segunda-feira, 9 de novembro de 2009


______________________________________________
BOLETIM DA FEB - FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA
______________________________________________

Reunião do CFN da FEB

Nos dias 6, 7 e 8 de novembro, a FEB realiza, em sua sede em Brasília, a Reunião Ordinária do Conselho Federativo Nacional. A Reunião do CFN da FEB é reservada para os representantes das 27 Entidades Federativas Estaduais.
Na pauta serão analisados temas como: Atividades Federativas - Análise do anteprojeto de “Orientação aos Órgãos de Unificação”, e Comissões Regionais; Atividade Editorial; Projeto Centenário de Chico Xavier e 3º Congresso Espírita Brasileiro; Comemorações: Sesquicentenário do livro “O Que é o Espiritismo” e 60 Anos do “Pacto Áureo”; Campanhas “Família, Vida e Paz”, além de outros projetos e assuntos.
A elaboração do documento “Orientação aos Órgãos de Unificação”, ao longo do ano e com estudos durante as Reuniões das Comissões Regionais do CFN, é uma comemoração em ação do “Pacto Áureo”.
Criado a partir do “Pacto Áureo”, no dia 1º de janeiro, o CFN completará 60 anos de instalação. Informações: www.febnet.org.br; e-mail: cfn@febnet.org.br

Centenário de Chico Xavier

Restam poucas vagas para o 3º Congresso Espírita Brasileiro que será realizado nos salões e auditórios do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (DF).
Mais de 2.800 pessoas já se inscreveram para participar do projeto que contará com apresentações de grandes palestras, mostras de arte e músicos com o intuito de celebrar a vida e a obra de Chico Xavier.
O auditório principal já está lotado, não havendo mais possibilidade de inscrição. Porém, os demais auditórios, com 2.700 assentos juntos e somente com telões, ainda estão com vagas.
O Congresso ocorre no mesmo ano das comemorações dos 50 anos de Brasília e faz parte da programação oficial deste grande evento. Lembramos, com isso, que é importante que sejam feitas reservas em hotéis e em voos com atencedência, devido ao grande número de visitantes à cidade.
As inscrições no Congresso podem ser feitas pelo site www.100anoschicoxavier.com.br
--------------------------------------------------------------------------------

Espiritismo na TV Globo

Dentro da programação da série "Sagrado" que a TV Globo tem levado ao ar (2a. a 6a. feira às 6h05, e, domingo às 6h50), a participação do Espiritismo, nesta quinzena, ocorre nos dias 5 e 8 (domingo). Como desdobramento desta série, o programa "Mais Você", da apresentadora Ana Maria Braga, tem feito entrevistas com os apresentadores de cada religião.
No dia 6 de novembro - 6a. feira, a partir das 8h30,- será a vez de focalizar o Espiritismo com a participação do ator Carlos Vereza e entrevista com o diretor da FEB Cesar Perri. Confira alguns vídeos no portal da FEB, no Canal Assessoria de Imprensa, Espiritismo na Mídia. Informações: www.sagrado.org.br, www.febnet.org.br

Concentração na Reunião Mediúnica

O Departamento de Atendimento Espiritual da Federação Espírita Amazonense realizará no dia 8 de novembro, das 15h às 18h, na sua sede no centro, o Seminário sobre Concentração na Reunião Mediúnica.
O objetivo é oferecer, aos trabalhadores de Reunião Mediúnica, subsídios para uma prática mediúnica com mais qualidade.
Esse seminário é destinado aos trabalhadores da área de Atendimento Espiritual da Casa Espírita. Não haverá inscrição prévia, basta comparecer no horário definido. Informações: www.feamazonas.org.br
--------------------------------------------------------------------------------

"TVCEI na SKY e na NET"

Espíritas de todo o Brasil se organizaram e, mobilizados, lançaram a campanha "Eu quero a TVCEI na SKY e na NET". Jã são mais de 6 mil assinaturas. Concretizando-se, o fato beneficiaria milhões de pessoas, levando a mensagem espírita para um número ainda maior de lares. Para apoiar a campanha acesse: www.tvcei.euajudo.com

Seminário em Rondônia

A Federação Espírita de Rondônia promove, nos dias 14 e 15 de novembro, em sua sede em Porto Velho, o Seminário sobre Liderança Espírita, com atuação de Roberto Fuina Versiani e Edmar Cabral Júnior, ambos da equipe da Secretaria-Geral do CFN da FEB. Informações: www.fero.org.br
--------------------------------------------------------------------------------
Atendimento Fraterno na Casa Espírita

A Federação Espírita Piauiense, por meio do Departamento de Atendimento Espiritual, realizará junto aos Trabalhadores e Dirigentes dos centros espíritas, o “Curso de Atendimento Fraterno e Recepção na Casa Espírita”, no dia 31 de outubro, em sua sede; A FEPI está localizada à Rua Olavo Bilac nº 1394, centro. O evento inicia-se às 14h30. Para confirmar a presença, ligar para (86) 3221-2500.

Agenda Chico 2010

A FEB editou uma bela e útil agenda para 2010 homenageando Chico Xavier em seu centenário de nascimento. Em forma de espiral com capa dura a agenda traz a cada mês informações sucintas sobre a vida e a obra do grande médium mineiro.A agenda será brinde para quem adquirir coleções de livros da FEB como: coleções de Emmanuel, André Luiz e Revista Espírita. Acesse www.feblivraria.com.br e confira.
--------------------------------------------------------------------------------

Reunião de Entidades Nacionais Especializadas


A reunião ordinária das Entidades Nacionais Especializadas que atuam como assessoras do CFN da FEB está agendada para o dia 5 de novembro, às 14h30, na sede da FEB. Informações: diretoria@febnet.org.br
_________________________
DICA DE LIVRO
_________________________
Estudando o Evangelho
Autor: Martins Peralva


Estudo substancial sobre a necessidade da vivência dos ensinos evangélicos nos atuais momentos da vida humana, assinalados pelas importantes modificações por que passa a sociedade planetária. Conceitos e frases do Novo Testamento recebem comentários e interpretações à luz da Doutrina Espírita, adquirindo beleza e ação multiplicada. Em 58 capítulos, são desenvolvidos temas como: mocidade e trabalho; reencarnação e Evangelho; livre-arbítrio e perdão. Não há quem não retire ensinamentos confortadores e edificantes das lições que o autor nos oferece visando, sobretudo, a transformá-los em diretrizes para as nossas almas.

ESTÁGIO PLENO DE FELICIDADE


Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve musica, quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói o seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor, ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco, e os pontos sobre os ISS em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho nos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva que cai incessante

Morre lentamente quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não respondem quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar.

SOMENTE A PERSEVERANÇA FARÁ COM QUE CONQUISTEMOS UM ESTÁGIO ESPLENDIDO DE FELICIDADE.

Pablo Neruda

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

VÍDEO FOTOS - CHICO XAVIER O FILME

VÍDEO SOBRE CHICO XAVIER O FILME

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

--> PALCO DA VIDA ...Fernando Pessoa


Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo. E você pode evitar que ela vá a falência. Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você. Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões.
Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros. Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para falar “eu errei”. É ter ousadia para dizer “me perdoe”. É ter sensibilidade para expressar “eu preciso de você”. É ter capacidade de dizer “eu te amo”.
É ter humildade da receptividade. Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz…
E, quando você errar o caminho, recomece.
Pois assim você descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência. Usar as falhas para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
Jamais desista de si mesmo.
Jamais desista das pessoas que você ama.
Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um obstáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário.
“Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”


Fernando Pessoa

terça-feira, 27 de outubro de 2009

-->A tal felicidade de Dona Quinha


O POVO continua a campanha que deseja (re)construir o abrigo de crianças e adultos contando a história de Dona Quinha

A vida tem mesmo um enredo fabuloso. Quando era criança, em Juazeiro do Norte, dona Quinha passou fome. Teve muito amanhecer de ver a mãe, Maria-lavadeira, sair para trabalhar se valendo apenas da rapadura, da farinha e do cachimbo. Dona Quinha, por seu turno, ``botava água de ganho nas casas. Recebia uns 10 tonhos (tostões)``. Numa carreira, alcançava a cacimba e, lata d-água na cabeça, escapava dia a dia. ``Tinha de nove pra dez anos. Sempre fui muito disposta``. Ajudava a mãe, botando a roupa no quarador, passava a vassoura na casa da madrinha, juntava outros trocados, comprava uma boneca de pano. Das lembranças da infância, a fome é recorrente. ``Se eu fosse pro colégio, não comia, que não tinha merenda. E eu, botando água, o pessoal me dava uma bananinha...``. Hoje, dona Quinha alimenta 13 meninos e meninas, abrigados na Casa de Apoio Sol Nascente.

O POVO dá continuidade à campanha que deseja (re)construir o abrigo de crianças e adultos soropositivos, devastado pelas chuvas do início do ano, mostrando com quantas mãos se faz a Casa. Francisca Gomes da Silva Muniz, 56, a sempre disposta e sorridente dona Quinha, é cozinheira do lugar há cinco anos. Veio da fábrica de confecção, quando já tinha experimentado a pobreza, o amor e a saudade. Bateu na porta certa.

Aos 12 anos, ela pulou a janela de Juazeiro do Norte. ``Eu era doida pra andar, tinha vontade de conhecer o mundo``. Foi, então, até Recife, ``trabalhar em casa de família``, servir de companhia a uma conhecida que havia casado e migrado para lá. Escapou, uma vez mais. ``Aí, quando já tava de barriga cheia, já tinha matado a fome, quis vir embora``. É que a alma padecia. ``Começou a dar saudade``.

De volta a Juazeiro, dona Quinha se casou aos 22 anos. E como houvesse experimentado o amor, decidiu ser mãe. ``Apareceu o Júlio. Ele tava na casa de umas enfermeiras, iam dar``. Além de seu primeiro exercício de doação, o casamento lhe mostrou que dona Quinha poderia recomeçar quantas vezes quisesse. ``Depois que meu marido morreu, fui perdendo a graça de ficar em Juazeiro``. Mudou-se para Fortaleza, em 1989, com a lição de vida que a mãe lavadeira lhe ensinou. ``Ela falava: -Você só faça o bem-. E eu cresci pensando nisso-``.
Assim, bateu à porta da Casa de Apoio Sol Nascente, na unidade que acolhe os adultos portadores do vírus HIV. Não sabia nada sobre a aids. ``Pensava que pegava só no vento``. A Casa do Sol Nascente lhe foi mais um aprendizado de vida. ``Passou um pedaço, pronto, eu não tinha mais medo de nada. Abraçava cada um``. De modo que, hoje, é no regaço de dona Quinha que um dos menorzinhos da Casa das crianças encontra canto no mundo. ``Ele foi o primeiro bebezim que chegou aqui, e a gente se apegou demais``. O menino, hoje com dois anos, é parte grande do sorriso de dona Quinha. ``Aquela gracinha dele se sentar, já mudou a passada, as primeiras palavras. Ele me chama de vó``.

Todos os dias, a propósito, a cozinheira experimenta essa tal felicidade. É simples. ``Já sei o gosto de tudim``. E porque já experimentou a fome, alimenta o outro. ``Hoje (sexta-feira passada), fiz um baião. Vou deixar o frango cortado pra fazer frito, amanhã (ontem), e um creme de galinha pro domingo. Eu procuro agradar porque é tão ruim a gente comer aquilo que não gosta, né?``. E porque já experimentou a saudade, não quer ir embora da Casa, planeja voltar voluntária. ``Não posso ajudar com dinheiro, mas posso ajudar com o sabor``. A seu modo, dona Quinha ameniza as amarguras da aids. ``Quando eles não querem comer, às vezes, eu tenho uma surpresa: um doce``.

COMO AJUDAR

EM DINHEIRO
>Conta Corrente nº 49.000-8 - Agência 3646-3 - Banco do Brasil.

CIMENTO
Condomínio Espiritual Uirapuru (CEU) - avenida Alberto Craveiro - nº 2222 - Castelão - Fortaleza - Ceará.
> A Casa do Sol Nascente necessita todos os meses de fraldas descartáveis geriátricas e infantis, luvas de procedimentos, lençóis, gêneros alimentícios (arroz, feijão, macarrão, carne), além de cadeiras de roda e cadeiras de banho.
>Voluntários para trabalhar com os adultos assistidos pela entidade.

sábado, 24 de outubro de 2009

--> MOMENTO ESPÍRITA


____________________
A missão de cada um
____________________

Invadiu-me certa vez uma inexorável perplexidade acerca do sentido da vida.
Decidi, então, peregrinar por este mundo em fora, para decifrar tão profundo enigma.
A todos os seres que encontrava propunha a questão.
À frondosa árvore, enraizada no centro de grande praça, supliquei que me revelasse sua verdadeira missão.
Explanou-me ela:
"Em primeiro lugar, devo manter-me viva, forte, saudável, para melhor poder cumprir meu papel.
Em segundo, descobrir exatamente qual seja este papel.
E, por fim, desempenhá-lo diligentemente.
A mim cabe proteger os peregrinos que por aqui passam, nos tórridos dias de verão, ofertando-lhes minha generosa sombra."
Segui adiante e deparei-me com um belo gato siamês.
Segredou-me ele que sua missão consistia em fazer companhia a uma velha senhora, ofertando a ela todo seu encanto e ternura.
Por muitos e muitos dias, por escabrosas veredas, feri meus pés à procura de respostas à pungente dúvida.
O esforço foi sobejamente recompensado. Mas eu sentia que era preciso ainda ouvir uma sábia opinião de um representante do gênero humano.
Finalmente, após fatigante busca, no alto de um outeiro, encontrei um sábio anacoreta, longas barbas brancas, olhar perdido no horizonte, a meditar...
Acolheu-me amavelmente. Após ouvir, todo paciência e atenção, meu relato e minhas súplicas, sentenciou gravemente:
"Meu prezado buscador. Os sábios seres da natureza propiciaram a ti as respostas.
Já és possuidor do inefável segredo. Não obstante, mais posso aduzir:
Caso descobrires que és uma árvore, sejas realmente uma árvore; se fores um gatinho, não te constranjas em ofertar toda tua meiguice; e se um leão, coloca sempre toda tua energia em tudo que fizeres.
Enfim, é preciso descobrir teus verdadeiros talentos, aprimorá-los, produzir os melhores frutos, e então, ofertá-los generosamente."
* * *
Ninguém habita este planeta sem objetivo, sem finalidade maior.
Aquele que cultiva a terra realiza uma missão. Como aquele que governa ou que instrui.
Tudo se encadeia na natureza. Ao mesmo tempo que o Espírito se depura pela encarnação, concorre, dessa forma, para a realização dos desígnios da Providência.
Cada um tem sua missão na Terra. Cada um pode ser útil para alguma coisa.
Desta forma, buscadores que somos, o que devemos encontrar é a nós mesmos, descobrindo depois no que podemos ser úteis.
Que habilidade temos? Quais são nossos talentos? O que podemos fazer pela comunidade ao nosso redor?
É tempo de descoberta e de ação. Cada dia na Terra é oportunidade única que não pode mais ser desperdiçada com as distrações e ilusões que criamos ao longo das era
s.

Redação do Momento Espírita com base em texto do livro A magia das
palavras, de Ramiro Sápiras, ed. Recanto das letras e no item 573 de
O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb.
Em 19.10.2009.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

-->NÚMERO DE FAMINTOS NO MUNDO PASSA DE 1 BILHÃO EM 2009, DIZ ONU


Por Redação, com Reuters - de Roma

Uma combinação da crise alimentar e da desaceleração econômica global fez com que mais de 1 bilhão de pessoas passassem fome em 2009, informaram agências da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira, confirmando a perspectiva pessimista divulgada neste ano.

A Organização para a Agricultura e Alimentos (FAO, na sigla em inglês) e o Programa Mundial para a Alimentação (WFP, na sigla em inglês) disseram que 1,02 bilhão de pessoas - cerca de 100 milhões a mais do que no ano passado - estão subnutridas em 2009, maior número em décadas.

– A alta no número de pessoas famintas é intolerável – disse o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, durante a divulgação do relatório anual sobre a fome no mundo.

– Temos os meios econômicos e técnicos para fazer a fome desaparecer, o que está faltando é uma vontade política mais forte para erradicar a fome para sempre – disse.

O aumento no número de famintos não é resultado de problemas na produção agrícola, mas sim dos altos preços dos alimentos --particularmente em países em desenvolvimento-- menor renda e perda de empregos.

Mesmo antes da recente crise alimentar e da recessão econômica, o número de desnutridos cresceu constantemente por uma década, revertendo o progresso obtido na década de 1980 e no início da década de 1990.

No ano passado o WFP elevou para US$ 5 bilhões o montante necessário para alimentar os pobres, num momento em que os preços dos alimentos entre 2006 e 2008 geraram protestos violentos em alguns países.

Até o momento, neste ano, a entidade recebeu US$ 2,9 bilhões e reduziu a ração de alimentos e suas operações em lugares como Quênia e Bangladesh.

FONTE: http://www.correiodobrasil.com.br/noticia.asp?c=158643

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

--> CIRURGIAS ESPIRITUAIS: Milasgre, Picaretagem ou Medicina Avançada?

Milagre, picaretagem ou medicina avançada?

A cirurgia espiritual atrai milhares de pessoas do mundo todo e desafia a ciência com vários – e inexplicáveis – relatos de sucesso nos tratamentos.

Por Luana VillacEditor : Lauro Henriques Jr.

Cecília Guilhereme Cardi chegou ao Santuário Espiritual Ramatís, na cidade de Leme, no interior de São Paulo, em uma cadeira de rodas. Cinco meses antes, a dona-de-casa paulista estava dentro de um elevador quando o cabo de aço se rompeu e o equipamento foi abaixo. Cecília ficou seriamente ferida e passou dez dias no hospital. Depois do acidente, sua vida nunca mais foi a mesma: dores intensas na região da coluna a impediam de se locomover normalmente. Foram meses de sofrimento e seis operações, até que uma vizinha lhe falou sobre um médium que, segundo diziam, era capaz de curar as pessoas por meio de cirurgias espirituais. Cecília resolveu tentar. “Foi a melhor decisão que já tomei”, afirma. “Três dias após a cirurgia, já não sentia dor nenhuma”. Hoje, um ano depois da intervenção do médium, ela anda normalmente e nunca mais teve problemas.

O suposto responsável pela melhora de Cecília atende pelo nome de Waldemar Coelho. Ele é um dos médiuns brasileiros que, todos os anos, atendem milhares de doentes em operações que seriam realizadas pelos espíritos. Na verdade, os médiuns sérios costumam dizer que não são eles, mas, sim, as entidades que curam – eles seriam apenas os “bisturis” nas mãos do além. Seja como for, as cirurgias espirituais atraem multidões e desafiam a medicina tradicional com diversos casos inexplicáveis de cura narrados pelos pacientes.Espírito-socorroSe representam um desafio para a ciência – que até hoje não tem explicações para as curas creditadas ao “lado de lá” –, as operações mediúnicas colocam em cheque o próprio senso comum acerca de como deve ser um procedimento médico. Por vezes, as cirurgias são recheadas de cenas tão surpreendentes quanto aflitivas, como as do médium introduzindo tesouras e pinças pelas narinas dos pacientes ou raspando os olhos dos mesmos com canivetes ou as próprias unhas. E o que é mais impressionante: o processo todo se dá sem anestesia e, ainda, num cenário muito distante dos padrões mínimos de assepsia hospitalar. A surpresa aumenta quando se leva em conta que, além da incrível analgesia dos pacientes – qualquer pessoa em sã consciência estaria berrando de dor –, não há registros significativos de contaminações, o que seria inimaginável em instituições de saúde “deste mundo”, que padecem de índices altíssimos de infecções hospitalares.
O estranhamento com o procedimento, contudo, não parece afastar os pacientes. Só no Santuário Ramatís, Waldemar Coelho, de 69 anos, e sua equipe recebem cerca de 300 pessoas por semana, que se queixam das mais diversas doenças – câncer, hérnia de disco, miomas, catarata e até depressão. Para ser atendido por eles, ou melhor, por intermédio deles, é preciso fazer reserva com pelo menos dois meses de antecedência. No dia marcado, então, enquanto se desenrola uma das operações, o doente estará entre as dezenas, às vezes centenas de pessoas que, de fora, aguardam esperançosas sua vez de “entrar na faca”.
Tão impressionantes quanto as cirurgias são os relatos de cura, que colocam à prova até os mais céticos. Como o do pintor Airton Ferreira, de Rio Claro, no interior paulista, que sempre gostou de praticar artes marciais. O hobby, contudo, acabou lhe custando um problema sério no menisco. Quando procurou um médico, recebeu duas notícias: a única forma de resolver o problema seria através de uma operação. A segunda? Mesmo assim, não poderia voltar a treinar nunca mais. Depois de tentar acupuntura e fisioterapia sem obter resultados, decidiu ir atrás do médium Coelho, que tinha visto na televisão. “Cheguei lá tirando sarro”, relembra Airton. “Trinta dias depois, contudo, eu já estava lutando caratê novamente. Isso foi há dez anos, e até hoje eu freqüento o centro para agradecer”.

Outro elemento responsável pelo intenso fluxo de visitantes ao Ramatís é o custo do tratamento. Ou melhor, a falta dele: as cirurgias são totalmente gratuitas, conforme o preceito espírita de incentivo à caridade. Mas engana-se quem pensa que somente as camadas mais pobres da população procuram o local. Na lista de pacientes que já passaram por lá figuram nomes como Hortênsia e Paula, ex-jogadoras da Seleção Feminina de Basquete, e Pedro Ivo, ex-governador de Santa Catarina. Na entrada do centro, há uma sala com as paredes cobertas por mais de 100 camisas de atletas, além de sapatilhas de balé, quimonos de artes marciais, cartas e fotografias – todos objetos estão assinados por pessoas que lá chegaram em busca de cura e dizem a ter encontrado. Uma camisa de basquete com as cores do Brasil, por exemplo, traz a insinscrição feita à caneta: “Ao Senhor Waldemar, de quem te admira, Paula”.Sistema sobrenatural de saúdeA cerca de mil quilômetros do centro Ramatís, nas cercanias de Brasília, dois outros médiuns atraem caravanas de doentes com seus tratamentos gratuitos. João Teixeira de Faria, de 64 anos, promove sessões de cura desde a década de 70 em Abadiânia, cidade goiana à uma hora da capital. João de Deus, como é chamado, ficou conhecido mundialmente em 1991, ao receber a atriz norte-americana Shirley MacLaine, que foi submeter-se a uma operação espiritual para extrair um câncer no abdômen. Na época, ela deu entrevistas afirmando que estaria curada. Desde então, João de Deus já viajou para mais de 15 países e, hoje, o fluxo de pessoas que o procuram é formado majoritariamente por estrangeiros. Não longe dali, em Gama, cidade-satélite do Distrito Federal, o médium Valentim Ribeiro de Souza, de 66 anos, também recebe multidões do Brasil e do exterior. Mestre Valentim, como é conhecido, realiza centenas de atendimentos gratuitos por semana no Recinto de Caridade Adolfo Bezerra de Menezes. Outro lugar bastante conhecido nessa espécie de “SUS do outro mundo” é o Educandário Social Lar de Frei Luiz, localizado no bairro de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. As operações realizadas na instituição atraem milhares de pessoas por mês ao local, muitas delas atores globais. Aliás, esse tipo de tratamento atrai celebridades de todas as áreas.

Texto publicado no Especial"150 anos do Espiritismo" Volume 2 (pág. 42),do Almanque Abril, da Editora Abril.
Adquira aqui o Especial 150 anos do Espiritismo
FONTE:http://www.partidaechegada.com/2008/01/cura-vem-de-cima.html

_______________________________________________________
FOTOS DAS CIRURGIAS (PEITO E BRAÇO)

Enviei artigo com o título acima para diversas pessoas da lista de contatos. Alguns são rápidos e fui encontrá-lo num Fórum em Portugal, no tópico em que se colocou “O Credo da Ciência” de Huberto Rohden.
http://www.forumespirita.net/fe/index.php/topic,15503.0.html
Também foi disponibilizado, sem as referências bibliográficas, na “Federación Espírita Española”.
http://www.espiritismo.cc/modules.php?name=News&file=article&sid=538%20
Isso parece demonstrar que o fenômeno mediúnico possui o poder de despertar curiosidades.Sem pretender ser extenso e profundo “Efecto Inteligente” é útil aos que se iniciam neste estudo. Vamos ver alguns recortes para avaliar nosso interesse.O médico Arthur Conan Doyle, criador da série Sherlock Holmes, escreveu o livro A História do Espiritismo. Nele diz que os homens de ciência se dividem em três classes:
1) os que absolutamente não examinaram o assunto – o que não os impede de pronunciar opiniões muito violentas; 2) os que sabem que a coisa é verdadeira, mas temem confessá-lo; e, finalmente,3) a brilhante minoria dos que sabem que é verdade e não temem proclamá-lo.
Como se percebe, o Espiritismo, a despeito de ter surgido através do método científico, é alvo da postura discriminatória. Na origem do preconceito estão menos os argumentos religiosos (filosóficos) e mais os de interesses políticos.Os espíritos na realidade são as almas dos seres humanos que já deixaram a Terra, por isso é que lidamos com mentes caprichosas, que não estão à nossa disposição na hora que melhor nos convier. No entanto, pesquisadores que se submeteram à observação criteriosa, disciplinada e principalmente sem intenções subalternas, ficaram diante de fenômenos inusitados. Fatos que se repetiram tantas vezes quantas as necessárias para recolher dados estatísticos ao máximo.
Alguns até que gostariam de pegar um espírito na ponta de uma pinça ou observá-lo num microscópio.Disse Bezerra de Menezes: "Um espírito claro e aberto para a apreensão da Ciência é um supremo bem que Deus confia a certos homens, afim de que eles o empreguem em favor dos mais pobres e humildes".
O observador comanda as pesquisas físico-químicas até onde as energias podem ser controladas. No campo das ciências sócio-morais o cientista faz colheita de dados. Estão na mesma classe a Psicologia, a História, o Direito, a Sociologia... O objeto dessas Ciências é o animal racional, a criatura divina, no uso do livre-arbítrio.Na Ciência da mediunidade há dois socius: o encarnado e o desencarnado, agindo e reagindo, racionalmente. O médium e o Espírito se interpenetram para o efeito da ação conjunta. O melhor então é controlar, observar, registrar, analisar, sintetizar e avaliar para na conclusão chegar o mais próximo que se possa da realidade.O pesquisador deve estar ciente de que ele será um dos elementos da pesquisa. Não haverá condições para uma “neutralidade axiológica” absoluta, como nas “ciências exatas”. Fator que faz diferença é o que diz respeito à conduta moral do investigador. Nas ciências exatas o estado moral do cientista aparentemente não tem a menor interferência no andamento da experiência, mas aqui não se pode dizer o mesmo.Se o leitor desejar examinar o texto completo basta acessar as páginas nos endereços que se segue.
http://www.forumespirita.net/fe/index.php/topic,15503.0.html

Certa vez o nosso Chico Xavier contou que dois espíritos, amigos na Terra, se encontraram depois da “prova final”. Um estava em razoáveis condições no plano espiritual, mas o outro em sofrimento.No encontro a surpresa foi maior, quando o ex-amigo irritado lhe disse que ele era um dos culpados, pela sua desfavorável situação. Sem entender perguntou: “mas, por que eu?”E, ouviu estupefato: - “por que você sabia da existência da Doutrina Espírita e não me disse nada”.Isso vocês não poderão me dizer! Nem ao Júlio César que enviou aos seus amigos a fotografia da sua cicatriz (fotografia anexa) que surgiu após a incisão cirúrgica, feita com bisturi invisível. Júlio tem um grande coração e um coração de “boi”.

Procuramos saber sobre o médium não espírita e encontramos a tese de Mestrado de Inácio Manuel Neves Frade Cruz, “Voador: hibridizações e sincretismos na terapia espiritual de Chico Monteiro.”Não fora e-mail que recebi do psicólogo Júlio Cezar não a teria procurado, pois meu interesse no momento está deslocado para outras áreas de atuação. A tese é da área da Teologia e foi defendida em 2008. Vou colocar o endereço para os que desejarem examiná-la com mais profundidade (**).Em meados da década de oitenta do século passado, o médium Chico Monteiro iniciava um trabalho feito com materialização de instrumentos cirúrgicos e tratamento com vibração das mãos. Inaugurava-se o processo de cura com a entidade espiritual, Doutor Adolfo Fritz, através de Monteiro e sua equipe. Essa terapêutica está inserida em um processo amplo de tratamento espiritual comumente verificável no campo religioso brasileiro. O estudo de Cruz teve como propósito realizar reflexão sobre a atualidade do Espiritismo, que o autor chamou “Kardecista”, das possibilidades de apropriações/resignificações na tessitura social, com base na observação da experiência de vida do paranormal.Abro parêntesis para uma observação que parece importante e pertinente, a que o próprio médium não se diz espírita e não esta preocupado em agradar ao movimento espírita brasileiro, o que não nos impede de verificar “no laboratório de pesquisa” a existência ou não do fenômeno mediúnico e a eventual cura obtida pelos pacientes. Seria interessante explicar de que forma o “placebo” é capaz de produzir uma ferida incisa cicatrizada, uma vez que se utiliza na técnica, um bisturi invisível. Não tenho interesse pessoal em realizar a investigação, mas gostaria que meus colegas das Ciências Biomédicas, criassem as hipóteses explicativas para o fenômeno, não afastando a velha hipótese da fraude, mas incluindo a hipótese do absurdo.A tese de mestrado partiu de uma noção de experiência que não se encerra no modelo dicotômico que contrapõe sujeito e objeto, considerando assim o corpo como condição de nossa inserção no mundo. O pesquisador diz acreditar estar diante de um processo de reestruturação de pactos entre indivíduos e pertenças que altera a vivência dos próprios indivíduos, ao contrário de uma espécie de retorno à cultura de origem.Relata que sua pesquisa fecha o foco em uma possível nova conformação terapêutico-religiosa a partir do Espiritismo, algo que faz conviver o ideário de Allan Kardec com seres extraterrestres. Em suma, um espiritismo à lá Chico Monteiro.Sabemos que o fenômeno mediúnico não é propriedade exclusiva do Espiritismo e por isso a Academia já possui fortes razões para investigar o fenômeno, que até hoje foi magistralmente estudado pelo professor que usou o pseudônimo de Allan Kardec, em o Livro dos Médiuns (***).(*) Sobre o autor – Luiz Carlos Formiga aposentou-se em 1996 pela Faculdade de Ciências Médicas da UERJ. Sua “última” contribuição foi publicada em 2004. – “Patterns of adherence to HEp-2 cells and actin polimerisation by toxigenic Corynebacterium diphtheriae strains. Microbial Pathogenesis, Grã Bretanha, v. 36, p. 125-130, 2004.” Hoje se dedica ao estudo das Ciências Jurídicas, tendo feito em 2007 uma comunicação com o título: “Prudência, Diligência e Perícia no Laboratório de Bacteriologia Clínica“. Veja em: http://www.univercidade.edu/uc/pesqcient/pdf/2007/amb_bacteria.pdf

(**) http://74.125.47.132/search?q=cache:aFw4vmU7Cm4J:www.qprocura.com.br/dp/83272/voador:-hibridizacoes-e-sincretismos-na-terapia-espiritual-de-Chico-Monteiro.html+%22chico+monteiro%22&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br
(***) - Este texto foi enviado ao Jornal dos Espíritos, para que o Corpo Editorial avalie a pertinência de sua publicação.
* * *
Notícias da Cirurgia Espiritual que me submeti.Julio Cesar de Sá Roriz (*)
(Domínio público.)
Sábado passado fui convidado por uma amiga para me submeter a uma cirurgia mediúnica com o Espírito Dr Fritz que está operando através de um médium que eu não conhecia (Sr. Chico Monteiro). Venho aqui contar como foi a cirurgia espiritual e mostrar as fotos das marcas que ficaram no meu corpo, em anexo.Como sabem, nasci com um problema congênito no coração que ficou assintomático durante toda a minha vida (mas, todas as radiografias mostravam e os radiologisas registravam, no entanto, não sei porquê, os médicos cardiologistas não liam ou não ligavam): trata-se de um mal que denominamos usualmente de "coração grande" e que é uma cardiopatia grave, como me disse meu cardiologista. No mês que fiz 60 anos, aconteceu uma crise muito grande no meu coração e, daí em diante, passei a tomar 6 comprimidos por dia, com prescrição médica rigorosa para não pegar peso ou fazer exercícios. Os efeitos colateriais são terríveis, mas segui as prescrições médicas e restringi tudo que pudesse ser excesso em termos de esforços, inclusive o volume de palestras doutrinárias anuais que fazia no Brasil e até no exterior. Apesar dos remédios, o cansaço estava comigo sempre, onde eu fosse ou me esforçando (é melhor dizer que ultimamente já estava arrastando-me). Ainda assim tentei levar adiante a minha expiação sem reclamar muito.Lá fui eu. Quatro horas de viagem para a pequena e simpática cidade de Rio Novo, MG. Dois ônibus e um táxi e lá cheguei no acolhedor galpão apinhado de gente necessitada. Tudo muito bem organizado, todos sentados. Os trabalhadores voluntários muito gentis. Dentro do galpão existe uma espécie de CTI ou coisa parecida, onde ocorrem as cirurgias mediúnicas. Lá dentro um ambiente espiritual muito bom, luzes azuis clarinhas e umas 80 macas, tendo em cada uma 3 pacientes sentados. Aqui e ali cadeiras de rodas, macas com pessoas aleijadas ou doentes graves. Apresentaram-me um médico, muito simpático, que me levou para ver, de perto, as cirurgias. Impressionante. O médium é um senhor relativamente jovem e sua esposa é sua auxiliar sempre muito presente em tudo o que requer organização, receitas etc. Vale lembrar que as inscrições são feitas via internet e tudo vai para as mãos da esposa do médium que mantém ao seu redor uma grande equipe de colaboradores. O médium, sempre acompanhado do médico que me ciceroniava, passou por mim, olhou-me visivelmente mediunizado. "Este é orador e escritor espírita e também dirigente de uma Casa Espírita no Rio" - disse-lhe o médico, apresentando-me. Ele me cumprimentou e, imediatamente, foi cirurgiar os doentes. Se duravam 3 minutos era muito, cada cirurgia. O médium se postava na frente do paciente e alguém entregava-lhe um papel com toda descrição da doença e os remédios que o paciente estava tomando. O médium lê, fecha os olhos e começa a agir cirurgicamente, com gestos de “cortar" e de "costurar" tipo "agulha e linha" muito rápidos e vigorosos. Depois que vi bastante todas as expressões de surpresa dos pacientes, chegou minha vez. Ele pediu que eu tirasse a camisa. Olhou fixadamente para meu peito na altura do coração, fixou a mão esquerda no meu peito e fez um gesto que parecia cortar de cima para baixo. Só que não havia qualquer instrumento visível em sua mão e, como nos outros casos, ele cortou e costurou meu coração por dentro do meu peito. É estranho, mas vou tentar descrever o que senti: é algo muito dolorido porque a sensação é de corte com bisturi amoladíssimo; depois vêm as agulhadas no peito e as amarrações como se estivesse amarrando meu coração com fios invisíveis. Depois pegou meu braço e aplicou uma injeção na veia sem que houvesse qualquer seringa em suas mãos. Senti a picada vigorosa no braço e o gosto na boca. Aquele médico com quem conversei estava ao lado do médium, sempre acompanhando tudo. Ele perguntou: "Dr Fritz, o que o senhor está fazendo?" Ele falou para o médico: "Estou amarrando o coração dele para ele não mais se dilatar". O médico contrapôs: "Mas, doutor, assim amarrado o coração dele vai poder bombear?”. Dr Fritz respondeu: "Agora o coração vai poder bombear muito melhor! Fazemos 1200 cirurgia por dia e entre essas faço 100 deste tipo". Dr Fritz olhou para mim e disse: "você vai sentir uns apertos no coração, mas não vá ficar preocupado, pois é assim mesmo". E ante de ir para o próximo paciente ainda me disse: "Seu amigo Raniere está aqui (Espírito desencarnado) e lhe manda um abraço!" (Raniere foi escritor e biógrafo de Chico Xavier; espírita muito atuante, por quem sempre tive grande afeição e admiração pela labuta espírita que empreendeu quando estava aqui na Terra). Voltei para o Rio no mesmo dia e quando cheguei em casa, ao mudar de roupa, minha mulher se assutou com a grande cicatriz vermelha, vertical, estampada no meu peito e uma marca vermelha de "perfuração" no meu braço (1). Os locais estavam sangrando muito pouco e estavam muito doloridos, muito sensíveis. Nos dias seguintes senti os tais apertos no coração (parece que tem uma mão de ferro apertando) e não mais senti qualquer cansaço, até este momento em que estou escrevendo. Parece que a minha vida está voltando ao normal. Dr Fritz pediu para eu voltar mês que vem. Então, depois, eu conto como foi o curativo...
Que seja assim...Julio Cesar de Sá Roriz

(*) Júlio César Roriz é Psicólogo Clínico e Consultor de Empresas. Fundador do Instituto Espírita Tarefeiros do Bem (IETB), e concedeu Entrevista publicada na Revista Cultura Espírita. ICEB - Instituto de Cultura Espírita do Brasil, Rio de Janeiro, Ano I - nº. 03 junho de 2009.* * *


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

--> LIÇÃO DA ÁGUIA


A História da Águia é bem conhecida, mas vale a pena uma constante reflexão.
A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver 70 anos. Mas para chegar a essa idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão.
Aos 40 anos ela está com:
• As unhas compridas e flexíveis, não conseguem mais agarrar as suas presas das quais se alimenta.
• O bico alongado e pontiagudo se curva.• Apontando contra o peito estão as asas, envelhecidas e pesadas em função da grossura das pernas, e voar é tão difícil.Então a águia só tem duas alternativas :
• Morrer
• Ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 150 dias.Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho próximo a um paredão onde ela não necessite voar. Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico em uma parede até conseguir arrancá-lo.Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai depois arrancar suas unhas.Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas.E só após cinco meses sai para o famoso vôo de renovação e para viver então mais 30 anos.
_________________________________________
PARA REFLETIR:
_________________________________________
Em nossa vida, muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação. Para que continuemos a alçar um vôo de vitória, devemos nos desprender de lembranças, costumes e outras tradições que nos causaram dor. Somente livres do peso do passado, poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz.
_________________________________________
Muita paz à você!
__________________________________________

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

--> Biografia de Allan Kardec


Hippolyte Léon Denizard Rivail (Lyon, França, 3 de outubro de 1804 — Paris, 31 de março de 1869) foi um professor, pedagogo e escritor francês. Sob o pseudônimo de Allan Kardec[1], notabilizou-se como o codificador[2] do Espiritismo, também denominado de Doutrina Espírita. PseudônimoO pseudônimo “Allan Kardec”, segundo biografias, foi adotado pelo Prof. Rivail a fim de diferenciar a Codificação Espírita dos seus trabalhos pedagógicos anteriores. Segundo algumas fontes, o pseudônimo foi escolhido pois um espírito revelou-lhe que haviam vivido juntos entre os druidas, na Gália, e que então o Codificador se chamava “Allan Kardec”.[3]
Biografia A juventude e a atividade pedagógica Nascido numa antiga família de orientação católica[4] com tradição na magistratura e na advocacia, desde cedo manifestou propensão para o estudo das ciências e da filosofia.Fez os seus estudos na Escola de Pestalozzi, no Castelo de Zahringenem, em Yverdun, na Suíça[5] (país protestante), tornando-se um dos seus mais distintos discípulos e ativo propagador de seu método, que tão grande influência teve na reforma do ensino na França e na Alemanha. Aos quatorze anos de idade já ensinava aos seus colegas menos adiantados.[6]Concluídos os seus estudos, o jovem Rivail retornou ao seu país natal. Profundo conhecedor da língua alemã, traduzia para este idioma diferentes obras de educação e de moral, com destaque para as obras de François Fénelon, pelas quais manifestava particular atração.Era membro de diversas sociedades, entre as quais da Academia Real de Arras, que, em concurso promovido em 1831, premiou-lhe uma memória com o tema Qual o sistema de estudos mais de harmonia com as necessidades da época?A 6 de fevereiro de 1832 desposou Amélie Gabrielle Boudet.Como pedagogo, o jovem Rivail dedicou-se à luta para uma maior democratização do ensino público. Entre 1835 e 1840, manteve em sua residência, à rua de Sèvres, cursos gratuitos de Química, Física, Anatomia[7] comparada, Astronomia e outros. Nesse período, preocupado com a didática, criou um engenhoso método de ensinar a contar e um quadro mnemônico da História de França, visando facilitar ao estudante memorizar as datas dos acontecimentos de maior expressão e as descobertas de cada reinado do país.Publicou diversas obras sobre Educação. Das mesas girantes à Codificação Conforme o seu próprio depoimento, publicado em Obras Póstumas, foi em 1854 que o Prof. Rivail ouviu falar pela primeira vez do fenômeno das “mesas girantes”, bastante difundido à época, através do seu amigo Fortier, um magnetizador de longa data. Sem dar muita atenção ao relato naquele momento, atribuindo-o somente ao chamado magnetismo animal de que era estudioso, só em maio de 1855 sua curiosidade se voltou efetivamente para as mesas, quando começou a freqüentar reuniões em que tais fenômenos se produziam. Convencendo-se de que o movimento e as respostas complexas das mesas deviam-se à intervenção de espíritos, Rivail dedicou-se à estruturação de uma proposta de compreensão da realidade baseada na necessidade de integração entre os conhecimentos científico, filosófico e religioso, com o objetivo de lançar sobre o real um olhar que não negligenciasse nem o imperativo da investigação empírica na construção do conhecimento, nem a dimensão espiritual e interior do Homem. Adotou, nessa tarefa, o pseudônimo que o tornaria conhecido – Allan Kardec – nome esse, segundo o que teria lhe dito um espírito, que teria utilizado em uma encarnação anterior como Druida.Tendo iniciado a publicação das obras da Codificação em 18 de abril de 1857, quando veio à luz O Livro dos Espíritos, considerado como o marco de fundação do Espiritismo, após o lançamento da Revista Espírita (1 de janeiro de 1858), fundou, nesse mesmo ano, a primeira sociedade espírita regularmente constituída, com o nome de Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Os últimos anos Túmulo de Allan Kardec no Cemitério Père Lachaise, em Paris.Kardec passou os anos finais da sua vida dedicado à divulgação do Espiritismo entre os diversos simpatizantes, e defendê-lo dos opositores.Morreu em Paris, a 31 de março de 1869, aos 64 anos (65 anos incompletos) de idade[8], em decorrência da ruptura de um aneurisma, quando trabalhava numa obra sobre as relações entre o Magnetismo e o Espiritismo, ao mesmo tempo em que se preparava para uma mudança de local de trabalho. Está sepultado no Cemitério do Père-Lachaise, uma célebre necrópole da capital francesa. Junto ao túmulo, erguido como os dólmens druídicos, lê-se numa placa verde sua célebre frase “Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei”, em francês.Em seu sepultamento, o astrônomo francês e amigo pessoal de Kardec, Camille Flammarion, proferiu o seguinte discurso, ressaltando a sua admiração por aquele que ali baixava ao túmulo:“Voltaste a esse mundo donde viemos e colhes o fruto de teus estudos terrestres. Aos nossos pés dorme o teu envoltório, extinguiu-se o teu cérebro, fecharam-se-te os olhos para não mais se abrirem, não mais ouvida será a tua palavra… Sabemos que todos havemos de mergulhar nesse mesmo último sono, de volver a essa mesma inércia, a esse mesmo pó. Mas, não é nesse envoltório que pomos a nossa glória e a nossa esperança. Tomba o corpo, a alma permanece e retorna ao Espaço. Encontrar-nos-emos num mundo melhor e no céu imenso onde usaremos das nossas mais preciosas faculdades, onde continuaremos os estudos para cujo desenvolvimento a Terra é teatro por demais acanhado. (…) Até à vista, meu caro Allan Kardec, até à vista!” (Discurso pronunciado junto ao túmulo de Allan Kardec por Camille Flammarion.) [9] Bibliografia de Kardec Obras Didáticas O professor Rivail escreveu diversos livros pedagógicos, dentre os quais destacam-se:• 1824 - Curso prático e teórico de Aritmética, segundo o método de Pestalozzi, para uso dos professores e mães de família• 1828 - Plano proposto para melhoramento da Instrução Pública• 1831 - Gramática Francesa Clássica• 1846 - Manual dos exames para os títulos de capacidade• 1846 - Soluções racionais das questões e problemas da Aritmética e da Geometria• 1848 - Catecismo gramatical da língua francesa• 1849 - Ditados normais dos exames da Municipalidade e da Sorbona• 1849 - Ditados especiais sobre as dificuldades ortográficas Obras Espíritas As cinco obras fundamentais que versam sobre o Espiritismo são:• O Livro dos Espíritos, Princípios da Doutrina Espírita, publicado em 18 de abril de 1857;• O Livro dos Médiuns ou Guia dos Médiuns e dos Evocadores, em janeiro de 1861;• O Evangelho segundo o Espiritismo, em abril de 1864;• O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo, em agosto de 1865;• A Gênese, os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo, em janeiro de 1868.Além delas, Kardec publicou mais cinco obras complementares:• Revista Espírita (periódico de estudos psicológicos), publicada mensalmente de 1 de janeiro de 1858 a 1869;• O que é o Espiritismo (resumo sob a forma de perguntas e respostas), em 1859;• Instrução prática sobre as manifestações espíritas (substituída pelo Livro dos Médiuns; publicada no Brasil pela editora O Pensamento)• O Espiritismo em sua expressão mais simples, em 1862;• Viagem Espírita de 1862 (publicada no Brasil pela editora O Clarim).Após o seu falecimento, viria à luz:• Obras Póstumas, em 1890.Outras obras menos conhecidas foram também publicadas no Brasil:• O principiante espírita (pela editora O Pensamento)• A Obsessão (pela editora O Clarim) Citações • “A Doutrina Espírita transforma completamente a perspectiva do futuro. A vida futura deixa de ser uma hipótese para ser realidade. O estado das almas depois da morte não é mais um sistema, porém o resultado da observação. Ergueu-se o véu; o mundo espiritual aparece-nos na plenitude de sua realidade prática; não foram os homens que o descobriram pelo esforço de uma concepção engenhosa, são os próprios habitantes desse mundo que nos vêm descrever a sua situação.” (O Céu e o Inferno, Primeira Parte, cap. 2)• “Como meio de elaboração, o Espiritismo procede exatamente da mesma forma que as ciências positivas, aplicando o método experimental. Fatos novos se apresentam, que não podem ser explicados pelas leis conhecidas; ele os observa, compara, analisa e, remontando dos efeitos às causas, chega à lei que os rege; depois, deduz-lhes as conseqüências e busca as aplicações úteis. Não estabeleceu nenhuma teoria preconcebida; assim, não apresentou como hipóteses a existência e a intervenção dos Espíritos, nem o perispírito, nem a reencarnação, nem qualquer dos princípios da doutrina; concluiu pela existência dos Espíritos, quando essa existência ressaltou evidente da observação dos fatos, procedendo de igual maneira quanto aos outros princípios. Não foram os fatos que vieram a posteriori confirmar a teoria: a teoria é que veio subseqüentemente explicar e resumir os fatos. É, pois, rigorosamente exato dizer-se que o Espiritismo é uma ciência de observação e não produto da imaginação. As ciências só fizeram progressos importantes depois que seus estudos se basearam sobre o método experimental; até então, acreditou-se que esse método também só era aplicável à matéria, ao passo que o é também às coisas metafísicas.” (A Gênese, Capítulo I, item 14)• “(…)o Espiritismo, restituindo ao Espírito o seu verdadeiro papel na criação, constatando a superioridade da inteligência sobre a matéria, apaga naturalmente todas as distinções estabelecidas entre os homens segundo as vantagens corpóreas e mundanas, sobre as quais o orgulho fundou castas e os estúpidos preconceitos de cor. O Espiritismo, alargando o círculo da família pela pluralidade das existências, estabelece entre os homens uma fraternidade mais racional do que aquela que não tem por base senão os frágeis laços da matéria, porque esses laços são perecíveis, ao passo que os do Espírito são eterno. Esses laços, uma vez bem compreendidos, influirão pela força das coisas, sobre as relações sociais, e mais tarde sobre a Legislação social, que tomará por base as leis imutáveis do amor e da caridade; então ver-se-á desaparecerem essa anomalias que chocam os homens de bom senso, como as leis da Idade Média chocam os homens de hoje…” (Revista Espírita 1861, pág. 297-298) Bibliografia • WANTUIL, Zêus, THIESEN, Francisco . Allan Kardec – o Educador e o Codificador. Rio de Janeiro: FEB, 2004.• ABREU FILHO, Júlio. Biografia de Allan Kardec. in: O Principiante Espírita. São Paulo: O Pensamento, 1956. p. 7-30.• INCONTRI, Dora. Para Entender Allan Kardec. São Paulo: Lachâtre, 2004.• INCONTRI, Dora. Pedagogia Espírita, um Projeto Brasileiro e suas Raízes. Bragança Paulista (SP): Comenius, 2004.• JORGE, José. Allan Kardec no pensamento de Léon Denis. Rio de Janeiro: Centro Espírita Léon Denis/Departamento Editorial, 1978. 48p.• SAUSSE, Henri. Biografia de Allan Kardec. in: O que é o espiritismo (38a. ed.). Rio de Janeiro: FEB, 1997. ISBN 8573281138 p. 9-48• s.a.. Revista Espírita, maio de 1869. in: KARDEC, Allan. Obras Póstumas (14a. ed.). Rio de Janeiro: FEB, 1975. Notas e referências 1. ↑ PENSE - Allan Kardec2. ↑ Diz-se codificador pois o seu trabalho foi o de reunir, compilar e sistematizar textos recebidos por diversos médiuns naquela época.3. ↑ Esboço biográfico e curiosidades4. ↑ Biografia de Kardec5. ↑ Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo6. ↑ Biografia de Allan Kardec7. ↑ Algumas fontes não confirmadas dizem que Allan Kardec teria sido médico. Pesquisas posteriores, no entanto demonstraram que ele foi professor de Anatomia. Retirado do rodapé desta página da FEB: [1]8. ↑ http://www.feal.com.br/biografias.php?bio_id=25 Dados pessoais]9. ↑ KARDEC, Allan. Obras Póstumas (14a. ed.). Rio de Janeiro: FEB, 1975. p. 30 Fonte: WikipediaBicentenário de Nascimento de Allan Kardec SOBRE O SELOO selo apresenta, à direita, a logomarca internacionalmente utilizada nas comemorações do Bicentenário de Nascimento de Allan Kardec. Esta logomarca focaliza um busto em cobre, localizado no túmulo de Kardec, em Paris, e a cepa da videira, elemento presente em sua obra, cuja nobreza é representada pela faixa amarela dourada que contorna a efígie. À esquerda, e na parte inferior, as cores verde e amarelo, tendo sobreposta a assinatura de Allan Kardec, simbolizam o Brasil, onde o Espiritismo criou as mais profundas raízes. O lema “Trabalho, Solidariedade e Tolerância” foi a bandeira que conduziu sua vida.Hippolyte Léon Denizard Rivail nasceu em Lyon, na França, em 3 de outubro de 1804. Estudou em Yverdon (Suíça), com o célebre Johann Heinrich Pestalozzi, de quem se tornou discípulo e colaborador.Fundou em Paris, com sua esposa Amélie Gabrielle Boudet, um estabelecimento semelhante ao de Yverdon. Sua cultura universalista abrangia vários ramos do conhecimento humano, tendo organizado, em sua casa, cursos gratuitos de química, física, astronomia e anatomia comparada. Membro de várias sociedades sábias, notadamente da Academia Real de Arras, foi premiado, em 1831, com a monografia “Qual o sistema de estudo mais em harmonia com as necessidades da época?” Dentre as suas obras, destacam-se: Curso prático e teórico de Aritmética, segundo o método de Pestalozzi (1824); Plano apresentado para o melhoramento da Instrução Pública (1828); e Gramática francesa clássica (1831). Em maio de 1855, quando o Prof. Rivail presenciou os fenômenos das mesas girantes (fenômeno mediúnico que ocorria na Europa), de imediato entreviu, na comunicação entre os Espíritos e os homens, uma ciência de profundas conseqüências morais. Diante dele se encontrava a chave para a solução que procurara durante toda a sua vida: quem somos, de onde viemos e para onde iremos após a morte do corpo físico. Em Paris, Rivail fez os seus primeiros estudos do fato mediúnico, estudando suas leis. Aplicou à nova ciência o método da experimentação. Nunca formulou teorias preconcebidas. Observava atentamente, comparava, deduzia as conseqüências e procurava sempre a razão e a lógica dos fatos. Interrogou os Espíritos sobre os problemas relacionados com o mundo invisível, anotou e ordenou os dados que obteve. Por isso é chamado Codificador da Doutrina Espírita. Jamais se identificou como autor dos princípios do Espiritismo. Colocou-se sempre na posição de organizador. Os autores da Doutrina - garantia - são os Espíritos Superiores. Mais tarde, quando viu que tudo aquilo formava um conjunto e tomava as proporções de uma doutrina, decidiu publicar “O Livro dos Espíritos”, em 18 de abril de 1857, em Paris. Adotou o pseudônimo Allan Kardec a fim de diferenciar a obra espírita de sua produção pedagógica anteriormente publicada. Em janeiro de 1858, Kardec lançou a Revue Spirite (Revista Espírita) e fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Em seguida, publicou O que é o Espiritismo (1859), O Livro dos Médiuns (1861), O Evangelho segundo o Espiritismo (1864), O Céu e o Inferno (1865) e A Gênese (1868). Faleceu em Paris, em 31 de março de 1869, aos 64 anos, em decorrência da ruptura de um aneurisma. Seu corpo está sepultado no cemitério Père-Lachaise, na capital francesa. Em seu túmulo, uma inscrição resume a filosofia espírita: “Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre. Tal é a lei”. Seus amigos reuniram textos inéditos e anotações de Kardec no livro Obras Póstumas, lançado em 1890. No Brasil, o Espiritismo tem 2,3 milhões de adeptos (Censo 2.000/IBGE) e tornou-se o terceiro maior grupo religioso do País. Os espíritas - adeptos da leitura e do estudo - mantêm em alta um forte mercado editorial estimado em aproximadamente 80 milhões de livros editados e 4 mil títulos. Todos esses livros decorrem da obra de Allan Kardec. Muita Paz!!! Kekê

