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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

OSSOS DO OFÍCIO


O livro está sendo objeto de ação judicial que exige indenização de 465 mil reais.

O recente caso judicial envolvendo a Editora Lachâtre/Universo Espírita e a família Caballero (ver notícia abaixo) nos faz refletir se realmente estamos aplicando o conceito kardeciano de controle universal do ensinamentos dos espíritos (Ítem II da Introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo).

Em caso semelhante ao da família de Humberto de Campos versus FEB/Chico Xavier, o escritor Woyne Figner Sacchetin está entrando talvez no seu primeiro campo de provas mediúnico. Por se tratar de um fato bem recente , muitos pessoas com quem já conversamos sobre esse assunto, incluindo alguns editores experientes, certamente opinariam que, tanto o escritor como a editora, deveriam ter tido cuidado redobrado na revelação das informações, na citação dos envolvidos e principalmente na publicação do livro, que considerariam um tanto precipitada. Woyne tem chamado a atenção no “mercado editorial espírita” exatamente por trazer à tona temas curiosos e recentes como o massacre do Carandirú e episódios da vida de Juscelino Kubistcheck.

Outro detalhe importante: a família de Humberto de Campos acabou mudando de atitude por se convencer que Chico Xavier era uma alma simples e liberta de interesses materiais. Chico Xavier também convencia (ou confundia ainda mais a justiça) fazendo demonstrações psicográficas impressionantes, provando que tais informações surgiam sem a sua interferência. Será que esse raciocínio se aplica ao caso do livro “O Vôo da Esperança” e muito outros que estão invadindo as livrarias utilizando o rótulo "espírita"?

Mais três coisas nos chamaram a atenção nessa história temerosa para todos os espíritas que se preocupam com os rumos que a nossa cultura editorial vem tomando:

Primeiro, o comentário do blog “O Contorno da Sombra” , observador do movimento evangélico, que assim se referiu ao caso: “Tem hora que o bom senso faz uma falta danada não só a alguns "evangélicos", mas também a outros tantos "religiosos". Tome um sal de frutas antes de ler a notícia abaixo, do jornal Diário da Região, de São José do Rio Preto (SP)”;

Segundo, a sinopse do livro cujo autor é apontado como Alberto Santos Dumont (Espírito), publicada num site de uma livraria especializada: “A história do mais trágico acidente aéreo brasileiro, em Congonhas, São Paulo, que tanto comoveu a opinião pública nacional, agora é narrada do ponto de vista dos espíritos, que, ao mesmo tempo em que demonstram a ação da suprema justiça das leis divinas em todos os acontecimentos de nossas vidas, clamam pela urgente mudança de atitude de nós, encarnados, para evitar que tragédias desse porte continuem a ocorrer”.

Santos Dumont Espírito teve também a sua história “revelada” no livro “Ícaro Redimido” (Editora Inede), pela “inspiração” (e não psicografia) do médium Gilson T. Freire através do Espírito Adamastor. Como se sabe, o grande aviador brasileiro teve uma existência muito atribulada, marcada pela intensa solidão depressiva e acabou suicidando-se em sua casa de praia no Guarujá em 1932. Hermínio C. Miranda levantou a hipótese do mesmo ter sido numa existência anterior o padre santista Bartolomeu de Gusmão, alma inquieta tanto no aspecto sentimental como na sua vocação científica e tecnológica. Se não nos falha a memória, Ramatis afirmou que Dumont e os irmãos Wright eram antigos companheiros provenientes de outro planeta (A Vida no planeta Marte e os discos voadores).

E finalmente o comentário da dirigente da USE de Rio Preto, Nair Rocha Soares, se restringindo ao ponto de vista pessoal da Doutrina Espírita em relação ao caso. Não sabemos se o jornal publicou apenas parte da sua declaração mas, como representante institucional de uma entidadae espírita, ela deveria , no mínimo, se reportar como Allan Kardec reagiria numa situação semelhante.

