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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Aconteceu na Tam? Seria verídico esse caso?!


Uma mulher branca, de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar na classe econômica e viu que estava ao lado de um passageiro negro. Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo.
- 'Qual o problema, senhora?', pergunta a comissária..
- 'Não está vendo?' - respondeu a senhora - 'vocês me colocaram ao lado de um negro. Não posso ficar aqui. Você precisa me
dar outra cadeira'
- 'Por favor, acalme-se' - disse a aeromoça - infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponível’.
A comissária se afasta e volta alguns minutos depois.
- 'Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre na classe
econômica. Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar na classe econômica. Temos apenas um lugar na primeira classe'.
E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua: -'Veja, é incomum que a nossa companhia permita à um passageiro da classe econômica se assentar na primeira classe.Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável’.
E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu:
- 'Portanto senhor, caso queira, por favor, pegue a sua bagagem de mão, pois reservamos para o senhor um lugar na primeira classe...'
E todos os passageiros próximos, que, estupefatos assistiam à cena, começaram a aplaudir, alguns de pé."

Gostou? Compartilhe! E diga não ao preconceito!

Texto que circula há anos pela web conta a história de uma passageira que se recusou a se sentar ao lado de um negro em um vôo da companhia aérea TAM termina com final feliz.

Em 2009, uma mensagem interessante começou a viajar pelas nossas caixas de entrada. Segundo o texto, uma passageira de 50 anos embarca numa aeronave da TAM e, ao chegar em seu lugar, ela se recusa a se sentar ao lado de um passageiro negro na classe econômica.

De acordo com o e-mail, a comissária resolveu o problema da passageira depois de conversar com o comandante. Depois de um tempinho, a comissária teria dito para a senhora:

Veja, é incomum que a nossa companhia permita a um passageiro da classe econômica se sentar na primeira classe. Porém, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável.

TAM Airbus

Uma das versões do texto afirma que o racismo teria acontecido em um vôo da TAM

E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária diz:

Portanto, senhor, por favor, pegue a sua bagagem de mão, pois reservamos para o senhor um lugar na primeira classe!

O texto, no final, conta que todos ao redor aplaudiram a atitude da comissária e, como toda boa corrente, pede para que repassemos a história aos amigos.

A mensagem é muito interessante e em muitos casos acabamos por acreditar nesse tipo de texto como sendo reais sem nem ao menos nos darmos o trabalho de checar antes de repassá-lo adiante.

Sem dúvida, é uma história bem bonita para ser contada em uma roda de amigos.

Uma parábola com final feliz para todos aqueles que lutam contra o racismo. Mas a história não aconteceu de verdade.

Isso mesmo! A história é falsa.

A empresa de aviação citada, a TAM, não confirma a história.

Entramos em contato – via e-mail – com a TAM questionando sobre a veracidade do texto.

A resposta foi:

FALE-37510367

São Paulo, maio de 2011

Prezado Sr. Gilmar,

Recebemos seu e-mail enviado ao serviço Fale com o Presidente e agradecemos sua atenção em entrar em contato conosco.

Soubemos de suas observações com relação ao fato mencionado, porém gostaríamos de esclarecer que a TAM não possui nenhum registro do ocorrido.

Queremos que saiba que permanecemos, como sempre, à disposição para conhecer suas opiniões.

Atenciosamente,

Equipe Fale com o Presidente

TAM Linhas Aéreas S/A

rbl/dm Av. Jurandir,856 – Lote 4 – 6° andar – Hangar VII – Jd Ceci – 04072-000

Sao Paulo/SP – Brasil

Tel. 0800 123 200 – Fax 0800 123 900 – www.tam.com.br

Como era de se esperar, a notícia também não saiu em nenhum jornal ou site.

Em qual vôo que isso aconteceu?

Pesquisando um pouco mais, descobri que essa história é uma variação de outra mais antiga só que o caso teria acontecido com outra empresa, a British Airways em um vôo entre Johanesburgo e Londres.

Nesse fórum, em inglês, um membro postou a história, que teria acontecido na British Airways, mas também foi desmentido pelo SAC da empresa.

Essa variante foi traduzida de uma piada em inglês e em algum momento foi mudando até chegar nessa versão usando o nome da TAM.

http://www.e-farsas.com/preconceito-em-um-voo-da-tam-termina-com-final-feliz.html

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Mayara Petruso e a xenofobia no Twitter

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Perfeito seria se não houvesse xenofobia, homofobia e preconceito racial.

Mas eu já me contentaria se ao menos os estudantes universitários de classe média — que supostamente representam 4% da elite intelectual do país, culta e esclarecida — não fossem os responsáveis por difundir essa forma de preconceito.

Mayara já apagou suas contas no Twitter e Facebook, mas o registro fica aqui, pra que ela não esqueça do dia em que, ao invés de se desculpar publicamente pelas besteiras que disse, optou por se esconder e fingir que nada aconteceu.

FONTE:http://doisespressos.wordpress.com/2010/11/01/mayara-petruso-e-a-xenofobia-no-twitter/
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Mayara Petruso pede desculpas
Mayara Petruso que ficou conhecida na internet por um post infeliz no twitter (leia mais em O Preconceito Ainda Vive) pediu desculpas por seus comentários no orkut dela.

Ela diz que a intenção não era de ódio. Que acabou atingindo um outro foco.

