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segunda-feira, 29 de abril de 2013

MEDICINA RECONHECE A OBSESSÃO ESPIRITUAL


Código Internacional de Doenças (OMS) inclui influência dos Espíritos
Medicina reconhece obsessão espiritual
Dr. Sérgio Felipe de Oliveira com a palavra:
Ouvir vozes e ver espíritos não é motivo para tomar remédio de faixa preta pelo resto da vida... Até que enfim as mentes materialistas estão se abrindo para a Nova Era; para aqueles que queiram acordar, boa viagem, para os que preferem ainda não mudar de opinião, boa viagem também...
Uma nova postura da medicina frente aos desafios da espiritualidade.
Vejam que interessante a palestra sobre a glândula pineal do Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico psiquiatra que coordena a cadeira de Medicina e Espiritualidade na USP:
A obsessão espiritual como doença da alma, já é reconhecida pela Medicina. Em artigos anteriores, escrevi que a obsessão espiritual, na qualidade de doença da alma, ainda não era catalogada nos compêndios da Medicina, por esta se estruturar numa visão cartesiana, puramente organicista do Ser e, com isso, não levava em consideração a existência da alma, do espírito. No entanto, quero retificar, atualizar os leitores de meus artigos com essa informação, pois desde 1998, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o bem-estar espiritual como uma das definições de saúde, ao lado do aspecto físico, mental e social. Antes, a OMS definia saúde como o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do indivíduo e desconsiderava o bem estar espiritual, isto é, o sofrimento da alma; tinha, portanto, uma visão reducionista, organicista da natureza humana, não a vendo em sua totalidade:
Mente, corpo e espírito.
Mas, após a data mencionada acima, ela passou a definir saúde como o estado de completo bem-estar do ser humano integral:
Biológico, psicológico e espiritual.
Desta forma, a obsessão espiritual oficialmente passou a ser conhecida na Medicina como possessão e estado de transe, que é um item do CID - Código Internacional de Doenças - que permite o diagnóstico da interferência espiritual Obsessora.
O CID 10, item F.44.3 - define estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio-ambiente, fazendo a distinção entre os normais, ou seja, os que acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos, dos que são patológicos, provocados por doença.
Os casos, por exemplo, em que a pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas não são considerados doença.
Neste aspecto, a alucinação é um sintoma que pode surgir tanto nos transtornos mentais psiquiátricos - nesse caso, seria uma doença, um transtorno dissociativo psicótico ou o que popularmente se chama de loucura bem como na interferência de um ser desencarnado, a Obsessão espiritual.
Portanto, a Psiquiatria já faz a distinção entre o estado de transe normal e o dos psicóticos que seriam anormais ou doentios.
O manual de estatística de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria - DSM IV - alerta que o médico deve tomar cuidado para não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura.
Na Faculdade de Medicina DA USP, o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico, que coordena a cadeira (hoje obrigatória) de Medicina e Espiritualidade.
Na Psicologia, Carl Gustav Jung, discípulo de Freud, estudou o caso de uma médium que recebia espíritos por incorporação nas sessões espíritas.
Na prática, embora o Código Internacional de Doenças (CID) seja conhecido no mundo todo, lamentavelmente o que se percebe ainda é muitos médicos rotularem todas as pessoas que dizem ouvir vozes ou ver espíritos como psicóticas e tratam-nas com medicamentos pesados pelo resto de suas vidas.
Em minha prática clínica (também praticada por Ian Stevenson), a grande maioria dos pacientes, rotulados pelos psiquiatras de "psicóticos" por ouvirem vozes (clariaudiência) ou verem espíritos (clarividência), na verdade, são médiuns com desequilíbrio mediúnico e não com um desequilíbrio mental, psiquiátrico. (Muitos desses pacientes poderiam se curar a partir do momento que tivermos uma Medicina que leva em consideração o Ser Integral).
Portanto, a obsessão espiritual como uma enfermidade da alma, merece ser estudada de forma séria e aprofundada para que possamos melhorar a qualidade de vida do enfermo.

