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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Qual a Origem do Homem segundo a doutrina espírita? Como Ocorreu? Quando, aproximadamente?

 

 Gênese e Espiritismo

Sérgio Biagi Gregório
A inquietação do homem leva-o a perquirir sobre a origem da vida e do universo. A Bíblia e a Ciência fornecem-nos algumas explicações. Nosso propósito e analisá-las sob a ótica da Doutrina dos Espíritos.
Segundo a Bíblia, no princípio dos tempos Deus criou, simultaneamente, todas as plantas e animais superiores, a partir da matéria inerte. Deus, do pó da terra, forma o primeiro homem - Adão -, sopra-lhe as narinas e lhe dá vida. Retira-lhe uma de suas costelas e cria a Eva. Esta é tentada pela serpente e come, juntamente, com Adão o fruto proibido - a maçã. Literalmente considerada esta noção é mitológica e antropomórfica. Dá-se a impressão que Deus é um ceramista que manuseia os seres criados por Ele.
Segundo a Ciência, a vida é o resultado de uma complexa evolução que durou uma centena de milhões de anos. Sua origem nos é infensa. Contudo, estabelece algumas hipóteses sobre o começo. Dentre as hipóteses aventadas, a mais aceite pelos cientistas é a de que a vida se originou a partir da formação do protoplasma, matéria elementar das células vivas. O protoplasma evolui para as bactérias, vírus, amebas, algas, plantas, animais até chegar à formação do homem.
Segundo o Espiritismo, a vida, também, é o resultado desta complexa evolução comprovada pela Ciência. Allan Kardec em A Gênese, André Luiz em Evolução em Dois Mundos e Emmanuel em A Caminho da Luz atestam para a formação da camada gelatinosa, depois das altas temperaturas e resfriamento pelo qual passou o nosso planeta, na época de sua constituição, há cinco bilhões de anos. Há o aparecimento do protoplasma e toda a cadeia evolutiva. A diferença entre Ciência e Espiritismo é que o segundo faz intervir a ação dos Espíritos no processo de evolução.
Os Espíritos, para o Espiritismo, foram criados simples e ignorantes com a determinação de se tornarem perfeitos. Para isso necessitam do contato com a matéria. André Luiz em Evolução em Dois Mundos cita que o princípio inteligente estagiando na ameba adquire os primeiros automatismos do tato; nos animais aquáticos, o olfato; nas plantas, o gosto; nos animais, a linguagem. Hoje somos o resultado de todos os automatismos adquiridos nos vários reinos da natureza. Assim, no reino mineral adquirimos a atração; no reino vegetal, a sensação; no reino animal, o instinto; no reino hominal, o livre-arbítrio, o pensamento contínuo e a razão.
Allan Kardec, no capítulo XII de A Gênese, esclarece-nos com precisão a linguagem figurada da Bíblia. Adão e Eva não seria o primeiro e único casal, mas a personificação de uma raça, denominada adâmica; a serpente é o desejo da mulher de conhecer as coisas ocultas, suscitado pelo espírito de adivinhação; a maçã consubstancia os desejos materiais da humanidade.
A busca do conhecimento nas obras básicas e complementares da Doutrina Espírita auxilia o nosso pensamento na descoberta da verdade. Empenhemo-nos, pois, neste estudo comparativo, se quisermos ter uma visão mais ampla e profunda do Espiritismo.

Fonte de Consulta


A gênese segundo o espiritismo

Sem mágicas ou mitos, a criação do universo e a origem da humanidade recebem, sob a luz do espiritismo, explicações bem diferentes das que estamos acostumados a ouvir dentro de outras doutrinas religiosas. Acompanhe!


“De onde viemos?” – a pergunta que não cala na mente de filósofos, cientistas e pesquisadores há séculos encontra as mais variadas respostas nas religiões mundo afora. Entre mitos criacionistas e histórias lindas sobre a origem do homem e do universo, o espiritismo preferiu seguir outro caminho, menos fantasioso, mas igualmente fascinante. Para os espíritas, quem deseja compreender a gênese deve estar disposto não apenas a conhecer os ensinamentos de Kardec, mas a acompanhar de perto as descobertas científicas.
Para entender um pouco como se deu esta aliança entre ciência e religião no espiritismo, vamos voltar ao século 19, época em que Kardec codificou a doutrina. Naquele tempo, o mundo vivia uma verdadeira efervescência de ideias científicas, invenções e descobertas – basta lembrar que foi nessa época que nasceu a Teoria da Evolução, de Darwin. Então, Kardec, como era um homem, acima de tudo, estudioso e pesquisador, não se fez de rogado e buscou na ciência as bases para codificar e entender melhor o mundo dos homens e dos espíritos.
Uma das obras da codificação espírita, A Gênese, trouxe a parte da ciência tradicional de acordo com o conhecimento que já existia no século 19 interpretada à luz da nova doutrina, que estava sendo codificada por Kardec. Na obra, cita-se a origem do universo, da Via Láctea, do sistema solar, da Terra, da vida na Terra... Tudo partindo do conhecimento científico.
“Não acolhemos o criacionismo do Velho Testamento. O conceito da gênese no espiritismo, em linhas gerais, segue a teoria de Darwin”, explica Wlademir Lisso, advogado na área Internacional e professor da Unicamp, autor de livros espíritas e expositor da doutrina kardecista no Brasil e no Exterior.
Mas e quanto à origem dos espíritos, as encarnações e Deus? Como a doutrina conjuga esses temas com a ciência? É isso o que vamos ver agora.

Prezados amigos,

Conforme a Doutrina espírita, a origem do homem está de acordo com a Teoria Evolucionista de Darwin, ou seja, viemos dos reinos inferiores da criação. Mas Darwin só concebeu a evolução material, deixando algumas lacunas em sua teoria, como por exemplo as especialidades que os seres adquirem além necessidade ambiental. Solução que foi concebida por Alfred Russel Wallace, que passou a conceber o espírito como princpipio diretor à reger as formas materiais. Aliás, Russel Wallace, elaborou a teoria evolucionista juntamente com Darwin, mas foi relegado ao esquecimento por se ocupar do espiritismo para elucidar a questão.