A verdade é que não importa qual o foco que queria atingir esse tipo de comentário gerou uma campanha anti preconceito na internet, o que mostra que o país não atura mais essas atitudes.

FONTE:http://edhyghellen.wordpress.com/2010/11/01/mayara-petruso-pede-desculpas/

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O VÍRUS DA INTOLERÂNCIA


POR: PAULO DANTAS
Pensem num vírus mortal, capaz de fazer com que as pessoas pensem que os outros são inimigos. Mas esse inimigo é basicamente aquele outro que pensa diferente, que é age e vive diferente de você. Assim, com esse vírus, é fácil ver o inimigo num gay, se você é heterossexual. Num cigano, se você tem emprego e residência fixa. Uma mulher de burca ou um muçulmano, se sua religião é cristã ou judaica. Um homem pobre de pele escura, se você é branco e está de carro num bairro da periferia...Um evangélico, se você é católico; um esotérico, se você é católico, evangélico ou muçulmano. É engraçado como esse vírus permeia as religiões... Um ambientalista, se você é industrial; um vegetariano, se você gosta de carne; um fumante, se você não fuma...

É o vírus do ódio.

Quem já sentiu essa emoção sabe que ela vem acompanhada de uma espécie de agonia. Algo como uma dor, com arroubos incontroláveis de violência. É o instinto na enésima potência. O ódio traz com ele também a crença, um fanatismo qualquer, uma certeza absurda da verdade que a pessoa dominada pelo vírus carrega. Essa crença se afirma ao projetar que o errado está fora de mim e que as minhas idéias e crenças religiosas, políticas, sexuais são a expressão da verdade, porque eu faço o bem, quero de desejo o bem. E assim os homens vão se distanciando do amor, em nome do próprio amor.

O ódio é uma paixão que impele a causar ou desejar mal; impele a execração, ao rancor, raiva, ira, aversão, repugnância, antipatia, desprezo, a repulsão. O ódio quer eliminar o que não lhe apraz, ou o que lhe causa medo.

De uma certa forma o ódio está em voga ultimamente, não só nos homens e mulheres loucos aos quais mais e mais temos notícias que atiram nas escolas, que matam os pais, os filhos, que esquartejam namoradas e vizinhos. Não é só nas páginas policiais. Ele circula nas eleições deste ano no Brasil, nos boatos da internet, nas denúncias, nas humilhações e achincalhes entre os candidatos. Ele também circula pela Europa com expulsão dos ciganos e a proibição do uso da burca nas mulheres muçulmanas pelo presidente Nicolas Sarkozy.

Anda pela ascensão da direita numa comunidade Europeia em crise econômica que cada vez mais se agrava. Não digo que o ódio é sinônimo de direita, mas que muitas vezes ele é trazido nos movimentos radicais de mudança. E essa retomada da direita e suas propostas xenófobas e restritivas da liberdade devem ser um alerta.

São diversas famílias conservadoras e liberais que dominam atualmente os maiores Estados da Europa - da França de Nicolas Sarkozy ao Reino Unido de David Cameron, da Alemanha de Angela Merkel à Itália de Silvio Berlusconi. Na Suécia, sem esquecer os países da antiga esfera soviética - como a Hungria, a Polônia e a República Checa -, que também têm rejeitado as propostas socialistas.

As exceções mais notórias a este quadro político surgem em Portugal, Espanha e Grécia. Mas as sondagens, tanto portugueses como espanholas, mostram vontade de mudança.

Ainda há a nova direita americana chamada Tea Party (Festa do Chã) com a simpatia de 52% dos norte-americanos – o nome é uma alusão ao protesto de colonos norte-americanos contra a taxação do chã pelo governo britânico que resultou na independência dos EUA. Lançado em 2009, após a eleição do primeiro negro presidente americano, o movimento Tea Party, já tem as feições de um novo partido além dos já conhecidos Democrata e Republicano (apesar de ainda fazer parte do seio deste último). O Tea Party chegou a comparar Obama a Hitle e Stalin.

Integrantes do Tea Party, já criticaram o apoio oficial na luta contra a AIDS – eles consideram o vírus uma penitência justa do pecado da promiscuidade. Condenam a pornografia, a masturbação e a homossexualidade, e defendem a recuperação de uma sociedade de moral calvinista, em contraponto à perversão e à lascívia que, segundo acreditam, caracterizam os dias de hoje.

É verdade que a América Latina, pelo menos no seu traçado político até o momento, parece fora dessa onda, mas o ódio é como um vírus que se alastra com rapidez. Lembrem, não é a direita que tem o vírus, é o homem, e esse vírus se manifesta para todos os lados quando o radicalismo se instala.