Parece que agora podemos compreender melhor por que André Luiz preferiu ficar no anonimato. Esse caso também, dependendo das consequências jurídicas e morais, vai servir não somente como modelo de jurisprudência , mas principalmente paradigma de conduta para escritores e editores.
Postado por Dalmo Duque dos Santos às 19:16
Fonte: http://observadorespirita.blogspot.com/2009/12/ossos-do-oficio.html

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

FELIZ ANO NOVO!



O MUNDO ESTÁ EM NOSSAS MÃOS

EU POSSO
VOCÊ PODE
NÓS PODEMOS MUDÁ-LO

É SÓ ACREDITAR E FAZER A NOSSA PARTE,
SE VOCÊ COMEÇAR OUTROS VÃO TE ACOMPANHAR!!!!

FELIZ 2010 !

GERALDO MOTA VALINTIM!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

CARAVANA DA FRATERNIDADE 2009


Caravana de Arte Espírita
Natal em dose dupla na praça do BNB, Centro de Fortaleza. Esse ano, a Caravana de Natal, evento realizado há três décadas pelo Centro Espírita João, o Evangelista, ganha o reforço do Natal Espiritual, iniciativa da Coordenação de Artes da FEEC. Além da tradicional concentração seguida de distribuição de roupas, brinquedos e comida, a véspera de Natal dos moradores de rua do Centro será regada a música. Gotas de Orvalho, Cantar é Viver, coral Bezerra de Menezes, Cativar, Tarcísio Lima e Luís Verão executam repertório espírita e natalino , HOJE(24) a partir das 17h. Depois, entra em cena o batalhão de voluntários, que se divide em grupos pelas ruas da região, munidos do pão material e, principalmente do espiritual. Imperdível!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

CIÊNCIA E ESPIRITUALIDADE


Para a maioria das pessoas, sair do corpo é um desafio impensável. Mas para a psicóloga Marina Thomaz e para a professora Ana Maria dos Santos não. Elas eram crianças quando fizeram os primeiros passeios, na chamada viagem astral.
"Eu posso sair daqui e ir até a sua casa. Posso sair daqui e ir até a casa dos meus pais, dos meus filhos, fazer uma visita. Tudo isso é factível", garante Marina.

"A palavra 'consegue' deixa uma distância muito grande. Não é uma questão de conseguir. É com que freqüência eu faço isso. Todas as noites", afirma Ana Maria.

A pedido do Globo Repórter, elas vão repetir um estudo feito há dez anos no Instituto do Sono, na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Os pesquisadores quiseram saber o que acontece com as funções vitais de quem diz ser capaz de se projetar e sair do corpo.

"A pergunta do Instituto do Sono era: 'Será que durante um procedimento onde há projeção existe alguma alteração do traçado eletroencefalográfico?'", diz o professor de psicobiologia da Unifesp Marco Túlio de Mello.

O interesse de cientistas pela espiritualidade tem aumentado nos últimos anos. Dois pesquisadores vasculharam 1,2 mil trabalhos científicos sobre o tema em todo o mundo. Uma hipótese: diante do desconhecido, algumas pessoas seriam geneticamente mais pré-dispostas do que outras a crer e ter fé.

"Alguns cientistas já estão começando a falar que a gente deve ter herdado circuitos biológicos associados à fé. Agora, como todos os seres humanos são bem diferentes uns dos outros, talvez um ateu não tenha herdado esses circuitos e não esteja capacitado biologicamente a crer, a transcender, a perceber o divino", diz o fisiologista Marcelo Árias, do Centro Universitário Monte Serrat (Unimonte).

Ana Maria não é religiosa, mas tem certeza que sai do corpo. Diz que tem uma missão a cumprir: "A gente está perto para ajudar a pessoa na hora da morte, do desespero e tudo mais na transição".

Seria um grupo de pessoas, ou consciências, que se juntam, em algum lugar do espaço para auxiliar quem está no momento de passagem desta para uma outra vida.

"Eu tenho um pessoal que me ajuda muito – todos fora do corpo. Este pessoal é fantástico", conta Ana Maria.

Ana Maria sabe que não é fácil acreditar nas histórias que ela conta. A desconfiança dos outros fez dela uma pessoa solitária. "Perdi amigos, alunos, empregos. Querendo ou não, a gente fica diferente", diz ela.