Mas voltando à Doutrina Espírita, vamos dar uma olhadinha na questão 607 do Livro dos Espíritos:


607. Dissestes (190) que o estado da alma do homem, na sua origem, corresponde ao estado da infância na vida corporal, que sua inteligência apenas desabrocha e se ensaia para a vida. Onde passa o Espírito essa primeira fase do seu desenvolvimento?
“Numa série de existências que precedem o período a que chamais Humanidade.”

a) - Parece que, assim, se pode considerar a alma como tendo sido o princípio inteligente dos seres inferiores da criação, não?
 
“Já não dissemos que todo em a Natureza se encadeia e
 tende para a unidade? Nesses seres, cuja totalidade estais longe de conhecer, é que o princípio inteligente se elabora, se individualiza pouco a pouco e se ensaia para a vida, conforme acabamos de dizer. É, de certo modo, um trabalho preparatório, como o da germinação, por efeito do qual o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna Espírito. Entra então no período da humanização, começando a ter consciência do seu futuro, capacidade de distinguir o bem do mal e a responsabilidade dos seus atos. Assim, à fase da infância se segue a da adolescência, vindo depois a da juventude e da madureza. Nessa origem, coisa alguma há de humilhante para o homem. Sentir-se-ão humilhados os grandes gênios por terem sido fetos informes nas entranhas que os geraram? Se alguma coisa há que lhe seja humilhante, é a sua inferioridade perante Deus e sua impotência para lhe sondar a profundeza dos desígnios e para apreciar a sabedoria das leis que regem a harmonia do Universo. Reconhecei a grandeza de Deus nessa admirável harmonia, mediante a qual tudo é solidário na Natureza. Acreditar que Deus haja feito, seja o que for, sem um fim, e criado seres inteligentes sem futuro, fora blasfemar da Sua bondade, que se estende por sobre todas as suas criaturas.”

b) Esse período de humanização principia na Terra?

“A Terra não é o ponto de partida da primeira encarnação humana. O período da humanização começa, geralmente, em mundos ainda inferiores à Terra. Isto, entretanto, não constitui regra absoluta, pois pode suceder que um Espírito, desde o seu início humano, esteja apto a viver na Terra. Não é freqüente o caso; constitui antes uma exceção.”

Como vemos, estamos tratando aqui da elaboração da espécie Humana no que toca ao ponto material e espiritual, mas a abordagem ainda não é sobre a criação espiritual!
Sobre a data terrena em que o espírito passou a estagiar na espécie humana, temos de nos ater aos estudos geológicos da ciência, porém, vale a pena ler o livro A Caminho da Luz, de Chico Xavier/Emmanuel, que trata sobre o tema.
Vale a pena ler também o livro "Colônia Capella - A Outra Face de Adão", por Pedro de Campos / espírito Yehoshua Ben Nun, com riquíssimos detalhes sobre a evolução humana.

Um forte abraço,
Paulo


Segundo cientistas, o planeta Terra foi formado há aproximadamente 4,6 bilhões de anos após uma grande explosão. Na atmosfera havia muita água, gases e relâmpagos. Quando esses três elementos se juntaram, deram surgimento a diversas substâncias que começaram a fazer da Terra um ambiente propício para a vida.
Os primeiros seres vivos que existiram na face da Terra datam de 3,8 bilhões de anos, e os cientistas os chamam de estromatolitos. Esses primeiros seres vivos eram bem simples. À medida que os anos iam passando, eles iam evoluindo e, a partir deles, outras formas de vida iam surgindo. Milhões de anos depois surgiram os organismos invertebrados. Segundo pesquisadores, as esponjas foram os primeiros animais invertebrados a surgir na Terra, há 650 milhões de anos; e há 520 milhões de anos surgiram os primeiros vertebrados.

Esponjas e peixes, seres primitivos.
Esponjas e peixes, seres primitivos.


Você deve estar se perguntando, mas como é que os cientistas conhecem essas informações?  

Pelo simples fato de todos esses organismos terem deixado fósseis

Mas o que são fósseis? Fósseis são evidências de que um organismo vegetal ou animal viveu na Terra, tais como pedaços dos ossos, pegadas, impressões corporais, etc.
Esses pesquisadores possuem técnicas que datam todo e qualquer fóssil encontrado, por isso eles sabem aproximadamente há quantos anos aquele organismo viveu na Terra.

Fósseis de dinossauros.
Fósseis de dinossauros
Não se sabe ao certo como surgiu a espécie humana na Terra. Várias são as teorias sobre o seu aparecimento e a sua evolução. Cientistas acreditam que a espécie humana surgiu entre 125 e 250 mil anos e foi evoluindo aos poucos. A figura abaixo ilustra a evolução do homem desde que a espécie surgiu.

fonte: 




Na sequência da evolução humana: Homo habilis, Homo erectus, Homo sapiens, Homo sapiens neanderthalensis, Homem Cro-Magnon
Na sequência da evolução humana: Homo habilis, Homo erectus, Homo sapiens, Homo sapiens neanderthalensis


Os primeiros habitantes da terra
 
A pré-história é o período anterior ao aparecimento da escrita, por volta do ano 4000 a.C..Seu estudo depende da análise de documentos não-escritos, como restos de armas, utensílios, pinturas, desenhos e ossos. O gênero HOMO apareceu entre 4 e 1 milhão de anos a .C.. Aceita-se três etapas na evolução do homem pré-histórico, entre os estudiosos. São elas:

I - PALEOLÍTICO (idade da pedra lascada)

a) Paleolítico inferior: 500.000 – 30.000 a.C.
b) Paleolítico superior: 30.000 – 8.000 a.C.

II - NEOLÍTICO (nova idade da pedra)

8.000 – 5.000 a.C.

III - IDADE DOS METAIS

5.000 – 4.000 a.C.
Esta divisão é evolucionista mas numerosos investigadores da história contestam tal visão. Afirmam que existe grande diversidade cultural entre os grupos humanos e que, diante de determinado problema, cada homem se organiza de um modo, o que resulta em culturas diferentes. Daí conclui-se que certos grupamentos humanos podem ter simplesmente acelerado um dos estágios ou ter saltado um deles.

