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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Bem perto de Chico


(FOTO IANA SOARES) (FOTO IANA SOARES)
A mineira Célia Diniz tem como missão divulgar a fé espírita, depois da morte de dois filhos. Sua história de vida inspirou um dos personagens do filme As Mães de Chico Xavier

Célia Diniz é mãe de três filhos, mas dois deles vivem agora em outro plano. O caçula partiu aos 3 anos. Mariana foi em 2006, aos 26. Os dois se comunicaram por meio de mensagens psicografadas, um afago no coração da mãe. Rangel deu notícias pela primeira vez através de Chico Xavier, de quem Célia foi amiga. Também nascida em São Leopoldo (MG), cidade natal de Chico, os pais dela fundaram com ele o Centro Espírita Luiz Gonzaga, onde Célia trabalha até hoje. A história dessa comunicação é uma das contadas pelo filme As Mães de Chico Xavier.

O histórico de perdas pode sugerir uma mulher marcada pela tristeza da falta dos filhos queridos, mas Célia é pura energia e uma companhia leve. Bem humorada, não foge às perguntas e cumpre a bateria de entrevistas como uma missão. Ela quer levar o consolo da Doutrina Espírita e sua certeza na continuidade da vida para outras mães que sofreram a perda de um filho. Ela esteve em Fortaleza para a pré-estreia de As Mâes de Chico Xavier, no dia 31 de março, vinda de São Paulo, onde também compareceu à pré-estreia do filme. A passagem por aqui não durou nem 24 horas, mas Célia arrumou um tempo para conversar com O POVO.

Célia Diniz tem gosto de discorrer sobre as leis que regem a vida segundo o espiritismo. Não perde nenhuma oportunidade. Falar dos filhos não é mais um sofrimento para ela, é agora é maneira de ajudar outras mães e de propagar sua fé espírita.

O POVO - Estamos chegando ao fim do centenário de Chico Xavier. O que a senhora acha que vai ficar dessas homenagens?
Célia Diniz - Foi um ano muito intenso. O Brasil teve a oportunidade de conhecer a figura do grande humanista que foi Chico Xavier. Digo humanista porque ele transpôs as barreiras do sectarismo religioso se mostrando como uma pessoa humana maravilhosa. Acho que nada vai ser como antes porque o preconceito contra o espiritismo está caindo. Continua caindo o medo sobre os fenômenos mediúnicos espirituais e o espiritismo continua tendo possibilidades de se mostrar mais como é. Por esse motivo Chico nos perdoa tanta homenagem. Isso fere totalmente a humildade dele, o desejo dele de se apagar, porque no espiritismo a gente aprende que quando o trabalhador aparece muito, a obra desaparece. Ele vai nos perdoar por ter o colocado tão em pauta porque sabe que o nosso objetivo era mostrar através de sua vida que é possível ser bom, que o Evangelho de Jesus não é uma utopia, é possível segui-lo. Nosso objetivo não é que todos sejam espíritas. Não há nenhum sentimento de proselitismo nas nossas atitudes, mas a doutrina espírita é tão consoladora que a gente quer levar esse consolo. Que as pessoas sigam nas suas próprias religiões, mas conheçam a realidade do plano espiritual, que a vida continua.

OP - A intenção não é que as pessoas se tornem espíritas, mas ao mesmo tempo em que o espiritismo se torna popular, não se corre o risco de se ter o espiritismo como um consolo imediato?
Célia - Quando estamos sofrendo, temos um imediatismo quase instintivo. As pessoas chegam à casa espírita relatando fenômenos mediúnicos, quadros de depressão, problemas. Cada casa espírita tem alguém para acolher essas pessoas e a gente percebe que todos querem uma solução milagrosa, instantânea. Às vezes até se decepcionam porque não há. A proposta maior da doutrina é a reforma íntima. Você tem que reestruturar seus valores, buscar Jesus realmente, colocá-lo dentro de você. Isso é um processo longo. É essa busca que vai curar as doenças que, na grande maioria, são psicopatológicas, vêm das nossas emoções. A gente demora semanas, meses para entrar num processo depressivo, por exemplo, e não é com um passe, uma água fluidificada ou uma leitura do Evangelho que você vai se curar.

OP - Depois de ver o filme, vão correr milhares de mães nas casas espíritas para tentar essa comunicação com os filhos, mas o espiritismo também não é só isso...

Célia - Muitas mães vão conseguir. Mas o que a gente aconselha é o mesmo que aconselhava Kardec: tem que ter critério para avaliar essa mensagem. Para vocês terem uma ideia, Chico Xavier foi autorizado a começar esse intercâmbio dos familiares conosco por seu guia espiritual, Emmanuel, 40 anos depois de iniciar o exercício de sua mediunidade. Mesmo sendo dotado da chamada psicografia mecânica, Chico precisou de 40 anos de prática mediúnica para que pudesse dar inteira passividade ao espírito comunicante. A mente de Chico não interferia em nada e o espírito podia se mostrar com todas as suas peculiaridades, sua individualidade e ser reconhecido por isso. A autenticidade das cartas-mensagens dos nossos filhos era indiscutível. As mães que forem procurar um médium de psicografia devem se perguntar: reconheço meu filho aqui? Meu filho tinha o hábito de usar essa expressão? Tem nomes de algum familiar que ele encontrou do lado de lá? Tem algum apelido que o médium desconhecia? Porque, infelizmente, nas casas espíritas pode ter um médium cheio de boa vontade escrevendo “seu filho está bem, foi recolhido por familiares amigos”, o que serve para todo mundo. Consola, mas a mãe tem dificuldade de reconhecer seu filho ali. A capacidade de captar a essência do espírito comunicante varia de um médium para outro. O experiente vai captar exatamente o que o espírito disse, o menos experiente vai captar 10% só, 20%. Chico Xavier captava 100%. Os outros estão enganando? Não. Só não estão conseguindo captar totalmente aquela presença espiritual.