Entender essa "diferença" uniu pesquisadores em torno de um projeto: criar um centro de estudos da consciência. O lugar escolhido foi Foz do Iguaçu, no Paraná. Segundo eles, por causa da grande concentração de energia.

É onde mora, hoje, a pesquisadora Málu Balona, uma estudiosa do comportamento das pessoas que dizem sair do próprio corpo. A pesquisa feita por ela durou nove anos e foi batizado de "Síndrome do Estrangeiro".

"Eu tive algumas experiências bastante críticas de pessoas que me relataram que foram tratadas a vida toda, e chegaram a tomar eletrochoque ou uma medicação pesada. Mas a única queixa delas era a experiência fora do corpo. E as pessoas não apresentavam em outros dados de comportamento nada que indicasse um desequilíbrio", conta a pesquisadora.

Em 2002, um médico suíço descobriu, por acaso, que poderia fazer uma pessoa sair do corpo. Durante um teste em uma paciente com epilepsia, ele aplicou uma pequena carga elétrica na região do cérebro chamada de giro angular.

É no giro angular que o cérebro reúne toda a sensibilidade do corpo, como tato, equilíbrio e visão. É ali que o ser humano sabe se está sentado ou em pé, onde se situa no mundo. A surpresa veio quando o médico aumentou levemente a carga elétrica.

"Ele obteve o seguinte relato da paciente: 'Olha, doutor, está acontecendo uma coisa engraçada. Parece que eu estou no teto e, quando eu olho para baixo, me vejo deitada na mesa de cirurgia, vejo o anestesista, os médicos. Mas é engraçado, porque eu sei que eu estou deitada. Como eu estou me vendo lá de cima?'", revela o neurocirurgião da Unifesp Paulo Porto de Mello.

No Instituto do Sono, começam os preparativos para uma longa noite. Câmeras e sensores vão ficar ligados o tempo todo. É a certeza de que Ana Maria e Marina não vão sair dali. Ou será que vão? O desafio é justamente este: vigiadas por aparelhos, elas terão de descrever objetos que serão colocados três andares abaixo.

Ana Maria e Marina estão presas a eletrodos. Depois que a porta do quarto foi fechada, a equipe do Globo Repórter aproveitou para selecionar alguns objetos que vão ser levados para o nono andar, para que elas possam descobrir quais são.

Sobre a mesa, além do relógio, um carimbo, uma fita métrica, uma fita de vídeo e um tubo de xampu. Será que, mesmo fechadas nos quartos, elas são capazes de sair do corpo e identificar os objetos?

"É possível. Se eu vou conseguir, não sei. Vou tentar", disse Marina.

Experiências assim são repetidas todos os dias no Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia (IIPC), em Foz do Iguaçu. O idealizador é o escritor Waldo Vieira, um médium que largou o espiritismo em busca de conhecimentos científicos. A base dos estudos é duvidar de tudo. "Quando você sai do corpo, as coisas são mais objetivas que o concreto. Isso é muito sério. Faça a pesquisa por você. E você vai chegar às suas conclusões", diz ele.

Se é para duvidar, a equipe do Globo Repórter decidiu ver o que acontece num dos laboratórios. A preparação é uma conversa quase incompreensível. Os pesquisadores da consciência criaram palavras novas para tentar explicar, cientificamente, os fenômenos que eles investigam.

"Especificamente o materpensene daquele laboratório, que é a sinalética energética. E você vai poder identificá-la", diz um deles.

É uma informação difícil de ser traduzida. Os pesquisadores dizem que é possível identificar e sentir no próprio corpo a presença de energias invisíveis. Para isso, é preciso prestar atenção em tremores na pele, arrepios, garganta seca. Sinais de um possível contato com um mundo paralelo.

Os laboratórios são construções espalhadas. Parece um campus: um lugar com bastante grama e árvores. Lá dentro, uma sala bastante simples, com muito espaço, aparelho de ar-condicionado, poltrona, uma câmera para registrar tudo, uma mesa, uma cama e alguns livros.