A Origem do Homem

A precariedade de informações limita o conhecimento da origem do homem. As primeiras pesquisas datam do final do século XIX; e muitas descobertas de restos humanos ocorreram de modo casual, nem sempre realizadas por especialistas.
A descoberta de traços culturais comuns em grupos afastados indica que, provavelmente, apareceram vários deles em regiões diferentes.
De modo geral, dizemos que há um tronco comum do qual se originaram os grandes macacos (pongidae) e os homens (hominidae). Em determinado momento da evolução, os dois grupos se separaram e cada um apresentou sua evolução própria. Os pongidae apresentaram a forma do gorila, chimpanzé e orangotango; os hominidae ou hominídeos, a forma do atual homo sapiens.

Os Australopithecus

Trata-se do mais antigo hominídeo que se conhece. Foi encontrado na África do Sul e os estudos revelaram que viveu entre 1 milhão e 600.000 a.C.. Apesar do crânio pequeno, possuía traços característicos dos hominídeos. Era bípede e postura mais ereta.
Australopithecus Afarensis

O Homo Habilis e o Pithecanthropus Erectus

O homo habilis viveu há cerca de 2,5 milhões de anos e foi contemporâneo do australoptecus, mas com capacidade craniana ampliada. Esta incluiu carne em sua alimentação, o que provocou mudanças em sua arcada dentária.
Homo Habilis
Segue-se o terceiro tipo de hominídeo, o Pitecanthropus Erectus, que deve ter vivido entre 500.000 e 200.000 a.C.. O homo erectus, como hoje se denomina, possuía maxilares maciços e dentes grandes, cérebro maior que o tipo anterior e membros mais bem adaptados à postura ereta.
Alguns exemplos:
I - JAVANTROPO – (Homem de Java): 1,5 metros de altura e deve ter passado a maior parte da existência no chão.
II - SINANTROPO – (Homo Pekinenses): Descoberto na china. Junto do esqueleto havia grande quantidade de facas, raspadores e pontas, o que demonstra elevado estágio de desenvolvimento.
III - PALEANTROPO – (Homem de Heidelberg)

O Homo Neanderthalensis

Encontrado em Neanderthal, Alemanha. Houve descobertas semelhantes França, Iugoslávia, Palestina e África do Sul. Deve ter existido entre 120.000 e 150.000 a.C.
Este hominídeo possuía capacidade craniana elevada e já vivia em cavernas e deixou inúmeros traços de sua existência.

O Cro-Magnon

Com o homem de Cro-Magnon atinge-se o Homo Sapiens. Chegamos a este estágio por volta de 40.000 a.C., possuía altura acentuada, membros retos e peito amplo, como também, a maior capacidade craniana encontrada até então, o que provou através da arte, da magia e da vida social.

Padrões Culturais da Pré-História

Podemos classificar os estágios culturais da humanidade em selvageria, barbárie e civilização.. A civilização seria posterior à escrita; as demais, características dos homens da pré-história.
Tal visão apresenta dois defeitos básicos, quais sejam:
I. pretende que a civilização em que vivemos seja o modelo, em função do qual se deva julgar todos os outros estágios da evolução;
II. pressupões que todos os povos da pré-história tivessem passado pelas mesmas etapas, o que Não corresponde aos documentos históricos encontrados.
Cada povo tem sua própria cultura e civilização, que devem ser compreendidas no seu momento histórico exato, do contrário, não estaríamos fazendo história, mas tentando demonstrar a superioridade da civilização ocidental.
O surgimento da agricultura se deu entre 8.000 e 5.000 a.C.(neolítico), quando o homem deixou sua vida nômade, sedentarizando-se às margens dos rios e lagos, cultivando trigo, cevada e aveia. Nesta época também domestica ovelhas e gado bovino, otimizando sua cadeia alimentar.. Aí também surgem os primeiros aglomerados urbanos, com finalidade principalmente defensiva. Nesta época também as viagens por terra e mar. Estamos falando da chamada comunidade primitiva, onde o solo pertencia a todos e a comunidade se baseava em laços de sangue, idioma e costumes.
A partir deste ponto, a evolução das comunidades processou-se em duas direções: no sentido da extensão da posse e da propriedade individual dos bens no sentido da transformação das antigas relações familiares.
Durante a idade dos metais (5.000 a 4.000 a.C.), o cobre passou a ser fundido pelo homem, seguindo-se o estanho, o que permitiu a obtenção do bronze, resultante da liga dos dois primeiros. Por volta de 3.000 a.C., produzia-se bronze no Egito e na Mesopotâmia, sendo esta técnica difundida para outros povos a partir daí.
A metalurgia do ferro é posterior e tem início por volta de 1.500 a.C., na Ásia Menor, tendo contribuído decisivamente para a supremacia dos povos que a dominavam e souberam aperfeiçoá-la.

A Origem do Homem Americano

Segundo alguns estudiosos, o continente americano começou a ser povoado há 30.000, 50.000 ou até 60.000 anos atrás. Dos povos mais antigos, os arqueólogos encontraram restos de carvão, objetos de pedra, desenhos e pinturas em cavernas e partes de esqueletos. Dos povos mais recentes encontramos grandes obras como: pirâmides, templos e cidades. Alguns, como os Astecas e os Mais, conheceram a escrita e deixaram documentos que continuam sendo estudados.
Hoje, os pesquisadores admitem que os primeiros habitantes americanos vieram da Ásia, devido à grande semelhança física entre índios e mongóis.
A teoria mais aceita é de que os primitivos vieram a pé, pelo estreito de Behring, na glaciação de 62.000 anos atrás. Outros afirmam que vieram pelas ilhas da Polinésia, em pequenos barcos, tendo desembarcado em diversos pontos e daí se espalhado.
Os vestígios mais antigos da presença do homem no continente foram encontrados em São Raimundo Nonato,PI, Brasil, com idade de 48.000 anos, permitindo a conclusão de que eram caçadores e usavam o fogo para cozinhar, atacar e defender-se dos inimigos, pelos utensílios encontrados


Essa é a primeira parte do Documentário que falara do Criacionismo Divino,e da Teoria da Evolução.Que Também abordara as supostas Origens dos primeiros seres vivos na Terra.

