma o que te pertence e vai-te; apraz-me a mim dar a este último tanto quanto a ti. - Não me é então lícito fazer o que quero? Tens mau olho, porque sou bom?
Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos, porque muitos são os chamados e poucos os escolhidos.

Agora veja essa pergunta feita ao Consultor Max Gehringer da Revista época no ano de 2006

(*)Faço parte de uma equipe de 12 funcionários. Nosso chefe sobrecarrega alguns de nós, enquanto outros recebem menos trabalho. Só que todos nós ganhamos o mesmo. Isso não está errado?
JORGE, CUBATÃO, SP


Não, Jorge. Nem do ponto de vista legal (funções iguais devem ter salários iguais), nem do ponto de vista da produtividade. Existe uma regrinha interessante para a gestão de equipes. Todo chefe a conhece, mas a maioria dos subordinados a ignora. A regra diz: "Se há uma tarefa urgente a ser feita, ela deve ser dada ao funcionário que esteja cheio de trabalho, e não ao funcionário que tenha tempo sobrando. Essa é a garantia de que a tarefa será executada no prazo previsto". Evidentemente, deveria haver algum tipo de avaliação individual de desempenho, para premiar os mais eficientes. Se não há, restam dois consolos. (1) Os mais sobrecarregados são os melhores, e por isso são sobrecarregados. (2) Os sobrecarregados terão mais futuro que os acomodados. Mesmo que o presente possa dar a falsa impressão de que os sobrecarregados são ingênuos e os acomodados são espertos.

Agora responda você consegue ver relação entre essa Parábola e o conceito de produtividade empresarial demonstrada pelo consultor nessa resposta? Eu tirei as minhas conclusões e agora espero que ao Ler o Amigo também possa refletir naquilo que ele considere mais importante, dentro dos conceitos expostos tanto na parábola como no artigo de Max Gehringer e a relação entre os dois caso na sua opinião exista, um grande abraço!

(*) Revista Época Edição nº 424 de 3 de julho de 2006

quarta-feira, 2 de junho de 2010

--> Excelente reflexão!!!


O jovem Pastor Ed René Kivitz lançando um de seus livros

Parece mentira, mas foi verdade. No dia 1°/Abr/2010, o elenco do Santos atual campeão paulista de futebol foi a uma instituição que abriga trinta e quatro pessoas. O objetivo era distribuir ovos de Páscoa para crianças e adolescentes, a maioria com paralisia cerebral.

Ocorreu que boa parte dos atletas não saiu do ônibus que os levou.

Entre estes, Robinho (26a), Neymar (18a), Ganso (21a), Fábio Costa (32a), Durval (29a), Léo
(24a), Marquinhos (28a) e André (19a) – todos ídolos super-aguardados.

O motivo teria sido religioso: a instituição era o Lar Espírita Mensageiros da Luz, de Santos-SP, cujo lema é Assistência à Paralisia Cerebral

Visivelmente constrangido, o técnico Dorival Jr. tentou convencer o grupo a participar da ação de caridade. Posteriormente, o Santos informou que os jogadores não entraram no local simplesmente porque não quiseram.

Dentro da instituição, os outros jogadores participaram da doação dos 600 ovos, entre eles, Felipe (22a), Edu Dracena (29a), Arouca (23a), Pará (24a) e Wesley (22a), que conversaram e brincaram com as crianças.

Eis que o escritor, conferencista e Pastor (com Pmaiúsculo) ED RENÉ KIVITZ, da Igreja Batista de Água Branca (São Paulo), fez uma análise profunda sobre o ocorrido e escreveu o texto “No Brasil, futebol é religião, que abaixo tenho o prazer de compartilhar.
____________ _________ _________ _________
No Brasil, futebol é religião por Ed Rene Kivitz

Os meninos da Vila pisaram na bola. Mas prefiro sair em sua defesa.
Eles não erraram sozinhos. Fizeram a cabeça deles. O mundo religioso é mestre em fazer a cabeça dos outros. Por isso, cada vez mais me convenço que o Cristianismo implica a superação da religião, e cada vez mais me dedico a pensar nas categorias da espiritualidade, em detrimento das categorias da religião.