Grupo Espírita Ave Luz - GEALFundado em 18 de Abril de 1992"Deus, Cristo e Caridade"Site: http://www.grupoespiritaaveluz.org.br/


/Orkut: Grupo Espírita Ave Luz

--> João Evangelista


Filho de Salomé e Zebedeu. Conheceu Jesus no ano 30d.C. nas Bodas deCaná. Tornou-se seu Apóstolo.Esteve com Jesus (foi um dos 3) no Monte Tabor, na agonia doGetsêmani, esteve com Ele na entrada triunfal de Jerusalém e nocalvário.Ali recebeu de Jesus a missão de tomar conta de Maria como se suamãe fosse.Escreveu o Evangelho de São João, em torno do ano 60.Na prisão, no exílio, na Ilha de Patmos/Grécia, escreveu oApocalipse (segundo se diz ditado por Jesus).Teve como discípulos Papias, Inácio e Patius.Sobreviveu à morte num tanque de óleo fervendo.Nessa época falava com os animais.Pregava o evangelho entre o povo de Patmos, onde era conhecido como PaiFrancisco, nome que servia para fugir da perseguição movida contraele pelo poder de Roma.Foi o último apóstolo a desencarnar, com mais de 100 anos deidade, em torno do ano 75.O livro "Francisco de Assis"psicografado por João Nunes Maia,ditado pelo espírito de Miramez(que foi Frei Leão, que foi Patius),editado pela "Fonte Viva", fala do confinamento de 2 milhões deespíritos por mil anos para que Jesus pudesse encarnar e realizar seutrabalho em favor do planeta Terra.Em 1009 tais espíritos começaram a voltar.João Evangelista retorna como Francisco de Assisfilho do rico comerciante Pedro Bernardoni e de Maria Picallini, nascidoem Assis, Perúsia, Úmbria, Itália,a 26 setembro de 1182.Foi batizado João, mas seu pai depois mudou para Francisco.Com ele vieram 200 outros espíritos de luz.Entre eles Patius, como Frei Leão (e agora Miramez, autor do livrocitado).Francisco rompeu com o pai e se dedicou ao mundo, incluindo os animais.Foi missionário.Restaurou uma igreja: a de São Damião.Fundou a Ordem Primeira: homens fraternos evangelizadores anunciando aopovo a conversão,a penitência, a presença de Cristo na Igreja de Pedro e de Maria.Fundou a Ordem Segunda: mulheres penitentes da Santíssima Eucaristia.E fundou a Ordem Terceira: Leigos batizados, casados e solteiros atuandoem prol da família, do trabalho,da política, das artes, como missionários anunciadores davitória de Cristo sobre o pecado e a morte.Frases de Francisco de Assis:"A eterna vigilância é o sopro da felicidade"."Assim como a sombra passa pela água e não se molha, os serespossuidores de luz interagem no mundo das iniqüidades e não secontaminam: estão em outra dimensão vibratória"."Confia em Deus, que faz o dia e a noite, o sol e a luz, as estrelas e oinfinito. Confia na Inteligência Superior, que criou a harmonia dascoisas; que deu penas aos pássaros e o mundo das águas aos peixes;que faz crescer as ervas para alimento dos animais e que nos deu pormisericórdia o ar que, sobremodo, é vida para toda a SuaCriação.Confia n'Aquele que é o Senhor de todas as coisas, que ampara acriança e o velho, o santo e o sábio, os mendigos, os doentes, eaté os assassinos e os ladrões. A Sua Justiça magnânimanunca faltará dentro da grande casa universal"."Servir sem reclamar, amar sem exigir, perdoar sem limites, abençoarsem distinção e compreender sem embaraços"."Os filhos de Deus devem oferecer-se para dar e devem aprender a pedir.Deus fez também os mares, deu vida aos peixes, salgou as águas,fez os ventos, fez Terra, a luz e as estrelas, fez as maravilhas quenem temos capacidade de ver e sentir, ouvir e tocar.Deus fez o homem, que também é uma maravilha Sua"."Ninguém pode amar sem perdoar, perdoar sem entender, entender semanalisar e ninguém pode analisar com bom senso sem sentir nocoração a Fraternidade, que se transforma, para os outros, emvariadas modalidades do Bem".Cristo pede à Sua Igreja:"Tira-me da cruz! Eu sou vida, alegria, paz, amor, saúde, bem,riquezas para todos, sabedoria para todos, felicidade para todos,evolução e crescimento para alcançar os degraus da proposta deDeus para os seus filhos deste planeta"."Quero tirar Jesus da cruz onde o colocaram e o adoram e mostrarei a todos um Jesus trabalhador, amoroso, feito de Perdão e de Paz, deAlegria e Caridade"."Temer, é cortar a comunicação com alguém que podemos ajudar ede quem podemos receber ajuda;Duvidar, é fazer crescer dentro de nós os obstáculos no sentidode uma vida mais abundante;Ofender-se pela incompreensão dos outros, é sinal de que nãoaprendemos a perdoar;Julgar os erros dos outros somente por julgar, sem o compromisso deajudar, é atestado de que não temos amor no coração"."Tem como dogma a fé; como espada, o amor; como clima, a caridade e agenerosidade; como alegria, a servidão; como casa, o planeta; comoescola, a natureza; como alimento, também a palavra de Deus; comoluz, também o entendimento; como guerra, a paz"."A teoria pode ser colocada como oferta graciosa a todos, mas aprática tem de ser exclusivamente individual. Podemos fazer muitopelos que têm fome, menos comer por eles; podemos fazer muito pelosque estão nus, menos vestir por eles; As pessoas podem ouvir ou ler eentender qual é o caminho. Podemos consolá-las, incentivá-lasno Amor, na Caridade, no Perdão. Podemos ajudá-las a selevantarem, quando caídas. Quanto à caminhada evolutiva, com acruz nos ombros, essa pertence a cada um. Nem mesmo é lícito tomara sua cruz, abreviar-lhes a distância e o peso. É-nos lícito,sim, encher-lhes a alma de ânimo, resistência e resignação paraque a distância se torne breve e o peso leve, ao sabor de umavontade e uma resistência ilimitadas no Amor para vencer osobstáculos que os conduzam ao fim da jornada.No alívio das dores, do cansaço, da fome, da sede, do frio, onosso exemplo e a nossa vivência, juntamente com os conselhos, é oque terá valor"."Estejamos ligados - mente, corpo e espírito - anos nossos guias eprotetores para estabelecer com eles uma troca energética. Pedir aeles que atuem sobre as nossas estruturas varrendo os vícios, assujeiras, as crostas, os defeitos, e purificando-nos à luz da energiacriadora, feliz, saudável, pacífica, amorosa, alegre, prazerosa,confortadora, curadora, elevadora, de perdão e de compaixão, vindadiretamente do Espírito Santo sob a batuta do Divino Mestre eIrmão, Jesus Cristo"."A vida é muito boa, dependendo apenas de que entendamos as suasleis e de que a vivamos a cada passo. Não precisamos temer osacontecimentos indesejáveis de que o mundo está cheio, porque cadacriatura vive no mundo que criou para si mesmo. Não precisamos temero que vier a surgir em nosso caminho. Se porventura vier o mal ànossa procura, é porque ainda existe o mal dentro de nós e anós compete estirpá-lo para que ele tome outro caminho.Rejeitemo-lo quando se aproximar de nós; encaminhemo-nos por outrorumo, onde percebamos afinidade.Cada situação atrai quem a tem por dentro"."O ser humano precisa libertar-se de vez dos sentimentos de corrigir osoutros, de oprimir, de mandar, de egoísmo, de prepotência, deódio e de inveja. O ser humano precisa renunciar às coisas quenão lhe fazem falta e se oferecer cada dia mais a uma vida simples.Deste modo, os ambientes conturbados e carregados de sentimentosnegativos sairão de suas cogitações espirituais. Cada criaturatem, e carrega consigo, os próprios meios de defesa e elevaçãoespiritual."Conhecerás a verdade e ela te libertará", está dito noEvangelho.A libertação, na conjugação do Amor Cósmico é um conjunto decoisas divinas e humanas, que se dividem, se somam, se reduzem ou semultiplicam na relação direta e inversa de nossas vidas. O quepensamos, desejamos, fazemos ou deixamos de fazer produzemconseqüências encadeadas que modificam o nosso destino constantementee alteram a nossa forma de realizarmos a nossa missão"."Aqueles que estão prontos para Cristo vivem na dignidade do quemconhece a Verdade, na filosofia de quem conhece o Caminho e na sabedoriade quem respeita a Vida"."Os três maiores dons são a Fé, a Esperança e o Amor.Mas, o Amor é o maior de todos.O Amor é benigno, é paciente.O Amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece,não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses,não se exaspera, não se ressente do mal, não se alegra com ainjustiça, mas se regozija com a Verdade.Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta"."O Amor é a paz, o entendimento, a caridade em todos os seus aspectosde educação e de sabedoria. O Amor é trabalho, é doação.Sem Amor, de nada vale desprender-se de todos os bens;pensar coisas boas sem fazer o mal;trabalhar dia e noite, ganhar e doar;fazer jejum.Somente o Amor é vivo e dá vida, por ser proveniente da VidaUniversal"."A Caridade verdadeira é filha do Amor. Não exige para nãoperder a alegria; não ofende para não perder a paz; nãoviolenta para não perder o equilíbrio; não é maledicentepara não frustrar a bondade; não arde em ciúmes para nãoaborrecer a ninguém; não duvida das coisas de Deus para nãoesquecer a esperança"."Perdoa e serás compensado; perdoa e serás atendido nos desejossublimados; perdoa e serás forte na batalha contra o mal; perdoa eserás iluminado pela graça e misericórdia do Senhor"."O maior dos deveres do homem para com Deus, é amá-Lo sobre todasas coisas, na mais profunda sinceridade, no reto dever e na retaconsciência; na reta compreensão, no reto entendimento e na retamoral;no reto perdão, na reta caridade e no reto desprendimento;na reta pobreza e na reta humildade;na reta paciência e na reta amizade.Sempre que pensamos nos outros devemos nos colocar como se fôssemoseles próprios".
_._,___

CASA DE ORAÇÃO ROMEIROS DO BEM

Caminhando com Jesus...


“Não violenteis nenhuma consciência; não forceis ninguém a deixar sua crença para adotar a vossa; não lanceis anátema sobre aqueles que vêm a vós e deixai em paz os que vos repelem. Lembrai-vos das palavras do Cristo: outrora o céu se tomava pela violência, hoje pela brandura.!” (“O Evangelho Segundo O Espiritismo” – cap. XXV, item 11)