A Origem da Vida Humana na Terra 

 




Origem da vida na Terra: De moléculas orgânicas simples a indivíduos pluricelulares


Todos os seres vivos possuem um código genético.  Ao tomar como verdadeira essa afirmação, a maioria dos biólogos também acredita que toda a vida existente na Terra descende de um único ancestral, um ancestral representativo de todos os seres vivos e que pode ser chamado de o último antepassado comum universal.
Para confirmar essa tese, podemos  recorrer à anatomia comparada para observar características comuns entre os organismos vivos, e entre esses organismos e os fósseis. Ou seja, ao estudar a forma e a estrutura dos seres vivos, percebemos que existem estruturas aparentemente diferentes, que desempenham funções distintas, mas com estruturas internas similares. Essas ocorrências são conhecidas como estruturas homólogas, e os membros dos vertebrados são um bom exemplo disso.
Padrão básico
Podemos comparar os membros superiores do ser humano com as nadadeiras anteriores de uma baleia, as patas anteriores do cavalo e as asas de um morcego. Ao observar a estrutura óssea desses membros, percebemos que todos possuem um padrão básico, apesar de desempenharem diferentes funções: segurar as coisas, nadar, correr e voar. Os órgãos diferentes desses organismos que compartilham de uma estrutura básica indicam que há um ancestral comum a todos eles.
Existem também estruturas superficialmente semelhantes que desenvolvem uma mesma função (as asas de uma borboleta e as asas de uma águia são bons exemplos); essas estruturas são conhecidas como análogas, o que indica que existem “vários caminhos” para resolver um mesmo problema.
Parentesco evolutivo
Ao observar o desenvolvimento embrionário dos vertebrados podemos constatar que todos têm um padrão básico de desenvolvimento, o que é mais um indício do parentesco evolutivo existente entre eles.
E se quisermos fundamentar um pouco mais essa linha de raciocínio, basta lembrar que as modernas pesquisas na área da genética tornaram possível observar a semelhança molecular entre os seres vivos, traçar histórias evolutivas das espécies e estabelecer relações de parentescos entre as espécies de seres vivos.
A vida na Terra
Nosso planeta teve origem há cerca de 4,6 bilhões de anos e a existência da Terra está dividida em eras geológicas. O período desde a formação do planeta até 570 milhões de anos atrás é conhecido como era Pré-cambriana e foi no início desse período que surgiram moléculas com capacidade de autoduplicação, responsáveis por anunciar a origem vida.
A atmosfera terrestre possuía uma composição diferente da atual. Acredita-se que era composta pelos gases metano, amoníacohidrogênio e vapor de água. As fortes descargas de relâmpagos e os raios ultravioleta irradiados pelo sol teriam promovido uma grande variedade de reações químicas na atmosfera, levando ao aparecimento, entre outras, de moléculas orgânicas simples, como alcoóis, aminoácidos e açúcares.
Tais moléculas teriam sido arrastadas pelas chuvas da atmosfera até os mares. Nesse novo ambiente, teriam se reunido e formado moléculas orgânicas mais complexas, as chamadas proteínas. Estas, por sua vez, convivendo em meio ácido formaram aglomerados hoje conhecidos como coacervados ou, estimuladas pela variação da temperatura, reuniram-se, formando pequenas gotas conhecidas como microsferas.
Tanto os coacervados como as microsferas são detentores de proteínas enzimáticas associadas a um tipo de molécula originada nas atmosferas primitivas, o ácido nucleico. Esses aglomerados podem ser considerados o primeiro exemplo de ser vivo, pois se acredita que teriam capacidade de se metabolizar, se reproduzir e transmitir hereditariedade, desenvolvendo com isso a aptidão para evoluir.
Várias teorias
Outras explicações sobre a origem da vida também são aceitas. Para alguns cientistas, as moléculas precursoras da vida foram formadas no fundo dos mares, em regiões de água aquecida pela lava das erupções vulcânicas. Essa água, rica em gás sulfídrico, é utilizada por um tipo de bactéria para produzir alimento. Além disso, ao se reproduzir nesse meio, tais moléculas estariam protegidas das intempéries, dos meteoros e dos efeitos da evaporação.
Podemos, ainda, acreditar que as primeiras moléculas orgânicas tenham caído na Terra a bordo de cometas e meteoros. Assim, uma parte da comunidade científica acredita que as moléculas orgânicas teriam ficado grudadas à argila, formando concentrados de moléculas que em interação produziram novas moléculas orgânicas capazes de se duplicar.
Da análise desse quadro, pode-se concluir que os primeiros seres vivos deveriam ser bastante simples e, na verdade, existem ainda hoje algumas bactérias denominadas arqueobactérias (arqueanas) que são capazes de viver em locais ermos como fontes de água quente, lagos salgados e pântanos. Acredita-se que as arqueanas seriam os seres que mais se assemelham aos primeiros seres vivos, embora sejam bem mais complexos que estes. Esses seres primevos cresciam e partiam-se em pedaços capazes de manter as características originais, perpetuando assim sua linhagem e conseguindo se reproduzir.
Alguns cientistas acreditam que os primeiros seres vivos, que se alimentavam das próprias substâncias orgânicas que lhe propiciavam formação, eram seres heterótrofos, pois não conseguiam produzir seu próprio alimento. Outros pesquisadores acreditam que eles obtinham energia a partir de reações químicas, fabricando suas próprias substâncias a partir das substâncias inorgânicas.
Atualmente, existem seres capazes de sobreviver em regiões inóspitas como fontes de águas quentes e vulcões submarinos, que igualmente utilizam o processo citado para obtenção de energia, são os seres quimiolitoautótrofos.
O papel da fotossíntese
O aparecimento da fotossíntese, a produção de alimento a partir de substâncias inorgânicas simples utilizando-se da energia radiante (luminosa), foi um passo importante e decisivo na história da vida na Terra. Acredita-se que inicialmente a fotossíntese tinha como reagentes o gás carbônico e o sulfeto de hidrogênio, como ocorre nas sulfobactérias atualmente.
Na presença da luz, as sulfobactérias primitivas eram capazes de transformar o gás carbônico e o sulfeto de hidrogênio em glicose, enxofre e água. Posteriormente, surgiram seres capazes de aproveitar a água nesse processo, eles seriam os ancestrais das cianobactérias.
Quando isso ocorria, a fotossíntese se processava tal como na maioria dos casos hoje, ou seja, na presença da luz esses seres eram capazes de transformar gás carbônico e água em glicose e gás oxigênio. Como a Terra possuía uma grande disponibilidade de água, esses ancestrais das cianobactérias puderam se espalhar pelo planeta.
Essa proliferação foi tão grande que a atmosfera terrestre foi modificada em razão do acumulo do gás oxigênio produzido nessa reação. Outras condições do ambiente terrestre também foram modificadas. O oxigênio reagiu com os gases da atmosfera, que oxidou os metais, os quais passaram a se depositar no fundo dos mares e rios, e reagiu também com os compostos orgânicos degradando-os, causando um grande impacto ambiental.
Oxigênio e oxidação
Apesar do efeito destruidor do oxigênio, determinadas formas de vida foram capazes de sobreviver. Algumas espécies haviam desenvolvido a capacidade de se proteger contra a oxidação promovida pelo oxigênio. Alguns seres adaptaram-se às novas condições e passaram a utilizar a oxidação como uma forma de desmontar, de quebrar as moléculas orgânicas de alimento.
O controle da oxidação da matéria orgânica garantia a obtenção de energia e assim surgiu a respiração celular. A respiração celular é uma reação química, inversa à reação de fotossíntese, que ocorre na grande maioria dos seres vivos atuais.
O gás oxigênio presente na atmosfera também sofreu transformação formando o gás ozônio, que deu origem à formação da camada de ozônio, responsável pela redução da passagem de raios ultravioleta, nocivos aos seres vivos.
Procariontes e eucariontes
Os primeiros seres vivos eram provavelmente muito simples e assemelhavam-se aos procariontes atuais (seres unicelulares de estrutura mais simples, com material genético livre no citoplasma, sem um núcleo individualizado). Depois, com o passar do tempo, surgiram os seres eucariontes (indivíduos que possuem estruturas celulares mais complexas, com material genético separado do citoplasma por uma membrana nuclear, formando um núcleo verdadeiro).
Acredita-se que esse tipo de célula surgiu a partir das células procariontes por intermédio de determinados processos, enquanto outras, chamadas de organelas celulares, como a mitocôndria e o cloroplasto, surgiram a partir da invasão e consequente permanência de bactérias no interior das células primitivas.
Por sua vez, as células eucariontes podem ter passado a viver reunidas em colônias, formando os primeiros indivíduos formados por múltiplas células, os chamados pluricelulares. Os seres que viviam nessas colônias começaram a dividir “o trabalho” de realização das funções vitais e, dessa forma, aparecem as diferenciações dos tecidos celulares.
História geológica e seleção natural
Do que foi dito até agora, podemos observar que as moléculas orgânicas se organizaram dando origem às células, que em conjunto formaram os tecidos, responsáveis pela constituição dos órgãos, que, por sua vez, se reúnem para desempenhar uma função.
Já os diferentes conjuntos de órgão desempenham as várias funções vitais necessárias à sobrevivência de um organismo, de um individuo de uma determinada espécie, enquanto a junção de vários organismos de uma mesma espécie formam uma população.
Na mesma sequência, o conjunto formado pela parte inanimada do ambiente (solo, água, atmosfera) e pelos seres vivos das diferentes populações que ali habitam recebe o nome de ecossistema. Por seu turno, o conjunto de todos os ecossistemas é conhecido como biosfera, a parte do planeta ocupada pelos seres vivos.
De tudo isso, podemos afirmar que a história da vida na Terra está intimamente ligada à sua própria história geológica, pois ocorreram diversas alterações ambientais que favoreceram alguns seres em detrimento de outros, processo que se convencionou chamar de seleção natural.