A solidão, o silêncio e a luz suave têm o efeito de um calmante. Para relaxar ainda mais, o repórter Sandro Dalpícolo lê um pouco e descontrai os músculos. É hora de ir para a cama. Os pesquisadores dizem que assim, tranqüilo, é mais fácil perceber as outras consciências que estariam no ambiente. Ou os outros espíritos, como diriam os religiosos. Depois de quase uma hora no laboratório, ele faz um relato – por escrito – da experiência: "Uma sensação de sonho, mas eu não tenho a certeza de que adormeci o tempo todo. Foi relaxante, senti ter cochilado alguns momentos".

"Vem aquela sensação de sonho, por isso que é importante as repetições dos laboratórios. Com a repetição, você vai começando a medir a evolução das suas percepções dentro do laboratório. Quem sabe numa próxima...", avalia um dos pesquisadores.

No Laboratório do Sono, em São Paulo, Ana Maria e Marina estão acordando.

"É muito fio para o meu gosto", reclama Ana Maria. A professora conta os objetos que conseguiu ver: "Quatro. O vaso era maior, era grande. E a caixa era do tamanho de um livro. Um dos outros objetos parecia cigarro, mas podia ser caixinha de cartão. Era pequeno. Achei que pudesse ser um cigarro. E o outro era uma caneta ou um lápis".

A equipe do Globo Repórter convidou Ana Maria para ver os objetos. O mais próximo que ela identificou foi a fita de vídeo.

Marina disse que os fios a incomodaram durante a noite. "Eu tenho a certeza de que aqui eu não estive", afirma.

Na noite seguinte, uma nova tentativa, com objetos diferentes sobre uma toalha branca. E, ao amanhecer, a surpresa: nenhuma delas diz ter estado na sala onde estavam os objetos. Mas, sem que tivessem conversado uma com a outra, as duas contaram histórias muito parecidas.

"Tenho certeza de que no alvo programado eu não estive. Estive em algum lugar fora do Instituto do Sono, onde tinha muita chuva, pessoas. Como se tivesse ocorrido um incidente, alguma confusão", descreveu Marina.

"Sinceramente, espero que eu esteja totalmente enganada. Senão, a gente vai ter notícias ruins hoje. Nada muito nítido: muita água, muito grito, muita gente, todo mundo correndo. É muito esquisito, porque é muita informação", contou Ana Maria.

Elas teriam mesmo ido a algum lugar? As notícias do dia aumentaram o mistério. O apresentador William Bonner anunciou no Jornal Nacional: "As enchentes provocadas pelo perídio de chuva na região amazônica já atingem mais de 20 mil pessoas no estado do Pará".

Os testes mostraram que o sono de quem diz sair do corpo é igual ao de qualquer pessoa. Mas, na experiência feita há dez anos, Ana Maria acertou todos os objetos que estavam escondidos numa outra sala e convenceu os pesquisadores de que a projeção é um fenômeno possível.

"Eu acho que a grande busca do cientista é desenvolver a metodologia. O fenômeno está relatado, as pessoas vêem, escrevem, mostram e nós o observamos de longe. Mas quantificar esse fenômeno é muito difícil para nós", diz o professor de psicobiologia da Unifesp Marco Túlio de Mello

"Eu não qualifico como sucesso ou não sucesso. Eu qualifico como mais uma chance para as pessoas que têm problemas de visões, de ouvir coisas, de acordar com impressões ruins. Elas devem saber que não estão sozinhas – isso acontece com muita gente", finaliza Ana Maria.

FONTE:http://globoreporter.globo.com/Globoreporter/0,19125,VGC0-2703-10415-2-167586,00.html

Ciência e Espiritualidade - Parte 1
:: Acid ::


Ciência e espiritualidade devem caminhar juntas, mas não se deve misturar tudo no mesmo saco, pois são duas áreas distintas e que atendem a diferentes necessidades humanas (conhecimento e autoconhecimento). Como conciliá-las?
Na nossa mente, claro! Se a física quântica é a melhor maneira de você entender o mundo, não queira que todos tenham de engolir as teorias de Bohm, Bohr e Hawkins goela abaixo, como se fossem o suprassumo da verdade, do mesmo jeito que não é nada legal empurrar teorias religiosas pra quem não se interessa por elas. A grande diferença aqui é o preconceito dos religiosos, que vendem como "dogma" o que deveria ser "teoria". Ciência e religião são maneiras de descrever a realidade e, onde a ciência pára (no terreno da alma, das relações humanas com o TODO), a filosofia religiosa deveria ser levada mais a sério. Foi essa a proposta de Kardec pro espiritismo, mas, bem, 150 anos depois a coisa desandou um pouco... o que não invalida, por sua vez, a doutrina.