OP - A senhora recebeu mensagens dos filhos que partiram. A senhora buscou essas mensagens?
Célia - O telefone toca de lá pra cá. Como mãe e como estudiosa da doutrina, jamais evocaria meu filho para vir me dar notícia. No espiritismo não se evoca espíritos. Mas, se você está numa reunião onde há um médium, é provável que venha alguma mensagem. Nas vezes em que recebi mensagens, me surpreendi porque não estava pedindo.

OP - Mas a senhora estava ansiosa por isso?

Célia - Dizer que uma mãe não está ansiosa de saber como o filho morto continua vivendo é mentira. Estava, sim, querendo saber como eles estavam, mas não pedia isso. Pelo contrário, orava muito por eles dizendo: “Filhinhos, está tudo bem aqui, não se preocupem comigo”.

OP - As pessoas esperam que o espírita lide melhor com a morte, mas ainda é o maior desafio?
Célia - Minha cidade é pequena, todos sabem que sou espírita. Nas minhas duas perdas, as pessoas tentavam me consolar assim: “Ainda bem que você é espírita, né!?”, supondo que não doa. E dói. Choramos e sofremos, mas é diferente porque a gente sofre com compreensão de causa. Sabemos que, naquela perda, há um sentido, um plano de Deus para todos nós e isso nos ajuda a passar pelo luto. Essa compreensão leva à resignação. O mesmo amor que nos faz sofrer pela ausência dos filhos é o amor que nos conforta a não desesperar porque sabemos que a ligação entre nós e eles é tão forte que pode atrapalhar a adaptação deles no mundo espiritual. Essa compreensão também dá força para controlar nosso egoísmo e libertá-los.

OP - Suas dores acabaram se tornando públicas. Como a senhora controla a emoção sempre remexendo isso?
Célia - Essa dor, a ausência dos nossos filhos, não precisa “de remexer” não. É uma realidade nossa. No momento que meu filho se foi, em 83, passou a fazer parte de mim. Nada muda isso. Agora, as pessoas reagem diferente na perda. Meu marido, por exemplo, prefere não falar nisso. É a maneira dele. Eu, pela vontade que sinto de mostrar para outras mães que é possível superar a dor, que a gente não morre junto, pela vontade que tenho de mostrar para as mães um pouco dessas leis que regem a vida, agora falo nisso de uma maneira quase natural, depois de falar tantas vezes. Não veja nisso um masoquismo meu. Falo nisso apenas quando estou sendo entrevistada ou quando outras mães me procuram.

OP - Sua mãe perdeu oito filhos. A senhora contou que um dos conselhos que ela lhe deu foi segurar na mão de Nossa Senhora...
Célia - O meu filhinho, dentro do caixão, a dor era tão grande que esmagava meu peito, apertava minha garganta... Essa dor é física e minha mãe do meu lado, sofrendo duplamente. Eu falei: “Mãe, como que a senhora aguentou isso oito vezes?”. Ela disse: “Confia em Nossa Senhora, minha filha, segura na mão de Nossa Senhora”. Aprendi primeiro com a minha mãe que a dor da partida de um filho é superável porque conheci a minha mãe, vi o tanto que era uma mulher alegre e produtiva. Porque tinha outros filhos, ela precisava ser forte para que nós todos não sucumbíssemos com ela. E esse exemplo ficou em mim. Quando meu filhinho se foi, eu tinha a Mariana, de 4 anos e meio, e Aguinaldinho, de 6 anos. Eu não podia morrer junto com meu filho e deixar os outros sem mãe. Deixar meu marido sem esposa, meus alunos sem professora. Tinha que me reestruturar para dar conta disso. Aprendi, em 2006, porque Moisés mandou amar a Deus acima de todas as coisas. Por que amar a Deus, que eu não compreendo direito o que seja, mais que a meu filho, meu marido, meu pai e meu amigo? Quando minha filha de 27 anos se foi, ela estava em plena construção da vida material. Estava noiva, bem no emprego. Ela se vai e eu precisava soltá-la porque meu amor a prenderia no plano terrestre, sofrendo junto comigo. Aí compreendi porque tinha que amar a Deus sobre todas as coisas, porque só amando a Deus você consegue entregar seu filho de volta para ele sem apego.

OP - A senhora conseguiu compreender quem é Deus?
Célia - Consegui compreender a necessidade que tinha de amá-lo acima de todas as coisas. Ainda não compreendo Deus totalmente. Sei que Deus é a causa primeira de todas as coisas, a inteligência suprema do universo. Sei que Ele não é antropomórfico, não tem desejos, ódios e paixões humanas. Sei que Deus é imutável, por isso não fica triste com a gente, não castiga a gente. Sei que Ele nos dá a liberdade e nós que buscamos as colheitas desagradáveis. Sei que Ele nos ama e a gente não consegue entender o amor de Deus para conosco. A gente não se reconhece como herdeiro de Deus porque não conseguimos ver o próximo como nosso irmão. É muito fácil a gente amar o filho que chega. O verdadeiro amor, você aprende quando o devolve de volta para Deus. É aquele amor que você sabe que seu filho vai estar melhor com Deus do que com você, do seu lado, e deixa que ele vá.

OP - O que foi lhe dando essa compreensão? A doutrina espírita, o catolicismo, como você conseguiu chegar até aqui?
Célia - Respeito profundamente o catolicismo e aprendi isso com Chico Xavier. Um dia, ele me disse: “Minha filha, nunca poderemos esquecer que foi a Igreja Católica que segurou a mensagem de Jesus Cristo durante 18 séculos para que nós, espíritas, a encontrássemos intacta”. Nunca fui católica nessa existência, mas aprendi a respeitar a Igreja Católica e sua doutrina. Estudei a Bíblia na minha religião. É a mesma Bíblia. A compreensão que tenho disto, eu aprendi no Evangelho no lar que meu pai fazia com a gente uma vez por semana. Aprendi na doutrina espírita, no meu estudo, com Chico Xavier que era o Evangelho vivo.