FONTE:http://mastigada.blogspot.com/2010/09/o-virus-da-intolerancia-no-mundo.html

quarta-feira, 19 de maio de 2010

TODOS IGUAIS E TÃO DESIGUAIS


Ninguém = Ninguém
Engenheiros do Hawaii
Composição: Humberto Gessinger

Há tantos quadros na parede
Há tantas formas de se ver o mesmo quadro
Há tanta gente pelas ruas
Há tantas ruas e nenhuma é igual a outra
Ninguém = ninguém

Me encanta que tanta gente sinta
(se é que sente) a mesma indiferença
Há tantos quadros na parede
Há tantas formas de se ver o mesmo quadro

Há palavras que nunca são ditas
Há muitas vozes repetindo a mesma frase:
Ninguém = ninguém
Me espanta que tanta gente minta
(descaradamente) a mesma mentira

São todos iguais
E tão desiguais
uns mais iguais que os outros

Há pouca água e muita sede
Uma represa, um apartheid
(a vida seca, os olhos úmidos)
Entre duas pessoas
Entre quatro paredes

Tudo fica claro
Ninguém fica indiferente
Ninguém = ninguém
Me assusta que justamente agora
Todo mundo (tanta gente) tenha ido embora

São todos iguais
E tão desiguais
uns mais iguais que os outros

O que me encanta é que tanta gente
Sinta (se é que sente) ou
Minta (desesperadamente)
Da mesma forma

São todos iguais
E tão desiguais
uns mais iguais que os outros
São todos iguais
E tão desiguais
uns mais iguais...
uns mais iguais...

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

--> UM PRETO VELHO NA CASA ESPÍRITA‏


Autor: Agnaldo Cardoso
25/08/2008

Eu fui fazer uma palestra em uma determinada Casa Espírita e após cumprimentar a todos, eu disse alto e em bom-tom:

– Eu não posso aceitar que uma Casa Espírita que se diz Kardecista, em conseqüência, uma guardiã dos mais diversos valores morais, possa aceitar como seus trabalhadores efetivos, homossexuais, alcoólatras, dependentes químicos, mães solteiras, fumantes, casais não casados oficialmente, analfabetos, etc. E também não aceito que nas reuniões mediúnicas, os trabalhadores permitam que qualquer tipo de espírito possa vir se comunicar, inclusive um tal de preto-velho! Casa espírita não pode servir de refúgio ou abrigo para cegos e aleijados morais! E isso é preservar a pureza dos postulados espíritas e não preconceito!

As pessoas arregalaram os olhos e ficaram absolutamente surpresas com aquela declaração inesperada, sem acreditar que um palestrante espírita, ainda mais um escritor, pensasse e externasse na tribuna de uma Casa Espírita, uma atitude tão preconceituosa. Após uma pausa proposital, com o objetivo de atrair a atenção dos presentes, eu expliquei.

– Não, meus queridos irmãos. Eu não perdi o juízo e não penso da forma que acabei de expor. Graças a Deus, não! Mas muita gente pensa e não tem coragem de externar publicamente. A discriminação a que acabei de me referir, infelizmente existe sim, em maior ou menor grau, na imensa maioria das Casas Espíritas.

Entre os que se arvoram de censores da vida alheia, detentores por certo, de ilibada reputação moral e impressionante elevação espiritual, acharemos os que pensam da forma como eu disse há pouco e em um grau tão alto de atitude preconceituosa, que chegam a pensar mesmo, que não se trata de preconceito, mas necessidade de preservar a pureza doutrinária. Este é o pretexto utilizado.

Entretanto, é possível que algum ingênuo companheiro acredite que realmente não existe nenhum preconceito nas Casas Espíritas! Mas existe. Existe e ele se torna extremamente perigoso, exatamente pelo fato de nunca ser demonstrado às claras. Mas se prestarmos bastante atenção, o preconceito está sempre se revelando nos cochichos, que alguns prezados companheiros insistem e são mestres em sussurrar em ouvidos ávidos por fofocas fluídicas.

Mas que fique claro: O Espiritismo e as Casas Espíritas, não têm nada a ver com preconceitos. Absolutamente nada! Pois o problema está nos espíritas! Evidentemente que se perguntarmos aos espíritas se há alguém que tenha algum tipo de preconceito em relação a outro trabalhador da Casa, por ser isso ou aquilo, eu não tenho dúvida que dificilmente aparecerá alguém para assumir.

Mas o fato de ninguém erguer a mão e assumir essa postura, não quer dizer que não exista. Ora, se existe, porque a pessoa não assume? E publicamente? Eu ficaria surpreso se aparecesse e sabem por quê? Porque o preconceituoso tem absoluta consciência de que está errado, e porque seria extremamente constrangedor para um espírita, assumir que é alguém com preconceitos.

Mas o que é o preconceito? Segundo os dicionaristas, o preconceito é uma opinião que é formada antecipadamente, sem um mínimo de ponderação ou conhecimento dos fatos. Em outras palavras, preconceito é uma idéia preconcebida, que leva o preconceituoso a ter aversão e intolerância em relação à outras raças, religiões, pessoas, situações e por aí vai.

Um preconceito que ainda existe e nunca deveria ter existido é quanto aos espíritos que nós recebemos em nossas reuniões mediúnicas. Eu mesmo, na condição de dirigente de um grupo de psicofonia, já fui obrigado a chamar a atenção de médiuns – homens – que evitavam incorporar homossexuais ou mulheres, por receio de virar alvo de piadas de alguns colegas. Acredito que tais colegas eram, provavelmente, maravilhosos e evoluídos espíritas!

E quanto aos preto-velhos? A literatura espírita relata que há casos de dirigentes que não aceitam a manifestação desses irmãos e chegam ao ponto de determinar que o médium corte a comunicação, mandando que o espírito procure um terreiro, porque ali não é lugar para ele, e isso independente do que o espírito pretende.