Cientistas consagrados não ignoram o conhecimento religioso, e, segundo o Franco Atirador, "o próprio David Bohm foi o primeiro a notar a semelhança entre o seu modelo da Ordem Implícita e as religiões orientais. E, antes dele, foi por reconhecer a analogia entre o princípio da complementaridade e a doutrina taoísta do Yin-Yang que o Niels Bohr escolheu o símbolo do Tao pra colocar no seu brasão". Isso sem falar em Einstein...
Jung era um cientista. Investigou diversos aspectos do que chamamos de "esotérico" e encontrou nele elementos que foram trazidos à luz da ciência, para serem investigados, analisados, e que hoje são estudados nas universidades, para possibilitar a compreensão humana da sua própria mente. Muita gente "esquisotérica" usa Jung pra justificar suas loucuras, como se ele tivesse sido um ativista (como Lennon) e não um pesquisador.
A idéia de "unidade" dos esotéricos da Nova Era é baseada no conceito feminino da Mãe-Terra, ou Deusa-Mãe, passivo, que é oposto ao Deus varão e ativo que aprendemos a cultuar, e isso está nos estudos de Jung, onde o aspecto feminino do espiritual é mencionado, mas não hipervalorizado. O erro é pregar uma volta ao velho modelo, abandonando (e o pior, negando) tudo o que aprendemos até agora com a influência judaico-cristã. Isso é correr de um pólo ao outro, trocar uma ilusão por outra. É por isso que colocarei abaixo trechos do excelente artigo Jung e a Nova Era: Um Estudo sobre Contrastes, de David Tacey:

Embora Jung profeticamente visse que os conteúdos "femininos" e "pagãos" estivessem em ascensão na psique ocidental, nunca pregou que nos abandonássemos a estes conteúdos; pelo contrário, ele sentiu que a tarefa da individuação envolvia resistir a estas forças coletivas e desenvolver uma resposta crítica a elas. Qualquer movimento coletivo que se identifica com um processo arquetípico não vai, virtualmente por definição, entrar em acordo com o gosto junguiano, que está baseado na ética e estética da individuação. O ataque de Jung sobre o que ele chamava "identificação com a psique coletiva" é conveniente e deliberadamente ignorado por todos estes terapeutas, consultores, defensores e xamãs da Nova Era, que gostam de celebrar livremente e mesmo "adorar" os conteúdos arquetípicos novamente constelados.

A atitude da Nova Era é de mover-se com o fluir dos tempos, admitir o reino do desejo e da ânsia, encorajar o movimento pagão da sociedade, mas adicionar a este movimento uma dimensão sagrada ou espiritual. A Nova Era basicamente confere "bênção espiritual" a tendências e atitudes que já são existentes na cultura ocidental: consumismo, hedonismo, materialismo e narcisismo. A Nova Era não oferece uma crítica da sociedade, mas simplesmente mitologiza e mistifica as coisas que já nos preocupam. Assim, em uma sociedade ocidental encharcada de sexo e obsedada com o corpo, a Nova Era propõe "sexo sagrado" e argumenta que o corpo é "o templo da alma". Em uma sociedade governada por desejos materiais e gratificação instantânea, a Nova Era vê riqueza como um símbolo de "opulência espiritual" (numa reversão da moralidade judaico-cristã), e considera "relaxamento profundo" como uma busca sagrada (revertendo a santificação cristã de trabalho e fadiga). A Nova Era, como a secular tendência dominante, aponta seu nariz para a autoridade da Igreja, vê o puritanismo como sombrio e embotado, e não está muito interessada em ressuscitar nosso recentemente falecido Deus-Pai. Jung estava empenhado na tarefa de restaurar o Deus Cristão à dignidade cultural e à compreensão humana. O homem da Nova Era quer a Meta (unidade com o divino) sem o Caminho (a disciplina, ética, e auto-cancelamento que tornam tal unidade possível). Ele quer jubilosa união sem o "sofrimento da cruz", renascimento espiritual sem ter primeiro que suportar a morte espiritual. Ele está "enganchado" no sagrado, viciado em técnicas e práticas espirituais, e seu credo é: "Siga sua beatitude", de Joseph Campbell, como se todos fôssemos anjinhos e tudo o que fizéssemos fosse abençoado ("Faça o que quiseres pois é tudo da Lei"). Uma resposta junguiana seria a de duvidar da autenticidade desta assim chamada "espiritualidade" se ela está projetada meramente para prover gratificação instantânea para o ego. Jung veria qualquer otimismo sem fronteiras como uma defesa contra a escuridão, e apoiaria o ocidente cristão em sua ênfase sobre o sofrimento inevitável. De acordo com Jung, nunca se pode escapar do sofrimento, mas deve-se abraçá-lo e aceitá-lo como parte da condição humana (não se pode fugir da sua sombra).