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

-->: Políticos Espíritas Punidos Por Pensarem Diferente

1. O QUE ACONTECEU
O Partido dos Trabalhadores acaba de condenar os deputadosfederais Luiz Bassuma (do Estado da Bahia) e Henrique Afonso(do Estado do Acre), acusados de violarem gravemente o Código deÉtica do Partido, simplesmente porque eram contra o aborto.Concretamente isto significa que, representando a grande maioria dapopulação brasileira e também dos militantes petistas, estesdeputados se posicionaram contra o aborto, defenderam a vida desde aconcepção, apresentaram vários projetos de lei contra o aborto noCongresso Nacional, fundaram e lideraram a Frente Parlamentar aFavor da Vida e apresentaram um requerimento que pedia a abertura deuma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar quem estariafinanciando a promoção do aborto no Brasil. Tudo isto, e apenasisto, representou uma infração contra a Ética Partidária quemereceu para os dois deputados praticamente a sua expulsão virtual.Como políticos, agora eles estão impossibilitados de qualquer outraatividade que não seja a votação no Plenário da Câmara.Dificilmente poderão vir a ser reeleitos pelo PT ou por qualqueroutra legenda.O julgamento foi presidido pelo próprio presidente nacional doPartido dos Trabalhadores, o Deputado Ricardo Berzoini, na quintafeira, dia 17 de setembro de 2009, na sede do DiretórioNacional do Partido dos Trabalhadores, em Brasília. Acondenação foi por unanimidade. Uma comissão de 38 membros dadireção nacional do Partido dos Trabalhadores julgou, sem nenhumaabstenção e sem nenhum voto contrário, que os deputados condenadosviolaram gravemente a Ética do Partido ao se posicionarem a favor davida. A posição oficial do Partido dos Trabalhadores é pelacompleta legalização do aborto.O site oficial do PT está repleto de artigos em apoio à decisão.Leia-se por exemplo:"Foi com satisfação que recebemos a notícia de que a ComissãoExecutiva Nacional do PT acatou o pedido da Secretaria Nacional deMulheres do partido e vai avaliar as posturas e procedimentos de doisdeputados federais - Luís Bassuma (BA) e Henrique Afonso(AC) - em comissão de ética. Os dois parlamentares, há muitotempo, afrontam a resolução partidária, ratificada pelo 3ºCongresso do PT, de defesa da descriminalização do aborto e aregulamentação da prática nas unidades do Sistema Único deSaúde. A defesa do direito ao aborto legal e seguro é uma bandeirahistórica das mulheres petistas. Queremos que se aplique umapunição adequada a quem contraria abertamente, mas não maisimpunemente, definições políticas do partido. Um mandatoparlamentar não é propriedade daquele que o exerce. O mandato doBassuma ou o do Henrique Afonso é, também, um instrumento dopartido, e se utilizar dele para, exatamente, contrariarposicionamentos políticos do PT é, no mínimo, um erro a seravaliado em comissão de ética. Não aceitamos que figuras públicasdo partido emprestem sua imagem a movimentações que vão de encontro auma resolução congressual do Partido dos Trabalhadores. Nãoaceitamos esse tamanho desrespeito com as mulheres do PT. Aparticipação desses parlamentares em atos públicos contra alegalização do aborto precisa ter conseqüências, demonstrando aoconjunto do partido e da sociedade que o PT leva a sério asresoluções políticas, a militância e a trajetória histórica quetem".http://www.pt.org.br/portalpt/index.php?option=com_content&task=view&id=15103&Itemid=201"A próxima reunião do Diretório Nacional do PT está cercada deexpectativas acerca de uma pauta que já nos trouxe desgastesindesejáveis, e sobre a qual precisamos encaminhar conclusão, sobpena de não levarmos a nós mesmos a sério. Trata-se do relatórioda comissão de ética que averigua o comportamento de doisparlamentares petistas - Luís Bassuma (BA) e Henrique Afonso(AC) - que, há muito, vêm encaminhando publicamente posiçõescontrárias às do partido no que se refere à luta pela legalizaçãodo aborto. Os dois deputados não apenas manifestam publicamenteposições contrárias às deliberadas no interior do PT. Mais queisso, colocam-se como líderes de movimentações nacionais em afrontaa essas resoluções. No caso de Luís Bassuma, sua situaçãoficou ainda pior. O deputado é o proponente de uma "CPI doAborto", que visa a levar ao extremo a criminalização das mulherese retroceder nos direitos já conquistados por elas nesse âmbito.Portanto, entendemos que a comissão de ética, deve apresentar jáà próxima reunião do DN a recomendação da expulsão dosparlamentares. Não pode ser outra a conclusão da comissão, poisestá claro que o que vem sendo encaminhado por Bassuma e Afonso setrata explicitamente de embate contra definições partidáriashistóricas e importantes. Na próxima reunião do DiretórioNacional, esperamos ver definida essa questão, com a preservaçãoda ética petista que deve ser coroada com a aprovação do Código deÉtica".http://www.pt.org.br/portalpt/index.php?option=com_content&task=view&id=77001&Itemid=201Apesar de que a petição inicial do processo previa a completaexpulsão dos deputados, o diretório entendeu que seria preferívelsuspender temporariamente seus direitos partidários em vez deexpulsá-los, para não transformá-los em heróis que pudessem serrecebidos como tais pelos demais partidos. Se, em vez disso, elesviessem a ser expulsos no ano que vem, que será um ano eleitoral, alei não permitirá que os deputados sejam recebidos por nenhum partidoe eles ficarão sem mandato. Se ambos decidirem desfiliar-se, como ofizeram, o Partido poderá requisitar na justiça os seus mandatos.Luiz Bassuma foi suspenso por um ano. Henrique Afonso por trêsmeses.Em virtude da suspensão, os deputados Bassuma e Afonso estãoproibidos de participar das decisões na legenda e na Câmara, estãoimpedidos de votar e participar nas Comissões Parlamentares, nãopoderão votar nem ser votados nas eleições internas, terão queretirar os projetos de lei que apresentaram em favor da vida e nãopoderão posicionar-se mais publicamente sobre questões de defesa davida. Somente poderão votar nas decisões que chegarem ao plenárioda Câmara, junto com os votos dos mais de quinhentos colegasrestantes. Tornam-se, a partir do julgamento, deputadospraticamente apenas pelo nome, virtualmente impedidos de exercer aatividade legislativa.
2. O PARTIDO PROCURA IMPEDIR ADIVULGAÇÃO DO JULGAMENTO====
O PT está fazendo o possível para que as notícias do julgamentonão tenham repercussão junto ao público.Isto revelaria aos seus eleitores e ao grande público a verdadeiraface do Partido que ele não quer que seja conhecida. A maioria dosjornais importantes do Brasil não publicou nada a respeito destejulgamento, como foi o caso da Folha de São Paulo, ou apenasalgumas pequenas notas marginais. Durante o julgamento o chefe degabinete do Deputado Luiz Bassuma, após ter pedido e recebidopermissão para tanto, quis gravar a defesa do deputado, mas foiexpulso aos gritos do recinto pelo próprio Deputado RicardoBerzoini, presidente nacional do Partido dos Trabalhadores,evidentemente receando as repercussões que a divulgação desta defesapoderia vir a ter.O Partido dos Trabalhadores tem razão em não querer divulgar estasinformações. Fundado em 1980 pelo atual presidente LuizInácio Lula da Silva, prosperou e chegou às dimensões atuaisgraças ao apoio da Igreja Católica, de suas comunidades eclesiaisde base, de seus teólogos e de sua hierarquia. A maioria dosmilitantes do PT são católicos, contrários à legalização doaborto, assim como uma esmagadora e continuamente crescente maioria dopúblico brasileiro, os quais não acreditam, mesmo quando se lhesexplica com documentos, que o PT é intransigentemente a favor dacompleta legalização do aborto e é o principal aliado, no Brasil,de poderosas de forças internacionais que trabalham pela promoção doaborto.Agora não há mais como encobrir os fatos.Alguns poucos comentários que apareceram em alguns blogs dão aentender o que aconteceria se a notícia se tornasse pública:MARISTELA SOUZA: É realmente um absurdo, como umpartido como o PT age assim? E a liberdade de opinião? Eu soutotalmente contra o aborto, acho que temos que preservar a vida.Nunca mais voto no PT.http://ibahia.globo.com/plantao/noticia/default.asp?id_noticia=214117&id_secao=151WILSON SOUZA MENDONÇA: Realmente uma absurdo aposição do PT. Jamais votarei nesse partido.http://ibahia.globo.com/plantao/noticia/default.asp?id_noticia=214117&id_secao=151MILENA SANTANA: É um absurdo isso! Não podemos terquem lute pelos direitos humanos? Cadê a democracia? Cadê a livreexpressão?http://ibahia.globo.com/plantao/noticia/default.asp?id_noticia=214117&id_secao=151VALDEMAR MENEZES: Pessoas religiosas - filiadas, ouque votam no Partido dos Trabalhadores (PT) - estão indignadascom a decisão tomada pela Comissão Ética Nacional da agremiaçãode suspender, por um ano, os direitos partidários do deputado LuizBassuma (BA) e, por 90 dias, de seu colega Henrique Afonso(AC), por se posicionarem contra o aborto. Consideram - e comrazão - uma traição do PT aos movimentos sociais religiosos,sobretudo católicos, que ajudaram a fundar o partido. Se osdirigentes tivessem um mínimo de sensibilidade e de informação emrelação ao problema religioso verificariam que estão cometendo umaagressão contra petistas crentes, que consideram esse tema umaquestão de consciência moral. O partido comete não só umaagressão estúpida contra essas pessoas, mas dá marcha-à-ré naconcepção de organização partidária respeitadora da liberdade deconsciência pisoteando um direito humano fundamental.http://www.opovo.com.br/opovo/colunas/concidadania/911048.htmlALAIDE: Eu, como membro do PT, sinceramente estouenvergonhada. Onde está a tão sonhada democracia em que me fezacreditar o Governo Lula?http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/pt-usa-o-codigo-de-etica-e-pune-dois-parlamentares-seus-com-raro-rigor-o-que-foi-que-eles-fizeram/FERREIRA: Vergonhosa essa punição que o PT impôs aparlamentares atuantes, éticos e compromissados com uma causa tãofundamental, que é o direito à vida, enquanto figuras execráveis ecorruptas, que envergonharam a História do PT e o colocaram nalama, como Zé Dirceu, Delúbio Soares, Silvinho Pereira, emuitos outros, nem sequer foram punidos pelo partido, continuam nocenário político e, pelo contrário, foram promovidos. Queliberdade é essa que vivemos?http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/pt-usa-o-codigo-de-etica-e-pune-dois-parlamentares-seus-com-raro-rigor-o-que-foi-que-eles-fizeram/
3.. A CPI DO ABORTO
Para o PT, o ato mais imperdoável do Deputado Bassuma foi aconvocação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito parainvestigar quem está promovendo a implantação do aborto no Brasil.Se instalada, a CPI descobriria facilmente não apenas que há umprojeto internacional interessado em promover o aborto no Brasil mas,mais do que isso, a partir do momento em que chegou ao poder, acúpula do Partido dos Trabalhadores quis transformar-se no principalaliado deste projeto, contrariando suas próprias bases eleitorais e osinteresses que ele afirma representar.Tudo começou na quarta feira dia 10 de outubro de 2007, quandorealizou-se na Câmara dos Deputados a terceira audiência públicapara debater o projeto de lei PL 1135/91, o projeto que haviasido encaminhado em setembro de 2005 pelo governo Lula à Câmarados Deputados o qual, se aprovado, extinguiria totalmente a figura docrime de aborto do Código Penal e tornaria esta prática totalmentelivre, por qualquer motivo, durante todos os nove meses dagestação.Nesta audiência, o Deputado Luiz Bassuma questionoucontundentemente o projeto do governo e, no final, mencionando oMinistro da Saúde, denunciou:"Senhor Presidente, no programa televisivo Roda Viva, da TVCultura, nosso Ministro da Saúde fez uma declaração grave,gravíssima. Eu tenho a fita gravada em meu escritório. O Ministroda Saúde, José Temporão, foi perguntado pelos jornalistas:"Senhor Ministro, [se o aborto for legalizado], como o Brasilterá condições de financiar [um milhão e meio de] abortos [quedizem ser feitos todos os anos] se nos hospitais estão faltandogazes, esparadrapos e os brasileiros em muitos locais não temcondições de fazer até mesmo um simples exame de sangue?""Sabe o que o Ministro respondeu, senhor presidente?""SE O BRASIL LEGALIZAR O ABORTO, NÃOFALTARÃO PARA ISSO RECURSOSINTERNACIONAIS"."Ele disse isso. Eu tenho a fita gravada. Isso é gravíssimo. Égravíssimo, senhor presidente!"[http://www.pesquisasedocumentos.com.br/audienciapublica.mp3]O deputado, posteriormente, referiu-se muitas vezes a esteepisódio. O Portal AZ, entrevistando o deputado a este respeito,divulgou que"O deputado se revoltou com a resposta de Temporão: "Elerespondeu", disse o deputado,"que se o Brasil legalizar o aborto, não vai faltar dinheiro defora. Isso só confirma o que estamos denunciando a anos, de queexistem interesses internacionais. A Fundação Ford e FundaçãoRockefeller patrocinam projetos em países emergentes para controle danatalidade pelo aborto. Por que o Ministro vai conseguir dinheiro defora só para o aborto? Por que não consegue dinheiro para combater adengue? Mas para implantar o aborto o dinheiro vem. É uma perguntaque ele tem que responder e eu indaguei na justiça para eleresponder",declarou o deputado".http://www..portalaz.com.br/noticias/geral/95505_deputados_dizem_que_legalizacao_do_aborto_atende_interesses_internacionais.htmlPor causa desta e de outras declarações do Ministro da Saúde, aCPI do aborto foi criada na Câmara, a pedido do Deputado LuizBassuma e mais a assinatura de 210 parlamentares, pelo DeputadoArlindo Chinaglia, no dia 8 de dezembro de 2008.http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=129620&pesq=ArlindoChinaglia BassumaUma semana depois, no dia 16 de dezembro, já acusado de violar oCódigo de Ética do Partido, em sua defesa diante da Comissão deÉtica do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, oDeputado Bassuma explicou o que realmente o havia levado a pedir acriação da Comissão:"Organismos internacionais europeus e norte-americanos investemgrandes somas de dólares em ONGS, projetos e assessoria aparlamentares pró-aborto. As principais são: Fundação Ford eFundação Rockefeller. O objetivo político é criar obstáculospara que nosso país seja de fato uma grande superpotência econômica.O Brasil é ainda um grande país despovoado e mal povoado. Nãochegamos nem a 200 milhões de habitantes, sendo que aqui existe,terra, água, energia e riqueza para que vivam mais de 1 bilhão deseres humanos e vivam bem. O próprio Ministro da Saúde JoséTemporão em um programa da TV Cultura "Roda Viva" ao respondera uma pergunta de um jornalista da revista VEJA disse que caso oaborto venha a ser legalizado no Brasil não faltariam recursosestrangeiros. Um absurdo tão grande que coletei 200 assinaturas noCongresso para instalar um CPI para apurar o assunto".http://www.conteudo.com.br/providafamilia/defesa-do-dep-federal-luiz-bassuma-na-comissao-de-etica-do-diretorio-nacional-do-partido-dos-trabalhadoresMas, desde que foi criada, a CPI do aborto ainda não conseguiuser instalada, devido à pressão das organizações nãogovernamentais que recebem apoio financeiro do exterior para assessoraros parlamentares brasileiros na promoção da causa do aborto noCongresso Nacional.A principal destas organizações é o CFEMEA, uma entidadecriada pelos grupos feministas que se orgulham de terem impedido, naAssembléia Constituinte de 1998, que a Constituiçãobrasileira reconhecesse o direito à vida desde a concepção.Fortemente financiada, entre outras, pelas Fundações Ford deNova York e pela Fundação MacArthur de Chicago, com apoio daONU e do próprio governo brasileiro, o CFEMEA e outros grupostem pressionado as lideranças das bancadas dos partidos políticos nosentido de se recusarem a nomear os parlamentares necessários para ainstalação da CPI, apesar de haver mais de duzentos congressistasinscritos na Frente Parlamentar em Defesa da Vida, sob o pretextode que o verdadeiro objetivo da Comissão seria o de humilharpublicamente as mulheres que provocaram o aborto, convocando-as adepor no Congresso Nacional.O site do CFEMEA assim se refere à CPI do Aborto:"A CPI do aborto é uma verdadeira caça às bruxas, nos moldes dainquisição, que levará as mulheres e suas organizações àcondenação pública, como vivenciado na Idade Média".http://www.cfemea.org.br/jornalfemea/detalhes.asp?IDJornalFemea=1524"A CPI do Aborto, de autoria do Deputado Luiz Bassuma, temcomo objetivo perseguir as organizações feministas e de mulheres,usando métodos que nos remetem à época em que a razão eraconsiderada coisa do demônio, consagrando o arbítrio como forma dedeter os avanços da consciência social".http://www.cfemea.org.br/noticias/detalhes.asp?IDNoticia=872"Os deputados autodenominados 'defensores da vida' querem agora ainstalação de uma CPI para repetir os métodos da Inquisição,que condenou milhares de mulheres à fogueira: a Idade Média empleno século 21. A representante do CFEMEA, NatáliaMori, declarou ser este um dos momentos mais medievais que jápresenciou".http://www.cfemea.org.br/noticias/detalhes.asp?IDNoticia=884Mas diante do que já se sabe que está por trás da promoção doaborto, estas declarações beiram o puro ridículo. Após todas asdenúncias que já foram feitas até hoje, organizações tãosofisticadas e bem financiadas como o CFEMEA não conseguem fazeruso de nenhum outro meio mais inteligente para impedir que se investiguequem está financiando a promoção do aborto no Brasil e até queponto o governo está envolvido com esta agenda internacional, do querecorrer a argumentos medievais e esconder-se atrás da Inquisição.Para entender o que se esconde por trás da perseguição aosDeputados Luis Bassuma e Henrique Afonso e, por extensão, atodos os brasileiros que daqui em diante continuarão a se posicionarema favor da vida, é preciso entender de onde vem a pressão pelalegalização do aborto no Brasil, e como o PT e o governo Lulaentraram neste processo.Peço aos que receberem esta mensagem que examinem com atenção orelato a seguir e se empenhem pessoalmente em divulgar estasinformações. O futuro da democracia no Brasil e na AméricaLatina depende essencialmente de pessoas como as que estão nestemomento recebendo esta mensagem.
4. DE ONDE VEM O MOVIMENTO MUNDIAL AFAVOR DO ABORTO?
Sempre houve uma minoria muito reduzida de pessoas que eram a favor dalegalização do aborto, mas o movimento só ganhou a força que possuihoje graças à iniciativa do mega-bilionário americano JohnRockefeller III. Herdeiro de uma imensa fortuna e de uma extensarede de instituições filantrópicas, indeciso sobre como assumir ocomando de uma organização tão complexa em que parecia não haverespaço nem recursos para nenhuma inovação, sentiu-se atraído nosanos 50 pela questão ainda emergente da explosão populacional. Oproblema poderia ser resolvido promovendo o desenvolvimento educacionale econômico do terceiro mundo mas, em vez disso, as organizaçõesRockefeller resolveram utilizar-se de seus fabulosos recursos paratentar resolver o problema através do controle direto da natalidade,dentre os quais o principal método viria a ser o aborto.Em 1952 Rockefeller e mais 26 especialistas em demografiafundaram em Williamsburg o Conselho Populacional, uma organizaçãoque desencadeou um projeto mundial de controle populacional. OConselho Populacional arrastou na sua esteira, imediatamente aseguir, a imensa Fundação Ford e as próprias organizaçõesRockefeller e, a partir de 1990, uma quantidadeextraordinariamente grande de outras e novas fundaçõesinternacionais.O problema, porém, é que John Rockefeller III era um homem devisão muito curta e não conseguiu perceber que um projeto que, paraser executado com sucesso, necessitaria incluir a implantação doaborto totalmente livre como um direito a nível mundial é um projetoque já nasceu falido, pelo menos pelas seguintes três dificuldades.A primeira dificuldade estava em ter-se verificado, já desde os seusprimórdios, que para que um projeto como este pudesse prosperar,necessitaria recorrer interminavelmente a práticasanti-democráticas, as quais teriam que ser executadas em sigilo, como mínimo de divulgação por parte da imprensa.Os exemplos são inúmeros, um número tão grande que se tornaimpossível enumerá-los aqui, e tantos, que pode-se dizer que todoprocesso de implantação do aborto no mundo só foi essencialmentepossível através da prática da anti-democracia. Não precisoconvencer os que promovem o aborto sobre a veracidade destaafirmação. Os que realmente planejam as ações sabem muito bem queé assim. Limitado ao jogo limpo e democrático, a questão do abortoinevitavelmente perde. Nos Estados Unidos cunhou-se a expressão"rights by steal" para designar o processo, retirada literalmente dospróprios memorandos dos que promovem o aborto, e que em português setraduziria aproximadamente como "a obtenção do direito através doassalto". Um exemplo disso deu-se já no início do movimento pelalegalização do aborto nos Estados Unidos. O primeiro Estadoamericano a legalizar o aborto, mas apenas até o terceiro mês degestação, foi o Colorado, em 1968. Surgiu em seguida umacontra reação tão forte nos parlamentos estaduais que ficou claro queo resultado final do processo que se desdobraria a partir daí seriaclaramente a favor da vida. Foi então preciso recorrer à SupremaCorte de Justiça para que, usurpando as atribuições que deveriampertencer ao Legislativo e impedindo o livre debate democrático queestava em curso, através da apresentação de um caso de estuproocorrido no Texas que depois revelou-se falso pela confissão dospróprios autores, o aborto pudesse finalmente ser amplamentelegalizado, durante todos os nove meses da gravidez, por uma súbitaimposição de cinco dos nove juízes da Suprema Corte. Em janeirode 1973, pela célebre decisão Roe x Wade, a Suprema Corte deJustiça dos Estados Unidos decidiu que o aborto deveria ser legal,em todo o país, durante todos os nove meses da gravidez, semnecessidade de que a mulher, do primeiro até o sexto mês,apresentasse nenhum motivo para pedir o aborto e, a partir daí, dosexto até o nono mês, bastando apenas que ela apresentasse qualquermotivo. Ademais, segundo declarou a sentença da maioria,"a Constituição Americana não define o que seja pessoa, mas o usoda palavra é tal que ela somente pode ser aplicada após o nascimento.Nada indica que ela possa ter nenhuma aplicação pré-natalpossível. Além disso, deveria ser suficiente observar a grandedivergência de pensamento a respeito da questão sobre quando se iniciaa vida. Sempre houve grande fundamentação para sustentar-se que avida somente se inicia após o nascimento. A lei sempre foi relutanteem admitir qualquer teoria de que a vida, tal como a reconhecemos, seinicia antes do nascimento".http://womenshistory.about.com/library/etext/gov/bl_roe_f.htmA absurda sentença já tinha tido um precedente. A Suprema Cortede Justiça americana já havia sentenciado, cem anos antes,praticamente a mesma coisa sobre os escravos africanos, um dos motivosque acabou desencadeando a Guerra de Secessão. Desconsiderandolições óbvias da História, que ensina que não se podem ocultarverdades evidentes, o movimento criado a favor do aborto julgava que,conforme atesta uma ampla literatura, a causa estaria politicamenteencerrada e que o povo americano se conformaria definitivamente com asentença. Pode parecer inacreditável, mas os documentos atestam queos promotores do aborto realmente acreditavam que se a Suprema Cortehavia decretado que não havia vida antes do nascimento, então todosos americanos acabariam aceitando que não havia vida antes donascimento. Mas o próprio recurso ao Poder Judiciário, em umacausa que deveria pertencer ao legislativo e que estava sendointensamente debatida na sociedade, revelou-se tão odiosamenteantidemocrático que, em conjunto com a própria absurdidade dasentença, acabou por desencadear não o fim da controvérsia, mas aorganização definitiva de um movimento a favor da vida que não paroumais de crescer até hoje nos Estados Unidos. No Brasil, passadosquase quatro décadas, a imprensa não divulgou ainda, uma únicavez, como o judiciário americano obrigou todos os estados dafederação a instituir o aborto livre e legal durante todos os novemeses da gravidez, diante do espanto geral dos que compreenderam o queestava acontecendo, pois a possibilidade de legalizar-se o abortodurante todos os nove meses da gravidez era um assunto que jamais haviasido nem debatido nem tampouco pensado na sociedade estadunidense.Proliferam hoje no país clínicas especializadas em aborto de últimotrimestre. A mídia brasileira não divulga estas notícias peloreceio de tornar a população ainda mais contrária à legalização doaborto do que ela já é.A segunda dificuldade consiste em que, para que possa prosperar umprojeto que para ser executado necessite incluir a implantação doaborto totalmente livre, tal projeto exigiria a destruição da IgrejaCatólica. Destruir a Igreja Católica, porém, seria umafaçanha que nem os Césares, nem as invasões bárbaras, nem aRenascença, nem Revolução Francesa, nem Napoleão, nem osmaiores gênios políticos da História até hoje não puderamconseguir. Quer os promotores do aborto o tenham entendido ou não,- parece que no início não tiveram uma idéia clara a este respeito,mas hoje tudo indica que já o entenderam-, enquanto a IgrejaCatólica não for destruída, o aborto nunca poderá serdefinitivamente implantado como um direito. Ele sempre será umdelito. A Fundação Ford, começou a sinalizar ter entendido estanecessidade em 1990, ao publicar o célebre relatórioprogramático intitulado "Saúde Reprodutiva: Uma Estratégia paraos Anos 90". Neste documento, a Fundação estimava que para apopulação mundial alcançar o crescimento zero seria necessária umaredução da natalidade para a qual a oferta de serviços médicos,incluindo a legalização do aborto, somente poderia contribuir nomáximo com 40% do total necessário. Os restantes 60%, segundoo relatório, não poderiam ser alcançados apenas com reformas legaise ofertas de serviços, mas fazia-se necessário"introduzir a educação sexual precoce, alterar o status da mulher nasociedade e alterar o julgamentos morais e éticos dos indivíduos e dasociedade",[Reproductive Health: A Strategy for the 1990s:http://www.fordfound.org/archives/item/0148]para lograr o que, porém, seria necessário destruir efetivamente opapel da Igreja Católica na sociedade.A terceira dificuldade consiste em que, para prosperar, o projetoprecisaria, ademais convencer a sociedade que não existe vida humanaantes do nascimento, algo totalmente impossível diante dos instintosmaternos fortemente instalados na natureza humana e diante dodesenvolvimento científico e tecnológico, que mostra cada vez maisclaramente, com novos e espetaculares recursos a cada dia que sepassa, exatamente o contrário.Ora, qualquer projeto que, para vencer, deva ocultar constantementeseu modo de proceder e subverter os princípios democráticos e que,para consolidar-se, deva propor-se a destruir a Igreja Católica,"alterar os julgamentos morais e éticos dos indivíduos e dasociedade", e desafiar as evidências mais manifestas que surgem todosos dias graças à ciência, não poderia nunca ter sido considerado,por nenhum estrategista sensato, como um projeto de futuro. Aprimeira dificuldade poderia ser vencida, durante algum tempo, por umpoder econômico muito grande; não, porém, durante todo o tempo,por maior que fosse tal poder. Quanto à segunda dificuldade, háquem suponha que poderia ser vencida por um poder divino, não talvezpor um poder meramente humano. Mas no que diz respeito à terceiradificuldade, esta já não poderia ser vencida nem mesmo por um poderdivino. Um projeto como este, ainda que criado pelas poderosasorganizações Rockefeller e Ford, é um projeto falido em seupróprio princípio. É uma missão impossível ou, como se diz emportuguês, uma canoa furada.Hoje pertence ao senso comum espantar-se pela falta de visão doprojeto do Partido Nazista alemão, do qual era possível prever aviabilidade pelas reações praticamente insuperáveis que acabaria porsuscitar. No entanto, não é difícil entender que um estrategistaisento, sentado junto a uma mesa de trabalho e comparando friamenteambas as propostas, teria que concluir que o projeto nazista, jáinsustentável a longo prazo, teria ainda assim, tecnicamenteconsiderado, maiores probabilidades de êxito do que o projeto Ford eRockefeller. É espantoso observar o quanto os envolvidos nestesprojetos não conseguiam perceber afirmações tão evidentes..Porém, mais espantoso do que isto, é observar agora o Partido dosTrabalhadores, que não estava envolvido com estas questões, terdecidido, com a total aprovação do presidente Lula, diante de umapopulação crescentemente contra a legalização do aborto, atirar-secontra a sua base e contra a Igreja que o ajudou a organizar-se,aliar seu próprio projeto político ao projeto internacional do abortoe querer afundar junto com ele. E, se isto já não mostrassesuficientemente um caso gravíssimo de miopia política, o Partidoacrescenta-lhe a condenação unânime de dois dos seus membros quemais claramente haviam percebido as verdadeiras dimensões do problema,impossibilitando sua atividad legislativa.Para os próprios deputados, o julgamento poderá render os efeitoscontrários aos desejados pelo Partido dos Trabalhadores. O partidodesejava puní-los, mas, em vez disso, pode tê-los consagrado.Em primeiro lugar, os deputados foram apresentados à nação comohomens honestos. Se o Partido queria expulsá-los, a coisa maisfácil para isso teria sido flagrá-los e acusá-los de corrupção,coisa comum entre políticos. Não conseguiu fazê-lo. Em vezdisso, atestou publicamente que nada encontrou nos acusados que pudessecomprometê-los, exceto haverem defendido o direito à vida.Em segundo lugar, o deputados foram apresentados à nação comopolíticos capazes de serem fiéis aos seus ideais e às suas propostasde trabalho. O julgamento mostrou que estes homens não puderam sercomprados pela ameaça, pelo desprezo, ou pela própria expulsão dopartido a que serviam.O quadro com que o PT apresentou os deputados Luiz Bassuma eHenrique Afonso ao povo brasileiro, se as notícias fossemdivulgadas, representaria justamente o perfil dos políticos quequalquer eleitor brasileiro sempre sonhou que deveria existir em algumlugar, um político que qualquer partido honesto teria orgulho deexibir em suas fileiras. O PT declarou que conseguiu encontrar doisdeles dentro de seus próprios quadros. Porém, em vez deacolhê-los, reconhecendo necessitar de pessoas deste porte pararenovar sua imagem, fortemente abalada por constantes episódios decorrupção, declarou em vez disso, por unanimidade, que ospolíticos que possuírem tais currículos estão violando gravemente oCódigo de Ética do Partido.A violência envolvida neste julgamento do Partido dos Trabalhadoresnão é apenas um grave golpe à defesa da dignidade da vida humana e àliberdade de expressão no Brasil. Ela representa um sinal claro daexistência de um compromisso programático contra o direito à vida porparte do governo Lula, e um prenúncio de outras medidas ainda maisradicais que serão tomadas no futuro.Para os deputados condenados, este julgamento representaria umaconsagração jamais vista a uma carreira política, algo que não merecordo de ter presenciado em nenhum lugar, se as informaçõesrealmente pudessem circular livremente. Depende unicamente dos quereceberem esta mensagem que o seu conteúdo possa se tornar domíniopúblico, para defesa da democracia e do estado de direito.Volto a repetir que o Brasil está enfrentando o maior e mais ordenadoataque já desencadeado contra a dignidade da vida humana que houve emsua história. Gostaria de explicar aos que receberem esta mensagem deonde ele vem, como ele age, e como o governo brasileiro decidiuenvolver-se com esta agenda monstruosa. A divulgação destasinformações são essenciais para a defesa da dignidade da vida humanae a preservação do ideal democrático.Conto com a boa vontade dos que receberem esta mensagem para que seuconteúdo possa ser examinado com atenção e possa ser difundido atodas as pessoas verdadeiramente preocupadas com estes temas. Estudecom atenção o material desta mensagem. Imprima-o se preferir.Programe a leitura, dividindo-a em alguns dias, se necessário.Examine os links, em muitos dos quais encontrará mais material arespeito das principais afirmações feitas do que o apresentado naprópria mensagem. E não deixe, no final, de manifestar-se juntoàs autoridades listadas no final desta mensagem.Reconheço que o texto é grande, mas não poderia deixar de serdiferente. Defender a democracia, um dos bens mais preciosos enecessários para o homem, é um assunto complexo. Mas o preço desua perda é muito maior do que o custo da leitura de qualquerdocumento
5. DE ONDE VEM O MOVIMENTO A FAVOR DOABORTO NO BRASIL?
Desde os anos 50 até a década de 90, o movimento mundial pelocontrole populacional foi coordenado basicamente pelas organizaçõesRockefeller e pela Fundação Ford, com grandíssima participaçãoda USAID (United States Agency for InternacionalDevelopment) a qual, nos anos 70, trabalhou exaustivamente napromoção mundial da esterilização forçada e do aborto clandestino.Todo este trabalho, já reformulado pela Fundação Ford sob oprisma dos Direitos Sexuais e Reprodutivos, assistiu, a partir dosanos 90, em grande parte por iniciativa desta mesma Fundação, àentrada de muitas outras organizações internacionais que vieramsomar-se a este empreendimento, incluindo a própria ONU.Na América Latina, até o final dos anos 80, não era possívelpromover a legalização do aborto, basicamente por causa dos governosmilitares. A técnica da promoção da legalização do aborto exigiaa criação de numerosas organizações não governamentais financiadaspor capital estrangeiro que, simulando uma origem nativa e uma falsaindependência de iniciativa, obedecessem a uma estratégia unificadaformulada desde o estrangeiro, o que era impossível de se conseguirsob as ditaduras militares. No final dos anos 80, porém, extintasas ditaduras, algumas comissões enviadas pelas grandes fundaçõesinternacionais percorreram a América Latina para determinar quaisfossem os melhores lugares por onde começar a pressionar os governospara que o aborto fosse legalizado.Estas comissões chegaram àconclusão que, por dois motivos, o local ideal seria o Brasil. Osdois motivos foram os seguintes.Em primeiro lugar, porque tratava-se do país que apresentava maioresfacilidades para estabelecer uma rede de organizações nãogovernamentais feministas.Em segundo lugar, porque as leis brasileiras davam facilidadesespeciais para que estas ONGs pudessem monitorar e pressionar aspolíticas públicas do país. De acordo com o Programa Populacionalda Fundação MacArthur para o Brasil, uma das numerosasorganizações atraídas pela Fundação Ford no final dos anos 80para o financiamento internacional de políticas populacionais,"no Brasil, as disposições da Constituição de 1988, queestabeleceram o Sistema Único de Saúde, incluíam, como elementointrínseco, conselhos operando em todos os níveis, nacional,estadual e municipal. Mais de cem mil pessoas participam de conselhosem todo o país. As forças inovadoras da sociedade brasileira podemcontar com uma estrutura de mecanismos institucionais permanentesatravés dos quais a implementação das políticas podem sermonitoradas em todos os níveis. À medida em que as mulheres foremcapazes de exercer suas escolhas mais amplamente, um novo padrão defecundidade irá se tornar explícito no Brasil".[MacArthur Foundation: Population Program In Brazil - LessonsLearned.http://www.pesquisasedocumentos.com.br/macarthur.pdf]As grandes Fundações souberam aproveitar-se das novas informaçõese aproveitaram-se da especial situação cultural e políticabrasileira para desencadear a promoção do aborto na AméricaLatina. A idéia era, através de organizações não governamentaisa serem criadas no próprio Brasil, mas financiadas desde o exterior,pressionar desde dentro, através dos órgãos de monitoração criadospelo próprio governo brasileiro, as autoridades civis para que fossemontada uma extensa rede de serviços de abortos em casos de estupro,ampliando gradativamente tanto a oferta dos serviços como o próprioconceito do que seriam tais abortos, até que população amadurecessesuficientemente para que se pudesse propor a total legalização doaborto, retirando-a completamente, em todos os casos, do CódigoPenal.Há uma quantidade enorme de documentos mostrando detalhadamente comotodo este processo foi estabelecido. Um deles é uma amostrasuficiente para se ter uma idéia do conjunto. Trata-se do relatório"Programa de População no Brasil", redigido por Sonia Correiae Peter McIntyre em 2002, que mostra uma parte do trabalho daFundação MacArthur no Brasil entre 1990 e 2002, períodoem que a Fundação gastou 36 milhões de dólares com a promoçãodo aborto no Brasil.O relatório inicia-se com a descrição da reunião inicial daFundação no Brasil, ocorrida em maio de 1990, com as figurasmais badaladas da política e da sociedade brasileira para definir asprincipais estratégias a serem adotadas. O documento mostra, emseguida, como a Fundação financiou a criação da filial brasileiradas Católicas pelo Direito de Decidir, com a missão de"questionar a base ideológica das posições religiosas ao aborto,tornando-as mais tolerantes"; como a MacArthur trouxe para oBrasil o IPAS, uma organização que hoje treina em técnicas deaborto mais de mil novos médicos por ano nas várias maternidadesbrasileiras; como financiou o CFEMEA, uma organização quetrabalha em tempo integral no Congresso brasileiro assessorando osparlamentares na apresentar projetos de lei a favor do aborto; comofinanciou a organização da Rede Nacional de Saúde Sexual eDireitos Reprodutivos, que chegou a "congregar mais de duas centenasde ONGs a favor do aborto em todo o Brasil"; como financiou otreinamento de milhares de ativistas que, através da Rede, "temhoje assento em vários conselhos de saúde, comitês e comissões nosâmbitos municipal, estadual e federal"; como financiou, entre2000 e 2002, a professora Débora Diniz para que "pudesseiniciar uma série de pesquisas projetos de advocacy junto à mídia",da qual resultou a apresentação, em 2004, junto ao SupremoTribunal federal do Brasil, da ADPF 54, que pretende legalizaro aborto em casos de anencefalia, como precedente para totallegalização do aborto; como financiou também as principaisprodutoras de material pedagógico sobre educação sexual liberal,atingindo cerca de 50 mil professores e dois milhões de alunos, evários outros projetos similares dentro de um plano maior de conjunto.Terminados os trabalhos em 2002, a Fundação MacArthurcomissionou o CEBRAP e a CCR (Comissão de Cidadania eReprodução) para continuar, com os fundos deixados pelaMacArthur, os trabalhos iniciados em 1990. O relatórioconclui, na seção intitulada "Os Desafios Restantes"(Challenges Ahead) que, tal como estava a situação populacionaldo Brasil em 2002, após mais de uma década de trabalho daFundação,"o exercício dos direitos sexuais e reprodutivos no Brasil é hojeconsideravelmente mais amplo do que quando a Fundação MacArthuriniciou seu investimento no país. Isso se deve, no caso brasileiro,porque pode-se contar com uma estrutura de mecanismos institucionaispermanentes, através dos quais as definições e a implementação depolíticas de saúde podem ser monitoradas em todos os níveis. AFundação MacArthur decidiu em 1988 trabalhar no Brasil comquestões populacionais e de saúde reprodutiva porque seu ambientepolítico permitiria que as ONGs influenciassem a política e aprática. A MacArthur identificou as ONGs que poderiamutilizar-se do financiamento externo para desenvolver sua capacidade deproduzir mudanças. Estas atividades se concentraram em algunspontos, entre os quais a criação de um conjunto de leis quepermitisse às mulheres obter abortos e outros serviços necessários.A maioria dos estudiosos consideram um dos grandes sucessos nestesentido foi a expansão dos serviços para vítimas de violência degênero. O primeiro grande salto foi dado em 1989, com oestabelecimento em São Paulo do primeiro serviço público queoferecia o aborto nos dois casos previstos pela lei. Depois dissooutro grande salto ocorreu em 1998, quando o Ministro da Saúde,apesar da grande oposição, aprovou as Normas Técnicas do abortolegal em casos de estupro ou risco de vida para a mãe. Embora a leido aborto não tenha sido alterada, a prática evoluiu. Houve grandesprogressos no debate sobre o aborto. Criou-se um ambiente para umaaceitação progressiva de uma legislação mais liberal que incluiriaoutras circunstâncias em que o aborto seria permitido. A NormaTécnica para o aborto em casos de estupro e risco de vida para a mãeé considerada por muitos como o principal avanço da década em termosde saúde e direitos reprodutivos. Até o momento, no Brasil, a leido aborto mudou pouco, mas os serviços de aborto em casos de estupro erisco de vida da mulher expandiram-se rapidamente. A maioria dosestudiosos considera que, agora, somente existe uma única reformaprincipal que deve ser tentada: a completa legalização do aborto. Àmedida em que as mulheres se tornem mais capazes de exercer suasescolhas, um novo quadro de mudanças populacionais irá surgir noBrasil, sua população provavelmente estabilizando-se no nível dereposição ou mesmo abaixo dele".http://www.pesquisasedocumentos.com..br/macarthur.pdfTodo este trabalho, tal como se encontra descrito no Relatório sobrePopulação no Brasil, realizado pela Fundação MacArthur emconjunto com inúmeros outros organismos internacionais, e do qualrestava apenas "uma única reforma principal que deve ser tentada: acompleta legalização do aborto", deveria ser o estopim de reformassemelhantes em toda a América Latina. Ele seria retomado, a partirda posse do governo Lula, pelo próprio Partido dos Trabalhadorescomo seu principal impulsionador.O governo Lula comprometeu-se inequivocamente, desde o início deseu mandato, a nível nacional e internacional, com a completalegalização do aborto, para mais além do que havia sido alcançado,inclusive nos Estados Unidos, com a decisão Roe x Wade. Em casode sucesso, o governo brasileiro seria imediatamente apresentado comomodelo internacional de progressismo para o restante do mundo, daAmérica Latina e dos demais países em desenvolvimento.
6. A PARTICIPAÇÃO DO GOVERNO LULA NATRAMA INTERNACIONAL DO ABORTO
Mal assumiu o poder, tanto o presidente eleito Luiz Inácio Lula daSilva, como o próprio Partido dos Trabalhadores, aderiramentusiasticamente a este monstruoso programa. Lula não apenas é afavor do aborto, como todas as suas ações somente fazem sentidodentro de um quadro internacionalmente preparado, que contou com ogoverno brasileiro como um dos mais firmes aliados na meta de apresentaro Brasil como modelo mundial de progressismo em matéria de aborto,direitos sexuais e reprodutivos.Enumero em seguida os principais passos seguidos pelo governo Lula emseu primeiro mandato. Muito que está escrito nesta seção já foiexposto em maiores detalhes em mensagens anteriores. Muito mais aindacertamente apareceria em uma CPI do aborto, como a criada poriniciativa do Deputado Luiz Bassuma. Os detalhes da documentaçãoreferente às informações contidas nesta seção podem ser encontradosno seguinte endereço:http://www.pesquisasedocumentos.com.br/governolula..pdfO que o Partido dos Trabalhadores e o Governo Lula tentaram fazerno Brasil é a exata continuação do trabalho realizado pelaFundação MacArthur em conjunto com outras organizações similaresno Brasil entre 1990 e 2002.DEZEMBRO DE 2004: O Presidente Lula assinou umdocumento oficial colocando entre as prioridades de seu governo alegalização do aborto no Brasil. A Ministra Nilcéia Freiredeclara à imprensa que a proposta de legalização do aborto contida nodocumento não era uma iniciativa de uma secretaria do governo, mas detodo o Governo Lula. Em março de 2005 a Ministra NilcéiaFreire foi mais além e declarou ao jornal O Estado de São Pauloque o presidente Lula a havia assegurado que ele próprio estavapessoalmente interessado e avalizando a legalização do aborto noBrasil, e que os ministros deviam entender que a legalização doaborto era um programa do seu governo, e não da Secretaria daMulheres ou dos Ministérios.ABRIL DE 2005: O Governo Lula, em documento oficialentregue ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, compromete-seinternacionalmente a legalizar o aborto no Brasil.http://www.pesquisasedocumentos.com..br/hrc.pdfMAIO DE 2005: A Comissão Tripartite, criada peloGoverno Lula reunindo os maiores especialistas na questão dalegalização do aborto, trabalhando exaustivamente, desde abril atéagosto de 2005, na elaboração o projeto da total despenalizaçãodo aborto no Brasil, passa em maio de 2005 a defender não mais asimples legalização do aborto, mas a tese da inconstitucionalidade detoda e qualquer lei que penalize o aborto.AGOSTO DE 2005: O Governo Lula reconheceu, junto aoComitê do CEDAW da ONU, o aborto como direito humano.http://www.pesquisasedocumentos.com.br/cedaw.pdfSETEMBRO DE 2005: O Governo Lula entregou à Câmarados Deputados um projeto de lei que revogaria todos os artigos doCódigo Penal que definem como crime qualquer tipo de aborto,redefinindo a prática como um direito e tornando-a legal durante todaa gravidez, desde a concepção até o momento do parto. A leitura dotexto do projeto, preparado pela Comissão Tripartite mostra que omesmo foi redigido em uma linguagem apropriada para enganar o grandepúblico. No início do projeto, que passou a tramitar como PL1135/91, os primeiros artigos pareciam declarar que despenalizamo aborto apenas até às doze semanas de gestação, mas no seu final oprojeto declarava, no artigo 9, que "revogavam-se os arts.124, 126, 127 e 128 do Código Penal". Estes artigosque seriam revogados pelo Projeto são nada mais nada menos do quetodos os artigos do Código Penal que definem que o aborto é crime,exceto aquele que declara ser crime provocar o aborto sem oconsentimento da gestante. Isto significa que a parte principal doprojeto era justamente o último artigo, e não os oito anteriores, eque a verdadeira causa pela qual o aborto deixaria de ser crime nãoestava no artigo 2, onde se mencionava o prazo de doze semanas, massim o último, que extinguia completamente qualquer tipificação docrime de aborto do sistema penal brasileiro, desde que não fossepraticado contra a vontade da gestante. Passando a não mais existirqualquer crime de aborto, este poderia ser livremente praticado emqualquer momento, por qualquer motivo, em qualquer fase da gravidez.O público e até mesmo os legisladores desatentos pensariam que teriamem mãos um projeto que legalizaria o aborto até o terceiro mês, masteriam aprovado uma lei onde o aborto estaria legalizado durante todosos nove meses da gravidez, desde a concepção até o momento doparto.A armadilha foi denunciada por vários grupos a favor da vida desde omomento em que o projeto foi apresentado, mas nunca foi publicada umaúnica palavra a este respeito por nenhum jornal, estação de rádioou canal de televisão. Ao contrário, toda a mídia repetiuincessantemente para o público brasileiro que o projeto legalizaria oaborto apenas durante os três primeiros meses da gestação, inclusivedepois que o golpe foi claramente denunciado pelos especialistasparticipantes das audiências públicas realizadas na Câmara dosDeputados, diante dos jornalistas dos mais importantes jornais dopaís.O caráter monstruoso deste projeto é evidente para qualquer pessoaque seja capaz de um mínimo de coerência. Qualquer pessoa que jáesteve em uma maternidade e teve a oportunidade de segurar em seusbraços uma criança recém nascida, sabe muito bem o que significa umacriança aos nove meses da gravidez. São inumeráveis os que tiveramesta experiência com o seu próprio filho ou o seu próprio neto.Não há nenhuma pessoa de mente sadia que possa alimentar a menordúvida que a mulher que entregasse aquele recém nascido ao médico quefez o parto e lhe pedisse que interrompesse a sua vida não estariaexercendo um direito reprodutivo da mulher mas cometendo umassassinato. Mas era exatamente isto o que o projeto elaborado pelaComissão Tripartite organizada pelo presidente Luiz Inácio Lulada Silva pretendia: liberar o aborto em qualquer circunstância e porqualquer motivo, durante os nove meses da gravidez.Uma explicação bastante mais detalhada sobre o conteúdo do projetoPL 1135/91 pode ser encontrada neste arquivo:http://www.pesquisasedocumentos.com.br/governolula.pdfABRIL DE 2006: A descriminalização do aborto foioficialmente incluída pelo PT como diretriz do programa de governopara o segundo mandato do Presidente Lula.SETEMBRO DE 2006: Quatro dias antes do primeiro turnodas eleições, em 27 de setembro de 2006, o próprioPresidente Lula incluiu o aborto em seu programa pessoal de governopara o segundo mandato.
7. A LEI DO ABORTO NÃO CONSEGUE SERAPROVADA NO BRASIL
O infame projeto PL 1135/91, que tornaria o aborto totalmentelivre, por qualquer motivo, durante todos os nove meses da gravidez,desde a concepção até o momento do parto, preparado para serapresentado no Brasil por um trabalho internacionalmente organizado commais de uma década de antecedência, e que representaria aconsagração do Brasil e do governo Lula como referência mundial emmatéria de direitos sexuais e reprodutivos, após três audiênciaspúblicas ocorridas na Câmara dos Deputados em 2007, foifinalmente votado duas vezes no Congresso Nacional em 2008.Na quarta feira, dia 7 de maio de 2008, foi votado na Comissãode Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados.Esperava-se uma maioria de votantes a favor da vida, e que avotação fosse adiada a pedido dos deputados a favor do aborto. Emvez disso, porém, a votação foi realizada e o projeto foi rejeitadopela esmagadora unanimidade de 33 votos contra zero.Votado uma segunda vez no início de julho de 2008 na Comissão deConstitucionalidade da Câmara dos Deputados, o projeto foiconsiderado inconstitucional e reprovado por 57 votos contra quatro.Os tradicionais defensores do aborto sequer se apresentaram para asegunda votação, exceto o Deputado petista José Genoíno, quedepois dela reuniu 52 assinaturas de seus colegas de parlamento,necessárias para desarquivar novamente o projeto e levá-lo por umaterceira vez à votação no plenário da Câmara, apesar de tudoindicar que será outra vez reprovado por idêntica esmagadora margem devotos. O Ministro da Saúde, José Gomes Temporão,representando o governo Lula, declarou em seguida à imprensa que ogoverno"NÃO VAI DESCANSAR ENQUANTO NÃOCONSEGUIR A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NOBRASIL, E QUE O CONGRESSO NACIONAL NÃOPODE CONTINUAR SENDO CONSERVADOR NUMAQUESTÃO QUE É ESSENCIAL PARA A VIDA DASMULHERES BRASILEIRAS".http://www.agoracornelio.com.br/noticias/exibe.php?CodNoticia=4305No entanto, poucos anos antes, em 2002, o relatório daFundação MacArthur redigido por Sonia Correia e Peter McIntyreafirmava que o Brasil já estava maduro para a completa legalizaçãodo aborto. O Partido dos Trabalhadores acreditou nisso e aliou-seà agenda internacional:"Até o momento, no Brasil, a lei do aborto mudou pouco, mas osserviços de aborto em casos de estupro e risco de vida da mulherexpandiram-se rapidamente. A maioria dos estudiosos considera que,agora, somente existe uma única reforma principal que deve sertentada: a completa legalização do aborto".[Fundação MacArthur: Programa de População no Brasil,Lições Aprendidashttp://www.pesquisasedocumentos..com.br/macarthur.pdf]O que aconteceu? Se em 2002 a MacArthur julgava que o Brasiljá estava maduro para a completa legalização do aborto, como pode oPL 1135/91 ser reprovado de modo tão esmagador? O queaconteceu no Brasil é o mesmo que está acontecendo em muitos outrospaíses do mundo e na maioria, senão em todos, os países daAmérica. A aprovação do público ao aborto está diminuindoespantosamente de ano para ano. Esta é a maior prova de que não sepode trapacear na democracia durante muito tempo, de que ainda não sedescobriu como destruir a Igreja mas, acima de tudo eindependentemente de tudo isso, de que não se pode esconder dopúblico que existe vida humana antes do nascimento.Os resultados estão aí, e podem ser resumidos da seguinte maneira.
8. A EVOLUÇÃO DA OPINIÃO PÚBLICA SOBREO ABORTO NO BRASIL
IBOPE- 2003Uma pesquisa realizada pelo IBOPE, o principal instituto depesquisas de opinião pública do Brasil, mostrou que, em 2003,90% da população brasileira era contrária ao aborto. Uma cópiadesta pesquisa, que ficou disponível durante muito tempo no site doIBOPE, pode ser encontrada hoje no seguinte endereço:http://www.pesquisasedocumentos.com.br/PesquisaIbope2003.pdfNa página 9 do relatório da pesquisa encontra-se que à pergunta:"Atualmente no Brasil o aborto só é permitido em dois casos:gravidez resultante de estupro e para salvar a vida da mulher. Na suaopinião a lei deveria ampliar a permissão para o aborto?",de 2000 entrevistados apenas 10% responderam afirmativamente.Isto significa que, em 2003, 90% da população brasileirasomente admitia o aborto em caso de estupro, e em nenhum mais.INSTITUTO CIDADANIA - 2003O baixíssimo valor encontrado pelo IBOPE era coerente com outrapesquisa realizada pelo Instituto Cidadania, uma ONG fundada porLula há quase 20 anos, e que, apesar de anunciada, tanto quantose saiba, nunca chegou a ser publicada. Realizada durante os meses denovembro e dezembro de 2003, a pesquisa ouviu 3.500brasileiros e brasileiras na faixa de 15 a 24 anos. Emboraaparentemente inédita até hoje, os repórteres da revista ISTO Étiveram acesso aos documentos do trabalho e publicaram uma reportagem decapa que até hoje está disponível na Internet. O próprio diretorde redação da semanário escreveu no editorial da revista:"A reportagem de capa desta edição traz revelações surpreendentessobre a juventude brasileira. Juliana Vilas e Camilo Vannuchi,debruçaram-se sobre os resultados da extensa pesquisa feita peloInstituto Cidadania, ONG fundada por Lula há quase 15 anos.O resultado é também surpreendente por mostrar um jovem maisconservador do que os estereótipos normalmente aceitos. A maioria écontra o aborto. Só 20% são a favor. Eles condenam as campanhasfeitas por grupos que defendem temas polêmicos como adescriminalização da maconha, a união civil entre homossexuais e alegalização do aborto: 58% dos jovens ouvidos não gostam de nadadisso".http://www.terra.com.br/istoe/1804/1804_editorial.htmDATA FOLHA - 2004O valor encontrado em 2003 pelo IBOPE em todo o Brasil foiconfirmado no ano seguinte pelo DataFolha, um instituto de pesquisasvinculado ao jornal Folha de São Paulo, cuja tendência editorialé a de favorecer o aborto. O DataFolha anunciou, em 25 dejaneiro de 2004, haver detectado uma queda "abissal" daaprovação ao aborto em São Paulo. Segundo o relato dosrepórteres da Folha de São Paulo,"Um dos aspectos que mais atraíram a atenção das pessoas ouvidaspela Folha a respeito dos resultados das chamadas "questões morais"da pesquisa Datafolha foi a queda abissal no índice de moradores deSão Paulo que apóiam a legalização do aborto. Saiu de 43% em1994, quando a maioria da população se declarava a favor dadescriminalização, para 21% em 1997, para apenas 11% napesquisa atual, uma diferença de 32 pontos percentuais em relaçãoao primeiro levantamento".http://www1.folha.uol.com..br/fsp/especial/fj2501200421.htmIBOPE - 2005No ano seguinte, no dia 7 de março de 2005, uma nova pesquisade opinião pública realizada pelo IBOPE nos mesmos moldes da de2003, mostrou que a aprovação ao aborto de 2003 para 2005havia diminuído de 10% para 3%.. A pesquisa foi realizada em umaamostra de duas mil e duas pessoas de 143 municípios,semelhantemente à da pesquisa de 2003. A pesquisa foi comentadanas páginas 63 a 65 da edição de 7 de março de 2005 daRevista Época, mas a sua íntegra somente pôde ser encontrada naedição impressa da revista. Os mesmos dados, porém, foramreportados pelo programa FANTÁSTICO da Rede Globo deTelevisão, irradiado no domingo dia 6 de março de 2005. Emsíntese, a reportagem afirmava que, embora a maioria do povobrasileiro apóie o aborto em casos difíceis como o estupro, 95%ache que o governo deve distribuir anticoncepcionais, 97% concordecom a distribuição de camisinhas, e 68% ache que a chamada pílulado dia seguinte deva ser oferecida para a população, no entanto"CATÓLICOS E NÃO-CATÓLICOS CONCORDAMEM UM PONTO: APENAS 3% ADMITEM AINTERRUPÇÃO DA GRAVIDEZ POR UMADECISÃO DA MULHER".Uma cópia da pesquisa integral do IBOPE em 2005 pode serencontrada hoje no seguinte endereço:http://www.pesquisasedocumentos.com.br/PesquisaIbope2005.pdfMINISTÉRIO DA SAÚDE - 2005O governo Lula, que estava para encaminhar ao Congresso o projeto delei que legalizaria o aborto durante todos os nove meses da gravidez,assustado com estes dados, resolveu ele próprio encomendar, em junhode 2005, uma pesquisa de opinião pública. O Ministro HumbertoCosta quis confirmar os dados do IBOPE e, segundo o jornal ZeroHora e outros sites da Internet cujos links hoje não estão maisativos,"uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde nos dias 18 e 19de junho de 2005 em 131 municípios do país revelou que somente11% dos entrevistados são favoráveis à descriminalização doaborto".PEW RESEARCH - 2006Logo em seguida o redator do site americano Life News, StevenErtelt, divulgou que os dados encontrados pelos institutos depesquisas brasileiros como os do Data Folha confirmavam pesquisasfeitas no Brasil por empresas americanas como a realizada em outubro de2006 pelo "Pew Research". Aparentemente, até aquelemomento, esta pesquisa não era do conhecimento dos brasileiros.Segundo Steven, o Pew Research encontrou em outubro de 2006que:- 79% DOS BRASILEIROS ACHAVAM QUE OABORTO NÃO SE JUSTIFICAVA EM NENHUMAHIPÓTESE.- 16% ACHAVAM QUE JUSTIFICAVA-SE EMALGUNS CASOS EXCEPCIONAIS.- SOMENTE 4% ACHAVAM QUE O ABORTOJUSTIFICAVA-SE EM QUALQUER CASO.http://www.lifenews.com/int734..htmlFOLHA DE SÃO PAULO - 2007No dia 4 de abril de 2007, domingo de Páscoa, a Folha deSão Paulo publicou em destaque uma reportagem segundo a qual arejeição ao aborto em todo o Brasil havia atingido um índice recordeque vinha "CRESCENDO CONSTANTEMENTE DESDE1993". A reportagem assinada por Michelle de Oliveira afirmavaque no Brasil"HOJE SOMENTE 16% DIZEM QUE O ABORTODEVE SER PERMITIDO EM MAIS SITUAÇÕES,ALÉM DE ESTUPRO E RISCO DE MORTE PARA AMÃE, COMO DIZ A LEI ATUAL. O ÍNDICE É OMAIOR JÁ VERIFICADO DESDE QUANDO APESQUISA COMEÇOU A SER FEITA, EM 1993.DESDE ENTÃO, O PERCENTUAL DOSFAVORÁVEIS A DEIXAR A LEI COMO ESTÁ TEMCRESCIDO CONSTANTEMENTE".["Maioria Defende que Lei sobre Aborto não seja Ampliada":http://www1.folha.uol.com..br/fsp/brasil/fc0804200705.htm]A pergunta dos pesquisadores, feita a uma amostra de 4.044brasileiros em 159 municípios, foi se o entrevistado pensa que oaborto deve continuar sendo crime no país:"SETE EM CADA DEZ BRASILEIROS,PRATICAMENTE, DEFENDEM QUE A LEI DEABORTO CONTINUE COMO ESTÁ. SEGUNDOPESQUISA DATAFOLHA, 68% DOSBRASILEIROS QUEREM QUE A LEI NÃO SOFRAQUALQUER MUDANÇA. A TAXA DOS QUE QUEREMQUE O ABORTO CONTINUE SENDO TRATADOCOMO CRIME ESTÁ EM ASCENSÃO. EM 2006,OS QUE DEFENDIAM A LEI SOMAVAM 63%; EM2007, ERAM 65%. A TAXA DOS QUE NÃOQUEREM FLEXIBILIZAR A LEI CRESCEU 14PONTOS PERCENTUAIS ENTRE 1993 E 2008".http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0604200804.htmIBOPE - 2007Em agosto de 2007 foi divulgada pela mídia uma nova pesquisanacional sobre o aborto, encomendada ao IBOPE pelas Católicaspelo Direito de Decidir, mas desta vez a íntegra da pesquisa nãochegou a ser publicada.As Católicas alegaram que não havia interesse em saber o que pensavao público sobre o aborto em si e que a pesquisa havia se centrado naquestão se os brasileiros sabiam localizar os hospitais credenciadospara praticar um aborto em caso de estupro.No entanto, os dados apresentados mostravam que, na sexta pergunta,quando perguntados em que circunstâncias o aborto deveria serpermitido,SOMENTE 65% DOS BRASILEIROS AFIRMAVAMQUE O ABORTO DEVERIA SER PERMITIDO EMCASOS DE ESTUPRO, QUASE 10 PONTOSPERCENTUAIS A MENOS QUE OS 74%DETECTADOS NA PESQUISA DE 2005.http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowEspeciais!destaque.action?destaque.idEspeciais=295DATA FOLHA - 2007Dois meses depois, em reportagem intitulada "Datafolha Revela oNovo Perfil da Família Brasileira", publicada e anunciada emdestaque na capa na edição de domingo 7 de outubro de 2007, ojornal Folha de São Paulo, revelava novos dados e voltava areconhecer que o Instituto Datafolha, de propriedade da Folha deSão Paulo, detectou que os brasileiros estavam mais tolerantes com ohomossexualismo e menos tolerantes com o aborto em 2007 do que em1998. A nova pesquisa destinada a determinar o perfil da famíliabrasileira, ouviu 2.093 pessoas em 211 municípiosbrasileiros.Segundo o Data Folha, em 1998 77% achavam muito grave que seufilho tivesse um namorado do mesmo sexo, percentual que havia caídopara 57% na pesquisa de 2007.Mas a "VARIAÇÃO MAIS SIGNIFICATIVA", diziaa reportagem, havia ocorrido com a questão do aborto. Com relaçãoa este tema, continuava a reportagem,"O PERCENTUAL DOS QUE ACHAVAM A PRÁTICADO ABORTO MUITO GRAVE FOI DE 61% EM 1998PARA 71% EM 2007."O AVANÇO É ESPANTOSO", afirma ainda o texto daFolha. "HOJE", segundo o Datafolha,"SÓ 3% DA POPULAÇÃO CONSIDERAM'MORALMENTE ACEITÁVEL' FAZER UMABORTO, CONTRA 87% QUE ACHAM ISSO'MORALMENTE ERRADO' ".http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/revistafamilia/rv0710200701.htmOficialmente, depois de 2007, não há conhecimento de novaspesquisas de opinião públicas sobre o aborto realizadas no Brasil.Provavelmente elas estão sendo realizadas, mas as entidades quepromovem o aborto, que são as que possuem os recursos parapagá-las, não tem interesse em divulgá-las.
9. A IMPOSIÇÃO DA CULTURA DA MORTE.
Apesar da rejeição crescente da população brasileira ao aborto, aprática está sendo imposta no país. Os deputados Luiz Bassuma eHenrique Afonso foram virtualmente expulsos do Partido porque seposicionaram a favor da vida. Se a lei do aborto for aprovada, quemgarante que não será proposto um outro projeto definindo como crimesustentar que o aborto é assassinato, como já está sendo feito com oPL 122, já aprovado pela Câmara, que define como crime dehomofobia, passível de detenção, defender publicamente a posiçãode que a conduta homossexual é moralmente errônea?Ademais, o aborto em caso de estupro já está se tornandoobrigatório no Brasil. A menina de nove anos, residente emAlagoinha, em Pernambuco, estuprada pelo padrasto e grávida de doisgêmeos de cinco meses em março de 2009, cujo aborto causou imensapolêmica no Brasil e no mundo, segundo depoimento prestado pelodiretor da Instituto Materno Infantil em que ela estava internada,não corria risco de vida e poderia ter tido os dois filhos por meio deacompanhamento pré-natal e um parto cesáreo. Ela mesmo queria teros bebês. A mãe era contra o aborto, assim como o pai, que estavadirigia-se ao Hospital Materno Infantil acompanhado de um advogadopara exigir a alta da filha. Para consumarem o aborto, duasorganizações feministas, uma delas fundada com recursos daFundação MacArthur, raptaram, com a aprovação das autoridades,a mãe e a filha, para levarem-na, sob sigilo, a realizarem umaborto, antes que o pai aparecesse para exigir a alta da filha, naMaternidade da Encruzilhada. Todos os detalhes deste caso já foramdivulgados amplamente, mas não obviamente pela imprensa, e nãopoderão continuar escondidos indefinidamente do público. E esta épelo menos a quinta vez que organizações patrocinadas por Fundaçõesinternacionais raptam menores para realizarem abortos em casos deestupro com o fim de obterem cobertura midiática para a promoção daagenda internacional do aborto. Leia um relatório contendo todos osdetalhes do caso ocorrido em Alagoinha e outro similar na Nicaráguano seguinte arquivo:http://www.pesquisasedocumentos.com.br/silencioabortolegal.pdfEm todo o Brasil os grupos que trabalham a favor da vida têm vistomultiplicarem-se as denúncias de que as assistentes sociais dosserviços de aborto em casos de estupro, tal como aconteceu no caso deAlagoinha, estão forçando as gestantes a realizarem o aborto, mesmoquando elas gostariam de ter os bebês. Uma das denúncias maisdramáticas, publicamente conhecida, está ocorrendo em Teresina, noPiauí.No dia 12 de março de 2009, o jornalista Carlos LustosaFilho, da TV Cidade Verde de Teresina, no Piauí, publicou umadenúncia sobre a rede de serviços de abortos em casos de estupro noBrasil que, até o momento, passou desapercebida. SegundoLustosa, a Sra. Marinalva Santana, conselheira do ConselhoNacional dos Direitos da Mulher, em nota enviada à imprensa,acusou o governo do Estado de não oferecer serviços de abortos legaisno Piauí. Mas, acrescenta o jornalista, o Dr. FranciscoPassos, o diretor da maternidade Evangelina Rosa, o estabelecimentoque supostamente deveria estar oferecendo o serviço, declarou emresposta a esta nota que, diversamente do que está sendo acusado, oserviço de aborto legal é oferecido no Piauí desde 2004. Omotivo devido ao qual ele estaria sendo acusado, afirma o Dr.Francisco, não se deve à inexistência do serviço, mas ao númerode abortos, que seria menor que o desejado, uma vez que a maternidaderespeita a decisão das mulheres quando estas decidem não abortarem.O Dr. Francisco acusou publicamente os movimentos feministas depressionarem a maternidade no sentido de forçar as mulheres adecidirem-se pelo aborto."ELAS, (AS MILITANTES FEMINISTAS)QUEREM QUE A GENTE CONVENÇA AS PESSOASA FAZER ABORTO E SE REVOLTAM PORQUE UMAMENINA QUE É VIOLENTADA OPTA POR MANTER(A GESTAÇÃO). É ESTRANHO? EU ACHO, MASA MULHER NÃO PODE DECIDIR MANTER OFILHO?",pergunta o médico, garantindo que a opção de interromper agestação da mulher violentada é oferecida. Dados da maternidadeafirmam que, desde outubro de 2004, das 1.500 mulheresviolentadas atendidas, 26 já fizeram aborto.http://www.cidadeverde.com/manchetes_txt.php?id=34270Em 2008 até a Fundação Ford de Nova York, preocupada pelobaixo número de abortos em casos de estupro realizados no Piauí,liberou recursos econômicos para financiar um projeto com o objetivo deestudar por que motivo no Piauí ainda não era oferecido este tipo deserviço à população. Mas, pergunto eu, por que a FundaçãoFord de Nova York deveria estar preocupada com os baixos números deabortos em casos de estupro no Piauí? Sei que parece difícil deacreditar, mas convido o leitor a ouvir a gravação de áudio aseguir, contendo um debate ao vivo na televisão piauiense, no qual odiretor da Maternidade Evangelina Rosa é acusado pelas feministas denão fazer abortos em casos de estupro e ele responde que os faz, comtodas as facilidades às quais uma simples parturiente jamais sonharia,mas não aceita que seja pressionado para obrigá-las a abortar.http://www.pesquisaedocumentos.com.br/piaui.mp3A Maternidade Evangelina Rosa foi processada administrativamentedesde 2007, sob ameaça de ser responsabilizada criminalmente,através do Processo Administrativo 251/07, pelo MinistérioPúblico do Piauí, em virtude de uma representação apresentadapelas Católicas pelo Direito de Decidir e pela Liga Brasileira deLésbicas. A acusação contida no processo, obviamente, nãopoderia ser a de que o Hospital não está obrigando as gestantes aabortarem. A maternidade foi simplesmente acusada de não oferecer oserviço de abortos em casos de estupro. Depois de muitaintermediação direta das secretarias do governo federal, tambémpreocupadas com o baixo número de abortos em casos de estupro noPiauí e, principalmente, depois do desgaste público promovidocontra a causa do aborto por causa de programas de televisão como ocontido no link anterior o processo foi rapidamente arquivado em julhode 2009, sob a alegação de que o Secretário da Saúde doPiauí, em maio de 2009, havia publicado uma portaria apenasconfirmando que o serviço, inaugurado em 2004, realmenteexistia.É natural que nestas condições, enquanto as pesquisas de opiniãopública revelam que a rejeição ao aborto aumenta todos os anos noBrasil e dados recentemente divulgados pelo Ministério da Saúdesugerem que a prática do aborto clandestino tenha diminuído 12% porano durante os últimos três anos,http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2301200921.htmo número de abortos em casos de estupro, segundo o Ministério daSaúde, simplesmente disparou. A quantidade destes procedimentoscresceu 43% no Sistema Único de Saúde, passando de 2.130 em2007 para 3.053 até novembro de 2008.http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2301200919.htmEm todo o País, o grupo que mais cresceu entre as pacientes querealizaram abortos autorizados em caso de estupro é o das meninas de10 a 14 anos. Segundo o Ministério da Saúde, o aumento decasos nessa faixa etária foi de 122% entre 2007 e 2008.http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=38&id=168704Em vez de manifestar preocupação por este aumento e de anunciarmedidas para diminuir estes números, o Ministério da Saúdedeclara-se satisfeito com eles e afirma que o próprio governo é oresponsável pelo seu aumento, que seria, segundo o Ministério daSaúde,"o resultado de campanhas e polêmicas recentes e uma melhorqualificação dos serviços de saúde".http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2301200919.htmDe acordo com os manuais de organizações estrangeiras que financiam eorientam o trabalho das entidades que se apresentam com uma fachadasupostamente brasileira, levar a prestação dos serviços de abortonos casos não punidos pela lei até o máximo que for possível é ocaminho para alcançar o acesso mais amplo ao aborto e os momentoscríticos desta luta devem ser corretamente aproveitados para alavancaro debate público, esclarecer argumentos a favor da totaldescriminalização do aborto e possibilitar que a imprensa publiqueartigos e editoriais favoráveis. Não pode haver maior hipocrisia.Está-se manipulando o sofrimento alheio para promover uma agendainternacional que pretende elevar o crime do aborto, praticado emquaisquer condições, justamente considerado pela esmagadora maioriados brasileiros como o assassinato de um ser humano indefeso, àcondição de um direito humano.Esta é, ademais, a política oficial do governo Lula e do Partidodos Trabalhadores e o projeto que eles tem para o Brasil. Nãoimporta que todos os brasileiros sejam contrários. Aqueles queousarem discordar da direção do Partido, serão
10. OS PRÓXIMOS PLANOS DO GOVERNO.
O Partido dos Trabalhadores e o Governo Lula estãoinstitucionalmente comprometidos com o projeto da total despenalizaçãodo aborto no Brasil. O Partido e o Governo não descansarãoenquanto não tornarem o aborto totalmente livre durante todas as fasesda gravidez.Ambos não estão sozinhos no empreendimento. São no momento osprincipais aliados, no Brasil, de uma agenda mundial construída apartir dos esforços de John Rockefeller III na década de 50 eatualmente conduzida por um consórcio de grandes Fundaçõesinternacionais.Nesta agenda, o Partido dos Trabalhadores e o governo Lula nãorepresentam nem as mulheres, nem o povo brasileiro, nem seus próprioseleitores, mas um dos projetos de reengenharia social mais perversos efalidos atualmente em curso na humanidade. E estão decididos aexpulsar do partido qualquer pessoa que esteja disposto a denunciar istoclaramente, não importa se pelo bem da sociedade ou se apenas nointeresse do próprio Partido.Neste momento o governo Lula pretende expandir prioritariamente a redede serviços de aborto em casos de estupro, principalmente no nordestedo Brasil e prepara-se para publicar uma terceira Norma Técnicasobre estes serviços, para estender-lhes a oferta e ampliar-lhes osconceitos, aproximando a sociedade brasileira cada vez mais do ideal doaborto completamente despenalizado e livre durante toda a gravidez.Além da terceira Norma Técnica para os serviços de aborto em casosde estupro, o governo prepara também o lançamento de uma nova einédita Norma Técnica sobre o Aborto Inseguro.A primeira Norma Técnica sobre os serviços de aborto em casos deestupro originou-se em 1996 quando o governo brasileiro, seguindoas recomendações da Conferência do Cairo, no sentido de permitirque as ONGs, ainda que não fossem constituídas por profissionaisda saúde, pudessem cooperar, supervisionar (e pressionar) osgovernos na prestação dos serviços de saúde reprodutiva,reorganizou a Comissão Intersetorial da Saúde da Mulher(CISMU), pertencente ao Conselho Nacional da Saúde,rearticulando-a de modo a que passasse a contar com uma forte presençade feministas. Tratou-se, em essência, de instalar dentro dogoverno brasileiro o mesmo mecanismo que transformou a ONU em uma dasprincipais agências internacionais de promoção do aborto no mundomoderno. A Comissão Intersetorial da Saúde da Mulher, apenasreorganizada, passou a pressionar o Ministério da Saúde para queelaborasse uma Norma Técnica para a Implementação de Serviços deAtendimento à Violência Sexual que incluísse o aborto. OCódigo Penal Brasileiro, em seu artigo 128, afirma que em casosde estupro o aborto não é punido, mas em nenhum momento afirma que éum direito da mulher. A nova norma do Ministério da Saúde,publicada em 1998 pelo economista José Serra, quando esteocupava o cargo de Ministro da Saúde, teve como autor principal aopelo Dr. Jorge Andalaft, diretor do serviço de aborto em casos deestupro do Hospital do Jabaquara. Além de mencionar o aborto nestescasos como um direito da mulher, dispensava para obter o aborto arealização do exame do corpo de delito, exigindo apenas aapresentação de um boletim de ocorrência, um documento que pode serconseguido sem a apresentação de qualquer prova da ocorrência. ODr. Jorge Andalaft soube aproveitar-se, ainda no final de1998, do caso habilmente explorado pelos meios de comunicação damenina C.B.S., vítima de violência sexual em Goiás para,através da nova Norma Técnica, aumentar o prazo então vigente paraa prática de abortos em casos de estupro de três para cinco meses degestação. A Organização Mundial da Saúde e a OrganizaçãoPanamericana de Saúde traduziram a Norma Técnica brasileira para oinglês e o espanhol, para apresentá-la em outros países como modelode regulamentação.Já durante o governo Lula, a segunda Norma Técnica, tambémtendo como seu principal autor o Dr. Jorge Andalaft, diretor doprimeiro serviço de aborto em casos de estupro criado no Brasil pelaprefeitura de São Paulo no Hospital do Jabaquara, circulou emsegredo sob o patrocínio do Ministério durante muitos meses einclusive sua existência foi veementemente negada pelo Ministro daSaúde. Publicada finalmente em 2005, afirmava que a gestantejá não precisaria apresentar nenhum documento, muito menos umaprova, do estupro para que pudesse pedir a realização do aborto.Segundo a nova Norma, bastaria"a palavra da mulher que busca os serviços de saúde afirmando tersofrido violência, a qual deverá ter credibilidade, ética elegalmente, devendo ser recebida com presunção de veracidade".Por outro lado, a mesma norma afirmava que os médicos seriamobrigados a praticar o aborto se a mulher alegasse ter sido estuprada,a menos que o médico pudesse provar que a gestante estivesse mentindo.Se não fosse este o caso, continua a Norma,"a recusa infundada e injustificada de atendimento pode sercaracterizada, ética e legalmente, como omissão. Nesse caso,segundo o art. 13, § 2º do Código Penal, o(a) médico(a)pode ser responsabilizado(a) civil e criminalmente pelos danosfísicos e mentais que [a gestante venha a] sofrer".Uma extensa documentação disponível evidencia que os hospitais daprefeitura de São Paulo foram utilizados como pilotos de prova destasnormas antes delas terem sido publicadas. Durante quase um ano, antesda Norma Técnica de 2004 ter sido publicada, e quando aindasequer se falava a respeito, a prefeitura de São Paulo começou adivulgar publicamente que não exigiria por parte das gestantes provas,boletins de ocorrência ou quaisquer documentos atestando haver ocorridoum estupro para que pudessem submeter-se a um aborto na redemunicipal, sendo suficiente a palavra da própria gestante, afirmandohaver sido estuprada.http://www.pesquisasedocumentos.com.br/abortolegalsp.htmJuntamente com a segunda Norma Técnica para os abortos em casos deestupro, o governo Lula publicou, também em 2005, a NormaTécnica do Atendimento Humanizado ao Aborto Provocado, elaboradasob orientação técnica do IPAS, a organização introduzida noBrasil pela Fundação MacArthur que treina mil novos médicos porano em técnicas de aborto e que é apontada pela literatura técnicaespecializada, desde a sua fundação nos Estados Unidos no final dosanos 70, como uma das principais promotoras do aborto clandestino anível internacional. Na página 13 a Norma afirma, contra o quediz a lei brasileira, que em casos de anencefalia e outrasmalformações similares o aborto é um direito da mulher. No restanteda norma afirma-se que o documento quer "estabelecer e consolidarnovos padrões culturais" na classe médica brasileira, pelos quais osprofissionais de saúde possam atender humanamente as mulheres queprovocaram um aborto reconhecendo-lhes a"dignidade, a autonomia e a autoridade moral e ética para decidir,dissociando valores individuais, - morais, éticos e religiosos -,da prática profissional".Conforme o texto da Norma Técnica do Atendimento Humanizado aoAborto Provocado,"Com vistas a estabelecer e consolidar padrões culturais de atençãoàs mulheres, esta Norma Técnica é o reconhecimento do Governobrasileiro à realidade de que as mulheres em processo de abortamento,espontâneo ou provocado, que procuram os serviços de saúde devem seracolhidas, atendidas e tratadas com dignidade"."A atenção humanizada às mulheres em abortamento pressupõe orespeito ao direito da mulher de decidir sobre as questões relacionadasao seu corpo e à sua vida. Em todo caso de abortamento, a mulherdeve ser respeitada na sua liberdade, dignidade, autonomia eautoridade moral e ética para decidir, afastando-se preconceitos,estereótipos e discriminações de quaisquer natureza, e evitando-seque aspectos sociais, culturais, religiosos, morais ou outrosinterfiram na relação com a mulher. Esta prática não é fácil,uma vez que muitos cursos de graduação e formação em serviço nãotêm propiciado dissociação entre os valores individuais (morais,éticos, religiosos) e a prática profissional"."A mulher que chega ao serviço de saúde abortando pode tersentimentos de culpa, autocensura, de ser punida e de ser humilhada.O acolhimento é elemento importante para uma atenção de qualidade ehumanizada às mulheres em situação de abortamento. Acolhimento é otratamento digno e respeitoso, o respeito ao direito de decidir demulheres e homens, assim como o acesso e a res
-- Trabalhamos pela CULTURA DA VIDA.Abaixo a cultura de morte!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

-->A CRISE DA MORTE


ERNESTO BOZZANO

A CRISE DA MORTE

LIVROS ESPÍRITAS GRÁTIS


http://www.autoresespiritasclassicos.com/Autores%20Espiritas%20Classicos%20%20Diversos/Ernesto%20Bozzano/A%20Crise%20da%20Morte/ERNESTO%20BOZZANO%20A%20CRISE%20DA%20MORTE.htm

O Site vem trazer um grande clássico do Espiritismo a "Crise da Morte" que foi elaborado através de diversos casos estudados por Ernesto Bozzano.