A religião está baseada nos ritos, dogmas e credos, tabus e códigos morais de cada tradição de fé.
A espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais de todas e cada uma das tradições de fé.

Quando você começa a discutir quem vai para céu e quem vai para o inferno; ou se Deus é a favor ou contra à prática do homossexualismo; ou mesmo se você tem que subir uma escada de joelhos ou dar o dízimo na igreja para alcançar o favor de Deus, você está discutindo religião. Quando você começa a discutir se o correto é a reencarnação ou a ressurreição, a teoria de Darwin ou a narrativa do Gênesis, e se o livro certo é a Bíblia ou o Corão, você está discutindo religião. Quando você fica perguntando se a instituição social é espírita kardecista, evangélica, ou católica, você está discutindo religião.

O problema é que toda vez que você discute religião você afasta as pessoas umas das outras, promove o sectarismo e a
intolerância. A religião coloca de um lado os adoradores de Allá, de outro os adoradores de Yahweh, e de outro os adoradores de Jesus. Isso sem falar nos adoradores de Shiva, de Krishna e devotos do Buda, e por aí vai.
E cada grupo de adoradores deseja a extinção dos outros, ou pela conversão à sua religião, o que faz com que os outros deixem de existir enquanto outros e se tornem iguais a nós, ou pelo extermínio através do assassinato em nome de Deus, ou melhor, em nome de um deus, com d minúsculo, isto é, um ídolo que pretende se passar por Deus.

Mas, quando você concentra sua atenção e ação, sua práxis, em valores como reconciliação, perdão, misericórdia, compaixão, solidariedade, amor e caridade, você está no horizonte da espiritualidade, comum a todas as tradições religiosas. E quando você está com o coração cheio
de espiritualidade, e não de religião, você promove a justiça e a paz.
Os valores espirituais agregam pessoas, aproxima os diferentes, faz com que os discordantes no mundo das crenças se deem as mãos no mundo da busca de
superação do sofrimento humano, que a todos nós humilha e iguala, independentemente de raça, gênero, e inclusive religião.

Em síntese, quando você vive no mundo da religião, você fica no ônibus. Quando você vive no mundo da espiritualidade que a sua religião ensina ou pelo menos deveria ensinar, você desce do ônibus e dá um ovo de páscoa para uma criança que sofre a tragédia e miséria de uma paralisia mental.

Ed René Kivitz, cristão, pastor evangélico, e santista desde pequenininho

sábado, 29 de maio de 2010

-->Tolerância Religiosa


Apesar de nem todos sermos especialistas em Direito, quase todos sabemos que existe a "letra da Lei", e o "espírito da Lei". O que equivale a dizer que a Lei é cega, no sentido em que deve tratar todos por igual, sem beneficiar ou prejudicar uma das partes; mas que não é parva.

O excerto do Código Penal transcrito no post anterior, deve, por isso, ser interpretado com inteligência e bom-senso, sem o que se cairia na tacanhez na aplicação da Lei. O Humor, por exemplo, desde que tenha qualidade, pode brincar com quase tudo, sem ultrapassar a fronteira a partir da qual a graça se converteria em ofensa.

Lembro-me por exemplo de um sketch de Rowan Atkinson, muito conhecido pelo seu "Mister Bean", em que o actor interpreta um padre peculiar... É ténue a linha que divide a ofensa do génio humorístico. No caso deste actor, estamos a falar de um génio humorístico incontestável.

As mais das vezes, estou em crer, são mais graves as alfinetadas inter-religiosas do que as baboseiras anti-religiosas, que quase sempre caem no campo do primarismo intelectual.