FONTE:http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=4574



quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

A VIDA NO PLANETA MARTE




Enquanto os homens se interrogam sobre a existência ou não de vida noutros Planetas e o governo americano gasta verbas astronómicas enviando sondas para o Espaço que se perdem irremediavelmente, já Jesus dizia noutros tempos que... “A casa do meu Pai (o Universo) tem muitas moradas”, dizendo ainda que... “o meu reino não é deste mundo”, quando o interrogaram sobre a sua nacionalidade.
Por isso muitos dizem hoje que ele era um “Extraterrestre” e também teve seus ‘contactos imediatos’, no alto do Monte Tabor onde subiu para orar (ou comunicar) e se deu a ‘transfiguração’, tendo ficado todo iluminado (vestes e rosto) quando uma “Nuvem Luminosa” (nave radiante) desceu sobre ele no local e seus 3 discípulos (Pedro, Tiago e João) ficaram muito assustados, tendo confundido depois os dois tripulantes com Moisés e Elias (já falecidos), não sabendo o que diziam. Este episódio está descrito nos Evangelhos de S.Lucas (9:34) e S.Mateus (17:5).
Aliás, por alguma razão existe hoje uma construção do tipo "Ovni", junto ao lago Tiberiades onde era a Casa de Pedro, que revela algo de acordo com o que aconteceu naquela noite da 'transfiguração' em que terá visto a tal "nuvem luminosa" descer sobre todos no alto do Monte Tabor. Ver fotos na minha página Fátima e Seus Segredos onde falo sobre o assunto.
Mas deixando de parte essa minha convicção pessoal, bem diferente aliás da interpretação dada pela própria religião cristã que tem a sua própria versão oficial, começo por referir alguns pormenores sobre a existência de vida em Marte que, segundo revelações de ordem espiritual, não é o único Planeta habitado dentro do nosso Sistema Solar, mas é aquele que mais curiosidade tem suscitado aos nossos cientistas que pouco sabem ainda sobre o "planeta vermelho" , porquanto tem um enorme 'rosto humano' (com 3 Km de comprimento segundo Marck Carlotto) esculpido na sua superfície e várias pirâmides semelhantes ás do Egipto a vários kilómetros de distância. Ver em baixo uma foto assinalada, tirada pela sonda Vicking em 1976:



Assim, dissertando eu um pouco sobre o assunto, começo por referir as características naturais do solo marciano (que não são só ‘rochas’ como pensam alguns cientistas), porquanto tem círculos polares e zonas equatoriais semelhantes ás nossas, sendo a sua superfície total de 6.800 Kms de diâmetro, um pouco menor do que a Terra. Um dia marciano é de 24h40m, quase igual ao nosso.