A pesquisa realizada por Ernesto Bozzano são relatos no momento exato da morte e a sua entrada no mundo espiritual, como transcorre ali a existência durante os primeiros tempos após a desencarnação, a afinidade, a força criadora e o poder criador do pensamento.

Comentário:

Este e um tema de grande relevância na qual todos nos iremos passar um dia, pois como todos sabemos a nossa vida aqui no corpo da matéria e perene.

Como será este processo??? Será doloroso??? O que nos espera no mundo espiritual??? Teremos medo da morte??? Ou nada queremos saber sobre o assunto!!!!

As religiões tradicionais usando uma teologia especulativa nos ensinam que quando a pessoa morre terá que aguardar a ressurreição no fim dos tempos o juízo final, na qual vai para o céu ou inferno eterno e depois deste julgamento à alma retomará o próprio corpo antigo que viveu na terra e será totalmente reconstruído.

Ao observar melhor os fatos percebemos que as religiões tradicionais nada respondem ao nosso espírito sobre a questão da morte e ainda mais nos assustam com os terrores da morte, do diabo, inferno.

Acredito que a morte do corpo físico é um mero processo, pois vai depender do maior ou menor desapego que vivemos em nossa vida rotineira, pois aquele que vive para o bem do próximo e não e escravo da matéria vai desenvolver dentro do seu ser um maior poder libertário da alma no momento da morte ou seja não temerá a morte.

O ser que vive e respira para o mal e acredita no nada após a morte vai sentir todo o impacto no momento e após a morte com o desfile de todos terrores de uma consciência culpada.

O Céu e o Inferno existe sim, mais dentro da consciência de cada um, pois em cada ação realizada na vida, vai nos trazer suas conseqüências, pois o nosso mundo possui leis morais inderrogáveis que regem a nossa vida.

Sendo assim queridos amigos busquemos a felicidade do próximo como nos ensina Jesus Cristo e fujamos do mal, pois que ele nos acorrentará a sofrimentos sem fim.

*

"O Amor Cobrirá uma Multidão de Pecados"

(I Pe 4:8).

A CRISE DA MORTE - 1º CASO

Extraio este fato de uma obra intitulada Letters and Tracts on Spiritualism, obra que contém os artigos e as monografias publicadas pelo juiz Edmonds, de 1854 a 1874. Sabe-se que Edmonds era notável médium psicógrafo, falante e vidente. Alguns meses depois da morte acidental de seu confrade, o juiz Peckam, a quem ele muito estimava, deu-se o caso de Edmonds escrever longa mensagem, em que seu amigo morto referia as circunstâncias de sua morte. As passagens seguintes são tiradas da mensagem em questão:
“Se houvera podido escolher a maneira de desencarnar, certamente não teria preferido a que o destino me impôs. Todavia, presentemente não me queixo do que me aconteceu, dada a natureza maravilhosa da nova existência que se abriu subitamente diante de mim.
No momento da morte, revi, como num panorama, os acontecimentos de toda a minha existência. Todas as cenas, todas as ações que eu praticara passaram ante o meu olhar, como se se houvessem gravado na minha mente, em fórmulas luminosas. Nem um só dos meus amigos, desde a minha infância até a morte, faltou à chamada. Na ocasião em que mergulhei no mar, tendo nos braços minha mulher, apareceram-me meu pai e minha mãe e foi esta quem me tirou da água, mostrando uma energia cuja natureza só agora compreendo. Não me lembro de ter sofrido. Quando imergi nas águas, não experimentei sensação alguma de medo, nem mesmo de frio, ou de asfixia. Não me recordo de ter ouvido o barulho das ondas a se quebrarem sobre as nossas cabeças. Desprendi-me do corpo quase sem me aperceber disso e, abraçado sempre à minha mulher, segui minha mãe, que viera para nos acolher e guiar.
O primeiro sentimento penoso só me assaltou quando dirigi o pensamento para o meu caro irmão; porém, minha mãe, percebendo-me a inquietação, logo ponderou: “Teu irmão também não tardará a estar conosco.” A partir desse instante, todo sentimento penoso desapareceu de meu espírito. Pensava na cena dramática que acabara de viver, unicamente com o fito de levar socorro aos meus companheiros de desgraça. Logo, entretanto, vi que estavam salvos das águas, do mesmo modo pelo qual eu o fora. Todos os objetos me pareciam tão reais à volta de mim que, se não fosse a presença de tantas pessoas que sabia mortas, teria corrido para junto dos náufragos.
Quis informar-te de tudo isso a fim de que possas mandar uma palavra de consolação aos que imaginam que os que lhes são caros e que desapareceram comigo sofreram agonias terríveis, ao se verem presas da morte. Não há palavras que te possam descrever a felicidade que experimentei, quando vi que vinham ao meu encontro ora uma, ora outra das pessoas a quem mais amei na Terra e que todas acudiam a me dar as boas-vindas nas esferas dos imortais. Não tendo estado enfermo e não tendo sofrido, fácil me foi adaptar-me imediatamente às novas condições de existência...”
Com esta última observação, o Espírito alude a uma circunstância que concorda com as informações cumulativas, obtidas sobre o mesmo assunto, por grande número de outras personalidades mediúnicas, isto é, que só nos casos excepcionais de mortes imprevistas, sem sofrimentos e combinadas com estados serenos d’alma, é possível atravessar o Espírito a crise da desencarnação sem haver necessidade de ficar submetido a um período mais ou menos longo de sono reparador. Ao contrário, nos casos de morte consecutiva a longa enfermidade, em idade avançada, ou com a inteligência absorvida por preocupações mundanas, ou oprimida pelo terror da morte, ou, ainda, apenas, mas firmemente, convencida da aniquilação final, os Espíritos estariam sujeitos a um período mais ou menos prolongado de inconsciência.
Ponderarei que estas observações já se referem a um desses “detalhes secundários” a que aludi em começo e nos quais se notam desacordos aparentes, que, na realidade, se resumem em concordâncias reguladas por uma lei geral, que necessariamente se manifesta por modos muito diferentes, segundo a personalidade dos defuntos e as condições espirituais tão diversas em que se acham no momento da desencarnação.
Cumpre-se atente, além disso, no detalhe interessante de dizer o morto ter tido, no momento da morte, a “visão panorâmica” de todos os acontecimentos de sua existência. Sabe-se que este fenômeno é familiar aos psicólogos; foi referido muitas vezes por pessoas salvas de naufrágios (publiquei a respeito uma longa monografia nesta mesma revista, no correr dos anos de 1922-1923). Ora, no caso relatado pelo juiz Edmonds, como em muitos outros casos do mesmo gênero, assistimos ao fato importante de um morto afirmar haver passado, a seu turno, pela experiência da “visão panorâmica”, de que falam os náufragos salvos da morte. Isto se torna teoricamente importante, desde que se tenha em mente que o juiz Edmonds não conhecia a existência dos fenômenos dessa espécie, ignorados pelos psicólogos de sua época. Ele, pois, não podia auto-sugestionar-se nesse sentido, o que constitui boa prova a favor da origem, estranha ao médium, da mensagem de que se trata.
Notarei, finalmente, que neste episódio, ocorrido nos primeiros tempos das manifestações mediúnicas, já se observam muitos detalhes fundamentais, concernentes aos processos da desencarnação do Espírito, os quais serão depois constantemente confirmados, em todas as revelações do mesmo gênero. Assim, por exemplo, o detalhe de o Espírito não perceber, ou quase não perceber, que se separara do corpo e, ainda menos, que se achava num meio espiritual. Também o outro detalhe de o Espírito se encontrar com uma forma humana e se ver cercado de um meio terrestre, ou quase terrestre, de pensar que se exprime de viva voz como dantes e perceber, como antes, as palavras dos demais. Assinalemos ainda outro detalhe: o de achar o Espírito desencarnado, ao chegar ao limiar da nova existência, para o acolherem e guiarem, outros Espíritos de mortos, que são geralmente seus parentes mais próximos, mas que também podem ser seus mais caros amigos, ou os “Espíritos-guias”.
Detalhe fundamental também este que, com os outros, será confirmado por todas as revelações transcendentais sucessivas, até aos nossos dias, salvo sempre circunstâncias mais ou menos especiais de mortos moralmente inferiores e degradados, aos quais a inexorável “lei de afinidade” (lei físico-psíquica, irresistível em seu poder fatal de atração dos semelhantes) prepararia condições de acolhimento espiritual muito diferentes das com que deparam os Espíritos evolvidos.
Segundo caso
Tiro este segundo fato do volume de Morgan: From Matter to Spirit (pág. 149). A personalidade mediúnica do Dr. Horace Abraham Ackley descreve, nestes termos, a maneira pela qual seu Espírito se separou do organismo somático:
“Como sucede a um bem grande número de humanos, meu espírito não chegou muito facilmente a se libertar do corpo. Eu sentia que me desprendia gradualmente dos laços orgânicos, mas me encontrava em condições pouco lúcidas de existência, afigurando-se-me que sonhava. Sentia a minha personalidade como que dividida em muitas partes, que, todavia, permaneciam ligadas por um laço indissolúvel. Quando o organismo corpóreo deixou de funcionar, pôde o espírito despojar-se dele inteiramente. Pareceu-me então que as partes destacadas da minha personalidade se reuniam numa só. Senti-me, ao mesmo tempo, levantado acima do meu cadáver, a pequena distância dele, donde eu divisava distintamente as pessoas que me cercavam o corpo. Não saberia dizer por que poder cheguei a me desprender e a me elevar no ar. Depois desse acontecimento, suponho ter passado um período bastante longo em estado de inconsciência, ou de sono (o que, aliás, acontece freqüentemente, se bem isso não se dê em todos os casos); deduzo-o do fato de que, quando tornei a ver o meu cadáver, estava ele em estado de adiantada decomposição.
Logo que voltei a mim, todos os acontecimentos de minha vida me desfilaram sob as vistas, como num panorama; eram visões vivas, muito reais, em dimensões naturais, como se o meu passado se houvera tornado presente. Foi todo o meu passado o que revi, compreendido o último episódio: o da minha desencarnação. A visão passou diante de mim com tal rapidez, que quase não tive tempo de refletir, achando-me como que arrebatado por um turbilhão de emoções. A visão, em seguida, desapareceu com a mesma instantaneidade com que se mostrara; às meditações sobre o passado e o futuro, sucedeu em mim vivo interesse pelas condições atuais.
Eu ouvira dizer os espíritas que os Espíritos desencarnados eram acolhidos no mundo espiritual pelos seus parentes, ou por seus Espíritos-guardiães. Não vendo ninguém perto de mim, concluí que os espíritas se haviam enganado. Mas, apenas este pensamento me atravessou o espírito, vi dois Espíritos que me eram desconhecidos e para os quais me senti atraído por um sentimento de afinidade. Soube que tinham sido homens muito instruídos e inteligentes, mas que, como eu, não haviam cogitado de desenvolver em si os princípios elevados da espiritualidade. Chamaram-me pelo meu nome, embora não o houvesse eu pronunciado, e me acolheram com uma familiaridade tão benévola, que me senti agradavelmente reconfortado. Com eles deixei o meio onde desencarnara e onde me conservara até aquele momento. Pareceu-me nebulosa a paisagem que atravessei; mas dentro dessa meia obscuridade, fui conduzido a um lugar onde vi reunidos numerosos Espíritos, entre os quais muitos havia que eu conhecera em vida e que tinham morrido havia já algum tempo...”
Notarei que no último parágrafo do episódio precedente se encontra um outro dos detalhes secundários habituais, que se diferenciam mais ou menos nas descrições de tantos Espíritos que se comunicam. Esse detalhe achará sua razão de ser nas condições espirituais, bem pouco evolvidas, do defunto autor da mensagem. Geralmente, nas de revelações transcendentais, se lê que os Espíritos dos mortos entram num meio mais ou menos radioso, onde são acolhidos pelos Espíritos de seus parentes. Aqui se vê, ao contrário, que o Espírito comunicante se encontrou em um meio nuvioso, onde foi acolhido amistosamente por dois Espíritos que lhe eram desconhecidos, mas que guardavam afinidade com ele, do ponto de vista das condições espirituais. É fácil de argüir que este aparente desacordo entre as primeiras impressões desse Espírito desencarnado e outras muito mais freqüentes dependa da circunstância de que, como ele próprio o diz, se descuidara em vida de desenvolver em si o elemento espiritual e que os Espíritos que lhe foram ao encontro se achavam nas mesmas condições. Daí resultou que, pela lei de afinidade, um meio de luz não se adaptava às condições transitórias, mas obscurecidas, de seus Espíritos.
De outro ponto de vista, notarei que, também no episódio em apreço, o Espírito que se comunica afirma ter sofrido a prova da “visão panorâmica” de seu passado, prova que, neste caso, em vez de se desenrolar espontaneamente, em conseqüência de uma superexcitação sui generis das faculdades mnemônicas (superexcitação produzida pela crise da agonia, ao que dizem os psicologistas), pareceria antes provocada pelos “guias” espirituais, com o fim de predispor o Espírito recém-chegado a uma espécie de “exame de consciência”. Esta interpretação do fenômeno ressaltará muito mais claramente de alguns dos casos que se vão seguir.
Notarei, finalmente, que este caso, ocorrido em 1857, já contém a narração de um incidente interessante de “bilocação” no leito de morte, seguido do fenômeno consistente na situação que durante algum tempo o Espírito desencarnado conservou, pairando por cima do cadáver. Freqüentes incidentes análogos se encontrarão nas comunicações da mesma natureza; com mais freqüência ainda, são sensitivos que, assistindo à morte de alguém, os descreverão segundo o que perceberam. As obras espiritualistas estão cheias de episódios deste gênero, a começar dos que foram descritos pelo famoso vidente Andrew Jackson Davis e pelo juiz Edmonds, até aos que chegaram ao Rev. William Stainton Moses e à governanta inglesa (enfermeira diplomada) Mrs. Joy Snell, que ultimamente assistiu à produção de fenômenos desta espécie durante uns vinte anos. Ora, quem não vê que o fato das afirmações de videntes, concordantes de modo admirável com o que narram os próprios Espíritos desencarnados, têm inegável importância, uma vez que se confirmam mutuamente? E também, com relação a esta ordem de incidentes, é muito comum que o médium escrevente, ou o sensitivo vidente, estejam na mais completa ignorância acerca da existência de tais fenômenos e da maneira pela qual se produzem no leito de morte. E como o caso com que acabamos de ocupar-nos remonta a 1857, isto é, ao começo do movimento espírita, tudo contribui para que se suponha que nesta circunstância o médium e os assistentes ignoravam tudo o que concerne aos fenômenos de bilocação em geral e, sobretudo, à maneira pela qual se dão com os moribundos.
Terceiro caso
Reproduzo um último caso de data antiga, que extraio do livro do Dr. Wolfe, Starling Facts in Modern Spiritualism (pág. 388). “Jim Nolan”, o “Espírito-guia” do célebre médium Sr. Hollis, que disse e demonstrou ter sido soldado no curso da Guerra de Secessão da América e haver morrido de tifo num hospital militar, responde da maneira seguinte às perguntas de um experimentador:
“P. – Que impressão tiveste da tua primeira entrada no mundo espiritual?
R. – Parecia-me que despertava de um sono, com um pouco de atordoamento a mais. Já não me sentia enfermo e isso me espantava grandemente. Tinha uma vaga suspeita de que alguma coisa estranha se passara, todavia não sabia definir o que se tratava. Meu corpo se achava estendido no leito de campanha e eu o via. Dizia de mim para mim: “Que estranho fenômeno!” Olhei ao meu derredor e vi três de meus camaradas mortos nas trincheiras diante de Vicksburg e que eu enterrara. Entretanto, ali estavam na minha presença! Olhavam a sorrir. Então, um dos três me saudou, dizendo:
– Bom-dia, Jim; também és dos nossos?
– Sou dos vossos? Que queres dizer?
– Mas... que te achas aqui, conosco, no mundo dos Espíritos. Não te apercebestes disto? É um meio onde se está bem.
Estas palavras eram muito fortes para mim. Fui presa de violenta emoção e exclamei:
– Meu Deus! Que dizes! Estou morto?
– Não; estás mais vivo do que nunca, Jim; porém te achas no mundo dos Espíritos. Para te convenceres, não tens mais do que atentar no teu corpo.
Com efeito, meu corpo jazia, inanimado, diante de mim, sobre a tarimba. Como, pois, contestar o fato? Pouco depois, chegaram dois homens que colocaram meu cadáver numa prancha e o transportaram para perto de um carro; neste o meteram, subiram à boléia e partiram. Acompanhei então o carro, que parou à borda de um fosso, onde o meu cadáver foi arriado e enterrado. Fora eu o único assistente do meu enterro...
P. – Quais as sensações que experimentaste na crise da morte?
R. – A que se experimenta quando o sono se apodera da gente, mas deixando que ainda se possa lembrar de alguma idéia que tenha tido antes do sono. A gente, porém, não se lembra do momento exato em que foi tomado pelo sono. É o que se dá por ocasião da morte. Mas, um pouco antes da crise fatal, minha mente se tornara muito ativa; lembrei-me subitamente de todos os acontecimentos da minha vida; vi e ouvi tudo que fizera, dissera, pensara, todas as coisas a que estivera associado. Lembrei-me até dos jogos e brincadeiras do campo militar; gozei-os, como quando deles participei.
P. – Conta-nos as tuas primeiras impressões no mundo espiritual.
R. – Ia dizer-vos que os meus bons amigos soldados não mais me abandonaram, desde que desencarnei até o momento em que fiz a minha entrada no mundo espiritual; lá, tinha eu avós, irmãos e irmãs, que, entretanto, não me vieram receber quando desencarnei. Ao entrar no mundo espiritual, parecia-me caminhar sobre um terreno sólido e vi que ao meu encontro vinha uma velha, que me dirigiu a palavra assim:
– Jim, então vieste para onde estávamos?
Olhei-a atentamente e exclamei:
– Ó avozinha, és tu?
– Sou eu mesma, meu caro Jim. Vem comigo.
E me levou para longe dali, para sua morada. Uma vez lá, disse-me ser necessário que eu repousasse e dormisse. Deitei-me e dormi longamente...
P. – A morada de que falas tinha o aspecto de uma casa?
R. – Certamente. No mundo dos Espíritos, há a força do pensamento, por meio do qual se podem criar todas as comodidades desejáveis...”
Esta última informação, que, no caso de que se trata, remonta a setenta anos atrás, não é apenas um dos detalhes fundamentais a cujo respeito todos os Espíritos estão de acordo; é também a “chave de abóbada” que permite explicar, resolver, justificar todas as informações e descrições aparentemente absurdas, incríveis, ridículas, dadas pelos Espíritos que se comunicam, a propósito da vida espiritual. Em outras obras, já por mim publicadas, tive que me deter longamente sobre este tema muito importante; limitar-me-ei desta vez, pois, a nele tocar, na medida do estritamente necessário.
Esta grande verdade, que nos foi comunicada pelos Espíritos, permite resolvamos uma imensidade de questões teóricas, obscuras, determinadas pelos informes que hão dado as personalidades mediúnicas, relativamente ao meio espiritual, às formas que os Espíritos revestem, às modalidades da existência deles; todas as informações que constituem uma reprodução exata, ainda que espiritualizada, do meio terrestre, da humanidade, das modalidades da existência neste mundo. Essa grande verdade, que resolve todos os enigmas teóricos em questão e que se funda no poder criador do pensamento no meio espiritual, é confirmada de modo impressionante por fatos que se desenrolam no meio terrestre. Trata-se, com efeito, disto: o pensamento e a vontade, mesmo na existência encarnada, são suscetíveis de criar e de objetivar as formas concretas das coisas pensadas e desejadas, do mesmo modo que este fenômeno se realiza no meio espiritual, embora no meio terrestre semelhante criação não se dê senão por intermédio de alguns sensitivos especiais. Aludo aos fenômenos de “fotografias do pensamento” ou de “ideoplastia”, fenômenos maravilhosos, aos quais consagrei recentemente um longo estudo, em que demonstrava, citando fatos, a realidade incontestável e o desenvolvimento prodigioso deles.
Vemos, pois, que, já no mundo dos vivos, o pensamento e a vontade manifestam o poder de se objetivarem e concretizarem numa forma mais ou menos substancial e permanente, ainda que, na existência encarnada, isto se produza sem objetivo e unicamente com o concurso de sensitivos que se achem em condições fisiológicas mais ou menos anormais, correspondendo a estados mais ou menos adiantados de desencarnação parcial do Espírito. Sendo assim, dever-se-ia logicamente concluir daí que, quando a desencarnação do Espírito já não estiver apenas em início e não for transitória, mas total e definitiva, só então as faculdades de que se trata chegarão a manifestar-se em seu completo desdobramento e, dessa vez, normalmente, praticamente e utilmente. Ora, é precisamente o que afirmam as personalidades mediúnicas que se comunicam. Cumpre, portanto, se reconheça que as revelações transcendentais, concernentes às modalidades da existência espiritual, confirmam a posteriori o que se devera logicamente inferir a priori, em conseqüência da descoberta de que o pensamento e a vontade são forças que possuem o poder maravilhoso de modelar e organizar, faculdades que, todavia, não se manifestam senão de maneira esporádica e sem objetivo, no meio terrestre.
Duas palavras ainda acerca de outra circunstância, a de personalidades mediúnicas afirmarem que essas condições de existência espiritual são transitórias e entendem exclusivamente com a esfera mais próxima do mundo terrestre, isto é, com a que se destina aos Espíritos recém-chegados. Esta circunstância não serve só para justificar inteiramente aquelas condições de existência; prova também a razão de ser providencial de tais condições. Imagine-se, com efeito, que sensação de desolação e de desorientação não experimentaria a maior parte dos mortos se, logo depois do instante da morte, houvessem de ver-se bruscamente despojados da forma humana e lançados num meio espiritual essencialmente diverso daquele onde se lhes formaram as individualidades, a que ainda se encontram ligados por uma delicada trama de sentimentos afetivos, de paixões, de aspirações, que se não poderia romper de súbito, sem os levar ao desespero, e onde, sobretudo, se encontra o meio doméstico que lhes é próprio, constituído por um mundo de satisfações temporais e espirituais, de todas as espécies, que contribuem cumulativamente para criar o que se chama “a alegria de viver”. Se imaginarmos tudo isso, teremos de reconhecer racional e providencial que um ciclo de existência preparatória passe entre a existência encarnada e a de “puro Espírito”, de maneira a conciliar a natureza, por demais terrestre, do Espírito desencarnado, com a natureza, da existência espiritual propriamente dita.
O poder criador do pensamento seria de molde a obviar maravilhosamente a este inconveniente; o Espírito, pensando numa forma humana, se encontraria de novo em forma humana; pensando em estar vestido, achar-se-ia coberto de vestes que, sendo tão etéreas como o seu próprio corpo, lhe pareceriam tão substanciais como as vestes terrenas. É assim que o Espírito encontraria novamente, no mundo espiritual, um meio e uma morada correspondentes a seus hábitos terrestres, morada que lhe preparariam os seus familiares, tornados antes dele à existência espiritual. Como se há podido ver no caso que acabo de referir, é a avó do defunto que estaria encarregada de conduzir o neto à morada que o havia de receber. A este respeito, deve-se notar que, quando o Espírito “Jim Nolan” narra ter visto que uma velha vinha ao seu encontro, fora preciso subentender-se que a avó revestira temporariamente sua antiga forma terrena, para ser reconhecida.
Deter-me-ei aí, para me não estender demais nos comentários deste fato; os pontos obscuros, de importância secundária, que ficam sem solução nas considerações precedentes, serão sucessivamente assinalados e explicados, à medida que, nos casos que ainda vão ser citados, se oferecer ocasião.
Com relação ao incidente da “visão panorâmica” que o Espírito “Jim Nolan” relata, observarei que, desta vez, o fenômeno se desdobrou sob a forma de “recapitulação de lembranças”, mais do que sob a de uma “visão panorâmica” propriamente dita. Isto, naturalmente, em nada muda os termos do problema psicológico a ser resolvido. Daí apenas resultaria que o morto, em vez de pertencer ao que se chama em linguagem psicológica “o tipo visual”, pertencia ao tipo especialmente “auditivo-mental”.

Livro: A crise da morte - Ernesto Bozzano
Postado por Jeanne às 16:55
http://conscienciaevida.blogspot.com/2009/06/crise-da-morte-primeiro-caso.html

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

--> UM PRETO VELHO NA CASA ESPÍRITA‏


Autor: Agnaldo Cardoso
25/08/2008

Eu fui fazer uma palestra em uma determinada Casa Espírita e após cumprimentar a todos, eu disse alto e em bom-tom:

– Eu não posso aceitar que uma Casa Espírita que se diz Kardecista, em conseqüência, uma guardiã dos mais diversos valores morais, possa aceitar como seus trabalhadores efetivos, homossexuais, alcoólatras, dependentes químicos, mães solteiras, fumantes, casais não casados oficialmente, analfabetos, etc. E também não aceito que nas reuniões mediúnicas, os trabalhadores permitam que qualquer tipo de espírito possa vir se comunicar, inclusive um tal de preto-velho! Casa espírita não pode servir de refúgio ou abrigo para cegos e aleijados morais! E isso é preservar a pureza dos postulados espíritas e não preconceito!

As pessoas arregalaram os olhos e ficaram absolutamente surpresas com aquela declaração inesperada, sem acreditar que um palestrante espírita, ainda mais um escritor, pensasse e externasse na tribuna de uma Casa Espírita, uma atitude tão preconceituosa. Após uma pausa proposital, com o objetivo de atrair a atenção dos presentes, eu expliquei.

– Não, meus queridos irmãos. Eu não perdi o juízo e não penso da forma que acabei de expor. Graças a Deus, não! Mas muita gente pensa e não tem coragem de externar publicamente. A discriminação a que acabei de me referir, infelizmente existe sim, em maior ou menor grau, na imensa maioria das Casas Espíritas.

Entre os que se arvoram de censores da vida alheia, detentores por certo, de ilibada reputação moral e impressionante elevação espiritual, acharemos os que pensam da forma como eu disse há pouco e em um grau tão alto de atitude preconceituosa, que chegam a pensar mesmo, que não se trata de preconceito, mas necessidade de preservar a pureza doutrinária. Este é o pretexto utilizado.

Entretanto, é possível que algum ingênuo companheiro acredite que realmente não existe nenhum preconceito nas Casas Espíritas! Mas existe. Existe e ele se torna extremamente perigoso, exatamente pelo fato de nunca ser demonstrado às claras. Mas se prestarmos bastante atenção, o preconceito está sempre se revelando nos cochichos, que alguns prezados companheiros insistem e são mestres em sussurrar em ouvidos ávidos por fofocas fluídicas.

Mas que fique claro: O Espiritismo e as Casas Espíritas, não têm nada a ver com preconceitos. Absolutamente nada! Pois o problema está nos espíritas! Evidentemente que se perguntarmos aos espíritas se há alguém que tenha algum tipo de preconceito em relação a outro trabalhador da Casa, por ser isso ou aquilo, eu não tenho dúvida que dificilmente aparecerá alguém para assumir.

Mas o fato de ninguém erguer a mão e assumir essa postura, não quer dizer que não exista. Ora, se existe, porque a pessoa não assume? E publicamente? Eu ficaria surpreso se aparecesse e sabem por quê? Porque o preconceituoso tem absoluta consciência de que está errado, e porque seria extremamente constrangedor para um espírita, assumir que é alguém com preconceitos.

Mas o que é o preconceito? Segundo os dicionaristas, o preconceito é uma opinião que é formada antecipadamente, sem um mínimo de ponderação ou conhecimento dos fatos. Em outras palavras, preconceito é uma idéia preconcebida, que leva o preconceituoso a ter aversão e intolerância em relação à outras raças, religiões, pessoas, situações e por aí vai.

Um preconceito que ainda existe e nunca deveria ter existido é quanto aos espíritos que nós recebemos em nossas reuniões mediúnicas. Eu mesmo, na condição de dirigente de um grupo de psicofonia, já fui obrigado a chamar a atenção de médiuns – homens – que evitavam incorporar homossexuais ou mulheres, por receio de virar alvo de piadas de alguns colegas. Acredito que tais colegas eram, provavelmente, maravilhosos e evoluídos espíritas!

E quanto aos preto-velhos? A literatura espírita relata que há casos de dirigentes que não aceitam a manifestação desses irmãos e chegam ao ponto de determinar que o médium corte a comunicação, mandando que o espírito procure um terreiro, porque ali não é lugar para ele, e isso independente do que o espírito pretende.

Então, não é mais o conteúdo da sua comunicação, o seu problema, que interessa, mas sua origem? Cor? Forma de falar? Mas Kardec não ensina que devemos inicialmente avaliar as mensagens, para verificar o que o ele pretende? Kardec não ensina que a melhor forma de identificar um espírito, é analisando o conteúdo das suas comunicações? E fazemos isso mandando-o embora, ao invés de ouvi-lo?

Alguns irmãos espíritas já me perguntaram:

– Agnaldo, por quê ele se apresenta como Pai fulano? Como um preto-velho? E por quê é que ele tem de falar daquela forma?

Na verdade, muitos espíritos de brancos, idosos, ao invés da simplicidade de serem chamados de Pai, preferem se apresentar como... Doutores! E quanto ao falar daquela forma, seria interessante que as pessoas também questionassem:

Por quê os Espíritos do Dr. Fritz e da Irmã Sheilla, dois indiscutíveis trabalhadores do bem se expressam num português arrastado, com sotaque alemão?

─ Ah, Agnaldo, mas eles na última encarnação eram alemães! Eram europeus!

Responderam-me.

Ora, sendo assim, os brancos europeus podem se expressar com sotaques estrangeiros como faziam na última encarnação, mas os preto-velhos não podem? Ou seja: Eles continuam sofrendo, no Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, agora como espíritos, a mesma exclusão que sofreram quando estavam aqui encarnados! Mas foi isso o que aprendemos com Kardec? Ou aprendemos que o Espiritismo, não veio para diferenciar os Espíritos pela posição social, cultural, cor da pele ou linguajar típico e sim pelos caracteres morais?

Haveria até alguma lógica argumentativa nesse radicalismo, se um desses irmãos, negro, aparentemente inculto, ainda preso às lembranças da sua última encarnação, não pudesse nos passar lições maravilhosas de amor, caridade, humildade e até mesmo pedir nossa permissão para assistir nossas reuniões, para estudar e aprender conosco, como estamos cansados de ver acontecer.

Por outro lado, eu já perdi a conta das vezes que presenciei e conversei com doutores, brancos, esbanjando cultura, que chegam carregados de intenções maléficas. Uns evoluíram moralmente, outros intelectualmente. E o contrário também acontece. Independente de cor ou forma de falar! E a nossa obrigação, sempre, é ouvir a todos.

Quero enfatizar dois grandes erros cometidos por muitos abnegados trabalhadores espíritas: O 1º é comum.
Quando um espírito fala alguma coisa negativa a nosso respeito, principalmente se outros ouvirem, logo fazemos questão de duvidar da suas afirmações; quando ele fala algo positivo, nos enaltecendo, massageando-nos o ego, acreditamos de bate pronto.

E o problema se agrava quando se trata do médium que precisa de aplauso. O médium que precisa de aplauso, é aquele médium que faz questão de sempre divulgar o que faz. Provavelmente aguardando alguma demonstração de inveja ou de admiração pela sua mediunidade Este tipo de médium, quando dá de cara com um espírito inteligente, que sabe explorar essa sua fraqueza, termina fazendo dele um joguete.

O segundo erro de muitos espíritas, é a sua crença absoluta em tudo o que os espíritos dizem. Se aparece um espírito que se diz médico e passar uma receita, há espíritas que tomam o remédio, sem analisar o conteúdo da mensagem do espírito, sem analisar o próprio remédio e o pior: nem sabe ao certo se está mesmo doente! Se aparece um espírito que diz ser um preto-velho, com a voz macia, aparentando humildade e diz que é o guardião da pessoa, esta pessoa, desprezando o “passar tudo pelo crivo da razão”, passa a submeter-se a tudo o que o espírito diz.

Ou seja, há um equivocado endeusamento desse tipo de espíritos, esquecendo-se que os dois, que aparentam ser um médico e um preto-velho, podem sim, ser dois grandes charlatões, dois grandes mistificadores! Mas como ter certeza sem ouvi-los atentamente e saber o que pretendem?

Que fique bem claro: Quando falo das manifestações dos preto-velhos, não estou defendendo sua evocação, o uso de fumo, bebida, vela, etc. Muito menos os rituais que os terreiros costumam adotar. Estou falando que devemos ouvi-los, como a qualquer outro espírito, respeitando a forma como eles se expressam, e independente de qualquer coisa.

Apenas após serem ouvidos é que decidimos como fazer para melhor ajudá-los, até porque se estão podendo se comunicar, foi porque a equipe espiritual que dirige os trabalhos mediúnicos, permitiu! Ora, se a equipe espiritual é quem seleciona os espíritos que irão se comunicar em nossas reuniões, quando eles se apresentarem, nós iremos fazer uma seleção da seleção? Com que autoridade moral nós podemos dizer que espírito A ou espírito B pode ou não se comunicar? Falar do seu problema? Pedir socorro? Desabafar? Quem de nós pode atirar a primeira pedra?

─ Mas pode ser um espírito charlatão, mistificador, se passando por um preto-velho! Pode alguém estar pensando.

É verdade, já dissemos isso e acontece mesmo. Mas também acontece de chegar um espírito charlatão, mistificador, tentando se passar por um filósofo, um cientista ou um espírito muito evoluído. Ai invés de um preto-velho, passar-se por um “branco-velho”. E se for um espírito se passando por quem quer que seja? Mas, e daí? Branco, preto, vermelho, amarelo, etc.? Inclusive ameaçando nos agredir? Mandamos embora? Ao contrário! Irmãos assim, agressivos, ameaçadores, mistificadores, etc., são os que mais precisam de nossa ajuda e não será enxotando-os para longe das nossas reuniões mediúnicas ou da nossa Casa Espírita, que estaremos lhes estendendo a mão. Na realidade, estaremos expulsando-os do local que tem obrigação moral de ampará-los e ajudá-los!

Há uns quatros anos recebemos um preto-velho na nossa reunião mediúnica. O preto-velho disse ao doutrinador que queria fazer a limpeza da sala. O doutrinador ficou em dúvida e me chamou, quando então eu lhe expliquei que a higienização (preparação) da sala já fora feita pela equipe espiritual da Casa e que não havia necessidade de fazer outra.

Não satisfeito, ele solicitou autorização para levantar-se e dar uma “baforada” em cada um dos trabalhadores. Mais uma vez não foi permitido e eu lhe disse que os trabalhos seriam interrompidos se ele chegasse em um médium incorporado para dar sua “baforada”. Disse-lhe também que nós trabalhamos de forma diferente e que se eu fosse a um terreiro de umbanda, não tentaria impor lá, a forma como trabalhamos em uma casa kardecista. Ele não gostou e antes de ir embora, ele me deu uma cutucada daquelas, perguntando:
– E o fio ainda chama isso aqui de casa de caridade?

Parte do meu grupo de psicofonia achou que eu tinha sido inflexível demais. Entretanto, aproximadamente um mês depois ele retornou. Mandou chamar-me e pediu-me desculpas por que lá em Aruanda, que parece ser uma espécie de colônia deles, ensinaram-lhe que ele agira errado e que agora ele estava presente com vários outros companheiros seus e queriam assistir a nossa reunião para aprender conosco. Era um mistificador? Não. Era apenas um espírito que precisava estudar mais.

Eu relatei essa história, para que fique bem claro, que mesmo com todo o respeito que eu demonstro por qualquer espírito, inclusive os preto-velhos e por qualquer religião, inclusive pela umbanda séria, o roteiro, o único e maravilhoso roteiro que norteia meu trabalho na Casa Espírita que me abriga e os livros que tenho publicado, foi escrito por Allan Kardec, e é ele, Allan Kardec, que ensina com todas as letras a abrirmos nossos braços para acolhermos e ajudarmos em nossas reuniões mediúnicas, a todos os espíritos que nos procurarem, independente da sua evolução, cor, linguajar, origem, sexo e até independente das suas boas ou más intenções. Não agindo assim, não passaremos de pessoas tristemente... Preconceituosas!

Na mitologia chinesa existe uma lenda, que apregoa estarem o Céu e a Terra ligados por uma gigantesca árvore, chamada Jian Mu. Dos seus galhos descem milhares de cipós, que servem como escadas por onde os homens sobem em direção ao céu, após entender e vivenciar que na realidade, o nosso dia a dia aqui, é o indispensável cipó, a escada, por onde subiremos para mundos espirituais mais elevados do que o nosso querido planetinha Terra.

Há infelizmente, muitos companheiros espíritas que acham que já galgaram a Jian Mu e se consideram tão evoluídos, que podem fazer um sumário julgamento dos outros. E neste precipitado julgamento, levam em consideração as aparências, mesmo sabendo que podem ser enganadoras. E o pior, é que quando as aparências não agradam, marcam a pessoa e se previnem contra ela, isolando-a em abominável preconceito!

E aqui, infelizmente, até nossos irmãos espíritas que em algum momento das suas vidas optaram por trilhar caminhos perigosos e que depois, conscientes da opção errada, tentam voltar para o seio da Doutrina Espírita, muitas vezes têm suas pretensões negadas, por companheiros irredutíveis que não os aceita com a alegria que deveria existir e ficam criando dificuldades para seu retorno.

Ao contrário dos homens, que procuram um “jeitinho” para “queimar” etapas, e “subir” mais rapidamente na Jian Mu, pelos cipós da hipocrisia, da farsa, da intolerância e dos preconceitos, eu convoco os meus irmãos espíritas, a procurarmos juntos, dois cipós, resistentes, seguros e éticos, para iniciarmos a escalada em busca da nossa evolução moral e espiritual: a paz de consciência e a fraternidade espiritual.

O primeiro passo para lutar contra os preconceitos, é reconhecer a sua existência.
Não é tão fácil, mas se concordamos que todos os homens são irmãos, independente do momento e situação que cada um vive e que é preciso superar os preconceitos, nós iremos perceber que existem irmãos excluídos, à nossa volta, inclusive na Casa Espírita que freqüentamos, que estão gritando em silêncio por socorro, e nós permanecemos surdos em função dos nossos preconceitos.
Assim, está em nossas mãos a oportunidade de começarmos a lutar, para que não existam mais pessoas excluídas ao nosso lado. Pelo menos, na nossa Casa Espírita!

Muita paz para todos!


Liziane Lacerda Cavalcante
Supervisora de RH
Agente de Responsabilidade Social

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

-->CURIOSIDADES ESPÍRITAS



Aqui nós trazemos pra você, fatos pitorescos, curiosidades, personalidades espíritas e outras particularidades, divirta-se!!

"O fantasma de Dante indicou o local
Como foi recuperada parte do manuscrito de A Divina Comedia. Quando, em 1321, Dante Alighieri morreu, não foi possível encontrar partes do manuscrito de sua obra-prima, A Divina Comédia.Durante meses os seus filhos Jacopo e Piero, revistaram a casa e todos os papeis do pai. Tinham desistido da busca quando jacopo sonhou que vira o seu pai vestido de branco e inundado de uma luz etérea. Perguntou à visão se o poema fora completado. Dante acenou afirmativamente e mostrou a Jacopo um local secreto no seu antigo quarto. Tendo como testemunha um advogado amigo de Dante, Jacopo dirigiu-se ao local indicado no sonho. Por detrás de um cortinado fixado na parede encontraram um postigo. No interior do esconderijo havia alguns papeis cobertos de bolor. Retiraram-los cuidadosamente, e os limparam com uma escova e coseguiram ler as palavras de Dante. Assim completou "A Divina Comédia". Se não fosse uma visão fatasmagórica surgida num sonho, um dos maiores poemas do Mundo teria provalmente permanecido incompleto". (Fonte - Seleções de Readers Digest)
"Aristótles
O maior filósofo grego. Nasceu na Macedônia, 384, a.C.; condenado à morte não chegou a ser executado, pois morreu antes, em 322 a.C., de morte natural, outros autores afirmam que enveneou-se voluntariamente. Aristóteles construiu com suas obras, um monumento filosófico que até hoje, em muitos aspectos permanece atual e insuperado. Escreveu mais de 400 obras. Pode ser considerado o maior metafísico e lógico de todos os tempos. Foi discípulo de Platão. Tendo-o superado na magnitude e profundidade de sua obra. Foi convidado por Felipe da Macedônia, para dirigir a instrução de filho, o glorioso Alexandre "O Grande".
Mediunidade malbaratada
Você sabia? Que Leah Fox Fish Underhil auferiu bons lucros com sua mediunidade e das irmãs. Enriqueceu ainda mais casando-se com um rico banqueiro, e seu apartamento em Nova York tornou-se a epítome da elegância vitoriana. Suas irmãs menos astuciosas, morreram na miséria. (Fonte - Mistérios do desconhecido – Ed. Abril)
Mediunidade de efeitos físicos.
Os irmãos Davenport, Ira e William, deram um duradoura contribuição ao espiritismo inventando o Gabinete Mediúnico, que aparecia nos anúncios de seus espetáculo. O gabinete consistia de uma elaborado objeto de madeira que tinha 2.10 metro de altura e 1.80 de comprimento, com três portas na frente. Dentro do gabinete os irmãos sentavam-se em dois bancos um diante do outro, e voluntários do público os amarravam com cordas, num banco entre os dois, ficavam instrumentos musicais, que pareciam fora do alcance deles. Depois de amarrados fechavam-se as portas do gabinete e diminuíam-se as luzes. Quase de imediato, trombetas violinos e pandeiros começavam a tocar e tilintar diante de assombrados espectadores, apareciam mãos por uma abertura losangular do gabinete depois as portas abriam, mostrando os irmãos ainda amarrados. Essas sessões chegavam a durar 45 minutos. (Fonte - Mistérios do desconhecido – Ed. Abril)
Palavras sábias.
O ferro enferruja quando não é utilizado; as águas estagnadas perdem sua pureza e congelam no frio. Do mesmo modo, a ociosidade esgota a força da mente. "Leonardo da Vince"
Yvone Amaral Pereira
Nos conta Yvone, em suas memórias que já nasceu médium, pois na primeira infância possuía vidência, audiência e desdobramento com o fenômeno de morte aparente. Com menos de 1 mês de nascida, teve um acesso de tosse, deu-se a sufocação e o fenômeno de catalepsia. Sua mãe foi a única que a acreditava viva e, graças ao seu apelo a Maria Santíssima, ela voltou a vida. Contava esse fato entre sorriso e dizia à filha: "Eu nada mais tenho com você... você pertence a Maria, mãe de Jesus. Yvone Amaral Pereira, nasceu em 24 de dezembro de 1906 na Cidade de Rio das Flores, Rio de Janeiro e, desencarnou em 9 de março de 1984 no Rio de Janeiro.
HUMILDADE
Concluíra Élfego Nazário Gomes – o nobre irmão Fêgo, como era conhecido em todo o Sergipe os estudos evangélicos na humilde choupana transformada em Centro Espírita e se dispunha a atender os inúmeros sofredores que lhe vinham buscar os abençoados recursos do passe e da palavra iluminada, quando estacionou à porta luzido automóvel; último modelo e de preço elevado. Dele saltaram duas senhoras e um cavalheiro visivelmente perturbado. Após informar-se quem seria o Irmão Fêgo, a dama representativa da sociedade de largos recursos financeiros aproximou-se do trabalhador espírita, e indagou, algo conturbada.
Mas, é o senhor, o Irmão Fêgo? Que pena! É apenas um negro!
Havia no desabafo azedume e desprezo .
O apóstolo do Cristo, Humilde, percebendo que a senhora também se encontrava em desconforto moral e possivelmente anatematizada por Espíritos desditosos, sorriu, sereno e retrucou:
Não sou totalmente negro, minha irmã. Tenho os dentes muito alvos... Mas o que importa aqui não é a cor da pele e sim da aura ... Traga o doente para o socorro do passe e venha a senhora também...Surpreendida pela franca lição de amor e humildade, a visitante apresentou o esposo obsidiado que após o concurso da caridade, logo demonstrou melhoras e ela mesma assistida pela palavra simples e luminosa do trabalhador, afastou-se renovando os conceitos até então esposados, tornando-se espírita mais tarde e fazendo-se devota amiga do Seareiro da Luz. (Panoramas da Vida – Divaldo P. Franco – pelo Espírito Ignotus – Livraria Espírita Alvorada)
Ectoplasmia
Durante uma aparição na corte francesa de Napoleão III em 1857. Daniel Douglas Home impressionou a bela imperatriz Eugênia, materializando uma mão espectral que agarrou o lenço da dama e nele deu um nó. (Mistérios do desconhecido – Ed. Abril)
Raps
Segundo um velho manuscrito, o Sr. Welsh, sacerdote na cidade de Ayr (Escócia), dialogava com os espíritos por meio de raps. Isso ocorreu em 1661, e o fato está consignado no documento intitulado Saddusimus Triunphatus, que também cita o caso de diálogos mantidos com uma entidade, por meio de batidas num tambor. (Revista Planeta)
Auto de Fé de Barcelona
Numa manhã de outubro de 1861 em Barcelona na Espanha, milhares de pessoas se reuniram para assistir a queima de trezentas obras espíritas importadas da França pelo livreiro Lachâtre. O comandante da inusitada cerimônia era o Bispo Dom Antônio Palau Y Thermmens, que alegava serem as obras espíritas contrárias à fé católica. A cerimônia constava de um padre com uma cruz e uma tocha, um notário encarregado de redigir a ata, o ajudante do notário, um funcionário da superior administração aduaneira e pasmem, três serventes da Alfândega, encarregados de atiçar o fogo além de um agente da Alfândega, representando o proprietário das publicações que foram queimadas.