OP - O Espiritismo é muito forte no Brasil. Qual a explicação?

Célia - O Alan Kardec veio com a missão de decodificar a doutrina na França. Deveria ter se sedimentado lá. Só que, 50 e poucos anos depois, renasce, no Brasil, um grande espírito, Francisco Cândido Xavier, com a missão de mostrar que é possível seguir o Evangelho. Chico Xavier mostra o amor em ação e joga sobre ele os holofotes da doutrina, se tornando o primeiro a conseguir projetar-se dentro da seara espírita e fazendo surgir um grande número de seguidores. Há uma parte dos livros de Chico que complementa Kardec. A literatura de Chico é que vai levar o espiritismo a começar a crescer em outros países. Outra coisa, o Brasil é um país de terceiro mundo, o desnível social nos faz vivenciar a bandeira máxima da doutrina que é “fora da caridade não há salvação”, compreendendo caridade não só como beneficência material. A caridade como um todo, com o próximo, com as diferenças. E no Terceiro Mundo há necessidade da beneficência material propriamente dita. O Brasil é um país pacífico, que tem a missão de resgatar o cristianismo primitivo. O povo brasileiro é altamente solidário, receptivo, caloroso, e isso faz parte da nossa missão. O próprio sincretismo religioso que nos caracteriza nos faz uma nação tão solidária, fraterna e calorosa. O futuro já é. Isso ainda não se refletiu em termos financeiros, enquanto potência mundial. O Brasil será uma potência espiritual. Já estão saindo brasileiros daqui e indo para o mundo levar essa mensagem consoladora que a vida continua, que a morte não existe.

Mariana Toniatti
marianatoniatti@opovo.com.br

Ana Mary C. Cavalcante
anamary@opovo.com.br

fonte|: http://www.opovo.com.br/app/opovo/paginasazuis/2011/04/11/noticiapaginasazuisjornal,2124111/bem-perto-de-chico.shtml

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O BRASIL NA VISÃO DOS AMERICANOS ( REPORTAGEM DA TV AMERICANA) - O ORIGINAL


O BRASIL NA VISÃO DOS AMERICANOS ( REPORTAGEM DA TV AMERICANA) - O ORIGINAL
Reportagem da TV americana mostrando o potencial do Brasil.Muito interessante.O programa que fez esta reportagem chama - se 60 minutes da tv CBS. Não quer dizer que a reportagem sobre o brasil tenha 60 minutos, a reportagem está completa e dura 13 minutos.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

''DECISÃO NAS TREVAS''. Irmão X‏


Eles que vos dirigem - Patrícia Moreira
As esferas inferiores da Terra não perdoam
àqueles que procurem ascender.
Arthur Joviano e Chico Xavier
Do livro: Pérolas de Sabedoria - Vinha de Luz

Decisão nas trevas
Humberto de Campos e Chico Xavier
Do livro: Contos Desta e Doutra Vida - FEB