Alguns líderes religiosos, usam recorrentemente uma linguagem incendiária, decalcada e ampliada de livros sagrados Antigos, e pejada de apelos bélicos. "Destruir, esmagar, aniquilar", os "pecadores, os heréticos, os apóstatas", levam na actualidade alguns crentes menos dotados de bom-senso, a passarem das palavras aos actos e a investirem com violência sobre locais de culto e adeptos de outras correntes religiosas.

Tais procedimentos são a negação mais completa do que deve ser o espírito de qualquer religião: o amor ao próximo, o amor a Deus. E Deus - seja lá o que for Deus - não há-de desejar que se violente as crenças alheias. Frequentemente são interpretações literais de figuras de estilo dos escritos sagrados de há milénios, que levam a tais extremos.

No entanto, como em certas Igrejas se fala mais do "Diabo" do que de Deus, há crentes que, embora tão transidos pelo medo como os outros, optam pela chamada fuga para a frente e cometem esses desvarios. Têm grande responsabilidade os líderes religiosos que desmentem com as suas prédicas o conteúdo das suas religiões. Enquanto a Lei de Deus não reinar entre os Homens, a Lei dos Homens, neste caso o Código Penal, deve ser aplicado rigorosamente, pois não nos podemos permitir o regresso aos tempos da Santa Inquisição e das suas congéneres Reformistas.

Não será, porventura, sequer, correcto, chamar a certas pessoas líderes religiosos, no sentido mais nobre da palavra. É relativamente fácil alguém vestir-se de clérigo, e ser na realidade mero negociante da boa-fé alheia. No Novo Testamento, Simão, o Mago, ouviu umas quantas das boas por parte dos Apóstolos a esse respeito.

Dada a falta de qualidade religiosa de alguns clérigos, chamar-lhes líderes religiosos será tão inadequado como chamar comediante a qualquer indivíduo que se proponha contar umas quantas anedotas em público, talvez daquelas pejadas de palavrões a despropósito e estereótipos cretinos. Pode ter público, mas não tem qualidade.


fonte: blog.espiritismo@gmail.com

terça-feira, 25 de agosto de 2009

-- > INQUIETO CORAÇÃO - Santo Agostinho


Fui ao Theatro José de Alencar no último dia da VII Mostra de Teatro Transcendental de Fortaleza (22/08/2009), com alguns amigos, assistir ao monólogo "Inquieto coração", baseado nas obras de Santo Agostinho.
Peça muito interessante, com passagens bem escolhidas, cenário bem produzido, com algumas surpresas e efeitos. A partir de muita simplicidade (havia alguns cubos de acrílico espalhados no palco contendo o primeiro uma pedra, outro água, outro ainda uma pêra e um último areia), cada cubo se destacava em um determinado momento através de iluminação direta e do posicionamento e interação do ator.
Diante de pensamentos tão ricos, perdoem-me, uma idéia muito simples ficou em meu coração:

De que adianta um armário cheio se estiver sempre fechado?

Essa questão é muito interessante porque hoje, mais do que nunca, precisamos "abrir nossos armários". A vida atual não permite que um ou outro detenha o conhecimento e, dessa forma, o poder. Se não houver troca, partilha, interação, aquela pessoa que acha que sabe (ou que parece ter o "armário cheio"), na verdade, nada sabe ou nada tem. Para que fique, não apenas o abstrato, faz-se necessário que haja muita troca boa, positiva, diálogada e que nos proponhamos a aprender e ensinar aos jovens em formação, porque no mundo há trocas muito ruins e perigosas também. Dos armários podem sair preciosidades, mas também um montão de lixo ou coisas piores.