FONTE: http://www.geocities.com/Athens/Crete/3329/fatos/curioso.html

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

-->Vem aí o 3º GEAL Arte Espírita - dia 13/09/2009 das 14:30 hs às 17:25 hs no Grupo Espírita Ave Luz


3º GEAL ARTE ESPÍRITA
Dia: 13 de Setembro de 2009 (Domingo)
Horário: Das 14h30min às 17h25min
Com o tema FAMÍLIA.

PARTICIPAÇÕES:

Grupo Arte e Luz (Teatro)
Chiquinho Rodrigues (Música)
Espírito de Arte (Música e Teatro)
Teatro de Bonecos Riso de Deus (Teatro)
Luis Verão (Música) e Grupo AME (Música).

Local: GRUPO ESPÍRITA AVE LUZ – GEAL
(Avenida A, Nº 220 – Lot. Nova Fortaleza – Jangurussu - Fortaleza – CE)
**Informações: (85) 3269-3938 / 8760-2065
**Realização:
Grupo Espírita Ave Luz

**Promoção:
Federação Espírita do Estado do Ceará
Coordenação de Artes
União Distrital Espírita 5

EQUIPE PROGEAL
"Contribuindo com o Movimento Espírita Cearense"
--

Grupo Espírita Ave Luz - GEAL
Fundado em 18 de Abril de 1992
"Deus, Cristo e Caridade"

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

MATERIALIZAÇÃO OU ECTOPLASMIA

A magnífica materialização de Emmanuel (Materialização através de Chico Xavier). Ilustração feita pelo artista Joaquim Alves ( Jô ), da Federação Espírita do Estado de São Paulo-FEESP, que presenciou o fenômeno. Contudo, em sua última materialização disse aos presentes: "— Amigos, a materialização é fenômeno que pode deslumbrar alguns companheiros e até beneficiá-los com a cura física. Todavia, o livro (Os livros, a maior prioridade) é a chuva que fertiliza lavouras imensas, alcançando milhões de almas. Rogo aos amigos a suspensão, a partir desse momento, dessas reuniões". "E a partir daquele dia, Chico —a disciplina em pessoa— nunca mais as realizou, servindo-se de sua faculdade mediúnica de efeitos físicos. O livro, no entanto, como chuva abençoada, continua fertilizando a lavoura do coração humano, trazendo paz, reconforto e esclarecimento a milhões de criaturas"...
_________________________________________________

O termo mais correto seria Ectoplasmia.
Não me é permitido, por enquanto, desvendar-vos as leis particulares que governam os gases e os fluidos que vos cercam; mas, antes que alguns anos tenham decorrido, antes que uma existência de homem se tenha esgotado, a explicação destas leis e destes fenômenos vos será revelada e vereis surgir e produzir-se uma variedade nova de médiuns, que agirão num estado cataléptico especial, desde que sejam mediunizados.
Espírto Erasto, discípilo de São Paulo
[17b - Capítulo V, item 98] - 1861

Embora sejam muitas as tentativas de materialização de forças do plano_espiritual, na Terra, com raras exceções quase todas se desenvolvem sobre lastimáveis alicerces que primam por infelizes atitudes dos nossos irmãos encarnados. Só os doentes, por enquanto, no mundo, justificam a nosso ver o esforço dessa espécie, junto das raras experiências, essencialmente respeitáveis e dignas, realizadas pelo mundo científico, em benefício da Humanidade...
...Alguns encarnados, como habitualmente acontece, não tomam a sério as responsabilidades do assunto e trazem consigo, para as seções de materialização, emanações tóxicas, oriundas do abuso de nicotina, carne e aperitivos, além das formas-pensamentos menos adequadas à tarefa que o grupo deve realizar.

[28a - página 260 ] - André Luiz
Trata-se de serviço de elevada responsabilidade, porquanto, além de exigir todas as possibilidades do aparelho_mediúnico, há que movimentar todos os elementos de colaboração dos companheiros encarnados, presentes às reuniões destinadas a esses fins. Se houvesse perfeita compreensão geral, respeito aos dons da vida, e se pudéssemos contar com valores morais espontâneos e legitimamente consolidados no espírito coletivo, essas manifestações seriam as mais naturais possíveis, sem qualquer prejuízo para o médium e assistentes. Acontece, porém, que são muito raros os companheiros encarnados dispostos às condições espirituais que semelhantes trabalhos exigem. Por isso mesmo, na incerteza de colaboração eficiente, as sessões de materialização efetuam-se com grandes riscos para a organização mediúnica e requisitam número dilatado de cooperadores do plano espiritual.

[16a - página 99] - André Luiz

Os homens, contudo, em sentido geral, não sabem, por enquanto, compreender a essência divina de tais demonstrações e, quase sempre, acorrem a elas com o raciocínio acima do sentimento. Pelas inquietudes da investigação, perdem, muitas vezes, os valores da cooperação, e os resultados são negativos. No dia, porém, em que conseguirem trazer o coração iluminado, receberão alegrias iguais àquela que desceu sobre os discípulos de Jesus, quando, de portas cerradas, em sublime comunhão de amor e fé, receberam a visita do Mestre, perfeitamente materializado, depois da ressurreição, em casa humilde de Jerusalém, de conformidade com a narrativa dos Evangelhos.

[16a - página 102] - André Luiz

Nos fenômenos de materialização os fatores morais constituem elemento decisivo de organização.
Não estamos diante de mecanismos de menor esforço
e, sim, ante manifestações sagradas da vida, em que não se pode prescindir dos elementos superiores e da sintonia vibratória.
[16a - página 107] - André Luiz

Fenômenos de Materialização

Francisco Lins Peixoto, o Peixotinho, espírita humilde e convicto em seus princípios, realizava impressionantes materializações luminosas. Foi cuidadosamente pesquisado por um delegado de polícia, o dr. A. Ranieri, que escreveu um livro a seu respeito, Materializações Luminosas, sendo também reconhecido internacionalmente por suas faculdades. Na primeira sessão que estava presente, o médium Peixotinho possibilitou, por intermédio de suas faculdades, a materialização da falecida filha de Ranieri, Helena, que presenteou o pai com uma flor ainda molhada de orvalho.
Consciência espírita: www.consciesp.org.br


Uma noite sentimos um delicioso perfume. Intimamente, achei que era o mesmo que Meimei costumava usar. Surpreendi-me quando subitamente percebi que o corredor ia se iluminando aos poucos, como se alguém caminhasse por ele portando uma lanterna. Subitamente a luminosidade extinguiu-se. Momentos depois a sala iluminou-se novamente. No centro dela havia como que uma estátua luminescente. Um véu cobria-lhe o rosto. Ergueu ambos os braços, e elegantemente, etereamente, o retirou, passando as mãos pela cabeça, fazendo cair uma linda cascata de cabelos pretos até a cintura. Era Meimei. Olhou-me, cumprimentou-me e dirigiu-se até onde eu estava sentado. Sua roupagem era de um tecido leve e transparente. Estava linda e donairosa. Levantei-me para abraça-la e senti bater o seu coração espiritual. Beijamo-nos fraternalmente e ela acariciou meu rosto e brincou com minhas orelhas, como não podia deixar de ser. Ao elogiar sua beleza, a fragrância que emanava, a elegância dos trajes e sua tênue feminilidade, disse-me:
“Ora, Meu Meimei, aqui também nos preocupamos com nossa apresentação pessoal. A ajuda aos nossos semelhantes, o trabalho fraterno faze-nos mais belos, e afinal de contas, eu sou sua mulher. Preparei-me para você, seu moço. Não iria gostar de uma Meimei feia!"
Texto de Arnaldo Rocha (viuvo de Meimei),Trecho do livro "Chico Xavier - Mandato de Amor"
União Espírita Mineira Belo Horizonte, 1992
http://br.geocities.com/humildescomjesus/meimei.htm

Foto da materialização do espírito de Katie King, fenômeno comprovado por Sir William Crookes
O codificador do Espiritismo, Allan_Kardec, auxiliado pelos Espíritos Superiores que o assessoraram, traz esclarecimentos fundamentais sobre a questão da fenomenologia mediúnica.
Esses esclarecimentos são abordados com profundidade em suas obras, notadamente, O_Livro_dos_Médiuns, de onde assinalamos os seguintes apontamentos sobre os fenômenos de materialização: "O Espírito que quer ou pode aparece revestido, algumas vezes, de uma forma ainda mais nítida, tendo todas as aparências de um corpo sólido, ao ponto de produzir uma ilusão completa e fazer crer que se está diante de um ser corporal. Em alguns casos, enfim, e sob o império de certas circunstâncias, a tangibilidade pode tornar-se real, quer dizer, pode-se tocar, apalpar, sentir a mesma resistência, o mesmo calor como da parte de um corpo vivo, o que não impede de se desvanecer com a rapidez do relâmpago".
"Então não é mais pelos olhos que se constata a presença, mas pelo toque. Se se podia atribuir à ilusão, ou a uma espécie de fascinação, a aparição simplesmente visual, não é mais permitida a dúvida quando se pode agarrá-la, palpar, quando ela mesma nos agarra e aperta. Os fatos de aparições tangíveis são os mais raros; mas aqueles que ocorreram nestes últimos tempos, pela influência de alguns médiuns poderosos, e que têm toda a autenticidade de testemunhos irrecusáveis, provam e explicam os que a história relaciona a respeito de pessoas que se mostraram, depois da morte, com todas a aparências da realidade".
"Além disso, como dissemos, por extraordinários que sejam semelhantes fenômenos, todo o maravilhoso desaparece quando se conhece a maneira pela qual se produzem e se compreende que, longe de serem uma derrogação das leis_da_Natureza, são delas apenas uma nova ampliação".
Durante três anos consecutivos o espírito Katie King se manifestou em sessões de materialização dirigidas por Sir_William_Crookes. Essas experiências resultaram numa das mais investigadas entre numerosas outras sessões semelhantes, que figuram nos anais das pesquisas psíquicas.

Segundo Gabriel Delanne, William Crookes foi, na Europa, o primeiro cientista que teve o valor de comprovar, escrupulosamente, as afirmações dos espíritas. Muito cético, a princípio, suas investigações o conduziram progressivamente à convicção de que esses fenômenos são verdadeiros e não titubeou um único momento em proclamar, alto e bom som, a certeza em que resultou o seu trabalho. A partir daquele momento, ninguém foi mais capaz de deter o impulso recebido. Russel Walace, Lodge, Myers, Hodgson seguem pela senda aberta.

Nesta foto , vê-se o espírito materializado Katie King, junto ao cientista Sir William Crookes. No verso desta foto o sábio escreveu sensibilizado pela beleza do espírito materializado - Arquivo "O Clarim

No ectoplasma expelido pelo médium fotografou-se o rosto do espírito de Arthur Conan Doyle que em vida foi um estudioso do Espiritismo. Conan Doyle foi o criador do detetive Sherlock Holmes, personagem que atua em seus romances policiais. (Nota do compilador)
http://www.paginaespirita.com.br/materializacao.htm
http://www.photographymuseum.com/doylefalg.html


Personagens envolvidos numa seção de materialização, conforme texto abaixo:
Alexandre. Espírito orientador de André Luiz, no plano espiritual.
André Luiz. Espírito que ditou o texto abaixo, por intermédio do médium Chico Xavier.

Calimério... Entidade espiritual superior à condição hierárquica de Alexandre.
Alencar...... Espírito que se materializou na seção mediúnica.
... Alexandre aproximou-se de mim e considerou:
— Repare na grandeza do acontecimento. A médium desempenha o papel de entidade maternal, enquanto Alencar, sob a influência positiva de Calimério, permanece em temporária filiação ao organismo mediúnico. Todas as formas que se materializaram serão “filhas provisórias” da força plástica da intermediária. O amigo que conversa com os encarnados é Alencar, mas os seus envoltórios do momento são nascidos das energias passivas da médium e das energias ativas de Calimério, o mais elevado diretor desta reunião.
Se forçarmos a médium em nosso plano, feriremos Alencar em processo de materialização;
se os companheiros terrenos violentarem o mensageiro, repentinamente corporificado, esfacelarão a médium, acarretando conseqüências funestas e imprevisíveis.
... Meu coração transbordava de contentamento e esperança; todavia, era forçoso confessar que, para tamanhas manifestações de serviço e tão sublimes bênçãos, era muito reduzido o entendimento dos encarnados. Semelhavam-se a crianças afoitas, mais interessadas no espetáculo inédito que desejosas de consagração ao serviço divino. Francamente, estava desapontado. Tantos emissários celestes a se esforçarem por meia dúzia de pessoas que pareciam distantes do propósito de servir à causa da Verdade e do Bem?!
Expus minha opinião ao devotado instrutor, mas Alexandre respondeu, tranqüilo:
— E Jesus? Considera você que ele tenha trabalhado somente para os galileus que o não compreendiam? Julga que tenha ensinado tão-só no templo de Jerusalém? Não, meu amigo: convença-se de que todos os nossos atos, no bem ou no mal, estão sendo praticados para a Humanidade inteira. Por agora, os nossos companheiros terrestres não nos entendem, nem cresceram devidamente para a completa consagração a Jesus, mas a semeadura é viva e produzirá a seu tempo. Nada se perde.
— É verdade que você, no mundo, foi médico sempre interessado em ver o resultado de seu trabalho, mas não se esqueça do esforço silencioso dos semeadores do campo e recorde que as sementes depositadas nos sarcófagos egípcios, há alguns milhares de anos, estão começando a produzir maravilhosamente no solo da Terra.

[16a - página 111] - André Luiz

O fenômeno de ectoplasmia pode dividir-se em três tipos:
a - A psicoplastia, quando o ectoplasma assume formas diversas devido à ação psicocinética exclusiva do médium.
b - A duplicação ectoplasmática, em que o perispírito do médium serve de organizador do ectoplasma, produzindo uma réplica do médium.
c - A produção de agênere ectoplasmático, na qual o médium funciona apenas como doador de ectoplasma. Sua modelagem opera-se à custa do perispírito de um segundo agente. É possível ainda que o Espírito de uma pessoa encarnada se sirva do ectoplasma de um doador e se manifeste em forma de agênere ectoplasmático. (L. Palhano Jr - Dicionário de Filosofia Espírita).
http://www.paginaespirita.com.br/ectoplasmia.htm

Os fenômenos de materialização são produzidos de forma muito intrínseca:
Primeiramente, o médium principal serve de aparelho para que a equipe espiritual manipule as energias essenciais ao fenômeno.
Posteriormente, o que observamos, em nossos trabalhos, é que a Entidade a se materializar, retira do médium ou dele faz expandir um campo que o reveste. Dessa maneira, vê-se a formação inicial do fulcro do fenômeno sobre o médium.
A seguir:
as energias (de origem ectoplásmica segundo informam) que enchem o ambiente precipitam-se sobre aquele fulcro, fazendo com que ele se ilumine, fenômeno semelhante ao de fogos de artifício que se queimam e dão origem a um modelo que é visto pelos assistentes. Esta é a aparição que Crookes intitulou de luminosa.
A estereológica (nunca tive ocasião de ter uma completa) transforma a energia em forma palpável e que reveste o perispírito da Entidade manifestante, tornando-a tangível, auscultável e se forma de maneira idêntica, só que, em vez de provocar luminosidade no campo do Espírito dito materializado, dá-lhe consistência material.
Um outro tipo de materialização que pude verificar e da qual Crookes não faz referência é aquela em que o Espírito nos tange, nos toca, faz-se sentir como se estivesse materializado, mas, os presentes (encarnados) não conseguem segurar esse corpo. Nossa sessão comprovou a existência de uma cigana que se materializava e que bailava ao som das músicas que eram tocadas pela nossa vitrola. Sua saia roçava nos presentes, batia nos móveis, ouvíamos e sentíamos tudo como se ali estivesse a bailarina dançando e esbarrando nas pessoas, só que ninguém conseguia segurar esta saia rodada e encorpada.

Carlos de Brito Imbassahy
http://www.ajornada.hpg.ig.com.br/colunistas/imbassahy/imb-0003.htm


Vários tipos de fenômenos são atribuídos à condensação, maior ou menor, da energia da consciência. Entre eles, são citados, pelo menos, estes 4 tipos:
Materializações: a materialização momentânea de mãos, dedos, cabeças e corpos humanos completos, visíveis ou cobertos por tecidos, mas verificados através do tato.
Desmaterializações e rematerializações: objetos, "retirados" de ambientes externos ao ambiente do experimento, que surgem na sala onde está o(a) sensitivo e demais experimentadores;
Telecinesia: Efeitos físicos de movimento repentino ou previamente solicitado de objetos, incluindo aqui os giros de mesas, flutuação de cadeiras e até do(a) próprio(a) médium;
Extrafísico-físico: Fenômenos que acontecem diretamente da dimensão extrafísica, mas com percepção na dimensão física, como batidas de palmas de mãos invisíveis; toque de mãos invisíveis nas mãos e no corpo de participantes de sessões de ectoplasmia; toque de notas em instrumentos musicais postos à distância dos experimentadores presentes; batidas nos móveis e paredes (raps).
Todas estas ocorrências sugerem sempre a presença de consciências extrafísicas, controlando as atividades antes mesmo do(a) médium ou dos pesquisadores presentes. Isso porque, em muitos casos, os fenômenos ocorrem sem aviso e à distância. Nesse caso, a manipulação da energia densa é feita pelas consciências que já passaram pela morte biológica.
http://www.iipc.org.br/revista/index.php?ed=7&publ=57
Sensitivos e alguns de seus pesquisadores dos fenômenos de materialização.Sensitivos Espíritos Pesquisadores
Florence Cook Marie e Katie King Crookes

Marthe Beraud
(Eva Carriere) Bien-Boa e Frígia Richet
Schrenck-Notzing
Madame Bisson
General Noël
William Eglinton Joey Sandy,
Ernest Abdulah,
Aparições coletivas Aksakof

E. D’Espérance
Yolanda
Nèpenthès Aksakof
Von Bergen
Sr. Fidler
Carmine Mirabelli Guiseppe Parini
Petrucelli
Kate Fox
Estela Livermore
Benjamim Franklin
Sr. Livermore

Eusápia Palladino
John
Diversos outros Bozzano
Círculo de Viena
Franck Kluski Diversos espíritos Pawloski
Geley
Richet
Pesq. Poloneses
Srta. Wood Diversos espíritos D’Arsonval
Mme. Hull Luzzia Hatoh Sr. Hatoh
Esthel Post Diversos espíritos Dr. Ted Edwin
Frank Decker Diversos espíritos Dr. Ted Edwin
Sra. Hollis Diversos espíritos Dr. N. B. Wolfe
Linda Gazzera Diversos espíritos Schrenck-Notzing
Richet
Fontenay
Imoda
D.D. Home Dannie
Diversos espíritos Crookes
Lord Adare
Gouzyk Diversos espíritos Geley
Helen Duncan Diversos espíritos S. A. Wood
Sra. Salmon Lucie
Mandy Paul Gibier
Sra. Hardy Diversos espíritos Prof. Denton
Slade Diversos espíritos Friedrich Zöllner
Stanislawa Tomczyk P. Lebiedezinsky
Ochorowicz
Schrenck-Nortzing
Sra. Compton K. Aksakof
Coronel Alcott
Sra. Margery
Crandon Walter Glen Hamilton
Srta. Ada B. Toledo Diversos espíritos H. Carrington
Sra. Lily Hope Sunrise
Diversos espíritos E. H. Sache
Elizabeth M. Mercedes Diversos espíritos Glen Hamilton
Maria Volhart Diversos espíritos Dr. F. Schwab
Irmãs Bangs Manifestações parciais Sr. Austin Burnham
Sra. Piper
Phinuit Lodge
Hyslop
Carmen Dominguez Leonora Marata
Família Goligher Diversos espíritos W. J. Crawford
Ana Prado Rachel Figner
João
Anita Comissão Científica de Belém, Pará
Peixotinho Diversos espíritos Ranieri
Maria M. Walter
Arthur Conan Doyle
Raymond Lodge
Lucy Glen Hamilton
Sra. Firman Bertie
Outros espíritos Sr. Oxley
Sr. Reimers
Sr. Monck Bertie, Lily
Milke, Richard
Aparições coletivas Sr. Oxley
Sr. Reimers
Sta. Fairlamb Diversos espíritos Aksakof
Ofélia Corrales Mary Brown
(Fonte: Livro “Conversando Sobre a Morte; ou Epistemologia da Morte”, Álvaro Chrispino, Rio de Janeiro, Edições CELD, 1994, 1ª edição).
http://www.comunidade-espiritual.com/profile.php?sub_section=view_blog&id=2640&sub_id=5794
Álvaro Chrispino
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/ciencia/pesquisas-cientificas.html
FONTE: http://www.guia.heu.nom.br/materializa%C3%A7%C3%A3o1.htm

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

-->Uberaba vive um dia de cinema nas gravações do filme Chico Xavier



Figuração posicionada em frente a Casa da Prece para gravação da última cena do dia<

Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009
Correria por todos os lados. Câmeras suspensas no ar, carros e ônibus antigos estacionados nas ruas e uma equipe atenta a cada grito da diretora-assistente Cris D’Amato ao microfone. Essa cena marcou o fim da tarde de sábado (22-08-09) em Uberaba, durante as filmagens do longa-metragem sobre a vida do médium Chico Xavier.

A equipe de produção da Lereby acordou cedo para antecipar os preparativos de um dia inteiro de gravações. Às 7h, os figurantes começaram a chegar ao camarim improvisado, um galpão alugado ao lado da Casa da Prece. Figurinos pendurados em cabides e ajeitados em cima de cadeiras eram as ferramentas de trabalho do figurinista Alex Brollo, conhecido pelos trabalhos realizados em minisséries globais.

Há cerca de seis anos, o diretor Daniel Filho, que assina o filme, vinha estudando a possibilidade de fazer um longa sobre o Chico Xavier. Baseado na obra: “As vidas de Chico Xavier”, de Marcel Souto Maior, o diretor amadureceu a idéia e há dois anos visitou Uberaba para se encontrar com Eurípedes, filho do médium, e saber mais sobre a história de Chico.

Questionado por não gravar o filme em Uberaba, Daniel justificou dizendo que estava em busca de uma Minas Gerais dos tempos do médium. “Eu sempre achei que a história deveria ter um espírito mineiro. Não filmei em Pedro Leopoldo (terra natal de Chico) porque lá, como também Uberaba, não possui as características das cidades mineiras”; explicou o diretor.

Ao longo deste período de gravação, Daniel mudou os planos. “A mim ocorreu que nós tínhamos que vir a Uberaba. Que era fundamental e estava acima da geografia da cidade”; afirmou Daniel Filho - que acredita que gravar em Uberaba era uma forma homenagear Chico Xavier - “no lugar que ele abraçou como sua cidade, onde viveu por tanto tempo e mostrar o carinho que o povo de Uberaba tinha por ele”; completou o diretor.

Depois de quase oito horas de gravação para representar a distribuição da sopa, as visitas que o médium recebia na Casa da Prece e a multidão que recebeu Chico Xavier depois que ele retornou do Rio de Janeiro, após participar do programa Pinga Fogo que o tornou conhecido em todo o Brasil, a equipe do cineasta Daniel Filho comemora o encerramento das filmagens com o agradecimento do diretor a cidade, que pela primeira vez teve a oportunidade de ver de perto a gravação de uma produção cinematográfica de grande porte.

Cinegrafista captando as imagens em cima do carro de som

Equipe de produção da Lereby em ação

O diretor Daniel Filho em momento de descontração durante as filmagens

Texto: Michelle Parron
Imagens: Diego Aragão

FONTE: http://michelleparron.blogspot.com/2009/08/uberaba-vive-um-dia-de-cinema-nas.html

FOTOS DO BLOG




--> PESQUISA SOBRE ESPIRITISMO NO BRASIL


Está no prelo o livro "Pesquisas sobre o Espiritismo no Brasil: Textos Selecionados". Está sendo feita a pré-venda do livro pela Comissão Organizadora do 5o. ENLIHPE.


O preço de capa é de 25 reais. Para quem comprar ou encomendar o livro para retirar no 5o. ENLIHPE ele sai a 17 reais.

Quem quiser receber em casa paga também a taxa de correio, que está em torno dos 5 reais, o envio normal.

Vendas para livrarias, Centros Espíritas, Distribuidores e Clubes do Livro Espírita: Preços promocionais.

Pedidos para o Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo - Eduardo Carvalho Monteiro, aos cuidados de Edson Santiago ou Wanda Guerreiro. Endereço: Alameda dos Guaiáses, nº 16 – Planalto Paulista – São Paulo/SP Fone: (011) 5072-2211

Pode ser feito depósito ou transferência pela internte para conta bancária no Brasdesco. Informações no CCDPE: 5enlihpe@ccdpe.org.br

Segue aos interessados a introdução do livro, com uma apresentação rápida dos temas e autores.

"O Brasil é o país com o maior número de pessoas afiliadas a sociedades espíritas em todo o mundo. No último censo, há quase dez anos, 2,2 milhões de pessoas se declararam espíritas ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e este segmento apresentou a maior média de escolaridade (9,6 anos de estudo). Simpatias à parte, quando se constata que o movimento espírita tem mantido seu percentual da população em nosso país nos últimos 50 anos, enquanto diminuem os que se declaram católicos e aumenta vertiginosamente os que se declaram evangélicos ou sem religião, era de se esperar que a Universidade Brasileira ficasse curiosa quanto ao Espiritismo em três vertentes: o movimento espírita, os fenômenos espíritas e a filosofia espírita.

Infelizmente, são recentes os estudos sobre a primeira vertente. Apenas um grupo de pesquisa do banco de dados do CNPq em todo o país apresenta a palavra Espiritismo como linha de pesquisa (três são encontrados com alguma menção ao Espiritismo em suas bases), nenhum apresenta o termo filosofia espírita, ou história do Espiritismo como objeto de estudo, nem mesmo nas universidades que apresentam cursos de ciências da religião. Não é curiosa esta negligência para um fenômeno social tão relevante para o entendimento da brasilidade, ou, até mesmo do ser humano?

Apesar da falta de visibilidade pesquisas têm sido realizadas no Brasil, seja na Universidade, seja fora dela. A antropologia tem sido o campo de conhecimento que mais se interessou pelo Espiritismo como manifestação cultural e social, e o tema parece ter se legitimado com o interesse da Escola Francesa, que tem realizado trabalhos sistemáticos, como é o caso de Marion Aubrée e François Laplantine. Aqui e ali surgiram trabalhos na Física (isto mesmo, Física), na Administração, na Medicina e em outros campos do conhecimento, mas são iniciativas isoladas e motivadas por interesse pessoal.

Como o movimento espírita se interessa pelos trabalhos acadêmicos, há cerca de dez anos surgiu uma iniciativa de um psicólogo interessado pela preservação da memória do movimento. Eduardo Carvalho Monteiro foi convidando e agrupando pessoas interessadas no Espiritismo, não necessariamente espíritas, e propôs a criação de uma associação virtual (Liga de Historiadores e Pesquisadores Espíritas - LIHPE), que ganhou corpo com a iniciativa de Milton Piedade ao fundar-se um grupo virtual na internet para o intercâmbio entre interessados no Brasil e no Exterior. Do grupo vieram as reuniões presenciais, iniciativas de apoio a publicações, parecerias com periódicos espíritas e outras ações de divulgação do conhecimento, mas seguramente o projeto mais audacioso foi a fundação do Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo, que com a desencarnação de seu idealizador e principal doador do vasto acervo bibliográfico e documental, recebeu seu nome como justa homenagem.

Como instituição para-acadêmica, semelhante a tantas outras no exterior, o CCDPE tem apoiado as iniciativas de produção de conhecimento e mesmo ante a escassez de recursos, não tem se furtado a apoiar a publicação, a oferecer o espaço físico para iniciativas consistentes com seus objetivos e nos últimos anos tem sido a sede do Encontro Nacional da LIHPE e colocou toda a sua equipe de apoio à disposição da organização do evento. Este livro é uma das iniciativas conjuntas entre LIHPE e CCDPE e compreende uma seleção de trabalhos apresentados no evento de 2008.

O evento abriu espaço para a inscrição de trabalhos, e sua localização possibilitou uma grande presença de pesquisadores paulistas, mas também de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Bahia. A divulgação dos temas aceitos atraiu jovens pesquisadores que estavam com seus projetos de pesquisa ainda incipientes, mas que participaram ativamente das discussões dos trabalhos apresentados. Um destes jovens pesquisadores foi o italiano Reginaldo Cerolini, que posteriormente teria seu trabalho de pós-graduação aprovado na Universidade de Bologna.

O intercâmbio pessoal, que tanto valorizamos em Minas Gerais, catalizado pela apresentação da relação de teses e dissertações que tratam de Espiritismo, apresentada pelo doutorando Marco Milani, da USP, gerou uma iniciativa de um grupo de pesquisadores atualmente na Universidade de Franca, de publicar teses e dissertações que tratam do Espiritismo. Neste momento, três livros estão no prelo e serão lançados no 5º. ENLIHPE, em setembro de 2009. Esta iniciativa fortalecerá o Centro de Cultura.

Neste pequeno livro, o leitor encontrará inicialmente um levantamento das teses e dissertações de mestrado e doutorado com temática espírita, produzidas entre 1989 e 2003 que ficaram registradas nos arquivos da CAPES (Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Não é uma lista exaustiva, mas muito criteriosa e o autor está aceitando indicações de trabalhos que estejam fora da sua estratégia de pesquisa, mas que contemplem sua intenção de registrar e informar.

O segundo capítulo trata da intolerância contra o Espiritismo. Ao contrário do que se imagina, este tema abre novas possibilidades de compreensão da trajetória do pensamento espírita, porque traz à luz o que está no porão da História. Em seu nascimento e ao longo dos anos o movimento espírita de diversos países sofreu agressões e pressões que não se resumem ao democrático exercício da crítica.

O terceiro capítulo, escrito por um pesquisador independente, é um estudo de revisão das obras de Claude Bernard, com alguma incursão em seus comentaristas. Paulo Henrique surpreende a Universidade Brasileira, que hoje ensina que o médico francês é uma das grandes expressões do século XIX na defesa de uma medicina sem o conceito de fluido vital. Ele mostra como Bernard era um vitalista a sua moda, ou seja, não rejeitou jamais esta teoria, apenas seus excessos e nunca reduziu a fisiologia ao estreito paradigma naturalista da físico-química.

O quarto capítulo vem de um jovem escritor baiano, que dedicou anos de estudo e trabalho à recuperação de fontes pouco conhecidas da médium Yvonne A. Pereira. Entrevistas radiofônicas e jornalísticas de periódicos espíritas de pequena circulação foram compulsados, o que lhe deu uma bagagem interpretativa e a possibilidade de um olhar inovador sobre sua obra.

No quinto capítulo o leitor encontrará outra análise expressiva de um outro ator importante ao movimento espírita. Este trabalho de Flávio Tavares sobre seu pai, Clóvis Tavares, ex-militante do partido comunista, convertido ao pensamento e à ação social espírita, é uma espécie de diálogo (talvez um desabafo) contra uma dissertação de mestrado defendida no conhecido CPDOC da Fundação Getúlio Vargas, que conta uma história após a qual uma de suas principais fontes, a mãe de Flávio, não reconhece seu discurso gravado e transcrito, mas implacavelmente interpretado à moda do escritor.


O sexto capítulo, escrito pela Professora Nadia Lima, da Universidade de Franca, é um retorno no tempo à Uberaba de Chico Xavier, na qual uma auxiliar de enfermagem e um grupo de simpatizantes do Espiritismo fundam a partir de uma decisão médica de se colocar na rua portadores de pênfigo foliáceo. A mestre em História, influenciada pela Nova História Cultural, trata de uma lacuna curiosa da História da Saúde, simpática aos grandes médicos, às decisões e políticas de âmbito nacional e aos grandes empreendimentos; uma história faraônica, que no seu silêncio despreza as minorias sem voz.

O sétimo capítulo, escrito por Adolfo Mendonça da mesma região da Profa. Nadia é calcado na proposta de se fazer uma narrativa analítica da vida de José Marques Garcia, ao redor do qual se vê o renascimento do movimento espírita de Franca em uma concepção não apenas experimental ou mediúnica. Apesar de sucinto, possibilita ao leitor informado uma análise transversal com outros atores importantes e de outras localidades geográficas do movimento espírita brasileiro, como Bezerra de Menezes, Batuíra e Guilherme Taylor March, cujos estudos mais conhecidos no ambiente acadêmico focalizam muito a efervescente capital do império que se torna república e talvez pontualmente a mineira Sacramento de Eurípedes Barsanulfo.

O oitavo capítulo, oriundo de uma dissertação de mestrado em Literatura, faz uma esforço de hermenêutica de algumas crônicas de Irmão X, que são associadas ao conhecido processo de 1944, movido pela viúva do escritor Humberto de Campos contra Chico Xavier. Alexandre Caroli Rocha, hoje doutor, desvenda o olhar testemunhal do autor espiritual sobre o processo, que usa dos seus vastos recursos de escritor para comentar em crônicas e contos, e talvez discutir com o médium e a sociedade de sua época os fatos que marcariam o futuro das ações movidas na justiça contra médiuns no Brasil.

O nono capítulo é mais uma peça do quebra-cabeças do Espiritismo Brasileiro no início do século XX. Alexandre Ramos se debruça sobre a noção de caridade e a construção de abrigos espíritas para a infância, tendo como ator importante na sua constituição Leopoldo Cirne, e como pano de fundo as relações entre o movimento espírita e a igreja católica. Cirne é outro personagem pouco conhecido, seja pelo movimento espírita, seja pelos historiadores, pelos primeiros possivelmente pelo roustainguismo que polarizou e polariza espíritas ainda nos dias de hoje Brasil afora.

O décimo capítulo conclui esta seleção de trabalhos com um estudo de caso sobre as ações mais contemporâneas do jornal Correio Fraterno na preservação da memória. Izabel Vitusso,, atual editora do jornal, também não se furta a tratar da constituição do Correio e de sua experiência pessoal, memórias que remontam à infância uma vez que Raymundo Espelho foi um dos trabalhadores silenciosos da manutenção ininterrupata de um periódico de quarenta anos de idade, de uma das cidades satélite da capital de São Paulo.

Apesar de prejudicado pelo pouco espaço concedido por um dos organizadores do evento (mea culpa) aos autores, e inegavelmente simpático ao movimento espírita, apesar do esforço de seus autores no respeito à metodologia alcunhada científica de pelo menos quatro campos diferentes do conhecimento, o livro abre perspectivas, inicia diálogos e funciona como um sinal de que o desdém e o preconceito contra o estudo do Espiritismo está mudando e a Universidade Brasileira está se interessando por uma minoria brasileira e uma forma de conhecimento que institucionalizou-se e insiste em prosseguir sua trajetória há muito mais que um século."
Postado por Jáder Sampaio às 7:32 AM
FONTE:hhttp://espiritismocomentado.blogspot.com/2009/08/encontro-nacional-da-lihpe-lanca-livro.htmlttp://espiritismocomentado.blogspot.com/2009/08/encontro-nacional-da-lihpe-lanca-livro.html

terça-feira, 25 de agosto de 2009

-- > INQUIETO CORAÇÃO - Santo Agostinho


Fui ao Theatro José de Alencar no último dia da VII Mostra de Teatro Transcendental de Fortaleza (22/08/2009), com alguns amigos, assistir ao monólogo "Inquieto coração", baseado nas obras de Santo Agostinho.
Peça muito interessante, com passagens bem escolhidas, cenário bem produzido, com algumas surpresas e efeitos. A partir de muita simplicidade (havia alguns cubos de acrílico espalhados no palco contendo o primeiro uma pedra, outro água, outro ainda uma pêra e um último areia), cada cubo se destacava em um determinado momento através de iluminação direta e do posicionamento e interação do ator.
Diante de pensamentos tão ricos, perdoem-me, uma idéia muito simples ficou em meu coração:

De que adianta um armário cheio se estiver sempre fechado?

Essa questão é muito interessante porque hoje, mais do que nunca, precisamos "abrir nossos armários". A vida atual não permite que um ou outro detenha o conhecimento e, dessa forma, o poder. Se não houver troca, partilha, interação, aquela pessoa que acha que sabe (ou que parece ter o "armário cheio"), na verdade, nada sabe ou nada tem. Para que fique, não apenas o abstrato, faz-se necessário que haja muita troca boa, positiva, diálogada e que nos proponhamos a aprender e ensinar aos jovens em formação, porque no mundo há trocas muito ruins e perigosas também. Dos armários podem sair preciosidades, mas também um montão de lixo ou coisas piores.
___________________________________________




SINOPSE DO ESPETÁCULO
A repulsa ao sexo e a paixão por Deus permeiam a obra autobiográfica Confissões, pilar fundamental do pensamento de Aurélio Agostinho (354-430), ao lado de Santo Tomás de Aquino um dos maiores pensadores do cristianismo.
E é justamente o desassossego contido em Confissões o cerne do espetáculo Coração Inquieto, com direção direção de Henrique Tavares, que teve temporada no Rio com enorme repercussão.
A peça fala fundamentalmente da dor indissociável às paixões. Santo Agostinho é focado no crepúsculo de sua vida, aos 77 anos, rememorando sua adolescência profana, e revendo seu amor por Floria, a mulher com quem viveu por 12 anos e que teve seu único filho.
Mas o grande desafio fica para a ator, que deve traduzir a desproporção emotiva gerada pelas noções de culpa e deleite, pecado e sofrimento. O ator mergulha em personagens que não suportam as emoções que carregam, traduzindo esse sentimento com um belo trabalho físico que chega ao público e emociona. ______________________________________________________


EM BUSCA DA LIBERTAÇÃO FINAL
Santo Agostinho e a Filosofia


Aurélio Agostinho nasceu em Tagasta, uma cidade da Numídia (norte da África, região conhecida como África Branca), de uma família burguesa, a 13 de novembro do ano 354. Seu pai, chamado Patrício, era pagão, mas recebeu o batismo pouco antes de morrer. Sua mãe, Mônica, pelo contrário, era uma cristã fervorosa. Mas Agostinho cresceu sob fortes influências romanas, tanto na língua quanto no aspecto cultural e também no religioso. Aos 17 anos de idade foi para Cartago, a fim de aperfeiçoar seus estudos em Direito, - se encantou, entretanto, com a Literatura, e acabou se formando na arte da palavra.

Cartago era originariamente uma colônia fenícia situada na Tunísia. Foi uma potência na Antiguidade, disputando com Roma o controle do Mar Mediterrâneo. Foi destruída depois das três Guerras Púnicas (149 aC – 146 aC), mas em aproximadamente um século antes de Cristo, Caio Júlio César e Otávio Augusto a reconstruíram como colônia de Roma. Cartago alcançou novamente uma grande prosperidade, e sua população cresceu a ponto de se tornar a quarta maior cidade do Império Romano. Foi nessa grande e pulsante metrópole multicultural que Agostinho viveu, estudou e lecionou até seus 29 anos de idade, - um longo período em que conheceu e desfrutou, sem medidas, dos prazeres da carne; - desviando-se moralmente, segundo suas próprias palavras, e caindo numa profunda sensualidade, - esta que é “uma das maiores consequências do pecado original”. - Tal sensualidade dominou-o quase por completo, fazendo-o mergulhar num turbilhão de prazeres que o entorpeceram moral e intelectualmente, e fazendo com que aderisse ao maniqueísmo.

O maniqueísmo representa uma linha de pensamento estruturalmente dualista: atribui realidade substancial tanto ao Bem quanto ao Mal. Agostinho buscava encontrar, no dualismo maniqueu, a solução do ancestral problema do mal e do sofrimento no mundo. Por consequência, buscava uma justificação para sua própria vida.

Quando terminou seus estudos, Agostinho abriu uma escola em Cartago, de onde partiu para Roma e, em seguida, para Milão. Afastou-se definitivamente do ensino aos 32 anos de idade, por razões de saúde, - mas, principalmente, por razões de ordem espiritual.

Depois de um bom espaço de tempo, – de muito estudo, questionamento, reflexão crítica e meditação, – Agostinho abandonou o maniqueísmo, abraçando a filosofia neoplatônica, onde aprendeu os conceitos da espiritualidade de Deus e da negatividade do Mal. Assim ele chegou, por suas próprias forças, a uma concepção cristã da vida, isso no começo do ano 386. Entretanto sua compreensão ainda era apenas filosófica. – Fica a impressão de que a mente estivesse convencida, mas não o coração. Declara ele que, então, ainda se encontrava dominado pela luxúria.

Finalmente, como por uma fulguração dos Céus, sobreveio a conversão de Agostinho, moral, irrestrita e absoluta, em setembro do ano 386. Ele renuncia inteiramente ao mundo, à carreira e ao matrimônio; retira-se durante meses para a solidão e o recolhimento do mundo, em companhia apenas de sua mãe, do filho e de alguns pupilos. Em meditação, agastado de tudo (numa região próxima à Milão), escreveu seus magistrais Diálogos Filosóficos, e, na Páscoa do ano 387, juntamente com o filho Adeodato e o amigo Alípio, recebeu o batismo cristão, das mãos de Santo Ambrósio, cuja doutrina e eloquência parecem ter representado parte importante no seu processo de conversão. Tinha Agostinho, então, trinta e três anos de idade...

Depois de sua impressionante conversão, Agostinho abandonou Milão, e, falecida sua mãe, voltou para Tagasta. Ali vendeu todos os seus haveres e distribuiu o dinheiro entre os pobres; a seguir fundou um mosteiro, em uma das suas propriedades alienadas. Foi ordenado padre em 391, e consagrado bispo em 395.

Após a sua conversão, Agostinho dedicou-se inteiramente ao estudo das Sagradas Escrituras, da Teologia Revelada, e da redação de suas grandes obras, entre as quais se destacam as filosóficas. As obras de Agostinho de maior interesse filosófico são, sobretudo, os Diálogos Filosóficos: ‘Contra os Acadêmicos’, ‘Da Vida Beata’, ‘Os Solilóquios’, ‘Sobre a Imortalidade da Alma’, ‘Sobre a Quantidade da Alma’, ‘Sobre o Mestre’, ‘Sobre a Música’. Interessam também à filosofia os escritos contra os maniqueus: ‘Sobre os Costumes’, ‘Do Livre Arbítrio’, ‘Sobre as Duas Almas’, ‘Da Natureza do Bem’.

Dada, porém, a mentalidade agostiniana, em que a filosofia e a teologia andam juntas, compreende-se que interessam à filosofia também suas obras teológicas e religiosas, especialmente ‘Da Verdadeira Religião’, ‘As Confissões’, ‘A Cidade de Deus’, ‘Da Trindade’, ‘Da Mentira’, ‘O Pensamento’, ‘A Gnosiologia’.

Agostinho governou a igreja de Hipona até sua morte, que se deu durante o assédio da cidade pelos vândalos, a 28 de agosto de 430. Tinha setenta e cinco anos de idade.

Este brevíssimo (insípido mas necessário) resumo da vida de Santo Agostinho tem a finalidade de servir como pano de fundo para que possamos entrar com maior propriedade na matéria que mais nos interessa neste momento.

Santo Agostinho afirma que há apenas uma Justiça, aquela vinda de Deus. Um das questões mais interessantes colocadas por Agostinho, no entanto, é o porquê da injustiça. Se Deus é o Criador de todas as coisas, e se sua bondade é infinita, porque há maldade e injustiça no mundo?

Veja-se que para Agostinho existe apenas um Deus, o Sumo Bem, Criador de todas as coisas. Se tudo que existe foi criado por Deus, não há possibilidade de atribuir a origem do mal ao diabo, por exemplo.

Então, de onde vem o mal que praticamos? Esta questão é respondida por Agostinho no seu livro De Libero Arbitrio, onde ele defende a tese de que a origem do mal está no livre arbítrio, ou seja, para Agostinho o mal é resultado do mal uso de nossas vontades.

Deus fez o homem uma criatura superior, à qual concedeu o dom da razão. Esse privilégio permito ao homem conhecer a maravilhosa Ordem que o Criador instituiu no Universo. Porém, por ser racional, o homem pode escolher livremente entre aceitar a ordem divina contribuindo para a Harmonia do Universo, ou transgredir essa ordem, cultivando a maldade e a injustiça. Para Agostinho, portanto, ser justo é agir de forma a manter a Harmonia designada por Deus.

Por que existem o mal e o sofrimento no mundo? Quais as causas da infelicidade? – Indagações irmãs da maior questão de todas: Qual o sentido da vida?

Qual o sentido da vida? Evidente que essa indagação não existe, ou fica muito distante, quando a vida nos parece fazer sentido. Para os que podem gozar dos prazeres da vida, ter a alegre contemplação das belezas do mundo, apreciar o dom de amar e ser amado ou desfrutar de pelo menos algumas das muitas e multifacetadas manifestações da Graça divina, esses questionamentos soam quase que completamente sem sentido. Ao contrário, só perguntamos se a vida faz sentido quando somos tomados de assalto pela infelicidade, quando nos damos conta das terríveis gravidades que nos tentam fazer submergir na lama do mundo. Quando a sombra da desgraça nos envolve e asfixia, aí sim, as antigas perguntas ressurgem, absolutas. Nesses momentos, toda filosofia é triste.

Segundo a filosofia, o pensamento nasce do espanto, e sem o problema e os problemas do sentido da vida, - ou da terrível aparente falta de sentido da vida, - não haveria pensamento filosófico. O espanto causador das reflexões filosóficas é o medo do absurdo, ou da angústia. O homem é confrontado com o absurdo, o qual reconhece como algo que não merece e não deve ser preservado, mas, ao contrário, que é preciso combatê-lo. E em tudo que causa repulsa, isto é, tudo que existe e cuja existência é considerada imprópria, também falta sentido.

O absurdo em que consiste o mal (ou esse mal em que consiste o absurdo), manifesta-se na vivência da dor inútil, - seja natural ou infligida, - e também no fato incontestável de que somos suscetíveis a essas experiências. Resta o dilacerante sentimento de que não é bom que seja assim, não está certo, não deveria ser... Mas é.

Quando a felicidade se faz presente, nós a aproveitamos. Quando se faz ausente, perguntamos: por quê? A bem-aventurança não provoca a razão, assim como a saúde não se percebe até que a doença se faça presente. A felicidade é um bem. – Parece-nos o único sentido possível da vida. A desgraça, ao contrário, é algo que se sente como algo que nos priva do real sentido da vida, um problema que precisa ser resolvido, eliminado, dirimido; - um estorvo que deve ser extirpado para que a paz, a justiça, a ordem e a lógica sejam restauradas.

Sendo o que não deveria ser, a existência inquestionável do mal é a indesejada presença da irracionalidade e do caos na experiência cotidiana de cada homem que a padece.

“O Mal não é simplesmente a falta de ser, mas o ser da Falta.”Santo Agostinho

Se o que move a filosofia é a conjectura da possibilidade de não haver sentido na vida, e ainda a necessidade inexorável do pensamento de descobrir esse sentido a todo custo, e mesmo de criá-lo, se preciso for, também a religião é movida pela ameaça do absurdo e pela carência de sentido, oferecendo respostas metafísicas, e tantas vezes dogmáticas, aos problemas, tão mais propriamente filosóficos quanto mais existenciais, provocados no confronto que vemos em nosso cotidiano, da realidade que se apresenta, quase sempre, terrivelmente repleta de contradições.[1] - A religião e a filosofia são, nesse sentido, filhas do mesmo espanto!
FONTE: http://artedartes.blogspot.com/2009/08/em-busca-da-libertacao-final-9_19.html
_________________________________________________________
FICHA TÉCNICA:

Dramaturgia e Atuação: Eduardo Rieche
Direção: Henrique Tavares
Cenário: Doris Rollemberg
Iluminação: Renato Machado
Projeto Gráfico: Batman Zavareze

Inquieto Coração é um mergulho nas reflexões de Santo Agostinho sobre diversos temas ligados ao ser humano, como a natureza do amor, a busca da verdade e o conhecimento de Deus.