ORGANIZADOR DE OBSESSÕES — Caros companheiros, atualmente o nosso problema intricado é o Espiritismo. Ensinamentos renovadores em toda parte, horizontes claros na mente humana...
UM OBSERVADOR DAS TREVAS — Isso mesmo. Verdadeira lástima!
ORGANIZADOR DE OBSESSÕES — Os espíritas criam atmosfera semelhante à que se conheceu nos tempos do Cristo. Não se conformam à fé expectante dos santuários. Não há meio de isolá-los nas preces inativas. Por mais sugiramos encantamentos com melodias e aromas, rituais e painéis, mais se afastam das seduções magnéticas, atirando-se ao exercício do bem. Ao invés de arcas místicas, preferem tijolos para casas beneficentes. Em vez de se ajoelharem, caminham... Trocam perfumados unguentos por suor desagradável, desde que possam servir aos semelhantes. Quadro igual ao da época de Jesus, em que se realizavam caravanas de socorro aos infelizes, onde os infelizes estivessem. Sabem vocês que tudo isso ocorre em prejuízo nosso, de vez que precisamos das energias do homem, tanto quanto o homem necessita dos recursos do boi. (O gênio das sombras piscou os olhos.) Indispensável encontrar o processo de esmagá-los, destruí-los...
UM OBSESSOR EXALTADO — Convém a guerra declarada, provocação de recinto em recinto...
ORGANIZADOR DE OBSESSÕES — Bobagem! Perseguição é benefício aos perseguidos. Deve ser feita apenas em nossa própria família, quando quisermos acordar um companheiro e torná-lo mais vantajoso...
UM OBSESSOR VIOLENTO — Pode-se promover o extermínio de todos eles... Desastres, envenenamentos ... Um veículo motorizado é a morte de galochas, um medicamento mal dosado patrocina a desencarnação por descuido...
ORGANIZADOR DE OBSESSÕES — Morte assim não resolve. (Sorriu, brejeiro.) Vocês sabem que desde a crucificação de Jesus não valem vítimas públicas. Vítimas são cartazes de propaganda para as idéias que representam. Que adiantaria retirar essa gente do corpo físico ? Engrossaria aqui a fileira dos que nos combatem. Imperioso inventar diferentes empresas de anulação.
UM MALFEITOR RECRUTA — Penso que seria ótimo se conseguíssemos formar falanges e falanges de obsessores, capazes de invadir os lares e as instituições espíritas, gerando a loucura em massa.
ORGANIZADOR DE OBSESSÕES — Medida contraproducente. As perturbações multiplicadas induziriam os espíritas a mais amplos estudos e observações dos princípios que abraçam... E vocês não desconhecem que o Espiritismo, quanto mais observado, mais luz fornece ao pensamento... Ora, é claro que a luz não nos permite o serviço da sombra...
UM OBSESSOR CONFUSIONISTA — Será possível engenhar novos truques, novas mistificações. ..
ORGANIZADOR DE OBSESSÕES — Tolice! Isso traria mais estudo...
UM MALFEITOR ANTIGO — Calúnias e discórdias, críticas e escárnios nunca foram empregados em vão...
ORGANIZADOR DE OBSESSÕES — Tudo isso é técnica superada. O povo em si quer rendimento de boas obras. Toda pessoa injuriada vence facilmente essas tramóias, desde que se conserve trabalhando...
UM OBSESSOR FABRICANTE DE DÚVIDAS — A melhor providência seria, decerto, a dúvida. As maiores cerebrações caem pela incerteza, imitando árvores poderosas quando sufocadas pela erva-de-passarinho...Procuremos atrasar o passo dos espíritas, instilando-lhes a vacilação em matéria de fé... Bastará um tanto mais de trabalho em nossas organizações e desconfiarão da Providência Divina e da imortalidade da alma, acabando com a mediunidade e arquivando as doutrinas pregadas por eles mesmos...
ORGANIZADOR DE OBSESSÕES — A idéia é interessante, mas o tiro sairia pela culatra. Sobrariam aqueles de ânimo inquebrantável que, estimulados pela dúvida, se decidiriam por mais ampla incursão nos domínios da realidade e, quando se pronunciassem, depois de mais amplas visões da vida, atrairiam multidões contra o nosso próprio esforço.
UM VAMPIRIZADOR EXPERIENTE — Tenho um projeto que me parece viável. Será fácil treinar alguns milhares de companheiros para a hipnose em larga escala e faremos que os espíritas se acreditem santos de carne e osso. Mobilizaremos legiões de amigos nossos que lhes assoprem lisonja ao coração, ocupando a mediunidade, seja na palavra falada ou escrita, para a sustentação de elogios mútuos. Faremos que se suponham heróis e reis, místicos e fidalgos reencarnados com títulos honoríficos, garantidos nos mundos superiores, como os beatos do tempo antigo se julgavam donos de poltronas cativas no reino dos Céus. Depois dessa primeira fase, estarão dispostos a serem bonzinhos, a viverem na santa paz com todos. Não mais abraçarão problemas; considerarão a análise desnecessária; não estimarão perder a companhia dos desencarnados ou encarnados que os bajulem; ao invés de canseira, a serviço dos outros, mergulharão a existência em meditações no colchão de molas, esperando que os anjos lhes emprestem asas para a ascensão aos Espaços Felizes; usarão o silêncio para que a verdade não os incomode e aproveitarão a palavra, quando se trate de dourar a mentira que os favoreça.
Cada qual, assim, passará a viver entronizado na pequenina corte dos adoradores que lhes mantenham as ilusões. Colocarão considerações terrestres muito acima dos patrimônios espirituais, para não ferirem a claque dos amigos que os incensem; abominarão desgostos e aborrecimentos; nada quererão com discernimento e raciocínio; dirão que o mal será apagado pela bondade de Deus e não se lembrarão de que Deus espera por eles para que o bem triunfe do mal, estirando-se em meditações inoperantes acerca dos milênios vindouros; fugirão do mundo para não perderem a veste imaculada; detestarão qualquer empreendimento que vise a movimentar as ideias espíritas nas praças do mundo, a fim de não sofrerem incompreensões e desgastes...
Em suma, há religiões que possuem santos de pedra ou gesso, mas nós, com a hipnose na base da ação, acabaremos improvisando neles santos de carne e osso por fora, conquanto prossigam na condição de homens e mulheres por dentro...
Creio que, desse modo, enquanto estiverem preocupados em preservar a postura e a mascara dos santos, não disporão de tempo algum para os interesses do espírito'...
ORGANIZADOR DE OBSESSÕES — Excelente! Excelente! (O Chefe mostrou largo sorriso de satisfação.) Até que enfim! até que enfim!... Mãos à obra!...
MILHARES DE MALFEITORES E OBSESSORES — Muito bem!... Muito bem!...


Misericórdia - Patrícia Moreira

O IDIOTA (A Lição)


Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas.
Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 RÉIS e outra menor de 2.000 RÉIS. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.

Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.

- Eu sei, respondeu o tolo. "Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda”.

Podem-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa.

A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.
A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história?
A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.

Mas a conclusão mais interessante é: A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito.

Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos.

O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente.

Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação.

Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam... é problema deles.

terça-feira, 5 de abril de 2011

AS VIDAS DE CHICO XAVIER


Entrevista com Marcel Souto Maior, autor do livro As Vidas de Chico Xavier, que deu origem ao filme Chico Xavier, lançado em 2010 nos cinemas de todo o Brasil.

O livro As Vidas de Chico Xavier, escrito pelo jornalista Marcel Souto Maior, que deu origem ao filme Chico Xavier, lançado em 2010, é o resultado de 98 entrevistas realizadas com amigos e dissidentes de Chico, pesquisas nas cidades de Pedro Leopoldo e Uberaba e nos arquivos da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Todas essas fontes foram consultadas para que pudesse compor um retrato mais fiel possível do médium.

Em entrevista, realizada no ano de 2003, Marcel relata como surgiu a ideia de lançar a obra, seu processo de elaboração e o que mudou em sua vida após este trabalho.


Como surgiu a idéia de escrever um livro sobre Chico Xavier? Por que o escolheu?