Fraterno abraço,
Geraldo Valintim
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SINOPSE DO ESPETÁCULO
A repulsa ao sexo e a paixão por Deus permeiam a obra autobiográfica Confissões, pilar fundamental do pensamento de Aurélio Agostinho (354-430), ao lado de Santo Tomás de Aquino um dos maiores pensadores do cristianismo.
E é justamente o desassossego contido em Confissões o cerne do espetáculo Coração Inquieto, com direção direção de Henrique Tavares, que teve temporada no Rio com enorme repercussão.
A peça fala fundamentalmente da dor indissociável às paixões. Santo Agostinho é focado no crepúsculo de sua vida, aos 77 anos, rememorando sua adolescência profana, e revendo seu amor por Floria, a mulher com quem viveu por 12 anos e que teve seu único filho.
Mas o grande desafio fica para a ator, que deve traduzir a desproporção emotiva gerada pelas noções de culpa e deleite, pecado e sofrimento. O ator mergulha em personagens que não suportam as emoções que carregam, traduzindo esse sentimento com um belo trabalho físico que chega ao público e emociona. ______________________________________________________


EM BUSCA DA LIBERTAÇÃO FINAL
Santo Agostinho e a Filosofia


Aurélio Agostinho nasceu em Tagasta, uma cidade da Numídia (norte da África, região conhecida como África Branca), de uma família burguesa, a 13 de novembro do ano 354. Seu pai, chamado Patrício, era pagão, mas recebeu o batismo pouco antes de morrer. Sua mãe, Mônica, pelo contrário, era uma cristã fervorosa. Mas Agostinho cresceu sob fortes influências romanas, tanto na língua quanto no aspecto cultural e também no religioso. Aos 17 anos de idade foi para Cartago, a fim de aperfeiçoar seus estudos em Direito, - se encantou, entretanto, com a Literatura, e acabou se formando na arte da palavra.

Cartago era originariamente uma colônia fenícia situada na Tunísia. Foi uma potência na Antiguidade, disputando com Roma o controle do Mar Mediterrâneo. Foi destruída depois das três Guerras Púnicas (149 aC – 146 aC), mas em aproximadamente um século antes de Cristo, Caio Júlio César e Otávio Augusto a reconstruíram como colônia de Roma. Cartago alcançou novamente uma grande prosperidade, e sua população cresceu a ponto de se tornar a quarta maior cidade do Império Romano. Foi nessa grande e pulsante metrópole multicultural que Agostinho viveu, estudou e lecionou até seus 29 anos de idade, - um longo período em que conheceu e desfrutou, sem medidas, dos prazeres da carne; - desviando-se moralmente, segundo suas próprias palavras, e caindo numa profunda sensualidade, - esta que é “uma das maiores consequências do pecado original”. - Tal sensualidade dominou-o quase por completo, fazendo-o mergulhar num turbilhão de prazeres que o entorpeceram moral e intelectualmente, e fazendo com que aderisse ao maniqueísmo.

O maniqueísmo representa uma linha de pensamento estruturalmente dualista: atribui realidade substancial tanto ao Bem quanto ao Mal. Agostinho buscava encontrar, no dualismo maniqueu, a solução do ancestral problema do mal e do sofrimento no mundo. Por consequência, buscava uma justificação para sua própria vida.

Quando terminou seus estudos, Agostinho abriu uma escola em Cartago, de onde partiu para Roma e, em seguida, para Milão. Afastou-se definitivamente do ensino aos 32 anos de idade, por razões de saúde, - mas, principalmente, por razões de ordem espiritual.

Depois de um bom espaço de tempo, – de muito estudo, questionamento, reflexão crítica e meditação, – Agostinho abandonou o maniqueísmo, abraçando a filosofia neoplatônica, onde aprendeu os conceitos da espiritualidade de Deus e da negatividade do Mal. Assim ele chegou, por suas próprias forças, a uma concepção cristã da vida, isso no começo do ano 386. Entretanto sua compreensão ainda era apenas filosófica. – Fica a impressão de que a mente estivesse convencida, mas não o coração. Declara ele que, então, ainda se encontrava dominado pela luxúria.