Texto de Osvaldo Shimod




OBSESSAO ESPIRITUAL, CAUSA DAS GRANDES ANGÚSTIAS HUMANAS

Para garantir-nos contra a sua influência urge fortalecer a fé pela renovação mental e pela prática do bem nos moldes dos códigos evangélicos
Confrades vez ou outra nos indagam por que viver na Terra é tão complicado e quase sempre tão amarga é a vida? Digo-lhes que essa sensação eventualmente pode ser uma aspiração à felicidade e à liberdade e que, algemado ao envoltório físico que nos serve de cárcere, aplicamo-nos a inúteis esforços para dele sair. Contudo, alguns se abatem no desencorajamento, e a todo o instante reverberam suas lamentações. Mas é preciso resistir energicamente a essas sensações de desânimo e desesperanças, porque os sonhos para a felicidade de viver são intrínsecos a todos os homens, embora não a devamos sofregamente procurar somente na experiência material e transitória da vida terrena.
Comentando sobre a melancolia, encontramos em O Evangelho segundo o Espiritismo o Espírito François de Genève, ditando o seguinte: “Precisamos cumprir, durante nossa prova terrena, tarefas e compromissos que não suspeitamos, seja no que tange à devoção à família, ou cumprindo diversos deveres que Deus nos confiou. Se no transcurso dessa experiência, no desempenho das tarefas, observamos os cuidados, as inquietações, os desgostos esmagarem nossos ânimos d'alma, sejamos fortes e corajosos para derrotá-los. Avancemos e encaremos sem temor; pois que as aflições são de curta duração e devem nos conduzir para situações bem melhores no futuro”.
Há, porém, muitas amarguras que podem ter suas origens na infidelidade aos compromissos cristãos, daí a melancolia se instala no ser, do que poderá resultar um processo obsessivo. Mas o que é uma obsessão? Etimologicamente, o termo tem sua origem no vocábulo obsessione, palavra latina que significa impertinência, perseguição. Para alguns estudiosos espíritas, a obsessão é percebida como um grande flagelo mundial. Essa visão se reveste de profunda gravidade na sociedade, que atualmente está bem instrumentalizada tecnologicamente, seja no campo das comunicações e da informática, seja nas outras áreas do saber, ampliando e aprofundando as responsabilidades de cada um em face da vida coletiva. 
Obsessão é uma influência maléfica na mente
Aurélio Buarque define obsessão como sendo uma preocupação com determinada ideia, que domina doentiamente o espírito, resultante ou não de sentimentos recalcados; ideia fixa; mania. Da mesma forma a terminologia obsessão é usada, vulgarmente, para significar ideia fixa em alguma coisa, tique nervoso, gerador de manias, atitudes estranhas etc. Entretanto, sob o ponto de vista espírita, o termo tem um significado e interpretação mais amplos. Consubstancia-se numa influência maléfica relativamente persistente que desencarnados e/ou encarnados, tão ou mais atrasados que nós mesmos, podem exercer sobre a nossa vida mental. 
Para a escola clássica da psiquiatria, obsessão é um pensamento, ou um impulso, persistente ou recorrente, indesejado e aflitivo, que vem à mente involuntariamente, a despeito de tentativa de ignorá-lo ou de suprimi-lo. Psiquiatras que não admitem nada fora da matéria não podem entender uma causa oculta (espiritual), mas quando a academia científica tiver saído da rotina materialista, ela reconhecerá na ação do mundo invisível que nos cerca e no meio do qual vivemos uma força que reage sobre as coisas físicas, tanto quanto sobre as coisas morais. Esse será um novo caminho aberto ao progresso e a chave de uma multidão de fenômenos mal compreendidos do psiquismo humano.
E, óbvio, não descartando a possibilidade da anomalia psicossomática, a Doutrina Espírita faz-nos conhecer outras fontes das misérias humanas, mantidas pela fragilidade moral dos seres. Reconhecemos que o uso dos fármacos antidepressivos estabelece a harmonia química cerebral, melhorando o humor do paciente, no entanto, agem simplesmente sobre os efeitos, uma vez que os medicamentos não curam a obsessão em suas intrínsecas causas, apenas restabelecem o trânsito das mensagens neuroniais, corrigindo o funcionamento neuroquímico do SNC (sistema nervoso central). Sócrates já afirmava que "se os médicos são malsucedidos, tratando da maior parte das moléstias, é que tratam do corpo, sem tratarem da alma”.
Por insinceridade, em nosso tênue esforço para a reforma moral, obstamos as relações equilibradas e equilibrantes conosco e com o próximo. Toda a nossa desarmonia leva a desenvolver sintonias viciosas com outras mentes doentias, seja de desencarnados ou encarnados, o que aguça sobremaneira nosso próprio desarranjo interior, resultando daí as ingentes dificuldades para nos libertarmos das algemas em que nos aguilhoamos ante as garras do mal.
Na intimidade do lar, da família ou do Centro Espírita, do ambiente de trabalho profissional, adversários ferrenhos do pretérito se reencontram. Convocados pelos Benfeitores do Além ao reajuste, raramente conseguem superar a aversão de que se veem possuídos uns à frente dos outros, e (re)alimentam com paixão, no imo de si mesmos, os raios tóxicos da antipatia que, concentrados, se transformam em pontiagudos dardos magnéticos, suscetíveis de provocar a enfermidade e a própria morte. 