Então, não é mais o conteúdo da sua comunicação, o seu problema, que interessa, mas sua origem? Cor? Forma de falar? Mas Kardec não ensina que devemos inicialmente avaliar as mensagens, para verificar o que o ele pretende? Kardec não ensina que a melhor forma de identificar um espírito, é analisando o conteúdo das suas comunicações? E fazemos isso mandando-o embora, ao invés de ouvi-lo?

Alguns irmãos espíritas já me perguntaram:

– Agnaldo, por quê ele se apresenta como Pai fulano? Como um preto-velho? E por quê é que ele tem de falar daquela forma?

Na verdade, muitos espíritos de brancos, idosos, ao invés da simplicidade de serem chamados de Pai, preferem se apresentar como... Doutores! E quanto ao falar daquela forma, seria interessante que as pessoas também questionassem:

Por quê os Espíritos do Dr. Fritz e da Irmã Sheilla, dois indiscutíveis trabalhadores do bem se expressam num português arrastado, com sotaque alemão?

─ Ah, Agnaldo, mas eles na última encarnação eram alemães! Eram europeus!

Responderam-me.

Ora, sendo assim, os brancos europeus podem se expressar com sotaques estrangeiros como faziam na última encarnação, mas os preto-velhos não podem? Ou seja: Eles continuam sofrendo, no Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, agora como espíritos, a mesma exclusão que sofreram quando estavam aqui encarnados! Mas foi isso o que aprendemos com Kardec? Ou aprendemos que o Espiritismo, não veio para diferenciar os Espíritos pela posição social, cultural, cor da pele ou linguajar típico e sim pelos caracteres morais?

Haveria até alguma lógica argumentativa nesse radicalismo, se um desses irmãos, negro, aparentemente inculto, ainda preso às lembranças da sua última encarnação, não pudesse nos passar lições maravilhosas de amor, caridade, humildade e até mesmo pedir nossa permissão para assistir nossas reuniões, para estudar e aprender conosco, como estamos cansados de ver acontecer.

Por outro lado, eu já perdi a conta das vezes que presenciei e conversei com doutores, brancos, esbanjando cultura, que chegam carregados de intenções maléficas. Uns evoluíram moralmente, outros intelectualmente. E o contrário também acontece. Independente de cor ou forma de falar! E a nossa obrigação, sempre, é ouvir a todos.

Quero enfatizar dois grandes erros cometidos por muitos abnegados trabalhadores espíritas: O 1º é comum.
Quando um espírito fala alguma coisa negativa a nosso respeito, principalmente se outros ouvirem, logo fazemos questão de duvidar da suas afirmações; quando ele fala algo positivo, nos enaltecendo, massageando-nos o ego, acreditamos de bate pronto.

E o problema se agrava quando se trata do médium que precisa de aplauso. O médium que precisa de aplauso, é aquele médium que faz questão de sempre divulgar o que faz. Provavelmente aguardando alguma demonstração de inveja ou de admiração pela sua mediunidade Este tipo de médium, quando dá de cara com um espírito inteligente, que sabe explorar essa sua fraqueza, termina fazendo dele um joguete.

O segundo erro de muitos espíritas, é a sua crença absoluta em tudo o que os espíritos dizem. Se aparece um espírito que se diz médico e passar uma receita, há espíritas que tomam o remédio, sem analisar o conteúdo da mensagem do espírito, sem analisar o próprio remédio e o pior: nem sabe ao certo se está mesmo doente! Se aparece um espírito que diz ser um preto-velho, com a voz macia, aparentando humildade e diz que é o guardião da pessoa, esta pessoa, desprezando o “passar tudo pelo crivo da razão”, passa a submeter-se a tudo o que o espírito diz.

Ou seja, há um equivocado endeusamento desse tipo de espíritos, esquecendo-se que os dois, que aparentam ser um médico e um preto-velho, podem sim, ser dois grandes charlatões, dois grandes mistificadores! Mas como ter certeza sem ouvi-los atentamente e saber o que pretendem?

Que fique bem claro: Quando falo das manifestações dos preto-velhos, não estou defendendo sua evocação, o uso de fumo, bebida, vela, etc. Muito menos os rituais que os terreiros costumam adotar. Estou falando que devemos ouvi-los, como a qualquer outro espírito, respeitando a forma como eles se expressam, e independente de qualquer coisa.

Apenas após serem ouvidos é que decidimos como fazer para melhor ajudá-los, até porque se estão podendo se comunicar, foi porque a equipe espiritual que dirige os trabalhos mediúnicos, permitiu! Ora, se a equipe espiritual é quem seleciona os espíritos que irão se comunicar em nossas reuniões, quando eles se apresentarem, nós iremos fazer uma seleção da seleção? Com que autoridade moral nós podemos dizer que espírito A ou espírito B pode ou não se comunicar? Falar do seu problema? Pedir socorro? Desabafar? Quem de nós pode atirar a primeira pedra?

─ Mas pode ser um espírito charlatão, mistificador, se passando por um preto-velho! Pode alguém estar pensando.