Marcel Souto Maior – Na época, eu era subeditor do “Caderno B” do Jornal do Brasil e fui escalado para escrever uma reportagem sobre a peça espírita Além da Vida, fenômeno de bilheteria visto por mais de 2 milhões de espectadores no Brasil. Durante a pesquisa, levantei informações sobre Chico Xavier e percebi que não havia ainda nenhuma biografia jornalística sobre ele. Chico tinha escrito mais de 400 livros, vendido mais de 20 milhões de exemplares e doado toda a renda dos direitos autorais a instituições beneficentes. “Eu não escrevi livro nenhum. Os espíritos escreveram”, ele repetia. Era preciso contar a história deste personagem – tão importante e intrigante - sem preconceitos, com objetividade. Eu decidi enfrentar o desafio.

Ao longo de 270 páginas, conto a história do menino pobre, mulato, filho de pais analfabetos, nascido no interior de Minas Gerais, que – primeiro – se transforma em escândalo nacional ao passar para o papel mensagens assinadas por “mortos” ilustres e anônimos e que – com o tempo -, depois de muita perseguição e desconfiança, se transforma em ídolo popular, a ponte mais confiável no Brasil entre os “vivos” e os “mortos”.

Leia a entrevista na íntegra, gratuitamente, no site da Revista Cristã de Espiritismo.
Acesse www.rcespiritismo.com.br

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Diretor anuncia filme na esteira de 'Nosso Lar'

Edição de 01/04/2011

Depois de Brasília é a vez da cidade de Fortaleza (CE) receber o I Festival de Cinema Transcendental. Na capital federal o evento ocorreu de 24 a 27 de março e no Ceará a mostra foi de 28 a 31 de março. O diretor do filme 'Nosso Lar', Wagner de Assis, foi uma das estrelas do festival em Brasília. Ele anunciou a continuação de 'Nosso Lar', mas avisou que a produção ainda não tem um título. 'Não podemos dizer que vai ser uma continuação do ‘Nosso Lar’, ou seja, o ‘Nosso Lar 2’, mas será na mesma linha pois como temos 16 livros escritos com a mesma temática e que podemos usar. Temos que pensar também em quem não viu o primeiro filme e precisa entender a história. A produção está em fase embrionária e serão necessários pelo menos entre três e cinco anos para o filme ir às telas', avisou Wagner de Assis. Ele informou que está em busca de patrocinadores, parceiros e que os efeitos visuais também terão um lugar de destaque como em 'Nosso Lar'. 'Buscamos excelência para contar uma história', afirmou o diretor.
Ele rebateu críticas de que seu filme teve mais uma visão mercadológica do que artística, que a adaptação do livro ficou aquém do esperado e de que se trata de uma produção com o intuito de doutrinar a audiência. 'Cinema é indústria. Quando se faz um filme se conta uma história e se espera que o público compareça; prestigie. Seria infantilidade pensar que a adaptação de um livro sairia ipsi literes; nem Hollywood faz isso. Livro é livro; cinema e cinema. Quem quiser o livro que fique com o livro e não vá ver o filme. Quanto ao filme ser doutrinário, eu discordo totalmente. Não acredito que seja doutrinário a não ser que falar de valores, de moral, de ética e de coisas positivas seja doutrinação.'
Wagner de Assis disse não ver o surgimento de um novo gênero cinematográfico, que estaria surgindo e sendo chamado de cinema espírita. Em sua opinião, o surgimento de um novo gênero é 'complicado' e não deve ser levado a sério. 'O filme ‘Nosso Lar’ é um drama com enfoque espiritualista, mas deve ser classificado no gênero drama. Mas é claro que todo adjetivo que vem se somar a uma manifestação artística, seja teatro ou cinema, busca aproximar o público que tem interesse nessa manifestação; deseja falar ao público que se quer atingir', opinou.

FONTE: http://www.orm.com.br/oliberal/interna/default.asp?modulo=248&codigo=524823

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CINEMA - Do filme-favela à onda espírita


Ter, 05 de Abril de 2011 00:18
(BR Press) - Depois da onda do filme-favela – Cidade de Deus (2005), Sonhos Roubados (2010), 5x Favela, Agora Por Nós Mesmos (2010) e Tropa de Elite 1 e 2 (2007, 2010) –, as produções com temática espírita tomam conta dos cinemas brasileiros.

Ligado às tradições dogmáticas e religiosas, o Brasil é o berço da maior comunidade católica do mundo. 64% da população brasileira segue a religião, de acordo com pesquisa realizada pela Datafolha, em 2007. Outra doutrina, o espiritismo, ainda na mesma pesquisa, apontava 3% de espíritas kardecistas ou espiritualistas.

Avalanche de fé


O Brasil possui uma religiosidade muito forte e as produções cinematográficas estão seguindo este fluxo. O catolicismo foi visto em Maria - Mãe do Filho de Deus (2003), com Giovanna Antonelli, e em Irmãos de Fé (2004), com Thiago Lacerda. No ano passado, foi lançado Aparecida - O Milagre, com Murilo Rosa.

O primeiro filme a se aventurar no campo espírita foi o documentário As Cartas de Chico Xavier (2005). A temática também apareceu em Bezerra de Menezes - O Diário de um Espírito (2009), sobre o homem do título, um médico considerado o pioneiro do kardecismo no Brasil.

Em 2 de abril de 2010, para marcar o centenário de nascimento do médium Chico Xavier, foi lançada a cinebiografia de mesmo nome, dirigida por Daniel Filho. O drama foi baseado no livro As Vidas de Chico Xavier, de Marcel Souto Maior. O público respondeu ao filme, lotando as salas de cinema e dando a produção, um faturamento de R$ 30 milhões.

Depois da morte

Para Souto Maior, as pessoas estão questionando sobre o que se passa depois da morte. “Existe uma demanda reprimida por parte do público. Ele está interessado nesse universo espiritualista. A tendência é que o tema ganhe cada vez mais força”, disse o escritor, em entrevista coletiva de imprensa do filme As Mães de Chico Xavier, que estreou na última sexta (01/04) e também é é baseado num livro seu: Por Trás do Véu de Ísis.