A obsessão espiritual é sintonia ou troca de vibrações afins. Kardec define obsessão como a ação persistente que um Espírito inferior exerce sobre um indivíduo, apresentando caracteres variados que vão desde a simples influência moral, sem sinais exteriores perceptíveis, até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais. A obsessão é o encontro de forças inferiores retratando-se entre si. 
As múltiplas facetas da obsessão
Há quadros de obsessões explodindo por todos os lados em todos os níveis, quais sejam de desencarnados sobre encarnados e vice-versa; de encarnados sobre encarnados, bem como de desencarnados sobre desencarnados. 
Nosso mundo mental rege a vida que nos é peculiar em todas as suas dimensões, contudo, nos encontramos ainda no início do entendimento das implicações da força mental, do significado e abrangência das construções mentais na vida. Os obsessores são hábeis e inteligentes, perfeitos estrategistas que planejam cada passo e acompanham as presas por algum tempo, observando suas tendências, seus relacionamentos, seus ideais. Identificam seus pontos vulneráveis (quase sempre ligados ao descaminhamento sexual) e os exploram pertinazes.
O pensamento exterioriza-se e projeta-se, formando imagens e sugestões que arremessa sobre os objetivos que se propõe atingir. Quando bom e edificante, ajusta-se às Leis que nos regem, criando harmonia e felicidade, todavia, quando desequilibrado e deprimente, estabelece aflição e ruína. A química mental vive na base de todas as transformações, porque realmente evoluímos em profunda comunhão telepática com todos aqueles encarnados ou desencarnados que se afinam conosco. 
Nosso universo mental é como um céu, mas do firmamento descem raios de sol e chuvas benéficas para a vida planetária, assim como, no instante do atrito de elementos atmosféricos, desse mesmo céu procedem faíscas elétricas destruidoras. Da mesma forma funciona a mente humana. Dela se originam as forças equilibrantes e restauradoras para os trilhões de células do organismo físico, mas, quando perturbada, emite raios magnéticos de elevado teor destrutivo para a nossa estrutura psíquica. 
O mestre lionês redarguiu dos Espíritos, na questão 466 d' O Livro dos Espíritos, por que permite Deus que os obsessores nos induzam ao mal? Os Espíritos responderam: "Os seres imperfeitos são instrumentos destinados a experimentar a fé e a constância dos homens na prática do bem. Como Espírito, deveis progredir na ciência do infinito, razão por que passais pelas provas do mal, a fim de chegardes ao bem. Nossa missão é a de colocar-vos no bom caminho e quando más influências agem sobre vós, é que as atraís, pelo desejo do mal. Os Espíritos inferiores vêm em vosso auxílio no mal, sempre que desejais cometê-lo; e só vos podem ajudar no mal quando quereis o mal. Então, se vos inclinardes para o assassínio, tereis uma nuvem de Espíritos que vos alimentarão esse pendor. Entretanto, tereis outros que procurarão influenciar-vos para o bem. Assim se restabelece o equilíbrio e ficais senhor de vós mesmos”.
Renovação moral como base para a desobsessão espiritual
O venerável Codificador, em O Livro dos Médiuns, afirma que as imperfeições morais dão acesso aos obsessores e o meio mais seguro de nos livrarmos deles é atrair os bons Espíritos pela prática do bem. A obsessão é impotente diante de Espíritos redimidos! E o que é um Espírito redimido? É aquele que reconhece as suas limitações e, como enunciado pelo apóstolo Paulo, sente a alegria de saber-se "matriculado na escola do bem”.
Esse desarranjo psicoespiritual deverá ser eliminado da sociedade no instante em que o lídimo exemplo do amor for experimentado e disseminado em todas as direções, consoante Jesus consubstanciou e vivenciou até as agruras da morte, prosseguindo desde tempos apostólicos até os dias atuais. 
O Espiritismo, desvendando a intervenção dos Espíritos endurecidos no mal em nossas vidas, lança luzes sobre questões ainda desconsideradas pelas ciências materialistas como de causa psicopatológica.
Muitas vezes procurado pelos obsidiados, o Cristo penetrava psiquicamente nas causas da sua inquietude e, usando de sua autoridade moral, libertava tanto os obsessores quanto os obsidiados, permitindo-lhes o despertar para a vida animada rumo à recuperação e à pacificação da própria consciência. Porém, é muito importante lembrar que Jesus não libertou os obsidiados sem lhes impor a intransferível necessidade de renovação íntima, nem expulsou os perseguidores inconscientes sem fornecer-lhes o endereço de Deus.
Conclusão
Em síntese, identificamos sempre na obsessão (espiritual) o resultado da invigilância e dos desvios morais. Para garantir-nos contra a sua influência urge fortalecer a fé pela renovação mental e pela prática do bem nos moldes dos códigos evangélicos propostos por Jesus Cristo, não nos esquecendo dos divinos conselhos do Vigiai e Orai.
Bibliografia consultada:

Kardec, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo, Rio de Janeiro: Editora FEB, 2001, cap. V, item 25. Dicionário Aurélio eletrônico; século XXI. Rio de Janeiro, Nova Fronteira e Lexicon Informática, 1999, CD-rom, versão 3.0. Xavier, Francisco Cândido. Nos Domínios da Mediunidade, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2001, Cap. Dominação Telepática. Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, GB., 2003, perg. 644. Kardec, Allan. O Livro dos Médiuns, Rio de Janeiro: Editora FEB, 19987- (Mateus 26:41; Marcos 14:38; Lucas 21:36 e I Pedro 5:8). Revista Espírita, fevereiro, março e junho de 1864. A jovem obsedada de Marmande. Kardec, Allan. O Que é o Espiritismo, Cap. II, Escolho dos Médiuns, Rio de Janeiro: Editora FEB, 2003.Kardec, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo, Resumo da doutrina de Sócrates e de Platão, item XIX, Rio de Janeiro: Editora FEB, 2001.
Fonte:

sexta-feira, 26 de abril de 2013

SÁBADO 27/04/2013 - NOVA TURMA DE ESDE NO AVE LUZ


 

“O ESDE tem-se mostrado um eficiente método de estudo”


Marlene e Mário Gonçalves
Radicado em Ribeirão Preto, o conhecido casal vem-se dedicando com afinco há vários anos à divulgação e expansão do ESDE – Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita.

Marlene Fagundes Carvalho Gonçalves  e seu esposo Mário Gonçalves Filho (foto), ele nascido em Ribeirão Preto-SP e ela em São Paulo-SP, ambos em lar espírita, atualmente residentes em Ribeirão Preto, dedicam-se com afinco à expansão do conhecido ESDE (Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita). Marlene é pedagoga e professora universitária, Mário é administrador, ambos estão ligados a instituições espíritas da cidade e à USE – União das Sociedades Espíritas, no âmbito estadual e intermunicipal. Dedicados à divulgação e estímulo do citado programa de estudos, trazem importantes respostas para apreciação dos leitores, na entrevista a seguir.

Expliquem ao leitor o que é o ESDE? 
Mário: ESDE é a sigla para Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita. Trata-se de um programa de estudo metódico, contínuo e sério do Espiritismo, com níveis graduais e sequenciais de estudos doutrinários. É fundamentado na codificação espírita e em obras complementares reconhecidamente importantes. Foi lançado pelo Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira em novembro de 1983, em atendimento às expectativas do Movimento Espírita. 