Diz-se também que existe vegetação cujo aspecto é predominantemente avermelhado (em vez de verde), devido ás características do solo. Ali existe água, naturalmente, seja em estado sólido ou líquido como aqui na Terra. Escusado será dizer que também tem uma Atmosfera, embora mais rarefeita, apropriada aos seres vivos que ali habitam. A nossa atmosfera para os seus habitantes (que não são só 'micróbios' como dizem alguns pseudo entendidos) teria decerto demasiado oxigénio para suas forma de vida. Cada orbe tem pois suas características próprias e não podemos equiparar o padrão da vida aqui na Terra com a de Marte ou de qualquer outro planeta, dentro e fora do sistema solar.
As estações do ano marciano, também são mais longas e sem as violentas mutações das nossas ultimamente. No entanto também existem zonas de “tempestades” e ventos violentos em Marte como se verificam aqui na Terra. As temperaturas normais porém oscilam entre os 25 e os 30 graus nas regiões equatoriais, ideal para as espécies vegetais e animais ali existentes.

Tudo isto é revelado no livro "A Vida no Planeta Marte" de Ramatis, uma obra psicografada pelo médium brasileiro Dr. Hercíleo Maes (já falecido), que revelava o seguinte:



"Os marcianos têm uma certa semelhança física com a vossa, embora de estatura mais baixa e de contextura anatómica delicada. A sua pele é de tom rosado (não verde), sem rugas, e a sua fisionomia é tranquila.

Os olhos variam entre o cinzento-esverdeado e o azul-claro, límpidos, translúcidos, impregnados daquela ternura que reflecte a paz na alma. São muito desenvolvidos cerebralmente, cujas faculdades telepáticas lhes permite comunicar uns com os outros sem ser preciso utilizarem a voz. Só raramente o fazem.

Mantêm uma Organização Social altamente avançada, espiritualizada, num Mundo onde não há guerras, injustiças, misérias, diferenças raciais, etc., e a ausência de doenças deve-se ao equilíbrio psíquico e orgânico dos seus corpos cheios de grande longevidade.

Alimentam-se basicamente de sucos e pastas vegetais, ‘tabletes’ de frutos gelatinosos, óleos aromáticos, enfim, tudo o que lhes provém de culturas biológicas altamente seleccionadas do reino vegetal. São integralmente vegetarianos e ficam horrorizados perante o espectáculo tétrico da matança de milhões de animais que os seres humanos consomem.

Também não têm vícios nem aspiram fumaça de ervas secas moídas como os homens terrenos o fazem, nem ingerem bebidas alcoólicas corrosivas das mucosas e do cérebro. Isso é mais próprio de seres primitivos que ainda exploram a sensação do gosto e do olfacto tão comum na Terra.
Os marcianos são altamente inteligentes e por isso evoluiram há muito do estado hominal para o génio celestial (o futuro Anjo). Por isso respeitam a sua natureza, coisa que os terrícolas não o fazem e até degeneram da sua própria condição, sofrendo o reflexo de tanta degradação.

Os trajes que envergam são simples, apropriados às diversas actividades que desempenham e os tecidos são parecidos com o ‘nylon’, tendo a particularidade de poderem ser magnetizados pelos seus utilizadores a fim de neutralizar emanações negativas vindas do meio astrológico que bem conhecem.

O casamento em Marte é algo que não se confunde com “amor carnal”, é mais “espiritual”, e a constituição das famílias são todo voltadas para o êxito da grande Família Universal. Os laços que os unem são fortalecidos pelo conhecimento de vidas passadas, cujas “árvores genealógicas” são apenas formas de se reencontrarem no plano físico em jubilosa ligação espiritual e ancestral que recordam.

Os marcianos trabalham conscientemente para o bem comum, pois sabem que o bem-estar do Todo depende da boa harmonia e alegria envolvente de todas as partes. Praticam vários esportes nas suas horas de lazer e não discutem nem têm qualquer espírito de competição como é tão comum verificar-se na Terra.

Também são grandes apreciadores de música e sabem que ela é uma linguagem universal em qualquer latitude do Cosmos. É uma dádiva de Deus que concede aos espíritos a “Música das Esferas” criada na forma de sons e vibrações harmoniosas que elevam a alma humana ao Universo mas que nada tem a ver com os sons estridentes e violentos do “Rock da pesada” tão apreciada pelos jovens terrícolas".