É verdade, já dissemos isso e acontece mesmo. Mas também acontece de chegar um espírito charlatão, mistificador, tentando se passar por um filósofo, um cientista ou um espírito muito evoluído. Ai invés de um preto-velho, passar-se por um “branco-velho”. E se for um espírito se passando por quem quer que seja? Mas, e daí? Branco, preto, vermelho, amarelo, etc.? Inclusive ameaçando nos agredir? Mandamos embora? Ao contrário! Irmãos assim, agressivos, ameaçadores, mistificadores, etc., são os que mais precisam de nossa ajuda e não será enxotando-os para longe das nossas reuniões mediúnicas ou da nossa Casa Espírita, que estaremos lhes estendendo a mão. Na realidade, estaremos expulsando-os do local que tem obrigação moral de ampará-los e ajudá-los!

Há uns quatros anos recebemos um preto-velho na nossa reunião mediúnica. O preto-velho disse ao doutrinador que queria fazer a limpeza da sala. O doutrinador ficou em dúvida e me chamou, quando então eu lhe expliquei que a higienização (preparação) da sala já fora feita pela equipe espiritual da Casa e que não havia necessidade de fazer outra.

Não satisfeito, ele solicitou autorização para levantar-se e dar uma “baforada” em cada um dos trabalhadores. Mais uma vez não foi permitido e eu lhe disse que os trabalhos seriam interrompidos se ele chegasse em um médium incorporado para dar sua “baforada”. Disse-lhe também que nós trabalhamos de forma diferente e que se eu fosse a um terreiro de umbanda, não tentaria impor lá, a forma como trabalhamos em uma casa kardecista. Ele não gostou e antes de ir embora, ele me deu uma cutucada daquelas, perguntando:
– E o fio ainda chama isso aqui de casa de caridade?

Parte do meu grupo de psicofonia achou que eu tinha sido inflexível demais. Entretanto, aproximadamente um mês depois ele retornou. Mandou chamar-me e pediu-me desculpas por que lá em Aruanda, que parece ser uma espécie de colônia deles, ensinaram-lhe que ele agira errado e que agora ele estava presente com vários outros companheiros seus e queriam assistir a nossa reunião para aprender conosco. Era um mistificador? Não. Era apenas um espírito que precisava estudar mais.

Eu relatei essa história, para que fique bem claro, que mesmo com todo o respeito que eu demonstro por qualquer espírito, inclusive os preto-velhos e por qualquer religião, inclusive pela umbanda séria, o roteiro, o único e maravilhoso roteiro que norteia meu trabalho na Casa Espírita que me abriga e os livros que tenho publicado, foi escrito por Allan Kardec, e é ele, Allan Kardec, que ensina com todas as letras a abrirmos nossos braços para acolhermos e ajudarmos em nossas reuniões mediúnicas, a todos os espíritos que nos procurarem, independente da sua evolução, cor, linguajar, origem, sexo e até independente das suas boas ou más intenções. Não agindo assim, não passaremos de pessoas tristemente... Preconceituosas!

Na mitologia chinesa existe uma lenda, que apregoa estarem o Céu e a Terra ligados por uma gigantesca árvore, chamada Jian Mu. Dos seus galhos descem milhares de cipós, que servem como escadas por onde os homens sobem em direção ao céu, após entender e vivenciar que na realidade, o nosso dia a dia aqui, é o indispensável cipó, a escada, por onde subiremos para mundos espirituais mais elevados do que o nosso querido planetinha Terra.

Há infelizmente, muitos companheiros espíritas que acham que já galgaram a Jian Mu e se consideram tão evoluídos, que podem fazer um sumário julgamento dos outros. E neste precipitado julgamento, levam em consideração as aparências, mesmo sabendo que podem ser enganadoras. E o pior, é que quando as aparências não agradam, marcam a pessoa e se previnem contra ela, isolando-a em abominável preconceito!

E aqui, infelizmente, até nossos irmãos espíritas que em algum momento das suas vidas optaram por trilhar caminhos perigosos e que depois, conscientes da opção errada, tentam voltar para o seio da Doutrina Espírita, muitas vezes têm suas pretensões negadas, por companheiros irredutíveis que não os aceita com a alegria que deveria existir e ficam criando dificuldades para seu retorno.

Ao contrário dos homens, que procuram um “jeitinho” para “queimar” etapas, e “subir” mais rapidamente na Jian Mu, pelos cipós da hipocrisia, da farsa, da intolerância e dos preconceitos, eu convoco os meus irmãos espíritas, a procurarmos juntos, dois cipós, resistentes, seguros e éticos, para iniciarmos a escalada em busca da nossa evolução moral e espiritual: a paz de consciência e a fraternidade espiritual.

O primeiro passo para lutar contra os preconceitos, é reconhecer a sua existência.
Não é tão fácil, mas se concordamos que todos os homens são irmãos, independente do momento e situação que cada um vive e que é preciso superar os preconceitos, nós iremos perceber que existem irmãos excluídos, à nossa volta, inclusive na Casa Espírita que freqüentamos, que estão gritando em silêncio por socorro, e nós permanecemos surdos em função dos nossos preconceitos.
Assim, está em nossas mãos a oportunidade de começarmos a lutar, para que não existam mais pessoas excluídas ao nosso lado. Pelo menos, na nossa Casa Espírita!

Muita paz para todos!