Finalmente, como por uma fulguração dos Céus, sobreveio a conversão de Agostinho, moral, irrestrita e absoluta, em setembro do ano 386. Ele renuncia inteiramente ao mundo, à carreira e ao matrimônio; retira-se durante meses para a solidão e o recolhimento do mundo, em companhia apenas de sua mãe, do filho e de alguns pupilos. Em meditação, agastado de tudo (numa região próxima à Milão), escreveu seus magistrais Diálogos Filosóficos, e, na Páscoa do ano 387, juntamente com o filho Adeodato e o amigo Alípio, recebeu o batismo cristão, das mãos de Santo Ambrósio, cuja doutrina e eloquência parecem ter representado parte importante no seu processo de conversão. Tinha Agostinho, então, trinta e três anos de idade...

Depois de sua impressionante conversão, Agostinho abandonou Milão, e, falecida sua mãe, voltou para Tagasta. Ali vendeu todos os seus haveres e distribuiu o dinheiro entre os pobres; a seguir fundou um mosteiro, em uma das suas propriedades alienadas. Foi ordenado padre em 391, e consagrado bispo em 395.

Após a sua conversão, Agostinho dedicou-se inteiramente ao estudo das Sagradas Escrituras, da Teologia Revelada, e da redação de suas grandes obras, entre as quais se destacam as filosóficas. As obras de Agostinho de maior interesse filosófico são, sobretudo, os Diálogos Filosóficos: ‘Contra os Acadêmicos’, ‘Da Vida Beata’, ‘Os Solilóquios’, ‘Sobre a Imortalidade da Alma’, ‘Sobre a Quantidade da Alma’, ‘Sobre o Mestre’, ‘Sobre a Música’. Interessam também à filosofia os escritos contra os maniqueus: ‘Sobre os Costumes’, ‘Do Livre Arbítrio’, ‘Sobre as Duas Almas’, ‘Da Natureza do Bem’.

Dada, porém, a mentalidade agostiniana, em que a filosofia e a teologia andam juntas, compreende-se que interessam à filosofia também suas obras teológicas e religiosas, especialmente ‘Da Verdadeira Religião’, ‘As Confissões’, ‘A Cidade de Deus’, ‘Da Trindade’, ‘Da Mentira’, ‘O Pensamento’, ‘A Gnosiologia’.

Agostinho governou a igreja de Hipona até sua morte, que se deu durante o assédio da cidade pelos vândalos, a 28 de agosto de 430. Tinha setenta e cinco anos de idade.

Este brevíssimo (insípido mas necessário) resumo da vida de Santo Agostinho tem a finalidade de servir como pano de fundo para que possamos entrar com maior propriedade na matéria que mais nos interessa neste momento.

Santo Agostinho afirma que há apenas uma Justiça, aquela vinda de Deus. Um das questões mais interessantes colocadas por Agostinho, no entanto, é o porquê da injustiça. Se Deus é o Criador de todas as coisas, e se sua bondade é infinita, porque há maldade e injustiça no mundo?

Veja-se que para Agostinho existe apenas um Deus, o Sumo Bem, Criador de todas as coisas. Se tudo que existe foi criado por Deus, não há possibilidade de atribuir a origem do mal ao diabo, por exemplo.

Então, de onde vem o mal que praticamos? Esta questão é respondida por Agostinho no seu livro De Libero Arbitrio, onde ele defende a tese de que a origem do mal está no livre arbítrio, ou seja, para Agostinho o mal é resultado do mal uso de nossas vontades.

Deus fez o homem uma criatura superior, à qual concedeu o dom da razão. Esse privilégio permito ao homem conhecer a maravilhosa Ordem que o Criador instituiu no Universo. Porém, por ser racional, o homem pode escolher livremente entre aceitar a ordem divina contribuindo para a Harmonia do Universo, ou transgredir essa ordem, cultivando a maldade e a injustiça. Para Agostinho, portanto, ser justo é agir de forma a manter a Harmonia designada por Deus.