No mesmo ano, foi lançado o documentário As Cartas Psicografadas por Chico Xavie e Nosso Lar, adaptado do livro Nosso Lar - A Vida no Mundo Espiritual, de Chico Xavier. O filme mostra um médico, que após morrer, vai para outros dois mundos: Umbral e Nosso Lar. Nesses lugares, ele encontra resposta à questão existencial e fica sabendo que a vida continua depois que se deixa a Terra. Este também foi um campeão de bilheteria, com um faturamento de R$ 36 milhões.

As Mães de Chico Xavier enfoca três mães que lidam com a questão da morte de um filho, denominada pelo autor, como "a dor maior, a dor sem nome". “Uma das mães que conheci enquanto eu realizava pesquisa para o livro falava: ‘Quando nós perdemos o marido ficamos viúvas, quando perdemos o pai e a mãe ficamos órfãos e quando se perde um filho, fica-se como? Esta dor nem nome tem’”.

Espiritual

Em paralelo, a produção retrata o trabalho do jornalista Karl (Caio Blat), que investiga o trabalho feito por Chico Xavier (Nelson Xavier) com a psicografia de cartas entregues às mães enlutadas. Caio Blat fala sobre a “moda” das produções com esta temática espírita. “Com esse filme começamos, a furar um pouco essa classificação e fazer filmes para todos os públicos, de outros gêneros e que tenham um aspecto espiritual”.

Para Blat, “estamos descobrindo uma nova dramaturgia. Eu não gosto de chamar esses filmes de espíritas e sim filmes com elementos espirituais. O cinema americano já faz isso há tanto tempo! Tem tantos blockbusters com temática espírita e que não são vendidos como ‘filmes espíritas’”, argumenta o ator.

De fato, Hollywood já vem explorando essa temática, percorrendo variados gêneros e com muito êxito. Alguns deles são: Além da Eternidade (Always, 1989), Ghost - Do Outro Lado da Vida (Ghost, 1990), O Sexto Sentido (The Sixth Sense, 1999), Os Outros (The Others, 2001) e Além da Vida (Hereafter, 2010).

Em outubro, a temática será vista em O Filme dos Espíritos. A produção surgiu do projeto Mundo Maior de Cinema, no qual, jovens realizadores fizeram oito curta-metragens sobre o espiritismo, e culmina agora com este longa. O filme conta a história de um homem que perde tudo e o suicídio lhe parece a única saída. Sua vida muda quando ele passa a ter contato com a obra O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.

(Vanessa Wohnrath/Especial para BR Press)

sábado, 2 de abril de 2011

“Mães de Chico Xavier” será exibido no Festival de Cannes












01/04/11, 11:32

Película estreia em Teresina. Produtora pretende fazer filmes sobre Irmã Dulce e D. Helder Câmara.

O filme “As Mães de Chico Xavier” que estreia nesta sexta-feira (1º) nos cinemas de Teresina também já tem data para seu grande debut internacional. A película foi escolhida para ser exibida no dia 13 de maio deste ano, durante o tradicional Festival de Cannes, um dos mais prestigiados do mundo, na cidade francesa de mesmo nome.

De acordo com o produtor Eduardo Girão, esta será uma grande oportunidade para o filme e a expectativa é que a película ganhe uma boa repercussão internacional. "O filme mostra o legado do Chico Xavier e tem realmente emocionado as pessoas, além de tocar em assuntos polêmicos, como o aborto, o suicídio, consumo de drogas e violência urbana", pontua. "É uma mensagem de esperança, de que o amor vale a pena. tem um elenco envolvido de corpo e alma", completa.

Além de Nelson Xavier que vive Chico pela segunda vez nas telonas, estão presentes rostos conhecidos como Caio Blat, Herson Capri e Vanessa Gerbelli. A trama teve seu pré-lançamento no último sábado e mais outras 19 cidades brasileiras, onde a produção pôde sentir a repercussão entre o público. “Evangélicos, ateus, católicos, agnósticos. Todos receberam o filme super bem. É uma obra paras as pessoas, pro coração”.

A estreia nacional ocorre em 420 salas de cinema em todo o Brasil, o que significa que cada shopping do país vai ter, pelo menos, uma sala, segundo Girão. De acordo com o produtor, a história encerra uma trilogia iniciada com Bezerra de Menezes e Chico Xavier.

Projetos futuros
Eduardo Girão afirma que existem projetos para a realização de filmes sobre Irmã Dulce e Dom Helder Câmara com roteiros ainda a serem feitos. "Gostamos de trabalhar sempre com filmes que levem cultura de paz, de luz, de esperança, otimismo", finaliza.

Tamires Brito
Carlos Lustosa Filho
redacao@cidadeverde.com

FONTE: http://www.cidadeverde.com/maes-de-chico-xavier-sera-exibido-no-festival-de-cannes-75522

ENTREVISTA COM O PRODUTOR DO FILME: LUIZ GIRÃO
Luis Eduardo Girão, 39 anos, cuidava dos negócios da família em Fortaleza, um resort e uma empresa de segurança, e jamais sonhara se tornar cineasta. Após passar por uma síndrome do pânico, tornou-se espírita e passou a investir em peças teatrais ligadas ao tema. Até que resolveu fazer um filme com a história de um médium famoso, Bezerra de Menezes.

Com pouco dinheiro, parte dele do próprio bolso, e apenas 44 cópias, levou aos cinemas, em 2008, mais de meio milhão de pessoas e inaugurou a onda de filmes espíritas, da qual faz parte "Chico Xavier", de Daniel Filho, com 3,5 milhões de espectadores, maior bilheteria nacional do ano passado.