Quais as características do ESDE? 
Marlene: O ESDE é um curso de 3 anos com encontros semanais de 90 minutos. O seu conteúdo é organizado em módulos que seguem a ordem sequencial dos assuntos de O Livro dos Espíritos, facilitando que os conhecimentos sejam apreendidos. É importante que se constitua um grupo para o início do estudo e que seus participantes permaneçam nesse grupo até o fim do programa, não havendo ingresso de novas pessoas, para o mesmo grupo, durante seu desenvolvimento. Os módulos são complementares, os assuntos são inter-relacionados, e o vínculo entre todos é fundamental para seu bom  desenvolvimento. 

Qual o grande aspecto pedagógico do programa? 
Marlene: É essencialmente um estudo em grupo, que facilita a apropriação do conhecimento porque estimula os participantes a trocarem informações e experiências, propiciando-lhes não apenas a construção do seu próprio entendimento do Espiritismo, mas também o desenvolvimento de suas qualidades morais pelas reiteradas oportunidades de interação grupal. Por isso se diz que o ESDE não é só um roteiro de estudo, mas um jeito de estudar, que envolve a participação ativa de todos os seus integrantes. 

Como pode ser implantado pelas instituições interessadas? 
Mário: A implantação é muito simples. Evidentemente, como toda atividade da Casa Espírita, esta também requer um planejamento que envolve a formação de uma equipe, o cronograma de funcionamento para os três anos de atividades de cada turma que é iniciada, estratégias para sua divulgação etc. Como o ESDE é um trabalho de âmbito nacional, em primeiro lugar as instituições interessadas em conhecê-lo podem buscar as informações detalhadas no site da FEB: www.febnet.org.br ou no site da federativa do Estado em que a instituição esteja sediada. Para informações detalhadas, visite o site www.usesp.org.br, para ver o calendário de atividades. Para outras informações escreva para o e-mail: esde@usesp.org.br

Há dificuldades de implantação? Quais as principais dúvidas, por exemplo? 
Marlene: As dificuldades referem-se à insegurança que em geral temos em lidar com o novo, com mudanças. Os novos monitores perguntam: - Se as pessoas não falarem nada, não participarem? Acabamos por subestimar as pessoas, e se dermos oportunidades para participarem, veremos que todos têm experiências e possibilidades de colaborar no aprendizado do grupo. Outras questões: E se fizerem uma pergunta e eu não souber responder? Por se tratar de um estudo em grupo, isto distribui a todos a responsabilidade de pesquisar e buscar respostas, sendo que o nosso ponto de referência é sempre Kardec. Ao monitor cabe coordenar, conduzir e auxiliar nesse processo. 

Como tem sido a repercussão do trabalho nesses anos todos de dedicação à iniciativa? Quantas instituições já o implantaram? 
Mário: Iniciamos em 2005 o trabalho de divulgação e implantação do ESDE no Estado de São Paulo, e desde o início a proposta foi muito bem aceita e tem-se multiplicado o número de grupos que se formam por todo o Estado. O número real das instituições paulistas que já implantaram o ESDE é desconhecido. Mas, baseados nas notícias que nos chegam diariamente e pelos cursos de monitores e encontros que promovemos, estimamos que existam cerca de 120 instituições e mais de 300 grupos de ESDE no Estado de São Paulo. Se considerarmos 14 participantes em média por grupo, chegamos a cerca de 4.200 pessoas estudando o Espiritismo por intermédio desse programa. 

Como envolver e motivar o público para participar efetivamente? 
Marlene: Divulgando a proposta. Quem teve a oportunidade de ver de perto o material, de conversar com as pessoas que fizeram o ESDE, de conhecer do que se trata, envolve-se e busca não só participar do curso, mas também divulgar e levar, para outras casas e cidades, essa proposta de estudo. 