Maria Sílvia Abrão, Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação é bióloga, pós-graduada em fisiologia pela Universidade de São Paulo e professora de ciências da Escola Vera Cruz (Associação Universitária Interamericana).

FONTE: 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Servidos e servidores



O companheiro Wanderley Oliveira fez o seguinte questionamento no Facebook sobre esse antigo problema do Movimento Espírita. O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM AS ORGANIZAÇÕES ESPÍRITAS? É impressionante a quantidade de relatos que recebo por email ou mesmo em conversas sobre pessoas que estão se desligando do espiritismo ou do centro espírita, e buscando novas experiências espiritualistas. Independente das razões que podem ser exclusivamente de ordem pessoal, ninguém pode negar que o modelo institucional de expressiva parcela das organizações espíritas é no mínimo desanimador. As pessoas estão buscando esclarecimento e muitas vezes encontram soberba intelectual. Querem respostas e muitas vezes são convidadas a se calar. Querem esperança e afeto e muitas vezes se deparam com descortesia e até abuso. Isso cansa a quem está começando, mas desgasta também quem persevera no tempo em busca de melhorar as situações. E de forma muito sutil vai se instalando um desencanto, uma desilusão. Tem muita gente cansando dessa mesmice.
 O que você acha que nossas organizações necessitam para mudar esse quadro? Como podemos cooperar para mudar isso?
 E comentamos:
Wanderley, esses insatisfeitos geralmente são líderes com energia empreendedora reprimida.  Aproximam-se dos centros espíritas como quaisquer outros consumidores de ajuda espiritual e, quando constatam que devem reassumir as rédeas dos seus destinos, passam a exteriorizar esses conflitos em forma de provocações e críticas.
Alguns dirigentes mais habilidosos percebem esse fato, outros não. Os que percebem tratam logo de redirecionar o problema fundando e encaminhando-os para outros núcleos, gerando novas oportunidades. Os que não percebem, simplesmente alimentam o conflito e repelem os mesmos.
No mais, os outros insatisfeitos são todos aqueles que realmente não possuem afinidade mais profunda com a Doutrina, não querem compromisso com as raízes e disciplinas da Codificação e, como não podem mudar a si mesmos, querem mudar o Espiritismo.
Isso é histórico e cíclico. Veja o que aconteceu, por exemplo, com os místicos e científicos, no final do século XIX;  com os umbandistas na década de 1930; com os psicologistas transpessoais nos anos 70; com os artistas pintores e alguns escritores nos anos 80; com os projeciologistas nos anos 90; e agora com os terapeutas alternativos, esoteristas e neo-africanistas.
Ora, cada um nos respectivos seus quadrados, triângulos, retângulos e círculos. Todos muitos felizes e produtivos. Espero.
"Nesse mundo existem dois tipos de pessoas: o que vivem para servir e os que ainda precisam ser servidos" -Huberto Rohden

Um comentário:

Ricardo Alves da Silva disse...
Prezado Dalmo,
Parabéns pela resposta trabalhada!

