Amigos: Muitos curiosos questionaram em comentários do YOU TUBE e Facebook sobre os Símbolos Religiosos inseridos no Salão Central da Governadoria de NOSSO LAR. Alguns disseram até que poderia ser uma mensgem subliminar. Transcrevo um artigo escrito por Carlos Roberto Ventura que nos traz questionamentos e elucidações sobre a o verdadeiro sentido da frternidade universal. _______________________________________________
POR: CARLOS ROBERTO VENTURA Nós estamos preparados para dizer que amamos?
Será isso que sentimos, um exemplo criterioso, definido, de amor? Não estaremos, em nossas atitudes, falas, ações, gestos, projetos, aplicando o nosso preconceito, separando as pessoas de acordo com nossas preferências? Perguntei ao cristão se ele amava ao Buda. Ele me respondeu que não era budista. Perguntei ao budista a mesma coisa e ele me respondeu que não era cristão. Perguntei ao muçulmano se ele amava a Krisnha. Ele me respondeu que não era Devoto de Krisnha. Fiz a mesma pergunta ao Devoto de Krisnha que me respondeu não ser muçulmano. Quando elegemos algo ou alguém para amar não estamos sendo preconceituosos com as outras coisas ou pessoas? Existem milhares de religiões espalhadas pelo mundo, penso que, se eu continuasse nessa minha pesquisa, as respostas seriam sempre as mesmas. O amor verdadeiro não cuida apenas do que nos interessa. Ele se abre, como a flor no jardim, para todos os olhares e gostos. E cabe aos cristãos, muçulmanos, devotos de Krisnha, budistas, xintoístas, ateus e outros milhares de buscadores, amar incondicionalmente a tudo e a todos. Se o cristão perguntasse a Jesus se ele amaria ao Buda qual seria a resposta? Da mesma forma, se perguntassem ao Buda se ele amaria Jesus, qual seria a resposta? Não cabe ao discípulo superar ao Mestre. Se ele tenta fazer dessa forma, ele não estará praticando a humildade.
O conhecimento não- confere a ninguém o direito de se colocar acima do bem e do mal.
Os mestres foram e sempre serão homens iguais a todos nós. São pessoas que se preocuparam ou se preocupam em ensinar, não para separar a raça humana em castas, mas para ajuntá-Ias no amor. Quem não entendeu isso, não poderá chamá-Ios de Mestres, ainda que eles não se importem com esse tratamento.
Quem tomar para si, seus ensinamentos, não estará separando-se em grupos, onde reina o preconceito e a discriminação, são discípulos da escuridão e não da luz.
O maior de todos os ensinamentos foi, é e sempre será o amor.
E o amor não afasta as, pessoas. Aproxima-as. Não levanta bandeiras, não cava trincheiras e nem produz dor. Se todos entenderem essas palavras, haverá um só povo a marchar de mãos dadas, ainda que isso possa parecer só um sonho de alguém que acredita no amor.
Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, Sonho que se sonha junto é realidade.
Por: Fábio José Lourenço Bezerra VEJA OS CINCO PRIMEIROS MINUTOS DE NOSSO LAR - ANDRÉ LUIZ NAS ZONAS UMBRALINAS
Em 1943, pela psicografia do grande médium Chico Xavier, o mundo ganhava de presente um rico manancial de informações sobre o mundo espiritual: o livro “Nosso Lar”. Pelas mãos do nosso querido Chico, o médico André Luiz colocou no papel as suas experiências pós-morte, descrevendo em detalhes suas impressões acerca dessa nova etapa de sua existência. Causando estranheza em muitos, ele descreveu um ambiente muito parecido com o mundo material, em vários aspectos. Prédios, casas, aparelhos eletrônicos, vegetação, necessidade de alimentar-se e até um ônibus voador fazem parte de suas descrições (Diga-se de passagem, bastante avançadas para a época em que foi escrito o livro). A reação de estranhamento de algumas pessoas, aliás, já tinha sido previsto pelo próprio Emmanuel, o grande Espírito guia de Chico Xavier, como consta no prefácio deste mesmo livro, cujo trecho transcrevo abaixo:
Certamente que numerosos amigos sorrirão ao contacto de determinadas passagens das narrativas. O inabitual, entretanto, causa surpresa em todos os tempos. Quem não sorriria, na Terra, anos atrás, quando se lhe falasse da aviação, da eletricidade, da radiofonia? A surpresa, a perplexidade e a dúvida são de todos os aprendizes que ainda não passaram pela lição. É mais que natural, é justíssimo. Não comentaríamos, desse modo, qualquer impressão alheia. Todo leitor precisa analisar o que lê.