Cite um fato marcante já observado? 
Marlene: Fatos marcantes que temos observado referem-se à transformação que ocorre nos participantes. Transcrevo abaixo fragmentos de depoimentos de dois participantes do ESDE que ilustram o que estou dizendo:  
“Quando minha esposa comunicou a nossa inscrição para o curso da Doutrina Espírita, alegando a minha inconstância em frequentar as reuniões, pois há muito eu as negligenciava, confesso, concordei única e exclusivamente para lhe ser agradável. Imaginei quanto seriam lentas e maçantes as duas horas programadas, resignei-me encarando o compromisso. (...) Entretanto, após a terceira ou quarta aula, assimilando a forma inovadora, pelo menos para mim, na condução dos trabalhos, a didática informal, franca e de certa forma divertida, o comportamento do grupo e, principalmente, as trocas de conceitos e informações, as dúvidas sendo esclarecidas, tudo mudou. De acordo com o relato de uma colega, que a princípio estava receosa e introvertida, logo se sentia segura expondo com tranquilidade as análises e conclusões de seus estudos, resultados estes que nos levaram a uma mudança radical de comportamento, passando, no meu caso, da obrigação ao interesse, e a ela, autoconfiança e, consequentemente, a uma participação mais efetiva. (...)”. 
“Desde minha adolescência, sempre pensei que me considerava um espírita, pois acreditava, da minha forma, na reencarnação, na comunicabilidade entre vivos e mortos, na existência de Deus, em outros mundos habitados e nos fenômenos mediúnicos. Mas era um conhecimento muito superficial. (...) Aos poucos, através da leitura, do interesse e da presença em casas espíritas, fui entendendo melhor. Lia um livro, assistia a um estudo, ouvia uma palestra. Os conhecimentos iam-se somando. Mas ainda tinha um problema: as ideias estavam desorganizadas, desordenadas, soltas. Precisava encontrar um estudo que organizasse e desse uma sequência lógica nos meus raciocínios. Um estudo ordenado e metódico. Visitando a feira do livro espírita deste ano, além dos livros, encontrei o que precisava, através da divulgação do ESDE - Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, que como o próprio nome já diz, é um estudo sequencial, um sistema.(...) E o que o título (ESDE) sugeria realmente se confirmou. Vou usar um pleonasmo: comecei pelo começo”. 

Quais os números - eventos realizados, instituições, cidades, participantes etc. - do ESDE? 
Mário: Desenvolvemos o trabalho com a assessoria de 4 equipes regionais, sediadas em São Paulo, Ribeirão Preto, Bauru e Sorocaba. Cada um desses polos realiza em suas áreas diversas apresentações sobre o que é o ESDE e como implantá-lo, além de cursos para novos monitores, e também reuniões que visam ao aprimoramento contínuo do trabalho. Anualmente realizamos um encontro estadual de monitores. No ano passado, ele foi realizado em julho, na cidade de Bauru. Nessa oportunidade participaram 170 companheiros, representando as seguintes cidades paulistas: Araraquara, Pitangueiras, Ribeirão Preto, Ourinhos, Sorocaba, Guarulhos, Santo André, São Paulo, Cotia, Piracicaba, Pirajuí, Macatuba, Porto Feliz, Guarulhos, Bariri, Mineiros do Tietê, Itaberá, Matão, Itapeva, Sorocaba, Marília. Registrou-se também a participação das cidades de Uberaba-MG e Rio de Janeiro-RJ. 

Quais os próximos eventos planejados e onde? 
Mário: Durante todo o ano, realizamos diversos cursos para formação de novos monitores. As datas e locais destes cursos podem ser conhecidos pelo site www.usesp.org.br. Destacamos para 2013 a realização do 5º ENCONTRO PAULISTA DE MONITORES DO ESDE que será realizado em São Paulo, com data prevista para os dias 7 e 8 de setembro. 

Algo que gostariam de acrescentar? 
Marlene: A necessidade de se estudar as obras básicas é consenso em todo o movimento espírita. Entre as várias possibilidades de se fazer isso, o ESDE tem-se mostrado um eficiente método de estudo, em diferentes instituições de todas as regiões do país. Sua implantação, bem como sua aplicação, é simples. O material está disponível gratuitamente no site da Federação Espírita Brasileira, ou pode ser adquirido, em formato de livro, nas livrarias e distribuidoras.

Entrevista de:- ORSON PETER CARRARA
orsonpeter92@gmail.com
Matão, SP (Brasil)

quinta-feira, 25 de abril de 2013

OS SANTOS SEGUNDO O ESPIRITISMO


Todos nós brasileiros de certa forma já ouvimos falar nos santos. Nosso calendário segue o cristianismo. Temos nele feriados, datas e festividades aos santos. E quem foram eles? Qual é a importância deles na sociedade? Qual é o pepel deles no mundo espiritual?