Por que existem o mal e o sofrimento no mundo? Quais as causas da infelicidade? – Indagações irmãs da maior questão de todas: Qual o sentido da vida?

Qual o sentido da vida? Evidente que essa indagação não existe, ou fica muito distante, quando a vida nos parece fazer sentido. Para os que podem gozar dos prazeres da vida, ter a alegre contemplação das belezas do mundo, apreciar o dom de amar e ser amado ou desfrutar de pelo menos algumas das muitas e multifacetadas manifestações da Graça divina, esses questionamentos soam quase que completamente sem sentido. Ao contrário, só perguntamos se a vida faz sentido quando somos tomados de assalto pela infelicidade, quando nos damos conta das terríveis gravidades que nos tentam fazer submergir na lama do mundo. Quando a sombra da desgraça nos envolve e asfixia, aí sim, as antigas perguntas ressurgem, absolutas. Nesses momentos, toda filosofia é triste.

Segundo a filosofia, o pensamento nasce do espanto, e sem o problema e os problemas do sentido da vida, - ou da terrível aparente falta de sentido da vida, - não haveria pensamento filosófico. O espanto causador das reflexões filosóficas é o medo do absurdo, ou da angústia. O homem é confrontado com o absurdo, o qual reconhece como algo que não merece e não deve ser preservado, mas, ao contrário, que é preciso combatê-lo. E em tudo que causa repulsa, isto é, tudo que existe e cuja existência é considerada imprópria, também falta sentido.

O absurdo em que consiste o mal (ou esse mal em que consiste o absurdo), manifesta-se na vivência da dor inútil, - seja natural ou infligida, - e também no fato incontestável de que somos suscetíveis a essas experiências. Resta o dilacerante sentimento de que não é bom que seja assim, não está certo, não deveria ser... Mas é.

Quando a felicidade se faz presente, nós a aproveitamos. Quando se faz ausente, perguntamos: por quê? A bem-aventurança não provoca a razão, assim como a saúde não se percebe até que a doença se faça presente. A felicidade é um bem. – Parece-nos o único sentido possível da vida. A desgraça, ao contrário, é algo que se sente como algo que nos priva do real sentido da vida, um problema que precisa ser resolvido, eliminado, dirimido; - um estorvo que deve ser extirpado para que a paz, a justiça, a ordem e a lógica sejam restauradas.

Sendo o que não deveria ser, a existência inquestionável do mal é a indesejada presença da irracionalidade e do caos na experiência cotidiana de cada homem que a padece.

“O Mal não é simplesmente a falta de ser, mas o ser da Falta.”Santo Agostinho

Se o que move a filosofia é a conjectura da possibilidade de não haver sentido na vida, e ainda a necessidade inexorável do pensamento de descobrir esse sentido a todo custo, e mesmo de criá-lo, se preciso for, também a religião é movida pela ameaça do absurdo e pela carência de sentido, oferecendo respostas metafísicas, e tantas vezes dogmáticas, aos problemas, tão mais propriamente filosóficos quanto mais existenciais, provocados no confronto que vemos em nosso cotidiano, da realidade que se apresenta, quase sempre, terrivelmente repleta de contradições.[1] - A religião e a filosofia são, nesse sentido, filhas do mesmo espanto!
FONTE: http://artedartes.blogspot.com/2009/08/em-busca-da-libertacao-final-9_19.html
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FICHA TÉCNICA:

Dramaturgia e Atuação: Eduardo Rieche
Direção: Henrique Tavares
Cenário: Doris Rollemberg
Iluminação: Renato Machado
Projeto Gráfico: Batman Zavareze

Inquieto Coração é um mergulho nas reflexões de Santo Agostinho sobre diversos temas ligados ao ser humano, como a natureza do amor, a busca da verdade e o conhecimento de Deus.