Enfim, talvez tudo isto não passe de pura imaginação do autor da obra psicografada que fala de tantas outras coisas, inclusive sobre os veiculos espaciais que conhecemos aqui na Terra por “OVNIS” ou “Discos-Voadores”, tendo eles outras grandes naves que usam nas suas viagens intergalácticas atingindo velocidades fantásticas conseguidas pelo uso da energia magnética que dominam há muito tempo.
Talvez um dia a Humanidade terrestre venha a saber muito mais coisas pela boca dos próprios cientistas, hoje ainda muito materialistas, que estão longe de saber o que existe não só em Marte mas em tantos outros Planetas além da Terra, pois efectivamente... “A Casa de meu Pai (O Universo) tem muitas moradas”, como dizia Jesus.

Para terminar, deixo aqui uma frase do Prof. Henri Corbin que diz o seguinte:

..."Quando aprenderes nos tratados dos antigos sábios que existem mundos com dimensões e estudos que não estão ao alcance do pleroma das inteligências humanas, e que nesses mundos, governados pelo Mundo das Esferas, existem cidades impossíveis de descrever... Não duvides, porque os peregrinos do espirito contemplam esses Mundos e neles encontram o que é objecto de seus desejos".

FONTE: http://www.novaera-alvorecer.net/a_vida_no_planeta_marte.htm

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Neste próximo domingo 20/12/2009, no Programa Transição, o entrevistado será o Raul Teixeira, com o Tema “O Significado do Natal”.‏


Caros Amigos,

Neste próximo domingo 20/12/2009, no Programa Transição, o entrevistado será o Raul Teixeira, com o Tema “O Significado do Natal”.

O Programa Transição será apresentado por Del Mar Franco, pela REDE TV na Capital e Grande São Paulo, domingo às 15:15 horas.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Mais um dos benefícios da água



É comum nas reuniões espíritas ser franqueada aos freqüentadores a água fluidificada. É água energizada pela vontade e intenção dos Espíritos ou de algum magnetizador encarnado. A ingestão desta água vai ajudar a fixar no corpo físico os elementos etéreos colhidos no passe auxiliando assim a recuperar a saúde quando sobretudo está sendo afetado o corpo material.

A água pode ser fluidificada, de modo geral, em benefício de todos; todavia, pode sê-lo em caráter particular para determinado enfermo, e, neste caso, é conveniente que o uso seja pessoal e exclusivo.

Para o Espírito Bezerra de Menezes, “”A água, em face da sua constituição molecular, é elemento que absorve e conduz a bioenergia lhe é ministrada. Quando magnetizada e ingerida, produz efeitos orgânicos compatíveis com o fluido de que se faz portadora”.

Na série “Nosso Lar”, o Espírito André Luiz registra que “… a água é veículo dos mais poderosos para os fluidos de qualquer natureza. Aqui (em Nosso Lar), ela é empregada sobretudo como alimento e remédio“.

Sugiro assistir ao documentário “O PODER DA ÁGUA”, lançado em DVD pela Dreamland, onde em 45min, vemos imagens de moléculas de água fotografadas pelo pesquisador japonês MASARU EMOTO, que ficou conhecido mundialmente no documentário “Quem Somos Nós?“.


Masaru Emoto e uma molécula de água fotografada
O fato é que o corpo humano é composto em sua maioria de água (os índices variam de 70 a 90%) e que a qualidade de nossos pensamentos e sentimentos, de nossas falas e emoções influenciam para adoecer ou curar nosso corpo.

Claro que a água fluidificada ajuda, mas a cura se faz de dentro para fora do indivíduo através de seu autoconhecimento, autotransformação e o exercício da compaixão no encontro com o outro, como fez Jesus, o Cristo, por exemplo.

As ajudas (toda e qualquer) serão sempre bem-vindas, mas recebamos com a consciência de que vêm de fora para dentro e por esta razão têm seus limites. Paz e Bem!

Categoria: André Luiz, Autoconhecimento, DVDs, Prática Espírita | Comentários: Comente
fonte:http://blog3.opovo.com.br/conexaoespirita/categoria/dvds/