Eles foram espíritos como nós, mas se destacaram e ficaram famosos pelos seus feitos. Uns carregavam as marcas de crucificação do Cristo, outros abriram mão de uma vida de paixões e luxo para se tornarem mais humildes e ser levar o nome de Jesus adiante. Outros foram levados ao altar por lutar (ir para a guerra) a fim de que o cristianismo não se enfraquecesse.

A Igreja Católica não tem em sua doutrina religiosa a reencarnação. E acham que esses espíritos continuam a ser como era quando aqui encarnados. acham que se o espírito foi um papa milagroso que faleceu há mais de 500 anos, ele continuaria a usar roupas de sacerdote católico.
Mas perante a Doutrina Espírita, todos nós estamos em uma vida contínua, porém com diversas existências. Sabemos também que o espírito quando necessita retornar a terra para resgatar ou com uma missão, ele reencarna. Ele Volta e não se pode dizer que ele receberá o mesmo nome, nem seguirá a mesma filosofia religiosa, e aonde (em que país, nação) ele reencarnará será relativo.

Pense comigo: vamos usar como exemplo, um santo muito popular que é São Jorge. Ele nasceu na atual Turquia e se formou no exército da Capadócia. Jorge foi casado, tinha família, e era um homem assim como nós. Sua missão seria vir na terra para defender e lutar pelo seu povo que tinha medo de falar que seguia ao Cristo. Sendo assim, reuniu um exército para defender, não para atacar. Portanto que os livros e biografias falam que Jorge apenas defendeu os cristãos no Império de Diocleciano. Mas foi pego e decapitado.
Esse ato de fé, naquela época serviria como exemplo para os homens. Sendo assim, puseram-no no altar, canonizando-o para que os homens se espelhassem nele.
Sabemos e temos a compreensão de que o mundo teve a necessidade das guerras, dos vultos luminosos, das renúncias e até mesmo dos martírios. Pois "Não há folha sequer que caia sem a permissão de Deus."

Ele desencarnou há mais de mil anos. E será que ele não teria mais reencarnado na terra?


- Claro que sim. Sob a visão da Doutrina espírita, claro que ele pode ou deve ter reencarnado. Assim como outros santos. Não que tenham reencarnado neste planeta, pois nós espíritas acreditamos que poderiam reencarnar em outros planetas também. Eles certamente tiveram essa missão. Vieram na terra para lutar para que o nome e os ensinamentos do Cristo não fosse extinto (o que não aconteceria, por isso vieram para terra).
Assim aconteceu com vários Mártires, como outro santo muito popular que é São Sebastião.

E As Orações que São feitas a Eles? São atendidas? Por quem?

Claro que são atendidas, assim como são atendidas as orações feitas a Deus, aos médicos espirituais, entre outros espíritos. São atendidos por espíritos amigos. Muitos trabalham dessa forma. Pois o espírito pode se plasmar da maneira que achar melhor. Na forma mais feliz. Isso quando se trata de um espírito mais evoluído.
A Vida de Francisco de Assis, foi uma escolha dele seguir ao cristo renunciando todas as coisas mundanas que o atrasava. Ele com certeza deve se sentir muito feliz se plasmando dessa forma.
Pode sim ter reencarnado e pode reencarnar quantas vezes achar necessário.
Muitos representantes da Igreja que ao desencarnar continuam a trabalhar com os santos. Ouvindo as Orações e Preces.

A nossa doutrina nos ensina que a dor, o sofrimento ainda se faz necessário. É um modo de aprendermos a corrigir os erros do nosso passado. E muitas vezes exigimos que os espíritos trabalhem em nosso benefício. Eles observam orações por orações e ajudam sim, mas se for contra as leis de aprimoramento do ser, eles não irão atender, pois seria ir contra as leis de Deus. a lei de ação e reação.

E As festas Realizadas para Eles?

A Doutrina espírita nos diz que os espíritos não necessitam disso.
Eles não precisam de velas, flores, balões, entre outros.

Vamos refletir um pouco:
Muitos, principalmente católicos e umbandistas no dia de cada santo atiram fogos de artifício. Lembremos que soltar fogos é muito bonito, mas não significa que o espírito necessita disso para atender às preces.
Acreditamos que as festas realizadas em nome dos santos, é uma boa ocasião para a confraternização. Mas a Doutrina Espírita não estipula nenhum calendário festivo. Nem realiza festas e procissões.