Eduardo Rieche adaptou quatro textos de Santo Agostinho para a elaboração da peça: Confissões, A Cidade de Deus, A Trindade e Solilóquios. A montagem faz com que o autor fique próximo ao público e divida suas aflições com a platéia de maneira cúmplice e íntima.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

--> PORQUE A ÁGUA DO MAR É SALGADA ?


Por que a água do mar é salgada?
Durante centenas de milhões de anos, a chuva foi formando os rios - que, por sua vez, dissolveram rochas de diferentes períodos geológicos, nas quais o sal comum, cloreto de sódio (NaCl), é encontrado em abundância. Como todos os cursos d’água correm para o oceano, os mares ficam com quase todo o sal dissolvido nesse processo. Além disso, as partículas de cloro e de sódio suspensas na atmosfera também são levadas pela chuva, completando o processo. Ainda assim, a salinidade de uma massa de água depende principalmente de sua taxa de evaporação, que acaba determinando a concentração do sal. É por isso que lagos e açudes podem tornar-se salgados em regiões de muito calor, como ocorre no Nordeste brasileiro. Por essa mesma razão, os mares equatoriais são mais salgados que os polares. Os mais salgados do planeta são o Mar Morto, no interior da Ásia, e o Mediterrâneo. O menos salgado é o Mar Báltico, no norte da Europa, que, por causa do seu baixo teor de sal, chega a ficar congelado durante o inverno.
FONTE 1: http://mundoestranho.abril.com.br/ambiente/pergunta_285757.shtml
Por que a Água do Mar é Salgada?
No primeiros tempos de formação da Terra, esta era constituída por uma massa em fusão. À medida que foi arrefecendo, os elementos mais densos ficaram no centro e os menos densos migraram para a superfície, tendo alguns gases (oxigênio, hidrogênio, metano, vapor de água) escapado para formar uma atmosfera. Quando a Terra arrefeceu ainda mais, formou-se uma crosta sólida e o vapor de água condensou em grande parte, dando lugar aos oceanos. A água dos oceanos é salgada porque contém sais dissolvidos (com concentrações entre cerca de 33 e 37 g por cada quilograma de água do mar) que têm várias origens:
1. As rochas da crosta vão-se desgastando por erosão e há uma parte dissolvida desse material que é transportada para o oceano pelos rios
2. As erupções vulcânicas libertam substâncias voláteis (tais como dióxido de carbono, cloro e sulfato) para a atmosfera, uma parte das quais acaba por ser transportada com a precipitação diretamente para o oceano ou indiretamente através dos rios.
3. As erupções vulcânicas submarinas contribuem fortemente para os íons no oceano.
4. Para além destas fontes naturais, há sais que provêm de poluentes gasosos, líquidos ou sólidos.
Mas para além destas fontes de sais há também sumidouros que consomem parte dos sais dissolvidos: plantas e animais marinhos que usam sais (por exemplo, sílica, cálcio e fósforo) para construir os seus esqueletos ou conchas, sedimentos depositados no fundo do mar e que incorporam alguns sais (por exemplo, potássio e sódio), e ainda outros processos. Mas há um equilíbrio entre as fontes e os sumidouros pelo que a composição da água do mar é essencialmente constante.
FONTE 2: http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./agua/salgada/index.html&conteudo=./agua/salgada/artigos/salgada.html
Por que a água do mar é salgada?
Com mais de 70% da superfície da Terra coberta por água, é um paradoxo pensar que a escassez deste elemento já é realidade em muitas partes do Planeta. É que somente uma pequena parcela é formada por água doce. Enquanto não existe uma forma barata de tornar potável a água do mar, é bom saber que ele só é salgado porque os oceanos são o ponto final do ciclo da água em nosso planeta, explica o oceanógrafo Ricardo Cardoso, do Aquário de São Paulo.
Desde a formação dos oceanos, há 4 bilhões de anos, eles vêm acumulando tudo o que é lavado no continente. Os rios tiram compostos, sais e minérios de terra firme e levam para o mar, tornando-o salgado. Quando a água do mar evapora e se transforma em nuvens, os sais ficam no oceano - por isso, a chuva é "doce".
"É por isso também que a água é muito mais pura no alto de uma montanha, pois ainda não acumulou material sólido", diz Cardoso. As fontes de água doce que abastecem o Mar Morto, no Oriente Médio, o fazem com muito menos força do que há três décadas, conta o oceanógrafo, e por isso sua água é cada vez mais salgada.
Para cada litro de água do mar, há cerca de 32 gramas de sal, composto de vários elementos. O mais abundante é o cloreto de sódio, o sal de cozinha. Além dele, há traços de magnésio, potássio e cálcio, em concentrações menores, diz Cardoso.
Esta pergunta foi enviada pela internauta Maria Aparcida Rufino de Souza. Clique aqui e envie já a sua.
Redação Terra
Por que o céu é azul?
Aquele céu de brigadeiro, que, ao acordar de manhã dá vontade de aproveitar bem o dia, não é obra do acaso. O céu é azul por conta da interação da luz do Sol com a atmosfera terrestre.
A atmosfera terrestre é o conjunto de gases que envolve o nosso planeta. Nitrogênio e oxigênio compõem a imensa maioria, mas existe um gás, que responde por apenas 0,00006% da atmosfera, que é o responsável pela cor do nosso céu, segundo o professor Paulo Mottola: o ozônio.
A luz do sol é formada pela união de várias cores. Ao entrar em contato com a atmosfera, ela se espalha devido às particulas existentes no ar. Quando a luz solar chega ao nosso planeta, encontra as moléculas de ozônio (O3) e, nelas, sofre o fenômeno de refração.
Mottola explica que é como uma filtragem: a luz atravessa molécula e apenas a freqüência azul do espectro passa. Daí o céu ser azul. O mesmo fenômeno explica um bonito momento depois das chuvas: "Quando essa mesma luz incide sobre uma gota d'água, saem as sete cores. É o arco-íris, que acontece quando há muito vapor de água após uma chuva, por exemplo", lembra o professor.
Como se formam as ondas do mar?
Amadas pelos surfistas em busca de boas manobras e desprezadas por muitos banhistas que só querem saber de calmaria na praia, as ondas do mar se formam pela ação do vento sobre a superfície da água, explica Lauro Calliari, professor do departamento de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (Furg).
Quanto maior a força do vento, duração e comprimento sobre o qual ele atua na superfície (fetch), maior será a altura das ondas, diz o oceanógrafo.
"Essas ondas formadas viajam grandes distâncias até atingir a costa. Podemos ter vento forte no meio do oceano, a cerca de 2 mil quilômetros do litoral, que as ondas geradas naquele local pelos ventos fortes vão até a costa", complementa.
Além das ondas geradas pela ação do vento, existem aquelas provocadas por abalos sísmicos ou mesmo por eventos como o desmoronamento de um pedaço de montanha que cai no mar. "O mecanismo de propagação é o mesmo, só que a origem é diferente", ressalta Calliari.
As tsumani, por exemplo, ocorrem após perturbações abruptas que deslocam verticalmente a coluna de água, como um sismo, atividade vulcânica ou deslocalmento de terras. Essas ondas podem chegar à costa com altura de até 50 metros, como na tragédia que matou mais de 280 mil pessoas em dezembro de 2004, na Ásia.
Por que a chuva cai em gotas e não em jorro?
Ao redor da terra há um vapor de água invisível. "Quando essas gotículas de vapor se juntam, formam as nuvens", explica o professor de Física Luiz Carlos Marques Silva, de São Paulo. Como são muito pequenas, com diâmetro de milésimos de centímetros, essas microgotículas, que podem ser formadas também por cristais de gelo, são muito leves e flutuam.
De acordo com Silva, a chuva não está dentro das nuvens, mas sim uma nuvem que se desfaz, perdendo partes de si mesma. A transformação da nuvem em gotas se dá quando há choques entre as microgotículas, formando gotas maiores e mais pesadas, o que as faz cair.
O modo como as gotas da chuva se formam depende do tipo de nuvem, se quente ou fria. Nas nuvens quentes, à medida em que uma gotícula cai, ela se choca com outras, fundindo-se com elas e formando uma gotícula um pouco maior. Este processo continua à medida em que a gota vai caindo e, quando ocorre de forma rápida, forma uma gota de maior tamanho.
Nas nuvens frias as gotas iniciam-se como cristais de gelo. Essas nuvens se formam a uma altitude elevada e prolongam-se até zonas onde a temperatura está abaixo de 0ºC, o ponto de congelamento da água. À medida em que o ar torna-se mais quente, os cristais derretem, transformando-se em gotas de chuva

Fonte 3 : http://noticias.terra.com.br/educacao/vocesabia/interna/0,,OI3355553-EI8406,00.html

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

--> CONSTRUÇÃO DO AEROBUS DE “ NOSSO LAR ”



CONSTRUÇÃO DO AEROBUS DE “ NOSSO LAR ”

Filme brasileiro será baseado no livro psicografado Nosso Lar, de Chico Xavier.


Débora Ertel/Da Redação

Novo Hamburgo 21/08/2009 - Em breve o talento de um artista hamburguense será conhecido na tela dos cinemas de todo o Brasil. Alvoni Nissola da Silveira, 51 anos, foi o responsável pela construção do ônibus espacial que irá compor o cenário do longa-metragem brasileiro Nosso Lar. O filme é baseado no livro Nosso Lar, psicografado por Chico Xavier pelo espírito do médico André Luiz. Embora o meio de transporte intergalático não se movimente, seu tamanho é real. Com a ajuda de dez colaboradores, o artista precisou de dois meses e meio para fazer o aerobus de 14 metros de comprimento, três de largura e lugar para 34 passageiros. A peça foi produzida com 95% de fibra de vidro e 5% de madeira.

A equipe de trabalho não teve moleza, em ação de segunda à sexta-feira, das 8 às 22 horas, aos sábados e algumas vezes até aos domingos. Na noite de quarta-feira um guincho colocou a obra de arte, construída em um galpão do bairro Boa Saúde, no caminhão. Hoje ao meio-dia o equipamento, com cerca de três toneladas, deverá chegar numa fazenda da capital do Rio de Janeiro e aguardar pelas gravações.

Concurso

Silveira, além de construtor de projetos, é técnico em fiberglass e designer, é especialista em metalurgia e tornearia e amante de carros antigos. A experiência de 27 anos, aliada ao detalhismo adquirido na restauração de veículos com fibra de vidro, fez com que o hamburguense vencesse o concurso para construir o ônibus espacial. Segundo ele, seu trabalho foi descoberto por meio da internet. "Quando eu vir o aerobus no cinema será muito gratificante", comenta. Enquanto isso, ele já trabalha em outros projetos. Um é a conclusão da restauração de um Shelby Cobra e o outro é a tratativa para construir uma cabine de avião, que será usada para simulação de voos.
FONTE: http://www.jornalvs.com.br/site/noticias/geral,canal-8,ed-60,ct-501,cd-212807.htm

Foto:Diego Vara

Ônibus espacial "invade" BR-116

Pesando cerca de três toneladas, a peça levou quase três meses para ficar pronta


Peça fará parte de longa-metragem inspirado em livro psicografado por Chico Xavier
Quem passou nesta quarta-feira pela BR-116, em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, deparou com uma cena inusitada. Uma réplica de um ônibus espacial com 14 metros de comprimento e 10 metros de largura, rebocado por uma carreta, se deslocava pela rodovia em direção ao Rio de Janeiro.

A peça, produzida em solo gaúcho, fará parte das filmagens do longa-metragem inspirado no livro psicografado por Chico Xavier, chamado Nosso Lar.

Pesando cerca de três toneladas, a peça levou quase três meses para ficar pronta. Produzida em um galpão no bairro Boa Saúde. A obra, produzida por Alvoni Nissola da Silveira, foi feita em madeira, fibra de vidro e acrílico e deve chegar ao Rio de Janeiro no final de semana.
ZERO HORA
FONTE: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=Geral&newsID=a2624262.xml

EQUIPE DE FIGURINO DO FILME "NOSSO LAR"

“IMAGEM ILUSTRATIVA”


FOTOS DO LOCAL DE CENÁRIO DO FILME: BAIRRO DE SANTA TERESA-RJ



--> ENTREVISTA COM NELSON XAVIER SOBRE O FILME



Chico Xavier - O filme
Sob a benção de Chico Xavier, ator encarna médium no cinema

POR CAMILLA GABRIELLA, RIO DE JANEIRO

O ator Nelson Xavier se emociona quando fala do médium Chico Xavier. Com 67 anos, o ator vai interpretar o líder espiritual no cinema, com direção de Daniel Filho. O filme — em que Ângelo Antônio viverá o protagonista mais jovem — começa a ser rodado este mês, para ser lançado em 2 de abril de 2010, quando Chico completaria 100 anos. Nelson viajou para Pedro Leopoldo e Uberaba, em Minas Gerais, onde Chico nasceu e morou. Em entrevista em sua casa, diante de painel com inspiração oriental, diz que estudar sobre o médium mais famoso do Brasil o reaproximou da mãe, que era espírita e morreu há 10 anos.
Nelson Xavier se emociona quando fala do médium Chico Xavier
Como surgiu o convite para fazer Chico Xavier no cinema?
Nelson Xavier — Essa história começou há cinco anos. O Marcel Souto Maior, que escreveu ‘As Vidas de Chico’, me mandou o livro e um bilhete dizendo que gostaria que eu interpretasse o Chico. Li o livro e fiquei estarrecido com o poder de Chico. Nunca tinha me voltado para o fenômeno que é o Chico Xavier, apesar de ter crescido em um ambiente espírita. Isso aconteceu no mesmo ano em que fui ao Festival de Gramado e sentei ao lado de um casal que não conhecia e o cara falou: ‘Você vai fazer Chico Xavier, né?’ Perguntei como ele tinha tanta certeza. E ele disse: “Um passarinho me contou”.
Eles eram espíritas.
Passei a chamar de sinais.
Depois de um tempo, conversei com o Mário Lúcio (Vaz, ex-diretor geral artístico da Globo), ele contou que o Daniel Filho (que vai dirigir o longa) talvez fizesse o filme.
Foi a primeira vez que fiz isso na vida: liguei para o Daniel, que é uma pessoa com quem não tenho relação regular, e disse ‘Sei que você vai dirigir Chico Xavier e quero fazer. Se você achar que estou muito velho, eu até faço uma plástica.’ Segui minha vida até que um dia ele me ligou e disse: ‘A resposta é sim’. Quando caí em mim, tive uma crise de choro.
—Já tinha tido contato com o espiritismo?Apesar de minha querida e saudosa mãe ser espírita e me levado ainda quando criança ao centro, de ter visto a materialização, eu não acreditava. Era cético. Na adolescência achei que não tinha que dar bola para essa história.
—E como se preparou para o personagem?— Em março fomos para Uberaba, em Minas Gerais, na casa onde Chico morou, e para Pedro Leopoldo (cidade onde Chico nasceu). Lá tem recortes lindos... Delirei, queria morar lá. É um lugar de paz. Todos os lugares que ele frequentou são carregados de uma energia arrebatadora. Nessas visitas tive notícias de muitos colegas que visitavam o Chico. Toda vez que eu falo dele me emociono (fala com olhos marejados) e a figura da minha mãe ficou muito presente, porque ela se foi há uns 10 anos e o Chico me aproximou dela de novo. Conheci as pessoas de lá, os lugares por onde ele passou, as revelações. Foi uma forte emoção. Agora vou fazer uma digressão: não me acho uma pessoa inteligente. Todo mundo se acha inteligente. Eu me acho intuitivo.
—Em que sentido?—É me emocionando que conheço as coisas. O Brasil me emociona. Sou um indignado com o país. Jesus me emociona, quando falou há mais de dois mil anos: “Amai-vos uns aos outros como a vós mesmos”. Minha formação é de comunista e acredito na solidariedade humana. Nunca me voltei para esse lado da religião. Mas não posso negar que fui tocado.
Espiritismo é uma militância. As pessoas devem trabalhar pelo próximo.
O que mudou em sua vida depois que conheceu a obra de Chico Xavier?
—Estou me cobrando para trabalhar em função disso, de ajudar ao próximo. Nunca neguei a existência de energias, de forças. Só que a minha crença era que depois da morte sua identidade acaba. Não acredito mais nisso, agora acho que ainda permanecem indivíduos distintos. É uma coisa forte. Não posso continuar com a atitude que tinha antes. Acredito no progresso da humanidade como todo comunista. É lento, mas há progresso. É o amor que leva a isso. Democracia é uma falsidade.
— Voltando ao filme, você frequentou o Lar Frei Luiz, no Rio, para ajudá-lo?— Busquei antes do filme por causa da minha doença (ele tem câncer na próstata), para ver se enfrentava de uma maneira diferente. Isso me ajudou muito a lidar com ela com mais tranquilidade. Foi por uma bobeira. Nunca fui de excessos. Se não tivesse sido ignorante, teria evitado. Fui acolhido pelo Carlos Vereza, que me encontrou no Frei Luiz.
Lá, é um lar de caridade e muito amor.
—Você disse que as pessoas o confundiam com o Chico por conta do mesmo sobrenome. Isso te incomodava?—Ficava indignado. Eu me sentia desqualificado porque ignorava quem era Chico Xavier. Hoje essa ordem inverteu: me sinto elogiado. Se eu soubesse quem era me sentiria enobrecido.
— Qual foi a reação das pessoas quando descobriram que você viveria Chico Xavier?— Tanto as pessoas de Uberaba, quanto o Daniel acham que, por eu não ser comprometido com o espiritismo, vejo com mais amplitude. É um olhar de quem é de fora. O filme vai ser um sucesso não só no Brasil quanto internacionalmente. O Chico é uma pessoa de importância equivalente ao Alan Kardec. É tido como reencarnação do Kardec. O Chico vai dar uma força. Ele é uma das pessoas mais queridas e conhecidas no mundo, mais que o Pelé.
—E como foi o contato com Eurípedes, filho adotivo de Chico Xavier?— Ele é uma pessoa recatada, reservada, não é expansiva. Guardou 22 ternos do pai e todas as outras roupas e ainda me deu três ternos. Trouxe aquilo na viagem feito um manto sagrado. Fiquei com um terno, que é inglês, lindo (risos), e dei os outros para a produção. São roupas que vou usar no filme. Eu me senti o máximo com a roupa dele. Coube em mim, só fiz alguns ajustes. Mas era como se fosse meu...
http://odia.terra.com.br:80/portal/diversaoetv/html/2009/5/sob_a_bencao_de_chico_xavier_ator_encarna_medium_no_cinema_9858.html
FONTE: http://conscienciaevida.blogspot.com/2009/07/chico-xavier-o-filme.html

ROTEIRO DO FILME

Marcel Souto Maior, autor da biografia, aprovou o roteiro de Bernstein. “Eu e o Daniel Filho chegamos a ler outros dois roteiros, mas o de Bernstein ficou a altura da história.” Enquanto os atores não são escolhidos, a leitura do roteiro foi feita há 20 dias com mais de dez atores presentes, entre eles Tony Ramos, Cristiane Torloni e Camila Pitanga.

Antes mesmo de ser filmado, o filme já causa polêmica. Eurípedes Humberto Higino dos Reis, filho de Chico e detentor da marca ‘Chico Xavier’, diz ao JT que o filme não será baseado apenas na biografia de Marcel. “Até por isso, o filme se chamará apenas Chico Xavier”, diz. “Meu pai teve mais de 30 biografias, seria uma injustiça deixar que apenas uma pessoa o retratasse.” Reis, apesar de ainda não ter lido o roteiro, confirmou que já fez reuniões com Daniel e que o filme vai realmente ser filmado. “Vou assistir ao filme antes de ser lançado. Ensinamentos como ‘fora da caridade não há salvação’ deverão estar presentes.” Sobre a declaração de Reis, Marcel defendeu-se dizendo que seu livro é a base do roteiro. “O roteirista tem a liberdade de se informar em diversas fontes. O universo de Chico é vasto e ele deve, sim, ter lido outros textos.”

Marcel, que nasceu no mesmo dia em que Chico, lembra que as pessoas faziam chacota quando ele dizia que escreveria sobre a história do médium. “Falavam: ‘tem certeza de que não é a biografia do Chico Buarque, Chico Anysio ou Chico Mendes?’ Acho que se eu falasse que escreveria sobre o Chico Bento, receberia mais apoio.”

O autor adiantou passagens sobre a vida do espírita que serão retratadas. “A traumática infância e o sofrimento de uma mãe em busca de informações sobre o filho vão emocionar. Antes de se tornar o mineiro do século, ele foi ridicularizado pela imprensa”, lembra. “Como no caso em que o jornalista da revista O Cruzeiro, David Nasser, e o fotógrafo Jean Manzon fingiram ser jornalistas estrangeiros e fizeram fotos do Chico até tomando banho de banheira. Quando o Chico viu a revista, ficou envergonhado e começou a chorar copiosamente. O espírito guia de Chico, Emmanuel, o alfinetou dizendo ‘pare de chorar. Jesus foi parar na cruz e você apenas no Cruzeiro’.” Outra passagem que também deverá ser lembrada é uma em que Chico se desesperou quando o avião em que estava entrou em uma zona de turbulência. “Emmanuel, ao vê-lo desesperado, disse para ele: ‘Se vai morrer, que morra com educação’. E Chico respondeu: ‘Onde já se viu morrer com educação?’.” Além disso, parte das três entrevistas que o médium deu para o programa Pinga Fogo, da TV Tupi, na década de 70, serão recriadas.
IMAGENS CAPTURADAS DO FILME
INFÂNCIA DE CHICO XAVIER


Leia entrevistas com o diretor Daniel Filho e o ator Nelson Xavier

Correio Braziliense 23/08/09.

Ricardo Daehn
Publicação: 23/08/2009 07:50 Atualização: 23/08/2009 07:52

» Daniel Filho (diretor de Chico Xavier)

No processo de pesquisa do filme, em algum momento, vocês levantaram alguma posição contrária à imagem do Chico Xavier? Há como contestá-lo, desconfiar do que ele afirmava fazer? O que os céticos podem esperar?

Discutir fraude com Chico Xavier é uma bobagem. Você pode discutir porque os fenômenos aconteciam. A paranormalidade dele pode até ser uma antena de física quântica. Isso, porém, acontecia com essa pessoa. Se ele falava com mortos ou desencarnados a discussão é ampla e infinita.

Qual a expectativa que se pode ter em relação à futura minissérie, realizada simultaneamente por vocês?

Saiba mais...
Depois do sucesso do filme Bezerra de Menezes, a onda espiritualista invade o cinema nacional
A TV Globo está no projeto por causa da minissérie. O cinema tem linguagem totalmente diferente da tevê. Como a trama é extensa, ao longo da montagem, várias histórias foram suprimidas ou estão em menor escala no filme. Nesse sentido, o aspecto episódico do roteiro facilitará os futuros trabalhos para o produto televisivo.

Chico Xavier gostava de cantores populares como Fábio Jr. e Roberto Carlos. Isso estará refletido na trilha sonora do filme?

Quanto à música, ela será feita pelo Egberto Gismonti. Teremos a Bacchiana Brasileira nº 1 (de Villa-Lobos) e algo de Beethoven. Possivelmente, haverá espaço para alguma música popular feita para ele, mas isso não está garantido.

Algum valor teu foi modificado, na feitura do filme?

Não. Como me aprofundei mais no ser humano, logicamente, passei a conviver mais com traços da mente dele. Mas, estive mesmo preocupado em entender o pensamento dele e não de traí-lo.

» Nelson Xavier (ator de Chico Xavier)

Houve uma declaração do outro intérprete do Chico (Ângelo Antônio), que diz tê-lo construído assexuado e até, levemente, feminino. Isso é andar no fio da navalha? Nesse sentido, o senhor também puxou para esse lado, ou não?

Não. Não consigo chamá-lo de assexuado. Tenho a impressão de que ele nunca cumpriu nada sexual, nunca viveu o sexo. Acho que, nem mentalmente, ele teve vida sexual. Não sei a que atribuir, mas, evidentemente, vivia num plano em que falar de sexo é realmente complicado. Não acentuei nem retirei nada. Fiquei indiferente a isso. Não o vejo feminino. Embora, Ângelo e eu tenhamos trabalhado muito juntos. Nos observamos, mutuamente, para ficarmos numa faixa próxima. Cada um sentindo o Chico do seu jeito, mas tentando não se afastar dos limites do outro.

Há o risco do endeusamento da figura do Chico Xavier?

Estamos com propósito de simplesmente contar a vida dele. Basta. Porque ele é um homem tão santificado que não precisa aumentar, não precisa pôr adjetivo, é só falar dele. Não há nenhum exagero, nenhum superlativo, não há nada.É simplesmente a história dele.

Deixar o personagem vai ser uma experiência diferente das libertações outros personagens?

Completamente. Como dizia o Ziembinski, os atores vão pegando retalhos, pedaços dos personagens, chega no fim da carreira, tá uma verdadeira colcha... Mas, acho que ele foi tão forte, tem sido tão forte, que eu não vou mais ser o mesmo depois. Vou ser uma pessoa muito melhor. Isso sem dúvida nenhuma, muito melhor. Ele me mostrou coisas que eu não posso mais ignorar.
1 dias atrás - 3 dias restante(s) para responder.
Detalhes Adicionais
..........

Veja também:

http://br.answers.yahoo.com/question/ind…

http://br.answers.yahoo.com/question/ind…
1 dias atrás

+++++++++++++

NANDO.


Para quem não conhece algo, esse algo não existe naquela mente.

Algo somente passa a ter vida própria diante de uma experiência pelos sentidos.

Além disso, segundo o próprio Leonardo Boff:

"Compreender não consiste em elencar dados. Mas em ver o nexo
entre eles e em detectar a estrutura invisível que os suporta. Esta não aparece. Recolhe-se num nível mais profundo. Revela-se através dos fatos. Descer até aí através dos dados e subir novamente para compreender os dados: eis o processo de todo o verdadeiro conhecimento"
Leonardo Boff.

Então um filme biográfico sempre será uma oportunidade de alguém refletir sobre determinado fato, ainda que já venha sofrendo a limitação de interpretação do diretor e dos atores.

Mas sempre fica um saldo positivo.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

--> COLÔNIAS ESPIRITUAIS



ESTUDO DAS COLÔNIAS E COMUNIDADES ESPIRITUAISA.A da Silva
Objetivo do estudo:
Dar uma visão do que acontece após a morte. para onde são levados os espíritos desencarnados. Vamos todos para o mesmo lugar? Qual é o critério para a nossa ida para determinado lugar? Não é o dinheiro nem o poder. Iremos para um local melhor de acordo com o grau de evolução alcaçado através do correto uso do sentimento e da inteligência. O primeiro, o nosso próximo, junto aos familiares, amigos e colegas de trabalho. O segundo pelo desenvolvimento de novas habilidades e pelo conhecimento no plano do trabalho e do estudo
Desenvolvimento:
O mundo espiritual compreende:
As colônias espirituais, ou comunidades espirituais, são locais onde os grupos de espíritos errantes (ou desencarnados) se estabelecem transitoriamente, enquanto aguardam novas encarnações. Todas as cidades brasileiras são circundadas por essas colônias. Uma cidade - como Taubaté, por exemplo - tem uma equivalente no Plano Espiritual. O mesmo vale para todas as cidades da Terra. Elas foram feitas para atender aos desencarnados daqueles cidade. Isso não significa que todos vão ficar no mesmo lugar após a morte. As colônias servem de morada para os espíritos com algum grau de evolução e que lá possam descanasr após sua longa estadia na terra e, posteriormente, iniciar os trabalhos de aprimoramento para uma nova encarnação. As colônias são verdadeiras cidades: apresentam prédios, jardins, casas, parques, árvores, hospitais e bibliotecas. Lá os espíritos trabalham e descansam.
O umbral é o local onde se abrigam os criminosos, que para lá se dirigem conduzidos pelas suas vítimas. Lá vivem também os viciados e os libertinos, que procuram a companhia dos devassos que lhes saciam os apetites sexuais e os vícios. E há ainda aqueles que permanecem na terra ou ficam a vagar por não aceitar a nova condição. O umbral também é abrigo dos que têm consciência pesada e alimentam o remorso.
As colônias socorristas, ou Postos de Socorro, foram criados com o objetivo de atender e amparar os desencarnados presos, de alguma forma, aos males do corpo físico ou aos problemas terrenos, que não possuem a visão espiritual. Espíritos sofredores e atormentados, que desencarnam cheio de culpas e remorsos pelo mal também são recolhidos nestes locais.. No livro"Nosso Lar" existem referências a "Colônia Socorrista Moradia", como uma das do Umbral, assim, denominada a região espiritual habituada por espíritos trevosos.
"Nos Mensageiros", é a vez da "Colônia Campo da Paz", que é uma colônia localizada em plena região inferior, que funciona com a morte física, estado de ignorância ou culpas dolorosas. No livro "Além da Morte", a Colônia Redenção foi criada, nos tempos da escravatura, com o objetivo de socorrer os escravos desencarnados sob o peso de sofrimento e sequiosos de vingança.
As Casas Transitórias ou Giratórias ou Rotatórias são postos de socorro localizados dentro do Umbral, que se locomovem para dar ajuda aos habitantes dessa região. São locais em que os espíritos têm permanência transitória, são amparados e orientados e têm a liberdade de escolher o caminho a seguir. Se adptados a nova vida, essse espíritos são encaminhados as colônias, onde iniciam estudo de que necessitam. Se ficam inconformados ou revoltados, retornam ao lugar de onde vieram. Esse locais apresentam um sistema de defesa para impedir a entrada dos espíritos trevosos, pois o abrigo sofre os ataques da zona umbralina. Daí, ser necessário um sistema de defesa no local. Pelos aparelhos da torre, os espíritos sabem que se aproxima do Posto. Tudo é televisionado. Da torre controla-se todo o sistema de defesa. Para se livrarem dos ataques, colocam-se os lança-raios em ação e concentram-se em oração.
Há Centros de Socorro também nos Centros Espíritas. São verdadeiros pontos de auxílio. Eles ajudam a cuidar dos enfermos e dos recém-desencarnados. Nas cidades dos encarnados, há muitos postos de socorro pequenos. Os recém-desencarnados ficam nos postos por algum tempo e depois são levados para ser doutrinados nas reuniões dos Centros Espíritas, ou são transportados para postos maiores ou colônias. (No Mundo dos Espítos, Vera Lúcia, cap.3 e cap.4 "Abrigo, Caridade e Luz e Postos de Vigília"). Essas regiões são postos de luz dentro do Umbral.
As colônias correcionais:
Para atendimento aos suicidas, aos toxicômanos e aos pervertidos sexuais. No livro "Sexo e Destino", André Luiz cita a existência do "Hospital Escola Almas Irmãs", destinado a socorrer espíritos desencarnados de todas as idades e de ambos os sexos. Os enfermos têm como tema estudos de sexo em várias especialidades, tais como: sexo, amor, sexo e matrimônio; sexo e maternidade; sexo e estímulo, sexo e equilíbrio; sexo e medicina; sexo e evolução; sexo e penalidade.
As Colônias de estudos e de desenvovimento das artes e muitas outras
são somente uma escola ou universidade. Nela há alojamentos para professores e alunos, salas de aula, bibliotecas e imensas salas de vídeo. São locais que estudiosos sonham em conhecer e morar.(Livro de patrícia - Cap.2). Lá existem aulas práticas e teóricas sobre o Mundo Espiritual. Os conhecimentos da doutrina espírita são de três anos para aqueles com pouco conhecimento.
Fixação - Localização e descrição dos locais (seria bom o uso de cartolinas com desenhos sobre essas regiões)
Umbral - É uma região que apresenta uma geografia pobre: poucas plantações, escuridão, abismos, precipícios e vales. O solo é muito tortuoso, a vegetação rasteira. Aves horripilantes aparecem de vez em quando enchendo o silêncio de pios angustiados. Forte ventania sopra em todas as direções.
Postos de Socorro - São verdadeiras fortalezas localizadas dentro do umbral. São locais que servem de abrigo aos desencarnados em condições pouco evoluidas e aos sofredores com consciência pesada. É um local também para auxiliar os espíritos do umbral, que se arrependeram e pedem socorro. São construções magníficas, circundadas por sistemas de defesa como radares e aparelhos. Estes impedem a entrada de espíritos mal intencionados, que desejam entrar para atacar esse locais. Normalmente esse postos são chefiados por admistradores e auxiliadores, que se desdobram na ajuda aos irmãos ignorantes e aos desviados.
Colônias Espirituais - cidades com pátios, bibliotecas, hospitais, lazer, ministérios e prédios.
Espíritos errantes
Segundo Allan Kardec, os espíritos errantes são todos os desencarnados, que ainda não atingiram um estado puro. No intervalo das encarnações, todos os espíritos são errantes. Há espíritos errantes do mais diversos graus de evolução. Enquanto errantes, os espíritos progridem, observam os lugares, instruem-se, analisam os erros e acertos do passado e se preparam para novas experiências na existência corpórea.
A vida do espírito errante, no além, será determinada por sua vida na terra. Ele pertencerá a um mundo com pessoas do mesmo grau de sua elevação, embora lhe sejam permitidas visitas a mundos superiores como modo de aprendizado. Os espíritos mais esclarecidos, então, assumem, a tarefa de orientar encarnados e recém-encarnados. As regiões mais atrasadas ficam mais próximas da terra e as mais adiantadas, mais afastadas. Há cidades espirituais de vários tipos para onde vão de acordo com o grau de evolução.
Bibliografia:
"Colônias Espirituais", de Lúcio Loreiro e "Vivendo no Mundo dos Espíritos"de Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, cap.2, As Colônias e "Os Mensageiros" de Chico Xavier, por André Luíz.

http://web.prover.com.br/nominato/701.htm
AS COLÔNIAS ESPIRITUAIS SOBRE O BRASIL SE DESTACAM POR SEREM AS MAIS ANTIGAS SOBRE O PLANETA.

AS REGIÕES FÍSICAS DO BRASIL - MINAS GERAIS- GOIÁS-MATO GROSSO - PARTE DE SÃO PAULO - SÃO IGUALMENTE - MUITO ANTIGAS E TRAZEM NA SUA SUPERFÍCIE A MEMÓRIA DE MILHÕES DE ANOS ATRÁS.
OBJETIVOS DO TEMA" COLÔNIAS ESPIRITUAIS":
PRIMEIRO.: ESTÁ ALÉM DA SIMPLES DESCRIÇÃO DA ROTINA DOS SEUS MORADORES E SUAS TAREFAS. TEMOS O PROPÓSITO DE ALERTAR A TODOS COMO ESTÁ SE DANDO TAMBÉM NESTES LUGARES TODO ESTE MOVIMENTO DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE A TRANSIÇÃO PLANETÁRIA.
SEGUNDO.: COMPREENDER QUE ESTAMOS TRATANDO DE COLÔNIAS TERRESTRES QUE ESTÃO DENTRO DA "ATMOSFERA" DA TERRA, HABITADAS POR TERRESTRES MUITO PRESOS AO CARMA PLANETÁRIO.
A SITUAÇÃO, ROTINA E MISSÃO DOS TEMPLOS DA GRANDE FRATERNIDADE BRANCA É MUITO DIFERENTE DA VIBRAÇÃO DAS COLÔNIAS E CIDADES ESPIRITUAIS.
COMENTÁRIOS INICIAIS
O CONHECIMENTO DA EXISTÊNCIA DE CIDADES ESPIRITUAIS SOMENTE FOI ACEITO, ENTENDIDO AMPLAMENTE - NA NOSSA ERA E NA SOCIEDADE OCIDENTAL - APARTIR DOS GREGOS COM A EXISTÊNCIA DO OLIMPO - A MORADA DOS DEUSES - LOCAL ONDE SERES ESPIRITUAIS VIVIAM, MORAVAM, TRABALHAVAM, SONHAVAM, CONSPIRAVAM. ( A INDIA, CHINA, MAIAS, EGÍPCIOS TAMBÉM TINHAM ALGUMA COMPREENSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DE COLÔNIAS ESPIRITUAIS)
ESTA IDÉIA ORIGINAL, IMPERFEITA FOI DEPOIS MELHORADA POR SÓCRATES E PLATÃO.
MAIS RECENTEMENTE, OUTRA IDÉIA MUITO PÁLIDA FOI TRAZIDA POR ALLAN KARDEC NAS RESPOSTAS DOS ESPÍRITOS - LIVRO DOS ESPÍRITOS - ONDE SE FALOU DA EXISTÊNCIA DE "ACAMPAMENTOS ESPIRITUAIS ".
HÁ ALGUNS ANOS ATRAVÉS DE CHICO XAVIER, AS NOÇÕES MAIS DETALHADAS DA ROTINA DAS CIDADES ESPIRITUAIS VIERAM A SER CONHECIDAS E DIVULGADAS .
OUTRAS INFORMAÇÕES DE GRANDE IMPORTÂNCIA FORAM SENDO CONHECIDAS NOS ÚLTIMOS 45 ANOS - NÃO APENAS DAS ATIVIDADES LOCAIS DESTAS COLÔNIAS - CIDADES - MAS DE TODO O CONTEXTO PLANETÁRIO NESTA TRANSIÇÃO DE ERAS QUE PASSAMOS.
A VERDADE É QUE MILHARES DE COLÔNIAS EXISTEM EM TORNO DA TERRA EM DETERMINADA FAIXA DE VIBRAÇÃO EM TORNO DE TODO O PLANETA.
QUANDO TRATARMOS DA CIDADE CONHECIDA POR "NOSSO LAR " DIVULGAREMOS DESENHOS QUE ESCLARECERÃO MELHOR A LOCALIZAÇÃO DESSAS CIDADES.
________________________________________
AMIGOS !
ALGUNS COMENTÁRIOS MAIS AMPLOS SOBRE COMO ESTE FIM DE ERA AFETA ESTAS COLÔNIAS ESPIRITUAIS AO LONGO DOS MILÊNIOS, SERÃO INCLUÍDOS POSTERIORMENTE.
NÃO EXISTE APENAS UMA TRANSFORMAÇÃO NA SUPERFÍCIE DO PLANETA . O APOCALIPSE É GLOBAL - FÍSICO - EMOCIONAL - ASTRAL - ETÉRICO E DIMENSIONAL.
ASSIM ....TUDO .......O QUE ESTÁ EM TORNO DO PLANETA......... SERÁ TRANSFORMADO.
ASSIM, TODAS AS MILHARES DE COLÔNIAS, CIDADES, AGRUPAMENTOS ESPIRITUAIS EM TORNO DA TERRA SERÃO DE UMA FORMA OU OUTRA TAMBÉM EVACUADOS OU RETIRADOS DAS ÁREAS DE MAIOR TURBULÊNCIA.
Quando falamos sobre O Imperador Inca , (naquela época em que o Planeta Vivia uma Idade de Ouro) o contato com as Colônias, Cidades, Templos Espirituais era intenso e livre. Com a vinda de um período de escuridão planetária, estes locais de Luz se afastaram das redondezas da órbita terrestre até que nova oportunidade de ligação com a Humanidade fosse reestabelecido.
Temos vivido, nos últimos anos, novamente este momento de aproximação das Colônias e dos Templos Planetários junto ao Planeta para que se desperte com urgência a consciência da Humanidade em face da Transmutação Iminente.
MAS , VOLTAREMOS A ESTE PONTO, EM OUTRA OPORTUNIDADE, SE DEUS QUIZER.
________________________________________
Vamos então, entrar para conhecer a rotina de uma das mais antigas colônias - hoje - cidade - espiritual do Planeta.


A CIDADE ESPIRITUAL
"ALVORADA NOVA"
Esta cidade possui atualmente mais de 250 mil habitantes e está localizada na quarta camada ao redor da Terra , acima da cidade de Santos - Estado de São Paulo.
É uma cidade espiritual criada há mais tempo que a maioria das colônia que permeiam as zonas umbralinas desse Planeta.
Sua existência perde-se de vista em nossos calendários comuns.
Foi planejada há muitos séculos por aqueles que, sendo os Engenheiros Construtores de Jesus, conhecem a Terra do seu passado longínquo ao seu futuro distante.
O Brasil nem mesmo existia na face do globo e "ALVORADA NOVA" já estava fixando seus alicerces através dos trabalhadores de Cristo que sabiam da destinação do nosso país, em face da importãncia da sua localização nas camadas vibratórias ao redor do Planeta.
Participaram no seu crescimento as pessoas conhecidas na Terra pelos nomes de D.Pedro II e Gandhi.
________________________________________
A CHEGADA NA CIDADE ALVORADA NOVA
Ao viajante das estradas sombrias nas camadas densas do mundo espiritual em torno da Terra, SURGIRÁ aos seus olhos uma Luz. Como um pequeno ponto , irá crescendo dentro de um panorama primitivo e escuro, num brilhante azul .
Superpondo-se ao azul, surge o branco. Este torna-se infinitamente maior e já se parece como uma núvem.
O Branco e o Azul ( ver desenho acima) provém da Cidade Espiritual.
O seu frondoso portão dourado e brilhante traz uma placa com nome da cidade sustentada por esferas luminosas de metal dourado.
O PRÉDIO PRINCIPAL DE REUNIÕES DOS DIRIGENTES DA COLÔNIA

PALAVRAS DE ABERTURA DE UMA DE SUAS REUNIÕES MENSAIS;
PRINCIPAIS CONSTRUÇÕES (DESENHOS) E FINALIDADES;
OS 02 POSTOS DE SOCORRO DA CIDADE E O TRABALHO DE UM SER CONHECIDO POR "IRMÃ SCHEILLA"
A COLÔNIA ''ALVORADA NOVA''
________________________________________
MAPA GERAL DA COLÔNIA
A Colônia possui forma circular. O Campo Vibratório manifesta a imagem de uma imensa estrela de oito pontas.
No mapa abaixo com os principais prédios. Vamos fazer um "tour" apartir do Portão de entrada. Como dissemos em outra página, para aquele que se encontra perdido no mundo espiritual a primeira visão da colônia é a de uma imensa Luz na escuridão. Aos poucos se destacam o branco e o azul como numa nuvem e ao se aproximar é que se verá que alí existe uma grande comunidade .
Convidamos você a entrar conosco mentalmente e - quem sabe não iremos visitar ou morar neste lugar algum dia por algum tempo? !
Vamos então entrar :
COMENTÁRIOS GERAIS SOBRE A COLÔNIA ALVORADA NOVA
Portão Principal (P)
Ligado ao Portão principal está um grande muro de 15 metros de altura, maciço que emite uma potente vibração magnética de proteção. Sobre este muro estão Torres de 10 metros de altura de forma cônica que é operado por espíritos guardiães.
Oito construções da Colônia possuem Torres com pontas de Estrelas . As Torres destas oito construções são ligadas por fluxos magnéticos e formam o desenho de uma estrela de oito pontas: verdes as que partem do Prédio Central; Azuís as que formam o quadrado e brancas as que foram a estrela.
Você que já leu a página da Nova Matriz da Terra, compreenderá melhor o papel dos campos magnéticos e sua importância numa colônia de trabalhadores da Luz numa região vibrações espirituais inferiores do mundo astral.