O novo filme produzido por Girão, 'As mães de Chico Xavier'traz uma mensagem do bem à população, e busca demover ideias de uso de drogas, suicídio e aborto.

Girão concedeu a seguinte entrevista:

Quais são as suas expectativas sobre o filme As Mães de Chico?

A Estação da Luz já trabalha com o tema transcendental há bastante tempo, um exemplo é a Mostra Brasileira de Teatro Transcendental, que vai entrar em seu 9º ano em 2011. Em 2008, lançamos o produto audiovisual, com o filme "Bezerra de Menezes - o Diário de um Espírito", um projeto despretensioso que, para nossa surpresa, atingiu meio milhão de espectadores no Brasil.

Apesar de termos atrasado o lançamento de "As Mães de Chico Xavier", devido ao convite da Globo Filmes em participarmos da co-produção do longa "Chico Xavier", o filme será lançado em seu período ideal, por que o primeiro filme que abriu o centenário do Chico fala da vida dele. "Chico Xavier" é uma biografia, e levou 3 milhões e 700 mil espectadores ao cinema. O segundo filme, lançado em setembro de 2010 foi "Nosso Lar", que é a obra do Chico, baseado em um livro psicografado por ele, e teve um público de 4 milhões e 200 mil espectadores. "As Mães de Chico Xavier" irá fechar uma trilogia espontânea, por que vai mostrar um lado que os dois primeiros filmes não abordaram, que é o Chico como ser humano e seu mandato de amor durante toda a sua existência. Ele irá complementar os outros dois filmes e a Estação Luz Filmes está com as melhores expectativas. Indico a todas as famílias irem ao cinema para assistir, pois é uma linda homenagem ao Chico Xavier.

O filme tem a intenção de passar alguma mensagem especial para o público?

"As Mães de Chico Xavier" é um filme muito emocional, que apesar de tratar de assuntos polêmicos e delicados, como a violência urbana, suicídio, consumo de drogas e aborto, ele termina com uma mensagem muito positiva, de conforto e de esperança.

O roteirista Emmanuel Nogueira viajou pelo Brasil em busca de casos de mães que tiveram ajuda do Chico Xavier. O filme é baseado em histórias reais, e são assuntos muito comuns no nosso cotidiano. São situações de perdas de entes queridos, em situações que podem acontecer com qualquer um de nós. São histórias muito marcantes, e que pessoas de todas as idades vão conseguir se identificar bastante, e eu espero que traga muita luz e muito amor, reflexão e superação para as famílias que o assistirem.

Existe algum motivo para os filmes e obras que tratam do mundo espiritual ter tanto sucesso?

Além da força e do apoio que recebemos de todos os irmãos de grupos espíritas do Brasil inteiro, o que conta muito para que os filmes sejam bem disseminados e levem muitos espectadores aos cinemas, a gente acredita que os espíritos multiplicam isso, pelo amor que eles têm pelo Chico Xa-vier.

Mas acredito também que as pessoas estão muito cansadas da violência, dos casos brutais que acontecem na sociedade todos os dias, e buscam nos filmes espirituais momentos de paz, palavras de conforto e de esperança, com as mensagens de bem e de amor que eles transmitem.

Como foi o processo de produção do filme?


Como falei anteriormente, o roteirista Emmanuel Nogueira viajou todo o Brasil, passou oito meses pesquisando casos reais de mães que perderam seus filhos queridos e se encontraram em estado de total desespero e falta de esperança, e encontraram paz através de experiências espirituais com o médium Chico Xavier.

A partir desses casos, que envolvem suicídio, aborto, consumo de drogas, acidente banal, e também violência urbana, foi cons-truída pelo roteirista a trama do filme. No livro do Marcel Souto Maior - "Por trás do véu de Isis", em que o filme é baseado, as histórias são isoladas, mas nesse caso, o Emmanuel usou de licença poética para entrelaçá-las.

O elenco foi escolhido pelos diretores, mas algumas pessoas já eram conhecidas, como Caio Blat, que participou do "Bezerra de Menezes", e o Nelson Xavier, que foi protagonista do "Chico Xavier", filme em que a Estação Luz Filmes participou como co-produtora. Quando fomos fazer a prospecção dos atores, eles foram naturalmente se apaixonando pelo roteiro.

Qual foi o clima entre produção, direção e elenco durante as gravações? Elas levaram quanto tempo?

Foram seis semanas de filmagens, e o clima entre a equipe inteira foi muito bom, tanto que acabamos todo o cronograma an-tes do tempo previsto, o que é dificílimo de acontecer. Todos estiveram muito sintonizados com as filmagens e com a energia do estúdio e das locações onde o filme foi gravado.

FONTE: http://tribunadonorte.com.br/noticia/filme-fecha-uma-trilogia-espontanea/177301

sexta-feira, 1 de abril de 2011

RACHADURA GIGANTE, ALTERAÇÃO GEOLÓGICA DA TERRA‏


Rachadura (fissura) na Etiópia
Fenda sofre um processo vulcânico praticamente igual ao que ocorre no fundo dos oceanos
Rachadura na etiópia tem 56 km de comprimento e pode dar origem a um novo oceano.

Uma equipe internacional de cientistas diz que uma rachadura existente no solo da Etiópia representa, provavelmente, a formação de um novo oceano. A fenda, que tem 56 km de comprimento, sofre um processo vulcânico praticamente igual ao que ocorre no fundo dos oceanos.

A rachadura se abriu em 2005, quando um vulcão chamado Dabbahu entrou em erupção, derramou lava no local e começou a aumentar o tamanho da fenda nas duas direções. Em poucos dias o “buraco” já tinha praticamente o mesmo tamanho que tem hoje.