Liziane Lacerda Cavalcante
Supervisora de RH
Agente de Responsabilidade Social

terça-feira, 4 de agosto de 2009

--> PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO


A atriz Jandira Martini interpreta a dalit Puja em Caminho das Índias


A novela Caminho das Índias tem trazido à tona alguns temas importantes, todos denunciando preconceitos. Doenças mentais e diferenças sociais são os principais temas abordados pela autora Gloria Perez. De forma sutil e pouco aprofundada, ela aborda a questão do sistema social de castas na Índia. Apesar de a constituição indiana rejeitar esse sistema, em algumas regiões ele ainda persiste. Originalmente as castas eram quatro:

1- Os brâmanes que são os religiosos e nobres
2- Os xátrias, que são os guerreiros.
3- Os vaixás, que são os comerciantes.
4- Os sudras, que são os camponeses, os artesãos e operários.

Ainda mais abaixo, à margem dessa estrutura social existem os dalits, que, ainda nos dias de hoje são chamados "intocáveis". As castas são divididas pelo trabalho que cada um se dedica à sociedade e aos Dalits estão reservados os trabalhos considerados impuros, indignos ou sujos, trabalhos que o resto da humanidade considera nojento ou desagradável.

Os dalits não estão classificados no sistema de castas estando abaixo dele. Eles vivem separados do resto das pessoas por serem considerados tão sujos quanto à função que desempenham. Ninguém pode tocar em um Dalit, chegando ao cúmulo de, se alguém passar pela sombra de um deles precisar passar por um extenso ritual de purificação.

Vivem até hoje à margem da sociedade, com salários vergonhosos, mesmo apesar da luta de Ghandi pela criação de inúmeras leis e tentativa de eliminar definitivamente os problemas que o sistema de castas acarreta. No entanto, esse sistema é baseado no hinduísmo, que é a religião dominante na Índia, que funciona como elemento que apazigua e disciplina por meio da resignação e submissão às suas leis.

Os dalits sofrem restrições sociais extremas, usam roupas tiradas dos mortos, comem em louças quebradas, não é permitido que eles freqüentem escolas e sejam alfabetizados, e quando são, devem se sentar de costas em sala de aula. Não podem rezar nos mesmos templos e nem beber da mesma corrente de água.

Hoje eles são em 300 milhões na Índia, suas casas são queimadas e mulheres dalits são estupradas freqüentemente. Discriminados e oprimidos por todos, eles são vítimas de todo tipo de violência possível.

Imagine você que quando os tsunamis destruíram parte da Índia, as vítimas de Tamil Nadu, o estado indiano mais destruído pelos tsunamis, os dalits não receberam nenhum tipo de ajuda para reconstruírem suas vidas.

Parece que ainda temos que percorrer um longo caminho em direção ao nosso desenvolvimento como humanos. Em pleno século XXI assistimos ainda a um nível de discriminação tão profundo quanto estes, em um país onde a religiosidade e crescimento espiritual são pregados em cada esquina. Mais uma vez minha sugestão é para a reflexão sobre o quanto somos intransigentes em nossos preconceitos.

Fonte:Liziane Lacerda
Supervisora de RH
liziane.lacerda@fresenius-kabi.com

terça-feira, 14 de julho de 2009

-->NUNCA É TARDE PARA ABRIRMOS MÃOS DOS NOSSOS PRECONCEITOS



Veja Vídeo You Tube
LEGENDADO " NÃO DISPONÍVEL PARA INCORPORAÇÃO";
http://www.youtube.com/watch?v=LOE9sLfe5GY

Vejam essa declaração de SUSAN BOYLE :

"Eu moro sozinha com o meu gato chamado Peebles...nunca casei, nunca fui beijada...eu sempre quis me apresentar para uma platéia grande...eu vou fazer essa platéia tremes..."

O Jurado pergunta: Qual o seu sonho?

Susan Boyle: Estou tentando ser cantora profissional.

Jurado : E porque não deu certo até agora?

Susan Boyle: Nunca me deram uma chance antes e espero que isso mude.

Jurado:O que vc vai cantar?

Susan Boyle: "I dreamed a dream" from "les miserables" ("Eu tive um sonho" de " Les Miserables").

" NUNCA É TARDE PARA ABRIRMOS MÃOS DOS NOSSOS PRECONCEITOS " Henry David Thoreau

Vejam o vídeo na íntegra: http://www.youtube.com/watch?v=LOE9sLfe5GY

VÍDEO SEM LEGENDAS:

I Dreamed a Dream (Tradução)
Sarah Brightman
Composição: Indisponível

Eu Tive um Sonho

Houve um tempo quando os homens eram amáveis
Quando suas vozes eram suaves
E suas palavras convidativas
Houve um tempo quando o amor era cego
E o mundo era uma canção
E a canção era excitante
Houve um tempo... então tudo deu errado

Eu tive um sonho num tempo que já se foi
Quando esperanças eram elevadas e valia a pena viver
Eu sonhei que o amor nunca morreria
Eu sonhei que Deus estaria perdoando

Então eu era jovem e destemida
Quando sonhos eram feitos e usados e perdidos
Não havia nenhum resgate a ser pago
Nenhuma canção desconhecida, nenhum vinho intocado

Mas os tigres chegaram à noite
Com suas vozes suaves como trovão
Tal como eles rasgam sua esperança em pedaços
Tal como eles transformam seus sonhos em vergonha

Ele dormiu um verão ao meu lado
Ele encheu meus dias de maravilha infinita
Ele fez da minha infância o seu êxito
Mas ele se foi quando o outono chegou