Após a entrada pelo Portão você verá ao Centro o Prédio Principal e demais prédios comoestá descrito abaixo.:
DISPOSIÇÕES DAS CONSTRUÇÕES NA COLÔNIA
LETRA A PRÉDIO CENTRAL
LETRA B UNIDADE DA DIVINA ELEVAÇÃO
LETRA C BOSQUE DA ALIMENTAÇÃO
LETRA D NÚCLEOS ESPIRITUAIS DE DESENVOLVIMENTO
LETRA E COORDENADORIAS ESPECIALIZADAS
LETRA F BOSQUE DA NATUREZA DIVINA
LETRA G PRAÇA CENTRAL
LETRA H RECANTO DA PAZ
LETRA I CASA DE REPOUSO / HOSPITAL DA IRMÃ SCHEILLA
LETRA J CASA DA CRIANÇA
LETRA K CENTRO DE APRENDIZAGEM
LETRA L CASA DA JUSTIÇA
LETRA M MURO PROTETOR
LETRA N TORRES DE DEFESA E HIGIENIZAÇÃO
LETRA O SETORES HABITACIONAIS
LETRA P PORTÃO PRINCIPAL
PRÉDIO CENTRAL
DESENHO VER NO FINAL DA PÁGINA 7.14
No último andar realizam-se as reuniões mensais . As paredes são formadas de cristais e a Luz da colônia passam por eles . Uma grande mesa e ao fundo estantes com centenas de livros. Nesta sala , ao fundo, estátuas de semblantes diversos ond figuram a dos espíritos dos seres por nós conhecidos pelos nomes de D. Pedro II e Gandhi..
São 42 Conselheiros, trajando uma vestimenta simples azul clara. A reunião é aberta por um dos Secretários. Citaremos alguns trechos da Abertura de uma dessas Reuniões Mensais.:
"Possa Jesus, nosso amado Mestre, abençoar o Encontro desse mês, dentro de Sua providencial sabedoria e magnânima bondade. Meus companheiros do Conselho, temos hoje importante projeto a discutir: vamos colocar em pauta as novas técnicas de alimentação na colônia e novos processos de fomentar a produção de frutos. Discutiremos ainda os projetos apresentados pelo setor de Medicina para implantação de novo soro, especialmente extraído do mel vegetal, no trabalho com os doentes internados na Casa de Repouso. A Pauta incluirá também, por fim, os pedidos e os requerimentos de vários habitantes desta colônia..."
A atual coordenação desta colônia está a cargo atualmente de um ser conhecido por Cairbar Schutel. Neste trecho inicial da reunião está apenas alguns do temas básicos de discussão. Mas também se coloca para avaliação dezenas de outras situações que sempre ocorrem nas Colônias espirituais tais como transportes; instalação de aparelhos, autorização de visitas a Espíritos em estágio fora da Colônia ou a terrestres encarnados.
________________________________________
HOSPITAL DA IRMÃ SCHEILLA

CASA DE REPOUSO é O HOSPITAL desta cidade espiritual e o seu mais importante setor. Compreende um trabalho muito amplo desenvolvido por Scheilla que coordena 14 equipes cujos coordenadores formam o Conselho da Casa de Repouso.
Existe um grande integração dos trabalhos dos seres espirituais deste Hospital com dezenas ou centenas de organizações físicas na Terra . Existem nestes grupos os Grupos de Resgate tanto no mundo espiritual quanto no mundo material nos casos já citados para os diversos eventos cataclismáticos que ocorrerão.
PREPARATIVOS PARA DIVERSAS SITUAÇÕES DE RESGATE

Este prédio é revestido de um material que parece cristal, mas por dentro o material é opaco em muitas salas, pois os pacientes não estão preparados para suportar o brilho da luz que envolve a colônia.
O Prédio tem oito andares e é o local onde são recebidos os espíritos resgatados pelos Postos de Socorro. Este Serviço de Resgate é feito por uma equipe de seres conhecidos por nós como India.
Assim que chega ao hospital, dependendo das condições do ser, quase sempre lamentáveis, ele é trazido para um leito da Unidade de Recepção do Hospital.
LEITO DE TERAPIA DA UNIDADE DE RECEPÇÃO DA CASA DE REPOUSO

Descrição da Finalidade desse Leito.: Este leito fica localizado numa sala com pouca luminosidade para não ferir a sensibilidade dos enfermos recém-chegados. Há biombos que separam uma série de leitos sobre as quais, dependendo da necessidade do paciente existe uma luz que possui tripla ação.: alimenta com energia a entidade que se recusa a fazê-lo por vias orais; acalma o ser, variando a tonalidade de acordo com o estado psíquico; e medica o enfermo, preparando-o para os remédios que serão ministrados durante o tratamento .
Estes leitos serão um dia usados na Medicina da Terra. Por onde deita o paciente há um colchão de ar e, abaixo destes, há espelhos que refletem a luz que perpassa o indivíduo.
________________________________________
PRÉDIO ONDE ESTÃO A ADMINSTRAÇÃO DAS 8 PRINCIPAIS ATIVIDADES INTERNAS DA COLÔNIA- letra D
"NÚCLEOS ESPIRITUAIS DE DESENVOLVIMENTO"

Este PRÉDIO (letra D) concentra um grande complexo com as atividades abaixo.:
1-Administração Aperfeiçoamento da adminsitração da Colônia.
2-Energia Formas de Energia que sustentam e Defendem a Colônia. As Torres distribuem a energia.
3-Medicina Espiritual Aperfeiçoamento Médico - estudos - tratamentos e cirurgias dos habitantes. Novas Formas.
4-Casa da Criança Cuida do bem estar das crianças. Há um prédio só para as crianças
5-Doutrina Educação dos seres que passam pela Colônia
6-Alimentação Cuida da Alimentação própria de cada setor.
7-Lazer Cria Programas para os momentos de descanso dos habitantes, trabalhadores e pacientes.
8-Serviços Gerais Projetos de aperfeiçoamentos em diversas áreas como transporte interno e externo da colônia.
Estes Comentários são gerais e não há como descrever particularidades.Mas este prédio é como que de planejamento e estudos das atividades que serão feitas em outros setores. Por exemplo, no caso do Setor de Serviços Gerais, como dissemos, há grandes equipes de resgate de Seres no Plano astral que utilizam veículos de transporte próprio.
Neste caso, vamos tratar separadamente do Tema sobre os POSTOS DE SOCORRO QUE EXISTEM nas regiões do Plano Astral da Terra e que são como que POSTOS AVANÇADOS na escuridão do denso plano que envolve o Planeta.
VEJA CONTINUAÇÃO : OUTRAS CONSTRUÇÕES E PRÉDIOS DESTA
"ALVORADA NOVA II"
PRINCIPAIS CONSTRUÇÕES DA COLÔNIA DE ALVORADA NOVA
Nesta página conheceremos os Prédios da Casa da Criança; a Unidade da Divina Elevação; o Bosque da Divina Natureza; o Recanto da Paz; Templo para Meditação no Recanto da Paz; Habitações e o Centro
de Aprendizado.
CASA DAS CRIANÇAS
COMETÁRIOS.:Não se estranhe em ouvir falar de crianças no mundo espiritual. Em cima é igual ao embaixo - é a lei. O prédio é o maior da Colônia em área e engloba o dormitório, alojamento e lazer. Sua localização é a da letra J próximo ao Prédio Central.
Possui 5 andares e é todo feito de cristal com uma estrutura de armação metálica.
Do lado de fora há uma fonte que jorra água permanentemente e ao redor há caminhos feitos de ladrilhos coloridos. Ao entrar, há uma câmara que higieniza os visitantes e trabalhadores antes de entrarem em contato com as crianças.
No 1º andar. Aqui ficam as crianças doentes e as inadaptadas. Também há salas de briquedos pedagógicos e outras atividades que visam cuidar e curar crianças que tiveram mortes súbitas na Terra.
No 2º andar, há os quartos de meninos com camas e beliches.
No 3º andar, há os quartos das meninas com o mesmo tipo de quartos.
No 4º andar há todo tipo de salas. Há salas de bebês que foram abortados, há salas de bebês que esperam reencarnar; há salas de crianças especialmente cuidadas para não receberem influências de entidades a quem muito devem.
A CASA DA CRIANÇA acolhe aproximadamente 1% da população de ALVORADA NOVA, o que equivale a 2.550 crianças.
Neste momento em que estamos digitando, somos informados que a populaçao está muito maior agora, neste ano de 2000. Porém, vamos noutra oportunidade atualizar não apenas este dado mais todos os demais sobre a Colônia.
Na condição de crianças os espíritos podem muito mais serem trabalhados do que na condição de adultos e assim permanecem por uma série de motivos que não podemos neste espaço comentar devido a complexidade do assunto.
No 5º andar há um grande salão onde as crianças têm atividades em conjunto.
PRÉDIO DA UNIDADE DA DIVINA ELEVAÇÃO
COMETÁRIOS.:Neste Prédio é feito o contato com os Mestres Superiores, os Grandes Conselheiros Espirituais e Diretores das Hierarquias Planetárias. Aqui somente têm acesso o Diretor da Colônia e a Irmã Scheilla.
Aqui é que se recebem as principais orientações e Instruções sobre a Colônia.
BOSQUE DA DIVINA NATUREZA
COMETÁRIOS.:Neste local existe uma imensidade de Plantas e de Flores e onde os habitantes buscam o lazer . É um local somente para descanso e cheio de bancos e locais para conversas com amigos. Este Bosque é situado num local mais elevado . No centro há uma imenso lago de água fluídicas e calmantes.
As águas do lago caem por diversas cachoeiras numa altura de aproximadamente de 10 metros.
Neste local podem ser vistos animais, pássaros, peixes de cores brilhantes.
PRÉDIO SEDE DO RECANTO DA PAZ
COMETÁRIOS.:RECANTO DA PAZ É UMA GRANDE ÁREA (letra H do mapa) onde os habitantes da Colônia aplicam-se à meditação, oração e ao contato com a Espiritualidade. Aqui se reunem para sessões de música e também é usado para que os habitantes da Colônia possam receber parentes e amigos de outros Planos Espirituais.
Nota-se ao redor do lugar pilares de cristal e flores por todos os caminhos. No Prédio Sede acima é o local onde são recebidos os Seres que retornam à Espiritualidade após terem cumprido suas tarefas
na terra.
Aqui são recebidos todos os resgatados e desencarnados e onde são feitos as triagens para cada caso. No primeiro andar ( térreo) estão os registros e os arquivos de todos os espíritos; no segundo andar é destinado ao refazimento e entrosamento do récem chegado com os habitantes da colônia; e no terceiro andar é destinado ao tratamento e fortalecimento da pessoa.
No RECANTO DA PAZ há ainda um Templo chamado de MORADA DA ESTRELA. Aqui, a pessoa que vai reencarnar treina telepatia e outros exercícios de comunicação com o seu futuro guia protetor que fica na MORADA DO SOL situado no Bosque da Natureza Divina.
Assim, cada um de nós pode-se lembrar que tivemos aulas semelhantes com nosso Guia Espiritual nestes locais também.
HABITAÇÕES DOS MORADORES
COMETÁRIOS.: Para compreendermos melhor como é morar, ter uma moradia, numa colônia espiritual temos que comparar com a nossa vida na Terra. Ninguém recebe uma casa do governo de graça e vive com lazer, comida, casa sem trabalhar. Assim é em Alvorada Nova Também.
Regra Geral nas Colônias Espirituais sobre o Brasil, somente quem se dedicou e trabalhou em prol da comunidade por algum tempo tem direito a uma casa individual como está abaixo.
No caso desta Colônia de ALVORADA NOVA para se ter uma casa assim são necessários o equivalente a 10 anos de serviços de dedicação e amor. Neste período, com certeza, a pessoa já terá encontrado novamente pessoas de sua familia.
A
CASA TÉRREA - UNIDADE INDIVIDUAL
B
ÁRVORES
C
ALAMEDA
D
JARDIM
E
VEGETAÇÃO DIVISÓRIA ENTRE AS CASAS
Em ALVORADA NOVA ninguém fica sem serviço. Há muito trabalho para todos, pois a pessoa por ter recebido ajuda, sente a necessidade de corresponder e ajudar.
No período em que chega, a pessoa reside em habitações coletivas onde se vive em comunidade em prédios de 2 a 3 andares e aí vive até retornar à Terra ou para trocar de Moradia caso aumente ou diminua a sua familia com a chegada ou saída de algum parente.
Há outros Prédios em ALVORADA NOVA com funções também muito importantes como o PRÉDIO DA SUBLIME JUSTIÇA.
Já que citamos este Prédio, vamos citar um exemplo de suas funções. :
Uma determinada equipe saiu de ALVORADA NOVA em missão na Terra. Um dos membros da equipe atrasou todo o trabalho e colocou a missão em risco porque se ausentou sem autorização para procurar sua família que estava encarnada.
Coube aos funcionários deste Prédio analisar este caso.

MAPAS DA COLÔNIA ESPIRITUAL "NOSSO LAR


rong>
A COLÔNIA ESPIRITUAL “ NOSSO LAR “
As Colônias Espirituais (como vimos em páginas (1), (2) anteriores) se espalham sobre toda a superfície do Planeta, construídas sob os mais variados motivos de seus fundadores. ''Nosso Lar" foi construída por Portugueses que desencarnaram no Brasil a partir de 1500 d.C numa região espiritual habitada por índios brasileiros desencarnados que ali tinham construído uma pequena aldeia primitiva nos moldes das tribos indígenas brasileiras.
A Colônia Transitória ''Nosso Lar" como se pode ver na sua localização geografica na Terra, possui atualmente mais de 1.000.000 ( 1 Milhão ) de habitantes. Veja a população de onde você mora e imagine o funcionamento de uma cidade com 1 milhão de habitantes.
O mapa abaixo não expressa as dimensões reais da cidade, mas é muito grande sua extensão. Para se ter uma idéia desta extensão, imagine você num carro num velocidade tal que você olhando pela janela não consiga identificar os objetos do lado de fora. Pois bem !

Existe em ''Nosso Lar", um veículo de transporte conhecido pelo nome de Aeróbus - ônibus aéreo . Para se ter uma idéia da extensão da colônia, saiba que da Governadoria, este Aerobus parando, de 3 em 3 Km, na alta velocidade que falamos acima, leva 40 minutos até o Parque das Águas.
No mapa acima você vê que as construções principais são o Prédio da Governadoria ao centro, e os seis (6) Ministérios; sendo que os Ministérios de Regeneração, Auxílio, Comunicação e Esclarecimento estão ligadas às atividades da esfera terrestre e os Ministérios de União Divina e Elevação estão ligadas ás Hierarquias Planetárias Superiores.

No mapa acima se pode ver apenas uma parte da cidade espiritual, com a Governadoria ao centro e os Ministério nas pontas da estrela. As residências dentro da estrela são ocupadas por funcionários dos Ministérios.
Uma outra parte dos conjuntos residenciais que está fora desse circulo é constituída por pessoas ligadas aos funcionários dos Ministérios e podem ser transmitidos a outros de acordo com a vontade de seus proprietários. Isto é possível como incentivo aos recém-chegados desencarnados que se motivam à transformação interior a fim de, com esforço e aprendizado poderem adquirir um espaço para seus familiares quando do seu desencarne na Terra.
Além dessa residências , protegendo-as estão grandes muralhas protetoras, citadas em quase todas as colônias espirituais existentes nas proximidades da Terra ou dentro de suas vibrações
A grande praça que está à frente da Governadoria está em condições de receber 1.000.000 – Hum milhão de pessoas. Então se pode compreender que o desenho não espelha a dimensão e as proporções reais desta região espiritual.
Imagine você sentado num banco desta praça ! Você verá que o chão é semelhante à pedra alabastro; e que, atrás de você, estão lindas fontes luminosas multicoloridas cercadas de flores delicadas e graciosas.
Observando as imensas torres que se perdem nas nuvens , você verá próximo o movimento de silfos e silfides – elementais do ar – fazendo movimentos coloridos e desenhos como pequenas formas transparentes . A presença de seres elementais em "Nosso Lar" é citado em várias passagens dos livros de Francisco Cândido Xavier.
Vamos tentar dar uma idéia geral de alguns locais desta cidade.:
Nas casas dos trabalhadores
De dentro da estrela, pertencem provisoriamente aos funcionários próximos àquele Ministério. Se houver alguma mudança de atividade, ele muda também de residência.
Os funcionários mais graduados por tempo de serviço, dedicação, espiritualidade, moram mais próximo da Praça Central.
Já nas casas fora do desenho da estrela são residências de uso diversos, como falamos e que podem ser transferidos como são na Terra os objetos de Herança.
No desenho aparecem apenas algumas quadras, mas , na realidade são muito mais quadras a se perderem de vista e que se alongam até a muralha.. Entre estas residências, como se pode ver no mapa.
As residências em ''Nosso Lar" acabam assumindo as características e formas de acordo com o gosto de seus moradores. Cada morador tem sua próprias flores, trepadeiras, caramanchões , como afirmam diversos livros espíritas.

Também existem parques arborizados onde existem outras grandes construções que não foram desenhadas ou detalhadas na planta.
A Muralha.
Circundando toda a cidade espiritual está uma grande muralha protetora, onde são mantidas grandes baterias de projeção magnética para a defesa contra grupos de espíritos inferiores e seres de Hierarquias contrários a um projeto de salvação da Terra.
Não se pode ter a ilusão que , dentro da atmosfera pesada e densa da Terra, possa-se construir um oásis de Luz sem proteção alguma.
Por fora da muralha, estão os campos de cultivo de vegetais destinados à alimentação pública.(veja mapa acima)
Parques
Nos parques verdes entre as residências, como no Mapa existem diversas outras construções que servem como recintos maravilhosos para conferências de Ministros e visitantes.
Cada Ministério possui seus lugares especiais . No Ministério da Regeneração foram utilizados os cenários bíblicos . Assim, os diversos salões do Parque tem bancos e poltronas esculturais na forma do solo, forrados com relva e folhas macias, dando um grande sensação de estarmos junto ao Tiberíades ouvindo as palavras de Jesus.
Mas dos Salões Verdes o preferido o Governador da Cidade de ''Nosso Lar" é um cenário de paisagens da Grécia antiga com pequenos canais de água fresca, pontes pequenas e lagos, cercados com uma linda vegetação.
As flores desse local, mostram cores diferentes a cada mês. Este recinto maravilhoso, para se ter uma de sua proporções, acomoda confortavelmente mais de 30.000 – trinta mil – pessoas.
As Fábricas
As fábricas também estão fora da estrela principal e são responsáveis pela fabricação de sucos, tecidos e artefatos em geral. A vida continua e as pessoas percebem que permanecer só usufruindo das condições da cidade espiritual não é uma coisa agradável. Trabalhar passa a ser um remédio e um prazer.
Os Templos

O DESENHO ACIMA É UM DOS TEMPLOS DE INICIAÇÃO DO MINISTÉRIO DA UNIÃO DIVINA, CONSTRUÍDO EM ESTILO EGÍPCIO. Em determinado horário, o Governador da Cidade reune-se em uma grande Assembléia para a oração do dia, que é assistida por todos os moradores da colônia, por uma espécie de televisão mais moderna. Quando estive no Egito, pude ver que em determinados horários, todos os mulçumanos param tudo o que fazem e se colocam em oração a Maomé. Este deveria ser também um hábito nosso, pelo menos, uma vez ao dia. Esta oração coletiva é assistida por todos os moradores da Cidade de "NOSSO LAR".
No Bosque das Águas existe um imenso reservatório de água que abastece todas as atividades da cidade . Ele possui um fluxo , como o de um rio, que passa pela cidade e se dirige rumo ao grande oceano de substâncias invisíveis para a Terra. Neste Bosque se reunem , também, os seres que planejam a reencarnação como companheiros de jornada .

sábado, 15 de agosto de 2009

--> COMO FORAM CONSTRUÍDAS AS PIRÂMIDES?

AS PIRÂMIDES DO EGITO E O MUNDO ESPIRITUAL
Por Saulo de Tarso
A história do país das múmias, dos hieróglifos e das pirâmides. Egiptóloga da Universidade de Cambridge confirma tese espírita sobre as pirâmides.


Um dos mais antigos e enigmáticos mistérios do antigo Egito foi elucidado no ano de 2001 de modo brilhante, confirmando as teses espíritas.
Está claro agora que os faraós construíram suas maiores pirâmides - as do Vale de Gizé, a 10 quilômetros do centro do Cairo - alinhadas em direção ao norte e que eles utilizavam as estrelas para determinar essa direção. Para chegar a essas conclusões a arquiteta, e egiptóloga Kate Spencer, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, analisou meticulosamente a posição dos astros em torno do ano 2500 a.C (data aproximada ao erguimento das pirâmides). Kate revela que antes de começar a ergue-las, os egípcios reuniam-se à noite em uma cerimônia religiosa na qual os sacerdotes traçavam no céu uma linha imaginária, ligando a estrela Beta da constelação da Ursa Maior à estrela Zeta da Ursa Menor. O ponto em que a linha tocava o horizonte dava a posição exata do norte. Os lados dos grandes templos eram então projetados de modo a ficar paralelos a essa direção (veja o desenho acima). Esse método, diz a cientista, era seguro; o problema é que as estrelas mudam ligeiramente de lugar com o tempo, devido ao próprio movimento do Sol pela Via Láctea. Tanto que, hoje, passados quase 5.000 anos do tempo dos faraós, algumas das pirâmides estão ligeiramente voltadas para oeste e outras, para leste. Esse fato até hoje confundia os egiptólogos.
Outro feito de Kate Spence: conseguiu datar com precisão, pela primeira vez, a construção das pirâmides, que, quanto mais se afastam do norte, atualmente, mais velhas são. A mais antiga pirâmide é a de Quéfren, com 2467 a.C.

Como foram construídas as pirâmides?
Encontramos a resposta na Revista Espírita do ano de 1858 através do Espírito de Mehemet-Ali quando pontuou a Allan Kardec, eis o diálogo:
AK - Desde que vivestes ao tempo dos faraós, podereis dizer-nos com que fim foram construídas as pirâmides? R: São sepulcros; sepulcros e templos. Ali se davam frandes manifestações.
AK - Tinham estas um objetivo científico? R: Não. O interesse religioso absorvia tudo.
AK - Podereis dar-nos uma idéia dos meios empregados na construção das pirâmides? R: Massas de homens gemeram sob o peso destas pedras que atravessaram os séculos. A máquina era o homem.
AK - De onde tiravam os egípcios os gosto pelas coisas colossais, em vez do das coisas graciosas, que distinguia os gregos, posto tivessem a mesma origem? R: O egípcio era tocado pela grandeza de Deus. Procurava igualá-lo, superando as suas próprias forças. Sempre o homem!
Dentre todas os povos degredados na Terra, os que constituíram a civilização egípcia foram os que mais se destacavam na prática do bem e no culto a verdade.
Ressalta Emmanuel que eram eles os que menos débitos possuíam perante o tribunal da justiça divina. Em razão dos seus elevados patrimônios morais, guardaram no íntimo uma lembrança mais viva das experiências de uma pátria distante.

Culto à morte - Metempsicose
A civilização egípcia foi a quem mais preocupou com a idéia da morte. A sua vida era apenas um esforço para bem morrer. Seus papiros e frescos estão cheios dos consoladores mistérios do além-túmulo.
Natural era o grande povo dos faraós guardava a reminiscência do seu doloroso degredo na face obscura do mundo terreno. E tanto lhe doía semelhante humilhação, que, na lembrança do pretérito, criou a teoria da metempsicose, acreditando que a alma de um homem podia regressar ao corpo de um irracional, por determinação punitiva dos deuses. A metempsicose era exatamente o fruto amargo da sua impressão, a respeito do exílio penoso que lhe fora inflingido no ambiente terrestre. Inventou-se desse modo, uma série de rituais e cerimônias para solenizar o regresso dos seus irmãos à Pátria espiritual.
Os mistérios de Ísis e Osíris e toda uma influenciação na cultura da mitologia grega eram símbolos das forças espirituais que presidiam aos fenômenos da morte.

A constelação de Capela

Nos mapas zodiacais, que os astrônomos terrestres compulsam em seus estudos, observa-se desenhada uma grande estrela na Constelação do Cocheiro, que recebeu, na Terra, o nome de Cabra ou Capela. Magnífico sol entre os astros que nos são mais vizinhos, ela, na sua trajetória pelo Infinito, faz-se acompanhar, igualmente, da sua família de mundo, cantando as glórias divinas do Ilimitado.
A sua luz gasta cerca de 42 anos para chegar à face da Terra, considerando-se, desse modo, a regular distância existente entre a Capela e o nosso planeta, já que a luz percorre o espaço com a velocidade aproximada de 300.000 quilômetros por segundo.
A Constelação do Cocheiro é formada por um grupo de estrelas de várias grandezas, entre as quais se inclui a Capela, de primeira grandeza, que, por isso mesmo, é alfa da constelação.
Capela é uma estrela inúmeras vezes maior que o nosso Sol, e se este fosse colocado em seu lugar, mal seria percebido por nós, à vista desarmada.
Na abóbada celeste Capela está situada no hemisfério boreal, limitada pelas constelações da Girafa, Perseu e Lince, e, quanto ao Zodíaco, sua posição é entre Gêmeos e Touro.
Conhecida desde a mais remota antiguidade, Capela é uma estrela gasosa, segundo afirma o célebre astrônomo e físico inglês Arthur Stanley Eddington (1822-1924), e de matéria tão fluídica que sua densidade pode ser confundida com a do ar que respiramos. Sua cor é amarela, o que demonstra ser um Sol em plena juventude, é, como um Sol, deve ser habitada por uma humanidade bastante evoluída.
Há muitos milênios, um dos orbes da Capela, que guarda muitas afinidades com o globo terrestre, atingira a culminância de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos. As lutas finais de um longo aperfeiçoamento estavam delineadas, como ora acontece convosco, relativamente às transições esperadas no século XX, neste crepúsculo de civilização.
Alguns milhões de Espíritos rebeldes lá existiam, no caminho da evolução geral, dificultando a consolidação das penosas conquistas daqueles povos cheios de piedade e virtudes, mas uma ação de saneamento geral os alijaria daquela humanidade, que fizera jus à concórdia perpétua, para a edificação dos seus elevados trabalhos.
As grandes comunidades espirituais, diretoras do Cosmos, deliberam, então, localizar aquelas entidades, que se tornaram pertinazes no crime, aqui na Terra longínqua, onde aprenderiam realizar, na dor e nos trabalhos penosos do seu ambiente, as grandes conquistas do coração e impulsionando, simultaneamente, o progresso dos seus irmãos inferiores.

Único desejo, voltar à Capela

Os egípcios eram animados pelo desejo que era trabalhar devotadamente para regressar, um dia, aos seus penates resplandecentes. Uma saudade torturante do céu foi a base de todas as suas organizações religiosas. Em nenhuma civilização da Terra o culto da morte foi tão altamente desenvolvido. Morava em seus corações a ansiedade de voltar ao orbe distante, ao qual se sentiam presos pelos mais santos afetos. Foi por esse motivo que, representando uma das mais belas e adiantadas civilizações de todos os tempos, as expressões do antigo Egito desapareceram para sempre do plano tangível do planeta. Depois de perpetuarem nas pirâmides os seus avançados conhecimentos, todos os Espíritos daquela região africana regressaram à Pátria Sideral.

Religião e sociedade egípcia

A partir da Pré-História - se assim podemos dizer - todos os povos passaram pelas fases de fetichismo, do animismo e do politeísmo. Ainda hoje, aqui e ali, se encontram vestígios disso em vários lugares e religiões.
Os egípcios também passaram por isso. Vencida a fase de culto aos totens eles chagaram ao culto dos deuses. Além do Deus Pré-Existente e único - Amon-Rá. Osíres, o deus do Infinito, do Espaço, do Tempo e Senhor da Luz, que também era o protetor da terra e da vegetação.
Os egípcios acreditavam na reencarnação e de certo modo mantinham o intercâmbio com os desencarnados. Havia uma religião secreta professada pelos sacerdotes, que também era ciência, englobando a matemática, a física, a química, a astronomia, a medicina, a meteorologia etc. Conheciam o magnetismo, o sonambulismo, curavam pelo sono provocado e praticavam largamente a sugestão. É o que denominavam de magia.
A Bíblia Sagrada do povo egípcio foi o " Livro dos Mortos" . Continha 165 capítulos e dele emanaram todas as religiões do ramo ocidental, dogmas etc. A civilização egípcia antiga desenvolveu-se no nordeste africano (margens do rio Nilo) entre 3200 a.C (unificação do norte e sul) a 32 a.C (domínio romano).
A sociedade egípcia estava dividida em várias camadas, sendo que o faraó era a autoridade máxima, chegando a ser considerado um deus na Terra. Sacerdotes, militares e escribas (responsáveis pela escrita) também ganharam importância na sociedade. Esta era sustentada pelo trabalho e impostos pagos por camponeses, artesã\os e pequenos comerciantes. Os escravos também compunham a sociedade egípcia e, geralmente, eram pessoas capturadas em guerras. Trabalhavam muito e nada recebiam por seu trabalho, apenas água e comida.
A escrita egípcia também foi algo importante para este povo, pois permitiu a divulgação de idéias, comunicação e controle de impostos. Existiam duas formas de escrita: a demótica (mais simplificadas) e a hieroglífica (mais complexa e formada por desenhos e símbolos). As paredes internas das pirâmides eram repletas de textos que falavam sobre a vida do faraó, cultos e mensagens para espantar possíveis saqueadores. Uma espécie de papel chamada papiro que era produzida a partir de uma planta de mesmo nome também era utilizado para escrever.

FONTE: http://www.correioespirita.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=467&Itemid=48

ESSAS FOTOS MOSTRAM AS PIRÂMIDES E AS VÁRIAS ARGUMENTAÇÕES QUE OS HOMENS ENCDONTRARAM PARA MOSTRAR COMO ELAS FORAM ERGUIDAS














Francês diz ter esclarecido construção de pirâmides

Utilizando uma apresentação em 3D, ele afirmou que a Grande Pirâmide de Gizé, por exemplo, foi construída de dentro para fora a partir de uma rampa interna que forma um túnel em espiral.
O software simulou como os blocos de calcário e granito que formam a pirâmide foram assentados. Segundo o arquiteto, isso explicaria por que a Câmara do Rei (que abriga o túmulo do faraó) tinha cinco tetos em vez de um.
Uma das evidência que confirmariam a idéia da rampa, segundo Houdin, é um teste de microgravidade feito por franceses em 1986, que mostra uma estrutura menos densa em forma de espiral dentro da pirâmide.
Com agências internacionais
Redação Terra

A forma como foram construídas as gigantescas pirâmides do Egipto é um dos maiores mistérios da antiguidade. Mas o arquitecto francês Jean-Pierre Houdin pensa ter resolvido o problema e apresentou a sua solução: uma rampa interior em espiral que terá permitido aos construtores erguer as enormes estruturas, de dentro para fora.
Houdin recorreu à tecnologia para estudar a execução da obra e usou um programa informático desenvolvido pela empresa francesa Dassault Systemes para simular a construção da pirâmide de Queóps.
Na sua versão, os egípcios recorreram a um túnel em espiral em rampa, que segundo ele ainda se deve encontrar no interior da parede externa das pirâmides, que serviu para elevar as pesadas pedras com que foram construídas.
A primeira explicação conhecida para a construção das pirâmides foi feita pelo grego Heródoto, que por volta do ano 450 a.C. defendeu que os enormes blocos de pedra haviam sido erguidos com auxílio de guindastes. Esta possibilidade é considerada, no entanto, pouco provável, já que seria necessária uma tecnologia demasiado avançada para a época, devido ao peso elevado de alguns blocos.
A teoria das rampas - que também tem sido defendida - é da mesma forma vista com algum cepticismo, pela razão de que uma estrutura desse tipo teria que ter cerca de 1,6 quilómetros de comprimento, para que a sua inclinação não superasse os 8 graus de inclinação.

Opiniões:

O que contradiz definitivamente mais esta teoria desenvolvida por um francês (tinha de ser!) é que as "pedras" foram "cozinhadas in loco". O termo cozinhadas significa exactamente isso. A argamassa que compõe as pedras moldadas foi feita no próprio local de construção das pirâmides. Para quê, portanto, semelhante esquema, de construção? Não havia nexexidade...

LOGÍSTICA DE TRANSPORTE

Problemas bem maiores que o transporte terrestre acarretaria o transporte fluvial. É bem verdade que no templo funerário de Sahure, faraó da V dinastia que reinou entre 2458 e 2446 a.C., foi encontrado o mais antigo registro pictórico de barcos marítimos egípcios (numa reconstituição ao lado) e que os sofisticados aspectos de tais embarcações indicam um longo período de atividades marítimas anteriores. Entretanto, os problemas a enfrentar nos dois casos eram diferentes. Ainda é Max Thoth quem afirma: Dizem que os blocos de pedra pesavam, em média, 2,5 toneladas, enquanto alguns prédios subsidiários no conjunto da pirâmide exigiam blocos de pedra isolados de mais de 200 toneladas. Não só as barcas teriam de ser extremamente grandes para transportar tais pesos, como ainda as condições, nesse caso, determinariam que o batelão tivesse um fundo chato, para não emborcar. Nunca foram encontrados quaisquer vestígios dessas barcas, nem tampouco existe qualquer registro delas. Outro detalhe constantemente lembrado é o de que, em certos casos, as embarcações teriam que navegar contra a correnteza do rio. No que se refere ao tipo de força que impulsionava as barcas em tais circunstâncias, alguns admitem que centenas ou talvez milhares de pessoas pudessem vir pelas margens do Nilo puxando cordas presas a elas. Outros desdenham dessa explicação.
Uma teoria clássica muito defendida é a de que o trabalho de transporte das pedras era realizado durante as cheias do Nilo, o que encurtaria as distâncias a serem percorridas por terra entre a pedreira ou o monumento e as margens do rio. Os objetores desse ponto de vista dizem que isso causaria um problema a mais: o transbordamento das águas traria consigo a tremenda força da corrente, tornando quase impossível a navegação. Mas a realidade é que existem conchas e outros fósseis marinhos espalhados em várias profundidades em volta da base da pirâmide de Kéops. É possível, então, afirma-se, que o rio Nilo tenha sido represado e sua inundação controlada. Isso permitiria levar a água até a distância desejada das pedreiras ou dos monumentos e evitaria a força da correnteza. A barcaça, então, poderia ser controlada por poucas pessoas. Avança ainda essa idéia com a afirmativa de que o nível das águas seria controlado de modo a subir na medida em que a altura da pirâmide crescesse. As barcas seriam levadas à altura atual do monumento pelo próprio subir das águas e as pedras simplesmente deslizariam para seus lugares, sem trenós, sem rampas e sem alavancas. Reforça a tese o fato de que a cheia anual do Nilo faz com que suas águas cheguem a apenas 500 metros de distância das pirâmides de Gizé e a menos do que isso da pirâmide de Meidum, o que leva a pensar que tais monumentos foram plantados em tais locais para facilitar o trabalho com a massa de água represada.
Finalmente, até mesmo um antiquíssimo conto árabe já foi invocado para tentar explicar o transporte das pedras. É mais uma vez Max Toth que nos fala desse conto, o qual revela a existência de um papel mágico repleto de inscrições sagradas. Esse papel, diz a lenda, uma vez colocado sobre um pesado bloco de pedra e martelado, fazia com que o bloco perdesse grande parte do seu peso, possibilitando seu transporte por apenas alguns homens. Considerando que quase todas as superstições têm algum fundo de verdade, aquele autor afirma: Acredito que, devido a uma tradução falha de textos antigos, e a incompreensão de várias palavras do conto, transmitidas pelas várias gerações, o "pedaço de papel com inscrições sagradas" no conto citado foi mal interpretado. Poderia ter sido um quadro de circuitos eletrônicos, finíssimo, aquilo que foi colocado sobre a pedra. E o "martelo" poderia não ter sido um martelo em absoluto, e sim uma pilha ou célula elétrica que, ao ser "tocada" em certo ponto no dispositivo eletrônico (em vez de ser "martelada"), ativava o dispositivo, fazendo com que ele anulasse os efeitos da gravidade. Estando o pedaço de pedra então "flutuando", seria bem fácil para um pequeno grupo de trabalhadores movê-la.
Seja lá como tenham sido construídas as pirâmides, o enorme esforço que representou esse trabalho pode ser medido pela tarefa de deslocamento dos templos rupestres de Abu Simbel, o qual foi realizado entre 1963 e 1968 por engenheiros e técnicos de todo o mundo, reunidos num consórcio sueco. A despeito de toda a tecnologia então empregada, muitos monólitos não puderam ser erguidos e os blocos tiveram que ser fragmentados em pedaços menores para serem deslocados. Em outras palavras: blocos de pedra que os egípcios haviam conseguido manobrar intactos tiveram que ser divididos, pois a tecnologia do século XX não conseguiu repetir o feito.
Talvez a maior realização tecnológica de alta precisão dos egípcios tenha sido o revestimento de calcário da Grande Pirâmide. Os blocos de revestimento na face norte do monumento, pesando 16 toneladas, com superfícies planas de até três metros quadrados, mostram um paralelismo ao longo das arestas — que medem um metro e 90 centímetros — da ordem de 0,05 milímetro por metro. Os blocos estão justapostos com uma aproximação de 0,05 milímetros, ou seja, estão em contato íntimo, e a abertura média das juntas é da ordem de 0,5 milímetros. O renomado arqueólogo Flinders Petrie afirmou que colocar em posição blocos de tal peso e tal superfície constitui já, por si, uma empresa delicada mas fazê-lo pondo cimento nas juntas parece impossível. Os blocos não apresentam arranhões que indiquem que foram arrastados, nem possuem pontos de engate para cordas ou gruas. O cimento usado era o gesso, de adesão rápida, o que dificultaria ainda mais o trabalho. Em poucas palavras: essa tarefa misteriosa que os egípcios realizaram seria um empreendimento impossível para nós, se empregássemos apenas os meios que a arqueologia clássica supõe que estavam disponíveis naquela época.
Petrie chega mesmo a dizer que os blocos deviam ter sido trazidos ao lugar de dentro para fora, o que implicaria em começar a construção do monumento de fora para dentro. Aquele autor acha que de outro modo não é possível explicar que as faces exteriores dos blocos formem uma linha reta de 230 metros de comprimento, na qual não houve qualquer correção ou retoque posterior — coforme provam os ângulos retos exatos que os blocos calcários apresentam. Sobre esse assunto, J. Alvarez Lopes comenta: Fosse qual fosse a maneira pela qual procederam, o que fica fora de qualquer dúvida é terem conseguido um resultado altamente satisfatório mesmo para a nossa época. A verdade é que a medição dos ângulos feita pelos antigos egípcios atingiu níveis de precisão de um segundo de arco. Esse fato é altamente surpreendente pois isso corresponde à precisão dos bons teodolitos atuais, enquanto que outros aparelhos modernos destinados a essa tarefa, sejam óticos como o astrolábio ou não óticos, medem com erros muito maiores da ordem de 10 a 20 minutos de arco. A exatidão dos ângulos retos dos blocos de revestimento da pirâmide de Kéops e o seu polimento homogêneo é tal que há quem afirme que para consegui-los os egípcios deveriam possuir instrumentos óticos de alta precisão. Outro aspecto também lembrado é o de que a realização de uma tarefa tão especializada exigiria mão-de-obra altamente qualificada e abundante e acredita-se que, ao menos no decorrer das quatro primeiras dinastias, existiriam institutos tecnológicos nos quais eram preparados os milhares de especialistas necessários.
O problema logístico de fornecer alimentação, abrigo e instalações sanitárias para turmas de 100 mil homens é de aturdir, afirmam os detratores das teorias clássicas sobre a construção das pirâmides. Nada foi encontrado que demonstrasse a existência de qualquer estrutura ou instalações que pudessem abrigar um número tão elevado de operários nas regiões próximas aos monumentos. A possibilidade dos trabalhadores se deslocarem diariamente de suas residências também é pouco viável, já que os únicos meios de locomoção eram a via fluvial, o lombo de animais ou o caminhar a pé. Tais meios exigiriam diversas horas de deslocamento, talvez em torno de seis horas diárias para ida e volta. Levando-se em conta que a jornada de trabalho seria naquela época, provavelmente, de 10 a 12 horas, cada indivíduo teria um máximo de oito horas para dormir e se recuperar de um trabalho estafante, sem tempo para fazer qualquer outra coisa a não ser se deslocar, trabalhar arduamente e dormir.
Sendo, como os egípcios, um povo eminentemente prático, os japoneses, em 1978, tentaram edificar uma pirâmide empregando apenas os recursos disponíveis na antiguidade. O monumento teria apenas 18 metros de altura, estaria localizado a sudeste da pirâmide de Miquerinos e, por exigência do governo do Egito, só poderia permanecer de pé por alguns dias. Da mesma pedreira que forneceu as pedras para a pirâmide de Kéops, localizada cerca de 14 quilômetros de distância do local do teste, na margem oposta do Nilo, foram extraídos blocos pesando aproximadamente uma tonelada. O transporte das pedras por barcaças foi impossível: a flutuação não era uma solução simples como se dizia. Os blocos acabaram sendo transportados — pasmem — por um barco a vapor. Feito isso, equipes de 100 homens tentaram transportar as pedras sobre a areia. Também não conseguiram. O transporte acabou sendo feito com o emprego de equipamentos modernos. Finalmente, com as pedras já no local do teste, o máximo que conseguiram manualmente foi elevar os grandes blocos a pouco mais de meio metro de altura. Para terminar a obra, os cientistas lançaram mão — pasmem mais uma vez — de guindastes e helicópteros.
http://www.fascinioegito.sh06.com/comofor6.htm
Como Foram Construídas

Hipótese Clássica Como Foram Construídas
Na realidade não existem registros escritos que expliquem como as pirâmides foram construídas e, portanto, tudo o que se diga a respeito não passa de especulação, ainda que baseada em indícios. Na visão de Heródoto, turmas de 100 mil trabalhadores, revezando-se em turnos que duravam três meses, levaram 20 anos para construir a Grande Pirâmide. Atualmente os egiptologistas acreditam que aquele monumento foi edificado por um número menor de trabalhadores e em menos tempo. A idéia de que as pirâmides foram construídas por escravos para um faraó tirânico está hoje descartada. É improvável que os egípcios tivessem escravos naquela época, pois sua sociedade era basicamente composta por camponeses. Impossibilitados de trabalhar nos campos durante três meses do ano por causa da inundação, esses homens estavam condenados à ociosidade nesse período. O empenho que demonstravam na construção das pirâmides pode ser explicado pelo fato de que acreditavam que o faraó era um deus e ajudar a construir o seu túmulo era, antes de tudo, uma honra.
Além dos camponeses que executavam um trabalho puramente braçal, havia muito mais pessoas com habilidades específicas envolvidas no empreendimento. A enorme demanda de pedras exigia especialista na tarefa de extraí-las, os quais trabalhavam em turmas. Eles pintavam nas pedras, com ocre vermelho, o nome de suas turmas. Turma da Pirâmide de Degraus, Turma Vigorosa, Turma do Norte, Turma do Sul e Turma do Cetro, por exemplo, são alguns dos nomes encontrados nas pedras de revestimento da pirâmide de Meidum. Na Grande Pirâmide pode-se ler em um dos blocos: Turma dos Artesãos. Quão poderosa é a Coroa Branca de Khnum Khufu!. Também era necessário que as pedras fossem transformadas em blocos e recebessem acabamento de outros tantos mestres e, finalmente, homens hábeis na arte da costrução acentavam os blocos com precisão. Embora a maioria da força-tarefa envolvida com o deslocamento das pedras só entrasse em ação quando não havia o que fazer nos campos, os demais operários estavam permanentemente dedicados ao seu trabalho, seja nas pedreiras, seja no monumento em si. A oeste da pirâmide de Kéfren foram desenterrados alojamentos para 4000 homens, cifra que talvez represente o número total de operários permanentes, e as ferramentas lá encontradas sugerem que se destinavam a abrigar os trabalhadores das pirâmides.
Uma grande quantidade de estudo e planejamento — afirma o egiptólogo James Putnam — deve ter sido necessária antes de que qualquer construção tomasse forma. Esboços encontrados de outros monumentos sugerem que eles tevem ter feito plantas e existem modelos em pedra calcária de diversas pirâmides, os quais podem ter sido auxiliares do projeto arquitetônico. Algum conhecimento de matemática, geometria e astronomia também era requerido para calcular os ângulos da pirâmide.