Mesmo assim, pela resposta ao questionamento, você descarta que exista um descolamento entre as necessidades da sociedade atual com o modelo de gestão dos centros espíritas?

Os bairros, até mesmo as cidades, onde estão instalados os centros espíritas de hoje não são mais os mesmos. Consequentemente, a dinâmica da comunidade que constitui o centro espírita não teria mudado?

Você não vê possibilidade de que a insatisfação (que gera o abandono) possa ser causada por uma falha de percepção dos dirigentes quanto às necessidades de apoio e motivação dos que se aproximam da casa espírita?

Me parece que queremos que todos sejam auto-motivados no movimento espírita, o que acho bem pouco provável (mesmo que a literatura espírita nos induza a isso, me parece).

Talvez um modelo de gestão mais co-participativo (co-gestão), com melhor acompanhamento e apoio entre os trabalhadores (modelos de tutoria ou mentoria), podem ser ferramentas para superar tais situações. O que você acha?

Abraços!

quarta-feira, 10 de julho de 2013

CAUSA E EFEITO: O acaso muda vidas



Drama

DIÁRIO DO NORDESTE - CADERNO 3 - 03/07/2013

A Estação Luz Filmes divide mais uma produção, enquanto trabalha em dois novos projetosApós realizar gravações em Fortaleza, no último fim de semana, a equipe do filme "Causa e Efeito", coprodução da cearense Estação Luz Filmes e da paulista Mar Revolto Produções, assinado pelo diretor e roteirista André Marouço, volta para São Paulo. A cidade que também serve de cenário para o desenrolar da trama, que tem como protagonistas os atores Mateus Prestes e Naruna Costa.

Cenas do novo longa-metragem da produtora Estação Luz, parcialmente filmado em Fortaleza
Com previsão de lançamento em abril do próximo ano, as filmagens serão concluídas no fim de semana, em São Paulo, como explica André Marouço. O diretor revela que, até o momento, foram gastos R$ 500 mil na produção, estimando em cerca de R$ 1,5 a R$ 2 milhões o total do filme.

As próximas fases envolvem a montagem e a finalização do filme. O longa-metragem contra o drama do policial Paulo, que tem vida mudada após um motorista alcoolizado atropelar e matar sua esposa e filho.

"Além dessa coprodução, a Estação Luz trabalha em dois outros projetos próprios: os filmes "Bate Coração" e a cinebiografia do médium baiano Divaldo Franco", revela Glauber Filho, diretor associado à produtora cearense.

Teatro

O roteiro de "Bate Coração" é baseado em duas peças de teatro, "Acredite, um espírito baixou em mim" e "Coração Safado", ambas de Ronaldo Ciambroni. O dramaturgo assina o texto final, em parceria com Glauber Filho e Daniel Dias.

O filme está estimado em R$ 3 milhões. Há oito meses, os diretores trabalham na elaboração do roteiro do filme, que terá por temas sobre doação de órgãos e a homofobia.

Enquanto trabalha no roteiro da comédia romântica, Glauber não esquece de fazer contatos com distribuidoras, algumas, com atuação no exterior. "Pelo andamento dos trabalhos, até o fim do ano estaremos com o filme pronto", projeta o cineasta.

O filme conta a história de um empresário que tem problemas cardíacos e ganha o coração de um travesti. Mesclando cenas de humor e, outras, que levam à reflexão sobre o processo de aceitação dos dois personagens, a obra pretende discutir algumas temáticas que envolvem a doação. "Eles irão aprender a lidar com as novas situações", observa Glauber.

Médium

A redação do roteiro da cinebiografia de Divaldo Francotambém está em andamento. É dividido com Rosália Figueiredo e Ricardo Soares. Uma das novidades é que o biografado está vivo, servindo de consultor. "Causa e Efeito" é mais uma coparceria da produtora cearense Estação Luz Filmes com a paulista Mar Revolto Produções. Em 2011, fizeram "O Filme dos Espíritos". As filmagens dessa nova produção começaram no mês de maio, em São Paulo.

Agora, foi a vez de Fortaleza integrar as gravações. Entre os atores cearenses convidados, destaque para Haroldo e Hiroldo Serra, da Comédia Cearense. As cenas foram gravadas em algumas ruas da Aldeota.

Drama espírita, o filme narra a história de um policial que vira justiceiro. Ao ser contratado para matar uma garota de programa, acaba fugindo e apaixonando-se pela moça. Os dois mudam o rumo das suas vidas com a ajuda de três religiosos que fazem parte da trama.

Mais informações

"Causa e Efeito", filme de André Marouço, uma coprodução da Estação Luz Filmes e da Mar Revolto Produções. Lançamento previsto para abril 2013

Filmes evangélicos tentam repetir sucesso do cinema transcendental
Assim como a música, o cinema gospel ou evangélico vem ganhando espaço no cenário da produção nacional. Embora os temas religiosos, sobretudo, os relacionados ao cristianismo tenham rendido além de belos filmes, gordas bilheterias. É o caso das superproduções sobre a vida de Cristo, como por exemplo, "Jesus de Nazaré" do diretor italiano Franco Zeffirelli, de 1977.

Gravações de "Causa e Efeito": sucesso do cinema "transcendental" impulsionou exploração de temas religiosos pelas produtoras brasileiras
Com a proposta de levar uma mensagem cristã, surge o cinema realizado por diretores evangélicos, assim como acontece no campo musical. Começam a surgir filmes evangélicos que disputam espaço com as demais produções. Um dos pioneiros no País, o diretor da Red Films, Fábio Faria, responsável pelo primeiro filme gospel brasileiro "As estrelas me mostram você", em 2008, fala sobre a alegria e as dificuldades de fazer cinema evangélico no Brasil.