E, no prefácio do livro “Os mensageiros”, o segundo livro ditado por André Luiz, ele explica: Lendo este livro, que relaciona algumas experiências de mensageiros espirituais, certamente muitos leitores concluirão, com os velhos conceitos da Filosofia, que “tudo está no cérebro do homem”, em virtude da materialidade relativa das paisagens, observações, serviços e acontecimentos (grifo nosso). Forçoso é reconhecer, todavia, que o cérebro é o aparelho da razão e que o homem desencarnado, pela simples circunstância da morte física, não penetrou os domínios angélicos (grifo nosso), permanecendo diante da própria consciência, lutando por iluminar o raciocínio e preparando-se para a continuidade do aperfeiçoamento noutro campo vibratório. Ninguém pode trair as leis evolutivas.
E, em outro trecho do prefácio: “A morte física não é salto do desequilíbrio, é passo da evolução, simplesmente.” No próprio livro “Nosso Lar”, no capítulo VII, André Luiz refere-se às explicações de Lísias: A morte do corpo não conduz o homem a situações miraculosas, dizia. Há regiões múltiplas para os desencarnados, como existem planos inúmeros e surpreendentes para as criaturas envolvidas na carne terrestre. Almas e sentimentos, formas e coisas, obedecem a princípios de desenvolvimento natural e hierarquia justa.
No livro da codificação do Espiritismo “A Gênese” (Editora FEB), constam as seguintes explicações de Allan Kardec, no capítulo XIV, de título OS FLUIDOS, da 2ª à 14ª parte: “O fluido cósmico universal é, como já foi demonstrado, a matéria elementar primitiva, cujas modificações e transformações constituem a inumerável variedade dos corpos da Natureza. (Cap. X.) Como princípio elementar do Universo, ele assume dois estados distintos: o de eterização ou imponderabilidade, que se pode considerar o primitivo estado normal, e o de materialização ou de ponderabilidade, que é, de certa maneira, consecutivo àquele. O ponto intermédio é o da transformação do fluido em matéria tangível. Mas, ainda aí, não há transição brusca, porquanto podem considerar-se os nossos fluidos imponderáveis como termo médio entre os dois estados. (Cap. IV, nos 10 e seguintes.)
Cada um desses dois estados dá lugar, naturalmente, a fenômenos especiais: ao segundo pertencem os do mundo visível e ao primeiro os do mundo invisível. Uns, os chamados fenômenos materiais, são da alçada da ciência propriamente dita, os outros, qualificados de fenômenos espirituais ou psíquicos, porque se ligam de modo especial à existência dos Espíritos, cabem nas atribuições do Espiritismo. Como, porém, a vida espiritual e a vida corporal se acham incessantemente em contacto, os fenômenos das duas categorias muitas vezes se produzem simultaneamente. No estado de encarnação, o homem somente pode perceber os fenômenos psíquicos que se prendem à vida corpórea; os do domínio espiritual escapam aos sentidos materiais e só podem ser percebidos no estado de Espírito.
No estado de eterização, o fluido cósmico não é uniforme; sem deixar de ser etéreo, sofre modificações tão variadas em gênero e mais numerosas talvez do que no estado de matéria tangível (grifo nosso). Essas modificações constituem fluidos distintos que, embora procedentes do mesmo princípio, são dotados de propriedades especiais e dão lugar aos fenômenos peculiares do mundo invisível.