E ainda sonho com ele vindo até a mim
E nós viveríamos juntos os anos
Mas há sonhos que não podem acontecer
E há tempestades que não podemos desafiar

Eu tive um sonho que minha vida iria ser
Tão diferente deste inferno que estou vivendo
Tão diferente agora do que parecia
Agora a vida matou o s

quinta-feira, 19 de março de 2009

->>FORUM DE DEBATES...PRECONCEITO RELIGIOSO

PORQUE O ESPIRITISMO NO BRASIL SOFRE TANTO PRECONCEITO?Sou espírita e não entendo porque no Brasil o Espiritismo ainda sofre tanto preconceito, porque as pessoas julgam tanto os espíritas sem ao menos ter uma noção do que é o espiritismo e porque essa religião ainda é confundida com candomblé e outras religiões afro sendo o espiritismo totalmente diferente das religiões afro.
Não acho que nenhuma religião esteja errada, desde que ela nos Fale de Deus e da importância do amor.
Igor
RESPOSTAS:
Desculpe Igor mais você está errado, esta terminologia foi criada pelo próprio preconceito das pessoas. Espiritismo é uma religião já formada e reconhecida, por tanto sou espírita, Kardec foi apenas o codificador do Espiritismo e não o criador.
E Pepe, você acha que seria justo alguém morrer para pagar os seus pecados ou seria mais justo alguém morrer para lhe ensinar a não pecar mais.
Reveja os seus conceitos, a Bíblia foi escrita para ser interpretada e não entendida ao pé da letra.

Igor, acho que você se enganou de novo, em nenhum momento fui preconceituoso, como disse não tenho preconceito contra nenhuma religião, nem contra a umbanda nem contra nenhuma outra, desde que ela pregue o bem.

Ah, e é claro que existe mais de uma religião no mundo que acredita em espíritos, acho ate que existem mais religiões que acreditam do que não acreditam, mas isso quer dizer que elas são espiritualistas. O budismo acredita em reencarnação e em espíritos e nem por isso é o mesmo que espiritismo. Espírita e Espiritismo são apenas nomes, assim como umbanda é um nome, candomblé é um nome, budismo é um nome.
Não tenho preconceito contra nenhuma, só estou dizendo que cada uma tem o seu nome.

Olá amigo
Muito oportuna tua pergunta.
Antes de te responder dei uma olhada nas respostas dos outros usuários, e constatei que realmente o espiritismo sofre preconceitos justamente por as pessoas não saberem sequer diferenciar espiritismo de espiritualismo.

ESPIRITUALISMO
“ Chama-se Espiritualismo todo e qualquer credo religioso que acredita na inexistência da morte, na sobrevivência do espírito e na existência de Deus”.
EXEMPLOS DE DOUTRINA ESPIRITUALISTAS
Protestantismo – Rosa cruz – Umbanda – Budismo - Catolicismo
CURIOSIDADES
Protestantismo: Não acredita em reencarnação, não tem santos, imagens ou rituais.
Rosa cruz: Tem símbolos, cerimônias e conceitos próprios.
Umbanda: É baseada na manifestação dos espíritos de caboclos e pretos velhos, têm rituais, praticam a magia branca e negra.
Budismo: Fundado por Siddharta Gautama, acredita em reencarnação e na metempsicose, isto é, que a alma pode voltar em corpo de animal.
Catolicismo: Tem cerimônias, rituais, não acredita em reencarnação.

Palavra Espiritismo
“Foi criada por Kardec para designar a doutrina por ele codificada”.
Kardec diz: “Criamos a palavra espiritismo para as necessidades da causa e temos o direito de determinar-lhe as aplicações e de definiras qualidades e as crenças do verdadeiro espírita”.
Revista espírita de abril de 1866

ESPIRITISMO
COMO CIÊNCIA
Como ciência prática tem sua essência na relação que se pode estabelecer com os espíritos.
•Comunicação com os espíritos
•Fotografias kirlian (fotografia que capta o campo energético que envolve o corpo humano)
•Experiências científicas com a água fluída e passe
COMO FILOSOFIA E RELIGIÃO
Compreende todas as conseqüências morais decorrentes destas relações

Para Pepe
Cremos em Jesus de um modo diferente. Não cremos que ele veio para pagar nossos pecados, porque isso é uma maneira de não assumir os pecados.
Como então continuam acontecendo mortes e mais mortes e todos continuam pecando?

Para 1gor
Meu querido, você precisa fazer a diferença entre espiritismo e espiritualismo.
Doutrina Kardecista não existe, existe Espiritismo, ou Doutrina Espírita.
Os espíritas conhecem melhor que qualquer outra religião a Umbanda, pois também trabalham com espíritos.
Como descrevi lá no início, sabemos que muitas religiões crêem em espíritos, mas sabemos fazer a diferença entre espiritismo e espiritualismo.

Para pica pau
Você deve acreditar em demônios não é?

Querido amigo
Desculpe minha resposta, mas precisei usar de sua pergunta para alguns esclarecimentos, espero que ao reler tua pergunta, aqueles que não saibam o que é ESPIRITISMO tenham aprendido um pouco.

beijos xixa

->> PRECONCEITO ...ja vivemos sem ele?