Convém lembrar que um pequeníssimo erro no ângulo de inclinação de uma pirâmide resultaria num desalinhamento considerável das arestas do vértice (figura à esquerda). Outro ponto que chama a atenção é que algumas das medidas desses monumentos revelam um uso exato de Pi. A altura da pirâmide de Kéops, por exemplo, é igual ao perímetro da sua base dividida por 2 Pi. Uma vez que o conhecimento matemático dos antigos egípcios não era suficiente para que eles chegassem a resultados como esse por meio de cáculo, os estudiosos acreditam que tal precisão foi alcançada empíricamente através, por exemplo, da medição de distâncias usando-se a contagem das rotações de um objeto cilíndrico como um tambor (figura à direita).
Na escolha do local para construção das pirâmides, os egípcios levavam em conta alguns fatores principais: ele deveria estar situado na margem oeste do Nilo — o lado onde o Sol se põe —; deveria ficar bem acima do nível do rio, mas não muito longe de sua margem; o substrato rochoso deveria ser isento de defeitos ou de tendência para rachadura e, finalmente, situar-se a pouca distância da capital. Saqqara e Abusir, por exemplo, localizavam-se junto a Mênfis; Abu Rawash cerca de 27 quilômetros de distância ao norte e Dahshur a apenas oito quilômetros ao sul; Meidum ficava a 53 quilômetros de Mênfis, mas ali apenas uma pirâmide foi erguida. A proximidade do rio era um fator importante, pois muitas das pedras utilizadas na construção de todos os monumentos que compunham o complexo piramidal eram trazidas das pedreiras por via fluvial.
Encontrado o local, removia-se a grossa camada superficial de areia e cascalho, para que o monumento assentasse sobre um firme alicerce rochoso. Começava então o nivelamento e alisamento da rocha. A precisão com que se realizava tal trabalho é demonstrada pela Grande Pirâmide, na qual o perímetro da base tem um pequeno desvio de pouco mais de meia polegada com relação ao que seria um nivelamento absoluto. O emprego de canais na irrigação dos campos, desde muito antes da era das pirâmides, ensinou a gerações de egípcios as técnicas de nivelamento. Para nivelar uma área como a base de uma pirâmide — esclarece o egiptólogo I.E.S.Edwards — deve ter sido necessário rodeá-la pelos quatro lados com montículos baixos de lodo do Nilo, preencher o fosso assim formado com água e cortar uma rede de regos na rocha, de tal maneira que o piso de cada sulco ficasse a uma mesma profundidade com relação à superfície da água; os espaços intermediários podiam, então, ser nivelados após a água ter sido liberada. Em outras palavras: enchia-se de água uma rede de sulcos escavados na rocha em toda a extensão das fundações e marcava-se na pedra as linhas da superfície da água (1); secavam-se os sulcos (2); talhavam-se as pedras que excedessem o nível marcado (3) e enchia-se os espaços vazios com pedras (4). Na prática efetiva — esclarece ainda I.E.S.Edwards — a área total coberta pela pirâmide não era sempre reduzida ao mesmo nível do perímetro; como mostra a Grande Pirâmide, um monte de rocha podia ser deixado no centro para ser usado em estágio posterior do trabalho de construção.
A última das preliminares consistia em fazer uma acurada medição para que a base da pirâmide formasse um quadrado perfeito e cada um de seus lados estivesse orientado para um dos quatro pontos cardeais. A unidade de medida era o cúbito real, equivalente a cerca de 52 centímetros. Cordas de medição — prossegue I.E.S.Edwards — eram feitas com fibras de palmeira ou de linho, sendo que ambas certamente se esticavam quando usadas; portanto, é altamente surpreendente que possa haver uma diferença de apenas 20 centímetros entre os comprimentos dos lados maior e menor da Grande Pirâmide — na realidade, parece notável que em lados que excedem 22860 centímetros de extensão possa ter ocorrido um erro tão pequeno, especialmente quando nos lembramos de que o monte central de rocha teria tornado impraticável qualquer medição da diagonal para verificar a precisão do quadrado. A orientação exata das pirâmides com relação aos pontos cardeais só pode ter sido obtida com a ajuda de um ou mais dos corpos celestes, uma vez que a bússola era desconhecida dos antigos egípcios. Não foi possível determinar com exatidão quantos ou quais dos corpos celestes eram empregados nesse processo, mas é lógico que bastava estabelecer a orientação de um dos lados, já que a dos demais se fixava naturalmente com o uso de um esquadro. Outras construções da mesma época, cujos cantos formam ângulos retos perfeitos, demonstram que esse último instrumental existia.
Ao mesmo tempo em que os trabalhos preparatórios ocorriam no local do monumento, os alicerces da calçada iam sendo assentados. E isso era feito nessa fase porque quase todas as pedreiras que forneciam material localizavam-se próximas das margens do Nilo, da mesma forma que as pirâmides. Assim sendo, o rio podia ser empregado para o transporte das pedras por meio de balsas. Já que cada pirâmide dispunha de uma calçada que a ligava ao Nilo, a qual se destinava à passagem do cortejo fúnebre, esse era também um caminho conveniente para que nele se arrastasse uma espécie de trenó contendo os enormes blocos de pedra e, portanto, a base da calçada deveria estar concluída antes da edificação da pirâmide.
Existem duas vantagens principais no emprego de enormes blocos de pedra na construção de monumentos grandiosos como eram as pirâmides e templos egípcios: obtenção de maior estabilidade e redução no número de junções a serem feitas. O arqueólogo I.E.S.Edwards escreveu: Kéops, que deve ter sido um megalomaníaco, jamais poderia, durante um reinado de cerca de 23 anos, ter erigido um monumento do tamanho e durabilidade da Grande Pirâmide se avanços técnicos não tivessem permitido a seus trabalhadores lidar com pedras de tão considerável peso e dimensões. Quão completamente eles dominaram essa arte pode ser medido pela observação de Petrie de que as junções no revestimento da Grande Pirâmide medem apenas um quinquagésimo de polegada de espessura.
Além de saberem manusear pedras tão imensas, os egípcios também conheciam a arte de talhá-las, apesar de toda a sua dureza. Já na I dinastia (c. de 2920 a 2770 a.C.) empregavam granito para pavimentar aposentos e a pirâmide de degraus de Djoser, da III dinastia, tem uma pequena câmara funerária construída totalmente desse material. Entretanto, foi no decorrer da IV dinastia que grandes estruturas, como o templo do vale e o templo mortuário de Kéfren, foram revestidas principal ou completamente com granito. O basalto é outro material que aparece esporadicamente antes da IV dinastia, quando seu emprego passa a ser bem mais considerável.
A atividade de exploração das pedreiras era intensa, tendo em vista a enorme quantidade de material necessário para erguer monumentos tão grandes. Entretanto, os antigos egípcios dispunham de pouca coisa além de serras e cinzéis de cobre primitivos para realizar o trabalho. Ainda que primitivas, as ferramentas encontradas por arqueólogos, e datadas de tempos tão antigos quanto a I dinastia, mostraram-se capazes de cortar qualquer tipo de pedra calcária. Seja como for, eles devem ter desenvolvido técnicas especiais para extração dos blocos. A pedra calcária de qualidade inferior e mais maleável podia ser manuseada facilmente a céu aberto, pois encon-tra-se na superfície. Por outro lado, na obtenção do granito e do calcário de excelente qualidade de Tura era necessário construir túneis. Provavelmente a aplicação de calor e água facilitava o trabalho. Cunhas de madeira — informa o egiptólogo James Putnam — eram enfiadas em fendas na pedra e então ensopadas de água, fazendo com que se expandissem e rachassem a pedra. Os blocos eram então esquadrejados com o emprego de cinzéis e malhos. Serras de cobre também eram usadas, talvez com lascas de pedras preciosas para ajudar no talhe. Para trabalhar o granito tinham que golpeá-lo com esferas de uma pedra ainda mais dura chamada dolerito. No detalhe de uma pedreira que se vê acima, pode-se notar nitidamente as fendas espacejadas regularmente nas rochas. Tais fendas delimitavam os blocos que seriam extraídos com o emprego das cunhas de madeira.
A maioria dos blocos que formavam a parte interna das pirâmides tinha pouco acabamento, mas as pedras do revestimento eram talhadas com grande precisão e ajustam-se tão perfeitamente umas às outras que as junções são quase invisíveis. Todo o polimento deve ter sido dado depois que as pedras foram colocadas em seus lugares definitivos. Nas proximidades da pirâmide de Kéops foram encontrados enormes depósitos de lascas de pedra calcária provenientes do trabalho executado com os blocos. Estimou-se que a pedra acumulada em tais depósitos equivale em volume a mais da metade do volume das pirâmides.
Um dos maiores desafios era, sem dúvida, o transporte dos enormes blocos. As pedras do revestimento da Grande Pirâmide pesam, em média, duas toneladas e meia cada uma, mas isso é pouco. Algumas delas chegam a pesar 15 toneladas, mas isso também é pouco. As lajes de granito do teto da câmara mortuária da mesma pirâmide pesam 50 toneladas e, se você ainda acha que é pouco, saiba que algumas das pedras mais pesadas encontradas no templo mortuário de Miquerinos pesam cerca de 200 toneladas! E não podemos esquecer que mesmo as "menores" dessa lista tinham que ser embarcadas e desembarcadas de balsas e elevadas a alturas consideráveis com relação ao solo. Navegar com esses megálitos exigia um perfeito controle de enormes e pessadíssimas balsas lotadas, em um rio de correnteza rápida e com bancos de areia em alguns trechos, sem dúvida uma operação arriscada que requeria grande habilidade. No transporte por terra provavelmente usavam o mesmo método, qualquer que fosse o tamanho da pedra: o arraste. Apenas a quantidade de homens variava conforme o peso a deslocar.
FONTE: http://www.geocities.com/tioisma2002/comofora.htm
Como Foram Construídas
O Uso de Magnetismo Como Foram ConstruídasMuito se tem discutido sobre as técnicas que eventualmente poderiam ter sido usadas pelos antigos egípcios para cortar os enormes blocos que formam as grandes pirâmides de Gizé. Menor atenção tem sido destinada aos métodos que podem ter sido usados para transportar e levantar blocos ciclópicos de pedra. A solução proposta pela visão clássica é a de que os blocos foram movidos e colocados em seus lugares apenas com o uso da força braçal. Entretando, especialistas em movimentação de grandes pesos com emprego de modernos guindastes levantam dúvidas a respeito. Christopher Dunn, um engenheiro mecânico inglês que trabalha nos Estados Unidos e que desde 1977 vem se questionando sobre a maneira pela qual as pirâmides foram construídas, escreveu um artigo para uma revista americana no qual debate a questão.
Minha empresa instalou recentemente uma prensa hidráulica pesando 65 toneladas — ele escreveu. Para erguê-la e depois baixá-la pelo telhado, foi necessário um guindaste especial. O guindaste foi trazido para o local desmontado e foi transportado de uma distância de 128 quilômetros, consumindo cinco dias de viagem. Depois de 15 descarregamentos terem sido feitos, o guindaste foi finalmente montado e ficou pronto para uso. Um dos manobristas que executou a tarefa informou que o maior peso que ele havia erguido tinha sido uma peça de 110 toneladas de uma usina nuclear. Quando eu falei a ele sobre os pesos de 70 e 200 toneladas dos blocos de pedra usados no interior da Grande Pirâmide e do Templo do Vale, ele expressou assombro e descrença quanto aos métodos primitivos que são propostos pelos egiptólogos.
A seguir Christopher Dunn faz referência ao único homem no mundo que, baseado em experiência própria, afirmou com todas as letras conhecer o segredo de como foram construídas as pirâmides do Egito, mas que morreu sem revelá-lo. Esse homem foi um imigrante da Letônia, um eremita excêntrico chamado Edward Leedskalnin, que construiu sozinho, no interior dos Estados Unidos, um Castelo de Coral com pedras que chegam a pesar até 30 toneladas, como é o caso da que aparece apoiada no chão na foto acima formando um muro. Ele descobriu uma maneira de erguer e manobrar blocos de coral dessa envergadura usando apenas meios manuais. Seria possível para um homem de um metro e meio de altura e 50 quilos de peso realizar tal feito sem conhecer técnicas estranhas ao nosso entendimento contemporâneo de física e mecânica? As realizações desse homem surpreenderam muitos engenheiros e tecnólogos que procuraram compará-las com aquelas conseguidas por trabalhadores que manuseiam pesos semelhantes na indústria atual.
De acordo com o raciocínio do engenheiro inglês, se nós assumirmos que Leedskalnin e os antigos construtores das pirâmides usaram técnicas semelhantes, teremos um enfoque diferente no que diz respeito a quantidade de homens necessários para construir a Grande Pirâmide. As estimativas do número de trabalhadores que ergueram aquela obra oscilam entre 20.000 e 100.000. Mesmo levando-se em conta que a precisão com a qual Leedskalnin trabalhou não foi a mesma usada no Egito, com base naquilo que ele conseguiu, extraindo e erguendo um total de 1.100 toneladas de pedra num espaço de tempo de 28 anos, as 5.273.834 toneladas de pedra usadas na Grande Pirâmide poderiam ter sido postas no lugar por apenas 4.794 trabalhadores.
Eu visitei o Castelo de Coral pela primeira vez em 1992 — afirma Christopher Dunn. Logo ficou claro para mim que a afirmação de Ed era exata. Ele realmente conhecia os segredos dos antigos egípcios. (...) Leedskalnin discordava da maneira pela qual a ciência moderna está entendendo a natureza. Ele afirmava enfaticamente que eles estão errados. Seu conceito de natureza é simples. Toda matéria é constituída por ímãs individuais e é o movimento destes ímãs dentro dos materiais e através do espaço que produz os fenômenos mensuráveis, isto é, magnetismo e eletricidade. Dunn acredita que Leedskalnin a partir dessa premissa, quer ela seja correta ou não, pode ter descoberto meios de elevar e manobrar grandes pesos manualmente, o que seria impossível usando métodos convencionais. Especula-se que ele teria usado eletromagnetismo para eliminar ou reduzir a força gravitacional da Terra. Nem todos concordam com esse ponto de vista.
Prosseguindo seu artigo, Dunn faz uma especulação que tenta levar a premissa básica de Leedskalnin relativa à natureza da eletricidade e do magnetismo a uma conclusão que tenha algum contato com a lógica. Ele pondera que talvez aquilo que aprendemos sobre o assunto não se aplique necessariamente à busca e à descoberta de uma solução verdadeira. A pergunta a ser respondida nesse caso é a seguinte: O que é anti-gravidade?
E a resposta é: meios pelos quais os objetos podem ser erguidos, superando a força gravitacional da Terra. Nós aplicamos técnicas anti-gravitacionais em nossa vida cotidiana. Quando saímos da cama pela manhã, nós empregamos a anti-gravidade. Um avião e um elevador, por exemplo, são tecnologias inventadas para superar os efeitos da gravidade. Estamos trabalhando sob a suposição de que para criar um dispositivo anti-gravitacional a gravidade já seja um fenômeno totalmente conhecido e compreendido e que a tecnologia tem condições de anulá-la. Mas, não é bem assim. A verdade é que ainda nos escampam a natureza da gravidade e a maneira de produzir ondas que possam interferir sobre ela.
E se na realidade não existe essa coisa chamada gravidade? E se as forças naturais que nós já conhecemos forem suficientes para explicar os fenômenos visíveis que nós etiquetamos como gravidade? E se, como reivindica Leedskalnin, tudo se reduz a ímãs individuais, as propriedades conhecidas de um ímã não seriam suficientes? Nós sabemos que polos semelhantes se repelem e que polos opostos se atraem. Nós também sabemos que podemos suspender um ímã sobre outro, contanto que não permitamos que os polos opostos se atraiam. Ímãs procuram se atrair e, entregues a si mesmos, alinharão seus polos opostos uns aos outros. Se um ímã grande for suspenso por cima de um ímã menor, dependendo da proporção entre eles, a distância entre os ímãs será diminuída até o ponto em que o ímã menor não seja capaz de exercer força suficiente para se elevar. A terra, sendo o ímã maior, emite fluxos de energia magnética que segue linhas de força que há séculos sabemos que existem. Se nós assumirmos, como fez Leedskalnin, que todos os objetos são ímãs individuais, nós também podemos assumir que uma atração existe entre estes objetos devido à natureza inerente de um ímã que busca alinhar um polo oposto a outro. Talvez os meios que Leedskalnin tenha encontrado para trabalhar com a força gravitacional da Terra não tenha sido nada mais complicado do que inventar meios pelos quais o alinhamento dos elementos magnéticos dentro de seus blocos de coral pudesse ser ajustado para resistir aos fluxos do magnetismo terrestre.
É bem sabido que Leedskalnin trabalhava sozinho e, portanto, seus métodos tinham que ser necessariamente simples. Christopher Dunn prossegue esclarecendo que um método conhecido para criar magnetismo em uma barra de ferro consiste em alinhá-la com o campo magnético da Terra e golpeá-la com um martelo. Isso faz vibrar os elementos na barra e lhes permite serem influenciados pelo campo magnético dentro do qual se encontram. O resultado é que quando a vibração cessa, um número significativo dos átomos se alinharam dentro deste campo magnético. Numa oficina dentro do castelo, existe um mecanismo que dispõe de uma espécie de volante e o qual se afirma serviria para gerar eletricidade, mas é duvidoso que fosse possível conseguir tal objetivo apenas girando a roda com as mãos. O conjunto todo é formado por um velho carter de um veículo de quatro cilindros e barras magnéticas que foram intercaladas entre duas placas. Na parte superior há uma engrenagem circular. Para dar peso e solidificar todo o conjunto, Leedskalnin envolveu as barras magnéticas com cimento. Uma foto antiga, que vemos acima, mostra Leedskalnin com a mão na manivela existente no conjunto, dando a impressão de que para fazê-lo funcionar seria necessário girar o artefato. É possível, entretanto, que Leedskalnin usasse a manivela apenas para dar partida a um motor de movimento alternado, atualmente perdido, que se fixava em uma das extensões do eixo. Ele poderia, então, afastar-se e deixar a máquina funcionando.
Ao examinar esse mecanismo, Christopher Dunn imaginou que as barras magnéticas eram usadas na realidade para provocar vibração na peça que Leedskalnin estivesse tentando erguer. O cárter estava firmemente preso a um bloco de coral na oficina, e dificilmente se movimentaria. Dunn testou as barras magnéticas com um canivete. Ele foi atraído por todas elas. Para saber com certeza qual o arranjo dos polos na roda e confirmar se realmente o conjunto seria capaz de gerar eletricidade, Dunn usou uma barra magnética. Ele segurou a barra a uma curta distância da roda ao mesmo tempo em que a fazia girar. O ímã movimentou-se nas mãos do engenheiro enquanto a roda girava. Olhando ao redor ele viu uma parafernália de vários dispositivos movimentando-se, inclinando-se, elevando-se dentro do quarto. Havia bobinas de sintonia de aparelhos de rádio, garrafas com arame de cobre enrolado nelas, carretéis de arame de cobre e outras várias peças de metal e plástico que pareciam ter saído de um velho aparelho de rádio. Dunn sugere que o letônio pode ter descoberto alguma maneira de reverter, localmente, os efeitos da gravidade. Ele poderia ter gerado um sinal de rádio que fizesse com que o coral vibrasse na sua frequência de ressonância e então usaria um campo eletromagnético para inverter os polos magnéticos dos átomos, de maneira a que ficassem em oposição ao campo magnético da Terra.
Na oficina do castelo podem ser vistas correntes, roldanas, talhas e outras materiais que parecem saídos de um ferro-velho. Toda essa tralha não está dimensionada e não é adequada para levantar os pesos com os quais Ed lidava. Fotos que foram tiradas mostrando Leedskalnin trabalhando exibem um tripé formado por postes telefônicos, sustentando uma caixa em seu topo. Esse material não se encontra mais no castelo. Mas existem ainda lá carretéis de arame de cobre e afirma-se que, em determinado período, o inventor teve uma grade de arame de cobre suspensa no ar sobre a propriedade. As fotos mostram um cabo preso ao redor do tripé que corre diretamente para o solo, o que leva a concluir que talvez o arranjo de tripés esteja relacionado mais com a suspensão da grade de cobre do que com a suspensão dos blocos ou equipamentos.
Eu não tenho nenhuma dúvida — conclui Christopher Dunn em seu artigo — que Leedskalnin contou a verdade quando disse que conhecia os segredos dos antigos egípcios. Ao contrário daqueles que têm buscado publicidade para suas próprias teorias inadequadas, embora politicamente corretas, ele provou a sua pela ação. Eu acredito, também, que estas técnicas podem ser redescobertas e postas em uso para o benefício do gênero humano. Dunn acredita que no castelo há indícios e material suficientes que podem ser reunidos a ponto de se redescobrir a técnica que Leedskalnin utilizou.
FONTE: http://www.geocities.com/tioisma2002/magnetismo.htm
COMO FORAM CONSTRUÍDAS
"O tempo resiste a tudo, mas as pirâmides resistem ao tempo"
provérbio árabe.
Construídas há cerca de 4500 anos, aproximadamente entre 2650 e 2550 a.C., as pirâmides de Gisé foram feitas para três reis da Quarta Dinastia do Egito: Quéops, Quéfren e Miquerinos. Eles mesmos foram os arquitetos de suas próprias pirâmides.
Heródoto, "pai da História" , viajando pelo Egito no ano de 450 a.C., conseguiu obter dos sacerdotes certos pormenores sobre a construção dessas maravilhas e os transmitiu ao resto do mundo. Segundo seu relato, a Grande Pirâmide, como é chamada a de Quéops, foi construída num espaço de vinte anos. Cem mil homens trabalhavam nessa obra durante três meses por ano, provavelmente durante a época das cheias do rio Nilo, quando a agricultura ficava paralisada. Foram utilizadas mais de 2 milhões de pedras calcarias.
É provável que os grupos de trabalho fossem espontâneos. As pessoas sentiam-se satisfeitas em colaborar com obras consideradas divinas.
Das 7 maravilhas do mundo antigo, as pirâmides de Gisé são as únicas que ainda permanecem inteiras, exercendo um grande fascínio sobre a humanidade.
Quem quer que tenha visto as pirâmides uma só vez na vida - ou mesmo quem nunca pôde vê-las de perto - fica curioso:

Como foram construídas?
Qual o conhecimento matemático que os egípcios possuíam? Que técnicas dominavam?
Que ferramentas empregavam?

Na construção das pirâmides, os egípcios inicialmente nivelavam o terreno pela observação da estrela Polar, a partir de um ponto fixado no vértice norte da futura pirâmide. A precisão alcançada com esse processo é espantosa.
Os instrumentos usados eram o merkhet- barra horizontal equipada com um fio de prumo -e o bay - vara de madeira com uma alça de mira na extremidade superior.
Com o auxílio desses instrumentos, as posições do nascente e do poente da estrela do Norte (Polar) eram marcadas sobre um círculo.
Para encontrar o norte, os egípcios determinavam a bissetriz do ângulo formado pela posição do nascente e do poente da estrela.
Descoberto o norte, os egípcios ligavam cordas a vários pontos fixados sobre o eixo norte-sul, o que tornava possível a determinação de um dos lados da pirâmide. Com o auxílio de varas, usadas como instrumento de medida, obtinham o ângulo reto com um conjunto de arcos de círculo.
Não podemos esquecer que a base da pirâmide é quadrangular, isto é, possui quatro ângulos retos. A precisão dos ângulos da Grande Pirâmide é admirada até hoje. O curioso é que, embora o teorema de Pitágoras sobre as relações entre os lados de um triângulo ainda não tivesse sido formulado, os egípcios já o aplicavam, demonstrando que a necessidade prática é a grande geradora do conhecimento humano.
Como as pedras eram transportadas até o local da construção das pirâmides?

Ainda hoje existem vestígios das rampas que os egípcios utilizavam para transportar as pedras. O mais provável, haja visto as inúmeras teorias sobre a sua construção, é que eles usassem uma série de pequenas rampas em torno da pirâmide, para empurrar os blocos iniciais até uma altura de 30 metros. Outra rampa lateral maior, apoiada em apenas uma das faces, servia para transportar o restante das pedras até o topo.
Entre os mecanismos de que os egípcios dispunham, constavam: a alavanca, as roldanas, carros de arrasto e o chaduf, aparelho com que suspendiam material de construção.

Realmente, as pirâmides de Gisé mereceram o título de maravilha do mundo. Há detalhes em sua construção que deslumbram o leigo e impressionam o matemático.
Ignora-se o significado exato da forma piramidal. Pode ser que as paredes lisas e inclinadas representassem os raios de sol, pelos quais o faraó subiria até o astro-rei, o deus Rá, e com ele percorreria os céus.
Quéops, Quéfrem e Miquerinos, eram respectivamente pai. filho e neto. A primeira das pirâmides é a de maiores dimensões. Ocupa uma área de mais de 6 hectares, contém quase 5 milhões de toneladas de pedra, mede cerca de 145 metros de altura e sua única entrada, no lado norte, eleva-se cerca de 17 metros do solo. Ela foi construída cerca de 2500 anos antes de Cristo. Sua base é um quadrado cujos lados medem aproximadamente 230 m.
O fascínio de Quéops não termina aí. As suas quatro faces estão orientadas, com uma exatidão quase perfeita, para os quatro pontos cardeais: norte, sul, leste e oeste. A grande pirâmide foi originalmente revestida de pedra calcária da melhor qualidade, mas hoje resta pouco desse material.
O perímetro de cada um dos quatro lados da Grande Pirâmide está para a altura da pirâmide como a circunferência para o raio do círculo, isto é, na relação de 2p. A sua altura, multiplicada por um bilhão resulta na distância do Sol à Terra. Um meridiano que passe pelo centro da pirâmide divide continentes e oceanos em duas metades exatamente iguais. A grande pirâmide se situa no centro de gravidade dos continentes!
Mais incrível ainda é o fato de que, ao cortar o meridiano, os raios da estrela Sírio são perpendiculares à face sul da Grande Pirâmide. Penetrando na câmara real pelo canal de ventilação, iluminavam a cabeça do finado faraó. Pela face norte, a abertura principal e um segundo túnel (que ia ter à câmara inferior) davam passagem à luz da estrela Polar.

Quanto mistério não deve estar ainda escondido sob as imensas pedras de Gisé. Quais as relações, se é que existem, entre as pirâmides do Egito e as das colonizações pré - Colombianas. O pesquisador Erich Von Däniken, em seu livro "Eram os Deuses Astronautas?", defende a tese de que as pirâmides foram construídas com o auxilio de seres extra - terrenos. As maldições que sempre cercaram as suas explorações e tantos outros fatos e relações impressionantes nos deixam, muitas vezes sem resposta, mas quanto mais nos aprofundamos mais fascinados pelas pirâmides acabamos ficando.
A pirâmide quadrangular é um sólido delimitado por quatro faces triangulares e por uma base quadrangular.
As pirâmides mais comuns são as de base quadrada, embora, matematicamente, a base possa ser qualquer polígono.
Os antigos egípcios precisavam demarcar constantemente suas terras às margens do rio Nilo. Para essas demarcações precisavam do ângulo de 90 graus. Eles conseguiam esse ângulo dispondo urna corda dividida em 13 nós, espaçados em intervalos regulares. Para conseguir o ângulo a corda era fixada com estacas nos nós 1, 4,8, fixando o nó 13 junto com o nó 1.0 ângulo determinado pela estaca do 4 nó é ângulo reto.
Fonte: www.expoente.com.br
FÓRUM DE DEBATES
espondidas
Mostre-me outra »
COMO FORAM CONSTRUIDAS AS PIRÂMIDES DO EGITO???
Como construiram, quem, de onde veio aqueles plocos enormes de pedra que formam a 1º das sete maravilhas do mundo?

Elas tem alguma relão com as estelas?
• 2 anos atrás
Denuncie
by H. Sue ♥ G. Gê
Membro desde:
02 de Julho de 2006
Total de pontos:
486799 (Nível 7)
• Adicionar amigo(a)
• Bloquear
Melhor resposta - Escolhida pelo autor da pergunta
Chama-se pirâmide, em matemática, ao sólido que tem por base um polígono qualquer (triângulo, quadrilátero, pentágono etc) e por faces laterais triângulos que se reúnem num mesmo ponto, chamado vértice da pirâmide.

As famosas pirâmides egípcias são enormes monumentos em forma de pirâmides de base retangular que foram mandadas construir pelos reis das diversas dinastias. A sua antigüidade, magnitude e esplendor davam-lhes uma glória imperecível, cujo brilho perdurou, através dos longos séculos, até os nossos dias. Sabe-se que houve mais de 170 pirâmides no Egito e na Núbia.

A etmologia da palavra pirâmide é desconhecida; chegou a nós através do vocábulo grego "pyramis", mas não se pode explicar a sua origem; não tem relação alguma com a palavra grega "pyr" que significa "fogo". Em antigo egípcio, pirâmide se chama mari, mas se escreve só "mr"; este vocábulo é muito semelhante à palavra maia "muul", que tem o mesmo significado; note-se que na língua maia não existe o r, que é sempre substituído por l.

As maiores pirâmides egípcias são conhecidas pelo nome de "Pirâmides de Gizé", porque estão perto da cidade deste nome, situada nas margens do Nilo e nas proximidades das ruínas de Mênfis. São três essas pirâmides, e levam os nomes dos mais notáveis reis da quarta dinastia: Khufu (ou Quéops), Krafre (ou Quéfren) e Menkaura (ou Miquerinos).

A pirâmide de Quéops excede muito as outras em tamanho e maravilhas. Segundo Heródoto, a sua construção exigiu 30 anos de trabalho, no qual foram empregados cerca de cem mil operários. A sua altura é de 147 metros, e a base de qualquer das faces laterais é de 234 metros. Era orientada esta pirâmide conforme os 4 pontos cardeais celestes, sendo a entrada na face norte. Atualmente está a 4 minutos de grau, do Norte para Oeste; mas, como a posição do pólo terrestre varia no valor de um minuto em mil anos, fica claro que a orientação da pirâmide era absolutamente exata quando foi construída, cerca de 4.000 anos antes do Cristo. Esse colosso consta de dois milhões e meio de blocos de pedra, todas pesadíssimas. No centro da pirâmide faltam alguns blocos, omitidos para dar passagem ao corpo embalsamado do rei Khufu. Nas paredes há séries de pinturas que representam esse rei em várias ocupações: comendo, lavrando campo, conduzindo bois etc. O espaço interior da pirâmide é de tal tamanho que nele caberia a igreja de S. Pedro, de Roma. Se a pirâmide fosse desmanchada, suas pedras dariam material bastante para um muro que circulasse toda a França.

As dimensões das duas pirâmides que são vizinhas da pirâmide de Queóps são menores: a de Quéfren tem 137 metros de altura, a de Miquerinos, 66 metros.

Falando da pirâmide de Quéops, diz o professor Flinders Petrie: "A esquadria da base e sua nivelação são esplendidamente exatas; o erro maior que os mais precisos instrumentos foram capazes de descobrir nas dimensões dos lados da Grande Pirâmide de Gizé é de menos de um centésimo de um por cento."


As dimensões exprimem certos axiomas geométricos, como, por exemplo, a relação da hipotenusa com os catetos. O ângulo de construção mostra que o antigo arquiteto egípcio conhecia a exata relação entre o diâmetro e a circunferência.

Também os conhecimentos astronômicos são revelados pela Grande Pirâmide. Sua face sul recebia, no tempo de sua construção, em ângulo reto, os raios de luz da estrela de Sírio, da constelação do Cão Maior, cuja saída helíaca anunciava o princípio de ano egípcio e a inundação do sagrado rio Nilo, e, com esta, a prosperidade geral. A face de luz do dito astro, no momento de passar pelo meridiano, coincidia com a direção dum conduto de ventilação que ia parar na câmara onde estava depositado o corpo do defunto faraó, e iluminava-lhe a cabeça.Há outros dois condutos, paralelos entre si, um para a câmara principal e o outro para uma câmara subterrânea, que guiavam a luz da Estrela Polar, que naquela época era o Alfa da Constelação do Dragão, no seu passo inferior pelo meridiano.

A assombrosa precisão que representam estas surpreendentes coincidências astronômicas, na arte de construir, testemunham que os sábios egípcios há 4.000 anos antes da era cristã já possuíam grandes acumulações de observações, feitas durante séculos anteriores.

E quais foram as razões que levaram os faraós a construir as pirâmides? Geralmente se pensa que unicamente para lhes servirem de mausoléus; é, porém, impossível que os reis egípcios, cujos atos eram controlados pelo sacerdócio científico, gastassem tanto dinheiro e tantos anos de trabalhos, feitos por milhares de operários, com o único fim de satisfazer uma inútil vaidade. Ponderando as aludidas coincidências astronômicas com os detalhes na construção, temos de aceitar a opinião daqueles que dizem que, além de serem túmulos de reis, as pirâmides eram postos astronômicos e sagrados redutos de grandes iniciados. Marsham Adams considera a pirâmide como exemplo apresentado em pedra do que o "Livro dos Mortos" ensina em palavras: que ali a alma, livre do corpo físico, passava através de portas sucessivas; fazia diversas viagens místicas e adquiria a posse de poderes conquistados sobre o seu "eu" inferior; assim, progredindo de uma iniciação para outra, o estudante das leis da Vida e da Morte aprende os segredos da Vida Integral e entra no segredo da Mansão de Luz.

Comentário do autor da pergunta:
Olá Hallys, sua resposta vou boa, mas copiou da google né, mas tudo bem eu gostei da sua resposta na pergunta do nariz da esfinge que foi mais pessoal e como ñ deu para escolher eu escolhi aqui ok...Gostei dos estraterreste e do construiram de cabeça para baixo ri muito...kakau valeu continua assim!
Atualmente não há comentários para esta pergunta.
* Você precisa estar logado no Respostas para adicionar comentários. Entre ou Crie uma nova conta.

Existe uma teoria que diz que as três grandes pirâmides são uma representação do cinturão de órion (que aqui no RS são chamadas as três marias) esta é a relação com as estrelas, mas não há provas de que existe ou não.

No mais, as pedras foram cortadas bem longe dali, trazidas de barco e empilhadas umas por cima das outras com força humana e planos inclinados. Ou seja: deu um trabalhão danado!
Membro desde:

Bom! Primeiro eles fizeram a ponta no solo, depois a viraram de ponta cabeça!

Abraço! Brincadeirinha! Boa tarde!!
Ola
Nao quis invadir o seu debate de novo hehe ai eu vim aqui...
Eu queria te mandar sim, mas vc primeiro tem que autorizar o seu e-mail para o nosso publico do Yahoo (o seu e-mail eh mandado via Yahoo, sem falar o endereco de verdade) mas qualquer coisa vc pode mandar ou pelo meu e-mail clicando no meu perfil, ou para o i-alien@hotmail.com...
Muito legal a sua foto.

Para autorizar vc clica em "alterar" e vera que eh muito facil.

desculpe, ok?
Nao invadirei novamente os seus "debates"

um beijo

Contribuindo em:
Filosofia
Outras - Artes e Humanidades
Outras - Notícias e Eventos
o
Os egípicios foram o povo mais supersticioso da Antiguidade... e acreditavam piamente que a vida se prolongaria após a morte, portanto era bom construir um abrigo para os reis,com as coisas que tinha aqui na Terra, e iam precisar no além... mas, os menos afortunados faziam pirâmides menores, e o Vale dos Reis, está cheio delas... portanto, trabalhavam por amor à causa...
Mas, por via das dúvidas havia milhares de escravos, e muitas chibatas... só não levitação e deuses astronautas !

O mesmo aconteceu na Grande Muralha da China; nas grandes catedrais cristãs da Idade Média e Renascimento...na lenda bíblica da Torre de Babel, que nunca existiu... etc !

Vamos construir um admirável mundo novo ! Sem fantasias e lero-leros...

18.08
Membro desde:
07 de Agosto de 2007
Total de pontos:
619 (Nível 2)
não sei não tava la para ver!
deixando as brincadeiras de lado segundo o que sei
foram extraterrenos que transportavam as pedras em outra dimensão e depois colocavam na adimensão atual logo não tinha peso nenhum!
informe-se mas pelo assunto é bem interessante
• by SOU UM ACTO
Membro desde:
18 de Junho de 2007
Total de pontos:
27774 (Nível 7)
Construídas há cerca de 4500 anos, aproximadamente entre 2650 e 2550 a.C., as pirâmides de Gisé foram feitas para três reis da Quarta Dinastia do Egito: Quéops, Quéfren e Miquerinos. Eles mesmos foram os arquitetos de suas próprias pirâmides

SUGESTÕES
1- Estudo das constelações celestes, dos paralelos e meridianos terrestres
2- Estudo de planos inclinados polias ou roldanas e alavancas
3- Estudo da situação histórica e religiosa de Egito antigo
4- Estudo da situação geográfica do Egito. Vantagens e desvantagens trazidas pela proximidade com o rio Nilo
5- Pesquise quais as sete maravilhas do mundo moderno
6- Estudo da formação de rochas calcárias
7- Comparações entre as civilizações pré colombianas e a civilização egípcia
8- Estudo biológico de múmias e técnicas de embalsamento
9- Estudo das proporções água & continente no planeta Terra

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
- História de Matemática e de Vida - Bongiovanni, Vissoto, laureano - Ática, 1992
- Fundamentos da Matemática Elementar - Dolce, Pompeo - Atual, 1993
- Eram os deuses Astronautas? - Erich Von Däniken - Melhoramentos, 1986
Fonte(s):
Saudação
Membro desde:
12 de Abril de 2007
Total de pontos:
16163 (Nível 6)
Bem, majestade, li as outras respostas...
É, pode ser... ou podemos cogitar hipóteses, pois acho que certeza mesmo acho que ninguém pode ter...

Então podemos devanear, supor, porque não, que fomos visitados e auxiliados por seres extraterrestres!

Afinal, não eram os deuses astronautas?
Cara, segundo meu limitado conhecimento, as pirâmides do Egito foram constuídos pelos escravos! É só isso que sei, não sei de onde vieram as pedras e nem se tem relação com as estrelas!
Uma pessoa aqui falou em ``eram os deuses astronautas``. Aquele ``von`` não-sei-das-quantas. Cientificamente foi comprovado que tudo aquilo foi construido na base do chicote. os escravos, em larga produção, devido a megalomania, usavam somente uma toalha, algo como uma mini-saia, comida e agua e só. As pedras vieram de muito longe e como sempre tudo na base do chicote. Pois faraós são iguais aos papas, se consideram o maximo, uma extenção de deus , que é algo que não existe. Pois o homem em sua ilusão cria obras descomunais na vã tentativa de ficar para a imortalidade. Ao se ´´ maravilhar ´´ com algo magnifico como as piramides é sempre bom lembrar das milhares e milhares e milhares de pessoas que de uma maneira
http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070814053607AAfxXZS
COMO FORAM CONSTRUÍDAS AS PIRÂMIDES DO EGITO?
Qual sua teoria?
A teoria mais recente é do arquiteto Jean Pierre Udan que diz que havia uma rampa em volta da pirâmide e suas construções eram de dentro pra fora.
Eu falei pra eles que era pra usar guindastes, mas o faró era um puuta pão duro e preferiu usar mão de obra escrava mesmo
Avaliação do autor da pergunta:

Comentário do autor da pergunta:
Tá. Obrigada
Atualmente não há comentários para esta pergunta.
Acho que fizeram um monte de areia, construíram as pirâmides no centro e depois retiraram toda a areia em volta, para ficar só as pirâmides.
Membro desde:
12 de Julho de 2006
Total de pontos:
2043 (Nível 3)
Você e um milhão de estudiosos queria saber, dizem até que foi construidas por alienigenas, mas isso é muita ilusão, cada um tem sua teoria , a minha é que foi pessoas da antiguidade mesmo e bem devagar , apesar que naõ da para entender como eles conseguiram levantar aquelas pedras sem ajuda de muc ou guindastes modernos.
Foram construídas pela despencol, do Sérgio Canaya.
Por isso estão em ruínas!
Boa pergunta, também gostaria de saber...
Grande Pirâmide de Giza,.
Local onde se enterravam os Faraós.
Altura atual:137 metros aproximadamente.
Base:230 metros.
Localização geográfica:Egito próximo de Cairo.
Quantidade de blocos:2 milhões de pedras
aproximadamente 200 e 250 Kilos .
Você sabia? A grande Pirâmide de Giza é a única das
Sete Maravilhas do Mundo Antigo?
Foi a construção mais alta do mundo,até a construção da
Torre Eiffel em 1889!
Quem construiu esta Obra Faraônica?
Há duas hipóteses.
Humanos?Calcula-se que foi construída por 4000 homens.
Seres Gigantes extra-terrestres?
Enigma das Pirâmides!
Paz!


MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O ASSUNTO VISITEM O SITE: http://ciencia.hsw.uol.com.br/piramide4.htm

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

--> NOSSO LAR O FILME



strong>ESCLARECIMENTOS SOBRE A PRODUÇÃO DO FILME " NOSSO LAR "

O Blog TRILHAS Recebeu 14 (Quatorze) comentários sobre a matéria da produção do Filme " Nosso Lar" e destacamos aqui dois deles:

O primeiro foi de um dos membros integrantes do filme que não quis identificar-se e o segundo foi do Ator RENATO PRIETO, que representa ANDRÉ LUIZ no filme.
_______________________________________________
--> COMENTÁRIOS REPRODUZIDOS NA ÍNTEGRA:
__________________________________________________
Prezado Mario,

Realmente um grande pequeno "furo" de reportagem "roubando" uma foto de um cenário do filme - provavelmente sendo montado ainda, porque o cara sentado na maca não é sequer personagem.
Bacana ainda a colagem de imagens que você fez, encontrando informações que estão no site do filme www.nossolarofilme.com.br e também buscando no You Tube videos amadores para exemplificar, além, é claro, das imagens do livro da Heigorina Cunha, o Cidade no Além.

Queria, no entanto, esclarecer-lhe e pedir que você esclarecesse duas informações muito importantes: não se trata de uma produção americana mas sim brasileiríssima. Há uma parte da equipe estrangeira, com gente do Canadá e dos Estados Unidos. Apenas isso. E o filme já está em fase de finalização, com efeitos visuais sendo feitos no Canadá e nunca realizados no cinema brasileiro.

Por fim, um pedido - você pode esclarecer aos seus leitores que as imagens mostradas, tanto do You Tube quanto da própria internet (como no caso da imagem inicial, no topo da página) NADA têm a ver com o filme?
Muita paz e parabéns por dar seguimento ao tema. Precisamos da Internet para divulgar este filme desde já.
Grato,

Um amigo que, claro, participa do filme e não gostaria de se identificar

11 de Outubro de 2009 20:44
________________________________________________________
Ola, Mario,
sou eu de novo, seu amigo anonimo que participa do filme.

Venho pedir novamente que indique que os videos do You Tube NADA TEM A VER com o filme. Como jornalista, seria bom que voce informasse a seus leitores isso.

As imagens do filme estarao muito em breve para o grande publico. Tenho certeza que voce podera ajudar e muito nessa divulgacao.

Ainda, mais um detalhe - as imagens de Santa Tereza NAO sao locacoes do filme tambem. Uma pena...mas posso te adiantar que filmamos por lá, em outro lugar.

E, claro, a informacao de que o Chico Xavier escreveu o roteiro tambem esta equivocada. Imagino que esteja no site da Ancine, porque voce usou valores de orçamento que estao desatualizadissimos...

No mais, obrigado por falar e movimentar esse blog com esse intuito. Agradecemos em nome do filme.

E, aos que reclamaram do anonimato, exercitamos aqui o despersonalismo tao falado e ensinado na cidade. Apenas as informacoes valem. E o filme eh maior que todos...

Que todos os que lerem essas informacoes possam dissemina-las com o teor da verdade.
Muita paz,
Um membro da equipe do filme Nosso Lar

2 de Novembro de 2009 17:49 Anônimo disse...
_________________________________________________________________
Mario

tudo chega muito rápido. soube do seu blog .realmente é o cenário mas não sou eu na foto..como ja foi feito um comentário-verdadeiro- de um anônimo da equipe ...confirmo
SIM, represento no filme o André Luiz..e fico muito feliz em contribuir fazendo a minha parte na divulgação desta doutrina que tão bem responde aos nossos questinonamentos/dúvidas fazendo com que caminhemos em PAZ.

Renato Prieto
parabéns.

15 de Outubro de 2009
______________________________________________
NOTA:--> Mário Cesar Filho é o feitor da Matéria e da foto do Cenário do Hospital do Filme Nosso Lar.Veja matéria em seu blog: http://rascunhopassadoalimpo.blogspot.com e O CRÉDITO da reportagem sobre o “ AEROBUS ” é do Jornal Zero Hora.

-> Geraldo Mota Valintim é o Administrador dos Blog TRILHAS : http://valintim.blogspot.com, que atendendo ao pedido de um dos integrantes do Filme NOSSO LAR, que não quis identificar-se, refez esta matéria dividindo-a em dois blocos:
________________________
BLOCO 1:
A PRODUÇÃO DO FILME

________________________
BLOCO 2:
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES SOBRE O FILME E LIVRO “NOSSO LAR” PSICOGRAFADO PELO MÉDIUM FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER.
__________________________________________________________________

BLOCO 1: PRODUÇÃO E FILMAGENS DO FILME " NOSSO LAR"
___________________________________________________________________
Clic na Imagem para Ampliá-la

A cena filmada neste espaço é do momento em que André chega ao hospital da colônia NOSSO LAR, depois de um longo período no Umbral

CENÁRIO DO FILME " NOSSO LAR "
______________________________
Mário Cesar Filho
Atividade: Comunicações ou mídia
Profissão: jornalista
Local: Rio de Janeiro : Brasil
Blog:http://rascunhopassadoalimpo.blogspot.com


Em meio à rotina do trabalho, algo interessante aconteceu esta semana. No prédio em que trabalho, distante do centro urbano, reparei nas últimas semanas uma movimentação de operários construindo uma espécie de cenário. E na última segunda-feira percebi que estava certo. A foto acima representa um dos cenários de um filme que está sendo rodado. Trata-se da filmagem de Nosso Lar, baseado no livro espírita homônimo, psicografado por Chico Xavier através do espírito André Luiz.
Quem conhece este livro, sabe que é uma das obras mais importantes para compreensão do mundo espiritual, e assim da Doutrina Espírita. Publicada em 1944, é a primeira de uma série de obras psicografadas de André Luiz.
Confesso que fiquei feliz em presenciar de perto este momento, por dois motivos. Primeiro que sou apaixonado pelo universo do cinema, e vejo com muitos bons olhos o cinema nacional voltando a fazer sucesso. Segundo porque vejo com entusiasmo a oportunidade de transformar em filme (de grande produção por sinal) uma história fantástica que narra o dia-a-dia da maior colônia espiritual do Brasil, com milhões de espíritos desencarnados, apresentado por um espírito de luz como André Luiz. Na verdade, o próprio conta a sua história de como ele chegou a esse ambiente, nos desvendando o universo espiritual.
Além de tudo isso, como que “por acaso”, esbarrei na entrada do banheiro com o ator Renato Prieto, que interpreta no filme André Luiz. Muito simpático, este ator é bastante reconhecido no meio espírita principalmente pelo seu trabalho de divulgação da doutrina através de suas belas e emocionantes peças, entre elas Além da Vida (que tive o privilégio de assistir), E a vida continua, e o próprio Nosso Lar.
Ele me contou que o filme é uma produção americana (não chegou a mencionar o nome, mas desconfio que seja Fox Filmes), com a maioria da equipe, portanto, estrangeira, mas com elenco nacional, incluindo ele. É gratificante saber que existe interesse estrangeiro (no caso a Fox) em querer filmar uma história espírita e nacional, já que se baseia no livro de Chico Xavier.
A produção realmente impressiona pela sua estrutura, com número de profissionais envolvidos, equipamentos utilizados etc. Uma boa produção, um elenco excelente e uma história fantástica são elementos fundamentais para acreditar que este é um filme que promete! E espero conferir o mais breve o resultado final na tela grande.

_____________________________________________
CONSTRUÇÃO DO AEROBUS DE “ NOSSO LAR ”_____________________________________________


Filme brasileiro será baseado no livro psicografado Nosso Lar, de Chico Xavier.

Débora Ertel/Da Redação

Novo Hamburgo 21/08/2009 - Em breve o talento de um artista hamburguense será conhecido na tela dos cinemas de todo o Brasil. Alvoni Nissola da Silveira, 51 anos, foi o responsável pela construção do ônibus espacial que irá compor o cenário do longa-metragem brasileiro Nosso Lar. O filme é baseado no livro Nosso Lar, psicografado por Chico Xavier pelo espírito do médico André Luiz. Embora o meio de transporte intergalático não se movimente, seu tamanho é real. Com a ajuda de dez colaboradores, o artista precisou de dois meses e meio para fazer o aerobus de 14 metros de comprimento, três de largura e lugar para 34 passageiros. A peça foi produzida com 95% de fibra de vidro e 5% de madeira.

A equipe de trabalho não teve moleza, em ação de segunda à sexta-feira, das 8 às 22 horas, aos sábados e algumas vezes até aos domingos. Na noite de quarta-feira um guincho colocou a obra de arte, construída em um galpão do bairro Boa Saúde, no caminhão. Hoje ao meio-dia o equipamento, com cerca de três toneladas, deverá chegar numa fazenda da capital do Rio de Janeiro e aguardar pelas gravações.
Concurso
Silveira, além de construtor de projetos, é técnico em fiberglass e designer, é especialista em metalurgia e tornearia e amante de carros antigos. A experiência de 27 anos, aliada ao detalhismo adquirido na restauração de veículos com fibra de vidro, fez com que o hamburguense vencesse o concurso para construir o ônibus espacial. Segundo ele, seu trabalho foi descoberto por meio da internet. "Quando eu vir o aerobus no cinema será muito gratificante", comenta. Enquanto isso, ele já trabalha em outros projetos. Um é a conclusão da restauração de um Shelby Cobra e o outro é a tratativa para construir uma cabine de avião, que será usada para simulação de voos.
FONTE: http://www.jornalvs.com.br/site/noticias/geral,canal-8,ed-60,ct-501,cd-212807.htm
-->Clique na Foto para Ampliá-la

Foto:Diego Vara
Ônibus espacial "invade" BR-116
Pesando cerca de três toneladas, a peça levou quase três meses para ficar pronta

Peça fará parte de longa-metragem inspirado em livro psicografado por Chico Xavier
Quem passou nesta quarta-feira pela BR-116, em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, deparou com uma cena inusitada. Uma réplica de um ônibus espacial com 14 metros de comprimento e 10 metros de largura, rebocado por uma carreta, se deslocava pela rodovia em direção ao Rio de Janeiro.
A peça, produzida em solo gaúcho, fará parte das filmagens do longa-metragem inspirado no livro psicografado por Chico Xavier, chamado Nosso Lar.
Pesando cerca de três toneladas, a peça levou quase três meses para ficar pronta. Produzida em um galpão no bairro Boa Saúde. A obra, produzida por Alvoni Nissola da Silveira, foi feita em madeira, fibra de vidro e acrílico e deve chegar ao Rio de Janeiro no final de semana.
ZERO HORA
FONTE: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=Geral&newsID=a2624262.xml
EQUIPE DE FIGURINO DO FILME "NOSSO LAR"

FOTOS DO LOCAL DE CENÁRIO DO FILME: BAIRRO DE SANTA TERESA-RJ




Produtores comentam filme Nosso Lar (2010) em visita a FEB

BOLETIM TV CEI-> Entrevista com Luiz Augusto de Queiroz, Diretor do Banco BRJ que Investe no Filme através do FUNCINI
______________________
SERVIÇO:
______________________
Nosso Lar [Em Produção]
(Nosso Lar, Brasil, 2010)

Orçamento: R$ 4.094.504,21 (estimado)
Status: Filmando
Gênero: Drama
Tipo: Longa-metragem / Colorido
Produtora(s): Cinética Filmes e Produções
Diretor(es): Wagner de Assis
Roteirista(s): Chico Xavier
_______________
SINOPSE
_______________
Após a morte do seu corpo físico, famoso médico acorda no mundo espiritual e vai viver numa colônia que paira sobre a Terra, onde terá que aprender novos valores morais e vencer a saudade da família na Terra. Adaptação para o cinema do livro homônimo escrito por Chico Xavier.

FONTE:http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=22413
_______________________________________________________
BLOCO 2
________________________________________________

REPORTAGEM SOBRE O FILME E INFORMAÇÕES SOBRE O LIVRO " NOSSO LAR"
"Foto meramente ilustrativa"

Já está sendo filmado "Nosso Lar",pela Fox Filmes, o roteiro é baseado na obra mediúnica de André Luiz psicografado por Chico Xavier, com Renato Prieto representando André Luiz. Um filme que com certeza, marcará o cenário cinematográfico brasileiro e trará maior compreensão da fé espírita, estará em cartaz em 2010.Para quem conhece, mais uma oportunidade para aprofundar o estudo da obra Nosso Lar. Para quem não conhece, um fomento à busca espiritual, a caridade e à fé.
Na esteira do sucesso de "Bezerra de Menezes", e da pré-produção de "Chico Xavier" pela Globo Filmes, o novo roteiro de temática espírita deve ser o longa-metragem Nosso Lar, baseado na obra de Chico Xavier pelo espírito André Luiz. O projeto é da Federação Espírita Brasileira (FEB) e da Cinética Filmes. Segundo os produtores, nos últimos dez anos a doutrina espírita, codificada na França no século XIX, "cresceu mais de 40% no Brasil, principalmente entre os jovens". O Brasil é o maior país espírita do mundo, com cerca de 20 milhões de cidadãos que professam ou simpatizam com o Espiritismo.
O roteiro é baseado no livro "Nosso Lar", primeiro romance trazido pelo médium mineiro Chico Xavier, da série em parceria com o espírito do médico André Luiz. Narra sua trajetória depois de desencarnar, passando pela cidade espiritual que dá nome ao livro, até retornar à Terra para rever seus familiares. Em essência, "é a história de um homem que vai aprender a amar a si e aos semelhantes - e a Deus sobre todas as coisas".
Publicado inicialmente em 1944, o livro encontra-se em sua 58a. edição e, em breve, alcançará a marca de 2 milhões de exemplares vendidos, já tendo sido traduzido para o alemão (duas versões), francês (duas versões), inglês (três versões), japonês, esperanto, italiano, espanhol, grego e tcheco. Considerado como um dos 10 melhores livros espíritas do século XX (pesquisa da Organização Candeia), já foi montado em peças de teatro e em programas de rádio. Agora, pela primeira vez, será levado às telas de cinema.
_______________________________________________

______________________________________________________________
ACOMPANHE O VÍDEO SOBRE A TRAJETÓRIA DE ANDRÉ LUIZ NA COLÔNIA “ NOSSO LAR “

SINOPSE do livro Nosso Lar
Para quem não conhece a livro Nosso Lar, psicografado por Chico Xavier, pelo es pírito Andre Luiz
Sinopse do livro Nosso Lar
Sinopse obtida no site EurosCar
SOBRE A OBRAParticularmente, eu já li esse livro por várias vezes à cada vez que o releio sempre aprendo muito mais sobre o plano espiritual, de como nossas ações terrenas são importantes para nosso desenvolvimento espiritual. Li este livro a muitos anos atras, recomendo a todas as pessoas que procuram respostas para duvidas sobre o plano Espiritual e que acreditam que a morte não existe e sim que passamos para outro plano e a vida continua!!!

Título: “Nosso Lar” – (50 capítulos – 281 páginas).
Autor: Espírito André Luiz (pseudônimo espiritual de um consagrado médico que exerceu a Medicina no Rio de Janeiro).
Psicografia: Francisco Cândido Xavier (concluída em 1943).
Edição: Primeira edição em 1944, pela Fe