Maiores vulcões da Etiópia.
Rift Valley, a fissura que está se abrindo

Em um estudo publicado na revista científica Geophysical Research Letters, os pesquisadores dizem que o objetivo era entender se o que está acontecendo na Etiópia acontece também no fundo dos oceanos, onde, dizem eles, é praticamente impossível ir.

Agora eles confirmaram que isso é verdade. Estudiosos da Etiópia, Estados Unidos, Inglaterra e França estão envolvidos no projeto.

A ficção científica voltou a virar realidade na semana passada, com um anúncio feito por cientistas da universidade de Oxford. Eles estão monitorando uma grande rachadura que surgiu na crosta do nosso planeta, depois de um terremoto ocorrido na África, em setembro do ano passado.

A rachadura está crescendo com uma velocidade sem precedentes e é a maior já vista em séculos. Com 60 quilômetros ela pode chegar ao Mar Vermelho, separando a Etiópia da Eritréia do resto do continente africano e criando um novo oceano.

Mais de 2,5 quilômetros cúbicos de lava incandescente já brotaram da rachadura, o suficiente para encher mil estádios de futebol.

A situação lembra um filme de ficção científica da década de 1960, chamado “Uma Fenda no Mundo”. No filme a crosta terrestre se rachava devido a uma explosão atômica subterrânea e o planeta acabava se fragmentando, apesar de todos os esforços dos cientistas para conter o avanço da rachadura.

Na vida real nada de tão radical deve acontecer. A fenda que apareceu na África é o resultado do movimento normal das chamadas placas tectônicas. O mundo em que vivemos é como uma grande bola de futebol, com a crosta sólida dividida em placas, como aquelas seções de couro que formam as bolas.

Essas placas deslizam umas de encontro às outras, provocando terremotos e criando novas cadeias de montanhas. Quando duas placas se separam um continente pode se fragmentar e um oceano surgir no meio. Foi assim que nasceu o Oceano Atlântico, quando a América se separou da África, há 200 milhões de anos.

NASCIMENTO - O mesmo fenômeno está acontecendo agora perto da região conhecida como “o chifre da África”. Para o cientista Tim Wright e sua equipe da universidade de Oxford, trata-se de uma oportunidade única de observar o nascimento de um novo mar, mapeando o avanço da rachadura com imagens do satélite europeu Envisat. A pesquisa foi publicada na famosa revista científica “Nature” e os dados preliminares indicam que a Etiópia e a Eritréia estarão separadas do resto da África dentro de um milhão de anos.

Daí que ninguém precisa se preocupar com as conseqüências desta fenda no mundo. A mudança climática global é muito mais urgente e pode afetar nossa civilização dentro de menos de 50 anos, ao contrário das mudanças geológicas que levam milênios para produzirem grande mudanças. Toda aquela região do oeste e noroeste africano sempre foi marcada por intensa atividade vulcânica.

Terremotos de origem vulcânica

Foi lá, num vale vulcânico chamado de Rift Valley pelos cientistas, que a espécie humana surgiu e se espalhou para o resto do mundo. Os paleontólogos que fazem pesquisas na região encontram camadas de cinzas depositadas por intensas erupções que aconteceram há milhões de anos.

Terremotos que causaram as fissuras e os dias
Date - Events - Magnitude

14 Sep 2005 - 1 - 4.6
20 Sep 2005 - 2 - 5.5
21 Sep 2005 - 16 - 4.9
22 Sep 2005 - 12 - 4.9
23 Sep 2005 - 9 - 4.8
24 Sep 2005 - 29 - 5.6
25 Sep 2005 - 42 - 5.2
26 Sep 2005 - 9 - 5.2
27 Sep 2005 - 1 - 4.5
28 Sep 2005 - 5 - 5.1
29 Sep 2005 - 2 - 4.8
01 Oct 2005 - 1 - 4.5
02 Oct 2005 - 1 - 5.0
04 Oct 2005 - 1 - 4.5

Outra região semelhante, mas muito mais perigosa é o chamado Cinturão de Fogo do Pacífico, perto do sudeste asiático. Lá, a crosta terrestre está se abrindo no fundo do mar, o que provoca abalos submarinos capazes de gerar ondas gigantes, os tsunamis, como os que atingiram recentemente a Indonésia. Não há nada que a humanidade possa fazer para deter esses processos de movimentação da crosta do Planeta. As populações que moram nessas regiões geologicamente ativas podem apenas se precaver, instalando bóias de alerta contra tsunamis e evitando morar perto dos vulcões e das fendas em atividade, como esta da África.

Como cresce o fundo do mar

As placas que formam a crosta do nosso planeta flutuam como balsas em cima de um oceano de magma, ou rocha derretida a mais de mil graus de temperatura. Assim, sempre que uma fenda se abre, a lava brota do interior do planeta, preenchendo rapidamente a abertura. Quando a lava esfria, ela se solidifica formando uma nova crosta no lugar da que se partiu. O fundo do mar cresce deste modo, com a América do Sul e a África se afastando gradualmente, enquanto a rachadura no meio do oceano vai sendo preenchida com camadas de um novo solo marinho.

No caso da fenda na África, o novo solo formado no interior da fenda vai ficar abaixo do nível do mar, provocando a gradual invasão das águas do Mar Vermelho e formando um novo oceano. Isso faz com que a geografia do planeta mude gradualmente ao longo das eras. Se um viajante do tempo chegar na Terra, daqui a 250 milhões de anos, vai ter que desenhar um novo mapa do mundo. Porque provavelmente a Califórnia já terá se separado dos EUA, a Etiópia do resto da África e é provável até que a América Central tenha se fragmentado, criando um braço de mar a unir o Atlântico e o Pacífico. (JLC)

FONTE: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1364709-5603,00-RACHADURA+GIGANTE+EM+DESERTO+NA+AFRICA+PODE+CRIAR+NOVO+OCEANO.html