"Não contamos com dinheiro de outras produtoras nem de governo, foi feito tudo com muita garra e amor", diz, festejando a venda de 5 mil cópias do DVD. Apesar de dizer que o cinema evangélico "está apenas começando", Faria comemora o quarto longa, que contará com a participação do ator Victor Pecoraro. "Hoje, o mercado gospel é o melhor do Brasil", revela.

Faria vem do audiovisual, portanto, não foi muito difícil decifrar as sutilezas da linguagem cinematográfica, além do contato com o teatro. Mesmo assim, confessa que na sua primeira produção enfrentou muitas dificuldades, justificando que o projeto deveria contar com pessoas que trabalhariam de forma voluntária. "Não tínhamos realmente dinheiro pra pagar profissionais. Nosso grupo de teatro então foi formado e demoramos um ano pra fazer o longa", conta.

No momento, o diretor da Red Films está rodando o quarta longa. "Então podemos dizer que lideramos as produções em números e também em qualidade", observa. No entanto, destaca que, assim como o cinema nacional tem lutado para conseguir espaço, os diretores evangélicos também travam uma batalha para conquistar a confiança das exibidoras e também das distribuidoras. Cita que o segundo filme "Não é tarde para recomeçar" vendeu 30 mil cópias, afirmando que a expectativa para o longa, que será lançado nesse ano, é superar essa cifra.

Conforme Fábio Faria, o futuro reserva muitas novidades para o cinema nacional, informando que algumas igrejas estão investindo muito dinheiro para fazer produções com qualidade. "Não sei se continuarão com a essência do amor que é a marca do cristianismo, mas irão investir, e se tiverem mais dinheiro, quer dizer, melhores atores, melhores diretores etc". Quanto aos filmes norte-americanos, revela que Sherwood Pictures tem dominado, completando que a produtora nasceu no seio de uma igreja. Hoje, contabiliza 4 longas, todos com muito sucesso nos EUA. "Acreditamos que estamos indo pelo mesmo caminho", projeta.

Com relação ao comportamento do cinema evangélico no Brasil, confirma a existência de muitas pessoas investindo muito dinheiro no setor. Em contrapartida, existem outras com muita vontade, estimado que, atualmente, cinco produções estejam sendo realizadas. "Algumas com baixa qualidade, mas creio que duas tenham qualidade superior". Enfatizando o fôlego do mercado gospel brasileiro, diz ser enorme o número de CDs vendidos, comportamento que vem sendo verificado no campo da sétima arte. O diretor concorda que a tecnologia tem contribuído muito para a expansão da produção. Revela que, quando a fazer cinema com uma câmera HD, lembra que o preço era absurdo e tinha dificuldade em usá-la. O fato não acontece mais hoje: "ficou muito mais fácil sendo possível usar uma câmera 5D com boas lentes e fazer um filme com qualidade". No último projeto, "Um lugar para ser feliz", conta que usou câmeras "red one" e, claro, o resultado é muito melhor. Quanto aos incentivos em forma de editais e da lei de incentivo à cultura, revela que os projetos da Red Films não contam com esses mecanismos.

A formação de parcerias com produtoras norte-americanas com as de países emergentes, como é esse o caso brasileiro, tem contribuído para que o cinema evangélico ganhe cada vez mais forma. Uma demonstração do crescimento desse nicho de produção cinematográfica é a criação de blogs, sites e até festivais para incentivar os diretores. No entanto a presença brasileira ainda é acanhada. Outra produção que ganhou destaque de bilheteria, o filme "Três histórias, um destino", dirigido por Robert C. Treveiler, baseado no livro do missionário R.R.Soares, rodado nos EUA, uma coprodução Brasil e Estados Unidos em parceria com a Graça Filmes.

Estação Luz Filmes é co-produtora no novo filme nacional Causa e Efeito

Depois do sucesso da parceria com O Filme dos Espíritos, a produtora cearense Estação Luz Filmes e a paulista Mar Revolto Produções voltam a se unir para a realização de um novo filme. Trata-se do longa metragem Causa e Efeito, segundo filme de André Marouço, que produziu, escreveu e dirigiu em 2011 “O Filme dos Espíritos”, longa que ganhou prêmio de melhor roteiro no Sesc Melhores Filmes.

Na próxima sexta-feira, 28, uma equipe de dez profissionais vem a Fortaleza para a gravação de algumas cenas. Além dos atores Maurycio Madruga e Matheus Prestes e do diretor André Marouço, a equipe é composta por câmeras, assistentes, diretor de arte, diretor de fotografia, técnico de efeitos especiais, operador de som e maquiador. Também vão participar da cena sete atores locais, com destaque para Haroldo Serra e Hiroldo Serra. As filmagens acontecem nos dias 29 e 30 em três locações agendadas para os seguintes horários:
 
Sábado, 29 de junho de 2013
 
8h – Hotel Porto D`Aldeia
17 – Cena na rua Nunes Valente, em frente ao prédio Coorporate Plaza Business, no quarteirão entre a Avenida Santos Dumont e Desembargador Leite Albuquerque
Domingo, 30 de junho de 2013
8h – Clínica Bios – Rua Henriqueta Galeno, 501

Para a realização das filmagens na Rua Nunes Valente, algumas medidas precisaram ser tomadas. Uma solicitação já foi feita à AMC para que o trecho da Rua Nunes Valente entre a avenida Santos Dumont e Desembargador Leite Albuquerque seja interditado a partir das 17 horas do sábado, 29.