Eduardo Rieche adaptou quatro textos de Santo Agostinho para a elaboração da peça: Confissões, A Cidade de Deus, A Trindade e Solilóquios. A montagem faz com que o autor fique próximo ao público e divida suas aflições com a platéia de maneira cúmplice e íntima.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

--> RELIGIÕES



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"Para mim, as diferentes religiões são lindas flores, provenientes do mesmo jardim. Ou são ramos da mesma árvore majestosa. Portanto, são todas verdadeiras."
Mahatma Gandhi
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Religiões
"Para mim, as diferentes religiões são lindas flores, provenientes do mesmo jardim. Ou são ramos da mesma árvore majestosa. Portanto, são todas verdadeiras".

A frase que você acabou de ouvir foi dita por uma das mais importantes personalidades do século vinte: o Mahatma Gandhi.

Veja quanta sabedoria nas palavras do homem que liderou a independência da Índia sem jamais recorrer à violência!

Nos tempos atuais, são raros os que realmente têm uma posição como a de Gandhi, que manifestava um profundo respeito pela opção religiosa dos outros.

Muitas pessoas acreditam que sua religião é superior às demais. Acreditam firmemente que somente elas estão salvas, enquanto todos os demais estão condenados.

Pouquíssimas pensam na essência da mensagem que abraçam, já que estão muito preocupadas em converter almas que consideram perdidas.

E, no entanto, Deus é Pai da Humanidade inteira. Todos nós temos a felicidade de trazer, em nossa consciência, o sol da Lei Divina. Ninguém está desamparado.

De onde vem, então, essa atitude preconceituosa, exclusivista, que nos afasta de nossos irmãos?

Vem de nosso pensamento limitado e ainda egoísta. Quase sempre o homem acredita que tem razão.

Imagina que suas opiniões, crenças e opções são as melhores. Você já notou que a maior parte das pessoas acha que tem muito a ensinar aos outros?

É que, em geral, as pessoas quase não se dispõem a ouvir o outro: falam sem parar, dão opiniões sobre tudo, impõem sua opinião.

São almas por vezes muito alegres, expansivas, que adoram brincar. Chamam a atenção pela vivacidade, pelos modos espalhafatosos, pelas risadas contagiantes e pelas conversas em voz alta.

Mas são raras as vezes em que param para escutar o que o outro tem a dizer.

São como crianças um tanto egoístas, para quem o Mundo está centrado em si ou na satisfação de seus interesses.

É uma atitude muito semelhante a que temos quando acreditamos que o outro está errado, simplesmente por ser de uma religião diferente. É que não conseguimos parar de pensar em nossas próprias escolhas.

Não estudamos a religião alheia, não nos informamos sobre o que aquela religião ensina, que benefícios traz, quanta consolação espalha.

Se estivéssemos envolvidos pelo sentimento de amor incondicional pelo próximo, seríamos mais complacentes e mais atentos às necessidades do outro.

E então veríamos que, na maioria dos casos, as pessoas estão muito felizes com sua opção religiosa.

A nossa religião é a melhor? Sim, é a melhor. Mas é a melhor para nós.

É óbvio que gostamos de compartilhar o que nos faz bem. Ofertar aos outros a nossa experiência positiva é uma atitude louvável e natural.

Mas esse gesto de generosidade pode se tornar inconveniente quando exageramos.

Uma coisa é ofertar algo com espírito fraternal, visando o bem. Mas diferente quando desejamos impor aos demais a nossa convicção particular.

Se o outro pensa diferente, respeite-o! Ele tem todo o direito de fazer escolhas. Quem de nós lhe conhece a alma? Ou a bagagem espiritual, moral e intelectual que carrega?

Deus nos deu nosso livre arbítrio e o respeita. Por que não imitá-Lo?

Enquanto não soubermos amar profundamente o próximo, respeitando-lhe as escolhas, não teremos a atitude de amor ensinada por todas as religiões e pelos grandes Mestres da Humanidade.

Equipe de Redação do site www.momento.com.br