Representar esses Espíritos por Imagens. O que o espiritismo diz?

A Representação desses espíritos por imagens, vem também da Igreja católica. Os santos por serem espíritos esclarecidos, bondosos, que deram testemunho de que são acima da matéria, não ficam presos a representações nem a imagens.

Vamos lembrar que nenhum objeto tem força por si só. O que tem força é o seu pensamento. E se você acreditar que aquela imagem irá te ajudar, você acaba que irá registrar em sua mente que aquilo irá te salvar. Sendo assim, a cura, a bênção e o milagre virá. Mas não pela imagem, e sim pela sua força mental.

Aspectos positivos nas Imagens:
Uma pessoa ao olhar para a imagem de Jesus, ela toma um respeito pela imagem e pelo nome dele. Quando ela entra em um lugar que tenha a imagem de um santo, ela vai se policiar para não xingar, não falar coisas indevidas, não dispersar o assunto, não pensar em coisas que não são vinculadas a fé.

Existem Espíritos nas Igrejas?

Claro que tem espíritos nas igrejas. Lembre que Jesus disse: onde houver duas ou mais pessoas reunidas em meu nome eu me farei presente.
Muitos católicos quando vão as missas rezam, pensam em coisas boas, tentam se auto-melhorar. E como tal os espíritos se fazem presente. Aliás, em qualquer lugar onde houver pessoas os espíritos estão.
Os espíritos vão nas igrejas, abençoam as hóstias, dão passes naqueles que estão em sintonia com o bem. Por isso muitos se sentem bem indo em missas.
Além disso. Muitos buscam as igrejas para fazerem missas, corrente de orações a familiares e amigos falecidos. É claro que tem espíritos com grau de evolução baixo, que necessita de ver e sentir o calor das vozes em oração a ele. E é claro que esse espírito se sente melhor com tantas preces feitas com o coração.

Os Espíritos, assim como todos nós podemos e devemos nos santificar, através de uma boa conduta, da perseverança na fé, em levar consolo e amor a todos que necessitam. Sem esperar ser santificado ou beatificado por qualquer pessoa encarnada. Dr.Bezerra de Menezes, o médico dos pobres, não foi santificada (certamente porque era espírita), mas seguiu ao Cristo, trabalhando no bem e em nome da caridade e da humildade. Outro exemplo é o querido Chico Xavier, não foi aureolado por mãos humanas, e sim se auto-iluminou, atingindo um nível de evolução altíssimo.
Vamos irmãos que para os espíritos se "santificarem" não é necessário que nós os coloquemos em altares. Eles próprios se elevam pela sua moral e espiritualização. Não necessitam de que outras pessoas apontem e enumerem seus feitos para decidir se será ou não santificado.
Outro assunto que merece nossa reflexão é a respeito das mitologias que envolvem alguns santos. Pois sabemos que algumas figuras jamais existiram. É claro que respeitamos quem leva em consideração seu aspecto simbólico, assim como devemos nos respeitar e nos amar, pois é para isso que estamos aqui. Nos encontramos neste planeta, não por acaso, e sim pela Providência Divina, que nos abre os caminhos do amor e da compreensão. Devemos amar incondicionalmente, buscando desenvolver o Amor de Jesus Cristo em nossos corações.
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É BOM LEMBRAR


Assim como Emmanuel, mentor de Chico usava roupas romanas, porque se sentia bem. O espírito de um Papa, pode usar roupas sacerdotais. Assim como Joanna de Ângelis se plasma como freira.
Vamos lembrar que, Chico Xavier em sua Humildade, tinha imagens de santos. Não que ele as cultuava e adorava. Mas ele respeitava e gostava muito. Inclusive tinha muita fé em Nossa Senhora da Aparecida e Nossa Senhora da Abadia (padroeira da cidade de Uberaba-MG).
Dr.Bezerra de Menezes, o médico dos pobres, dizia que tudo o que ele fazia era em nome de Nossa Senhora.
A Doutrina Espírita não usa imagens, mas não condena aqueles que usam. Um bom espírita não condena, apenas auxilia quando solicitado.

GRUPO DE ESTUDOS AMIGOS DE CHICO XAVIER