Preconceito: Conceito ou opinião formada antes de ter conhecimentos adequados (Dicionário Melhoramentos)
Tomar cuidado com expressões usadas no dia-a-dia sem pensar:
isso é coisa de pobre,
fazer negrice (sujeira,bagunça),
turco (pão-duro)
eu não sou racista, tenho vários amigos negros, ou amigos gay,
referir a alguém: aquele que está sempre com uma blusa vermelha....Aquela que tem uma cicatriz no rosto....
Expressão Definição
Espírito de Porco
indivíduo que fala o que não deve, faz piadinha na hora errada e apronta confusão
Mosca de Padaria
Está em todas as festas, em todas as sorveterias. Quando o clima começa a ficar doce aparece, não se sabe de onde, aquele monte de mosca insuportável
Abelhudo
Odeia ficar de fora
Gavião
Quer todas as namoradas ao mesmo tempo
Macaquice
Coisa de quem não fica quieto
Lesma
Quem anda devagar, demora para fazer as coisas
Memória de Elefante
Não precisa fazer esforço para memorizar as coisas
Mão-de-Vaca
Não paga um simples cafezinho
Dinossauro
Quem está fora de moda, mas mesmo assim sobrevive no tempo
Abraço de Urso
abraça com tanta força que só falta quebrar os ossos
Olho de Águia
nada escapa às suas observações
Cobra Criada
esperteza é com ela
Gatinhos e gatinhas
gostam de shoppings, de moda e uns dos outros
Lágrimas de Crocodilo
cuidado com elas, são fingidas
Amigo-da-Onça
neste não se deve confiar
Pai Coruja
não consegue enxergar defeito no filho
Pavão
adora exibir roupas da moda, mas pode ser também gente que gosta de aparecer por qualquer coisinha
Pagar o mico
dar vexame

Uma História de Preconceito
Isso aconteceu num vôo da British Airways entre Johannesburgo e Londres.
Uma senhora branca, de uns cinqüenta anos, senta-se ao lado de um negro.
Visivelmente perturbada, ela chama a aeromoça:
- Qual é o problema, senhora? Pergunta a aeromoça:
- Mas você não está vendo? Responde a senhora.- Você me colocou do lado de um negro. Eu não consigo ficar do lado destes nojentos. Dê-me outro assento.
- Por favor, acalme-se. Diz a aeromoça. - Quase todos os lugares deste vôo estão tomados. Vou ver se há algum lugar disponível.
A aeromoça se afasta e volta alguns minutos depois.
- Minha senhora, como eu suspeitava, não há nenhum lugar vago na classe econômica. Eu conversei com o comandante e ele me confirmou que não há mais lugar na executiva. Entretanto ainda temos um assento na primeira classe.
Antes que a senhora pudesse fazer qualquer comentário, a aeromoça continuou:
- É totalmente inusitado a companhia conceder um assento de primeira classe a alguém da classe econômica, mas, dadas as circunstâncias, o comandante considerou que seria escandaloso alguém ser obrigado a sentar-se ao lado de pessoa tão execrável.
E dirigindo-se ao negro, a aeromoça complementa:
- Portanto, senhor, se for de sua vontade, pegue seus pertences que o assento da primeira classe está à sua espera.
E todos os passageiros ao redor que, chocados, acompanhavam a cena, levantaram-se e bateram palmas.

Cachorrinho na Vitrine
Diante de uma vitrine atrativa, um menino pergunta o preço dos filhotes à venda.
- Entre 30 e 50 dólares. Respondeu o dono da loja.
O menino puxou uns trocados do bolso e disse:
- Eu só tenho 2,37 dólares, mas eu posso ver os filhotes?
O dono da loja sorriu e chamou Lady, que veio correndo, seguida de cinco bolinhas de pêlo.
Um dos cachorrinhos vinha mais atrás, mancando de forma visível.
Imediatamente o menino apontou aquele cachorrinho e perguntou:
- O que é que há com ele?
O dono da loja explicou que o veterinário tinha examinado e descoberto que ele tinha um problema na junta do quadril, sempre mancaria e andaria devagar. O menino se animou e disse:
- Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!
O dono da loja respondeu:
- Não, você não vai querer comprar esse. Se você realmente quiser ficar com ele, eu lhe dou de presente.
O menino ficou transtornado e, olhando bem na cara do dono da loja, com seu dedo apontado, disse:
- Eu não quero que você o dê para mim. Aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros e eu vou pagar tudo.Na verdade, eu lhe dou 2,37 dólares agora e 50 centavos por mês , até completar o preço total.
O dono da loja contestou:
- Você não pode querer realmente comprar este cachorrinho. Ele nunca vai poder correr, pular e brincar com você e com os outros cachorrinhos.
Aí, o menino abaixou e puxou a perna esquerda da calça para cima, mostrando a sua perna com um aparelho para andar. Olhou bem para o dono da loja e respondeu:
- Bom, eu também não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso.
Muitas vezes desprezamos as pessoas com as quais convivemos diariamente, simplesmente por causa de seus “defeitos” , quando na verdade , somos tão iguais ou pior do que elas e sabemos que essas pessoas precisam de alguém que as compreendam e as amem , não pelo que elas podem fazer, mas pelo que são.
É difícil, mas não é impossível. Que Jesus Cristo que nos amou incondicionalmente derrame sobre nós hoje e sempre o verdadeiro sentido da palavra Amor e Amizade.
(recebido mencionando que foi enviado pelo grupo ev. infantil)