As filmagens devem seguir até a primeira quinzena de julho de 2013. A previsão de estréia do filme é para 2014. Segue elenco principal do filme Causa e Efeito: Henri Pagnoncelli - Deputado Gustavo/ Rosi Campus –Medium/ Naruna Costa – Madalena/ Matheus Prestes - Policial Paulo/ Luiz Serra – Espirita/ Henrique Taubaté Lisboa – Padre/ Haroldo Serra – Pastor/ Maurycio Madruga- Gerson/ Maritta Cury – Carolina/ Matheus Machado - Jose 5 anos)/ Higor Picciolli - José 15 anos
 
Sinopse
 
O filme é um drama espírita que conta a história de Paulo, um policial que tinha uma vida tranquila até que um motorista alcoolizado atropela e mata sua esposa e filho. O motorista não é preso e revoltado Paulo torna-se justiceiro. Contratado para dar fim a uma garota de programa chamada Madalena, ele se sensibiliza com a história dela e coloca-se em fuga com a moça. Na fuga, o casal se apaixona e juntos reajustam suas condutas de vida, auxiliados por um trio de religiosos: um padre, um pastor e um espírita. Ao longo da trama os protagonistas alcançam o amor, a paz e a iluminação.

“O Filme dos Espíritos”
“O Filme dos Espíritos” ganhou prêmio de melhor roteiro no Sesc Melhores Filmes e já foi assistido por mais de 2 milhões de pessoas sendo o 10º filme nacional mais assistido em 2011. A expectativa é de que outras dez milhões de pessoas assistam ao filme em canais abertos e outras mídias.
 
Estação Luz Filmes
 
A produtora cearense Estação Luz Filmes, desde 2008, já levou às telas do cinema nacional cinco filmes, sendo responsável por 72% do total de espectadores para filmes de produtoras nordestinas lançados entre 1995 e 2011. Os dados estão na Cartografia do Audiovisual Cearense, publicação lançada em 2012 no Ceará, que revelou um cenário promissor para a produção de cinema no Estado.

A produtora, que tem à frente o diretor executivo Sidney Girão, se propõe a levar às telas temáticas de caráter humanitário e espiritualista, sendo destaque no cenário nacional desde a primeira produção. O filme Bezerra de Menezes – O Diário de um Espírito, levou aos cinemas um público de 505.369 espectadores, ficando em cartaz por 27 semanas(de 29/08/08 a 26/03/09), resultado raro para um filme nacional. Durante a primeira semana de exibição ficou em segundo lugar na classificação entre todos os filmes que estavam sendo exibidos no Brasil. O sucesso resultou no faturamento de R$ 3.526.005,00.

Depois do primeiro sucesso, veio Chico Xavier(2010), do diretor Daniel Filho, co-produção da Estação Luz Filmes, que levou aos cinemas cerca de 3 milhões e 500 mil espectadores. Em 2011, a Estação Luz Filmes foi além. Levou às telas duas produções: As Mães de Chico Xavier(2011), dos diretores Glauber Filho e Halder Gomes e O Filme dos Espíritos(2011), uma co-produção com a Mundo Maior Filmes. Os dois filmes foram para o ranking das produções que tiveram mais de 500 mil espectadores naquele ano, segundo dados da Agência Nacional do Cinema, Ancine.

Em 2012, a produtora partiu para um projeto mais ousado: uma ficção científica com abordagem espiritualista, o longa Área Q, do diretor Gerson Sanginitto. O filme teve locações nas cidades cearenses de Quixadá e Quixeramobim e, nos Estados Unidos, em Los Angeles, na Califórnia. Uma parceria da Estação Luz Filmes com a Reef Pictures, Sophia Filmes, ATC Entrenenimentos e Boa Vontade Filmes, tendo como co-produtora a Mundo Maior Filme. E foi com este filme que a Estação Luz Filmes trouxe para o Ceará o Prêmio Fiesp-Sesi de Cinema na categoria Montagem - Helgi Thor e David Davidson. O Prêmio foi entregue no último dia 11 de junho em São Paulo.

Para o diretor executivo da Estação Luz Filmes, receber essa premiação de uma instituição importante como a FIESP é motivo de orgulho e esperança. Para ele, um exemplo a ser seguido no nosso Estado. Ele destaca que o Ceará tem produtores muito bons e está pronto para produções cinematográficas. Para ele, investir na produção de cinema no Ceará é gerar emprego, renda, e aquecer o turismo, promovendo as belezas e riquezas naturais do nosso Estado para o Brasil e para o mundo.
 
Serviço:
Filmagens do longa Causa e Efeito em Fortaleza
Data: 29 e 30 de junho de 2013
Mar Revolto Produções e Estação Luz Filmes
Mais informações:
Adriana Pessoa, produtora Causa e Efeito no Ceará – (85)8805-6255
Estação Luz Filmes – (85)3244-1094
www.estacaoluzfilmes.com.br           
Com informações da assessoria de imprensa da Estação Luz Filmes 
Última atualização: 01/07/2013 às 11:02:33

quarta-feira, 26 de junho de 2013

CONHECE-TE A TI MESMO!


Um sofista se aproximou de um dos Sete Sábios da Grécia Antiga, e intentou confundi-lo com as perguntas mais difíceis. Porém, o Sábio de Mileto esteve à altura da prova porque respondeu a todas as perguntas sem vacilar e com a maior exatidão.- Qual é a coisa mais antiga?- Deus, porque sempre existiu.- Qual é a coisa mais formosa?- O Universo, porque é obra de Deus.- Qual é a maior de todas as coisas?- O Espaço, porque contém todo o Criador.- Qual é a coisa mais constante?- A esperança, porque permanece no homem mesmo depois que perdeu tudo o mais.- Qual é a melhor de todas as coisas?- A Virtude, porque sem ela não existe nada de bom.- Qual é a mais rápida de todas as coisas?- O Pensamento, porque em menos de um minuto pode voar até o final do Universo.- Qual é a mais forte de todas as coisas?- A Necessidade, porque faz com que o homem enfrente todos os perigos da vida.- Qual é a mais fácil de todas as coisas?- Dar conselhos.Porém, quando chegou à nona pergunta, nosso Sábio disse um paradoxo, deu uma resposta que não foi jamais entendida pelo mundano interlocutor e que, para a maioria das pessoas, terá um sentido superficial. A pergunta foi esta:- Qual é a mais difícil de todas as coisas?E o Sábio de Mileto replicou:- Conhecer a si mesmo.
Texto retirado do site: www.ad-or.org

  "Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando... Porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive, já morreu..."

(Luiz Fernando Veríssimo)