Dentro da relatividade de tudo, esses fluidos têm para os Espíritos, que também são fluídicos, uma aparência tão material, quanto a dos objetos tangíveis para os encarnados e são, para eles o que são para nós as substâncias do mundo terrestre. Eles os elaboram e combinam para produzirem determinados efeitos, como fazem os homens com os seus materiais, ainda que por processos diferentes (grifo nosso).
Lá, porém, como neste mundo, somente aos espíritos mais esclarecidos é dado compreender o papel que desempenham os elementos constitutivos do mundo onde eles se acham. Os ignorantes do mundo invisível são tão incapazes de explicar a si mesmos os fenômenos a que assistem e para os quais muitas vezes concorrem maquinalmente, como os ignorantes da Terra o são para explicar os efeitos da luz ou da eletricidade, para dizer de que modo vêem e escutam.
Os elementos fluídicos do mundo espiritual escapam aos nossos instrumentos de análise e à percepção dos nossos sentidos, feitos para perceberem a matéria tangível e não a matéria etérea. Alguns há pertencentes a um meio diverso a tal ponto do nosso, que deles só podemos fazer idéia mediante comparações tão imperfeitas como aquelas mediante as quais um cego de nascença procura fazer idéia da teoria das cores.
[...] A pureza absoluta, da qual nada nos pode dar idéia, é o ponto de partida do fluido universal; o ponto oposto é o em que ele se transforma em matéria tangível. Entre esses dois extremos, dão-se inúmeras transformações, mais ou menos aproximadas de um e de outro. Os fluidos mais próximos da materialidade, os menos puros, conseguintemente, compõem o que se pode chamar a atmosfera espiritual da Terra. É desse meio, onde igualmente vários são os graus de pureza, que os Espíritos encarnados e desencarnados, deste planeta, haurem os elementos necessários à economia de suas existências. Por muito sutis e impalpáveis que nos sejam esses fluidos, não deixam por isso de ser de natureza grosseira, em comparação com os fluidos etéreos das regiões superiores.
[...] O perispírito, ou corpo fluídico dos Espíritos, é um dos mais importantes produtos do fluido cósmico; é uma condensação desse fluido em torno de um foco de inteligência ou alma. Já vimos que também o corpo carnal tem seu princípio de origem nesse mesmo fluido condensado e transformado em matéria tangível. No perispírito, a transformação molecular se opera diferentemente, porquanto o fluido conserva a sua imponderabilidade e suas qualidades etéreas. O corpo perispirítico e o corpo carnal têm, pois origem no mesmo elemento primitivo; ambos são matéria, ainda que em dois estados diferentes (grifo nosso).
[...] A natureza do envoltório fluídico está sempre em relação com o grau de adiantamento moral do Espírito. Os Espíritos inferiores não podem mudar de envoltório a seu bel-prazer, pelo que não podem passar, à vontade, de um mundo para outro (grifo nosso). Alguns há, portanto, cujo envoltório fluídico, se bem que etéreo e imponderável com relação à matéria tangível, ainda é por demais pesado, se assim nos podemos exprimir, com relação ao mundo espiritual, para não permitir que eles saiam do meio que lhes é próprio (grifo nosso). Nessa categoria se devem incluir aqueles cujo perispírito é tão grosseiro, que eles o confundem com o corpo carnal, razão por que continuam a crer-se vivos (grifo nosso). Esses Espíritos, cujo número é avultado, permanecem na superfície da Terra, como os encarnados, julgando-se entregues às suas ocupações terrenas. Outros um pouco mais desmaterializados não o são, contudo, suficientemente, para se elevarem acima das regiões terrestres.
[...] Os Espíritos superiores, ao contrário, podem vir aos mundos inferiores e, até, encarnar neles. Tiram dos elementos constitutivos do mundo onde entram os materiais para a formação do envoltório fluídico ou carnal apropriado ao meio em que se encontrem. Fazem como o nobre que despe temporariamente suas vestes, para envergar os trajes plebeus, sem deixar por isso de ser nobre.
[...] Os Espíritos atuam sobre os fluidos espirituais, não manipulando-os como os homens manipulam os gases, mas empregando o pensamento e a vontade. Para os Espíritos, o pensamento e a vontade são o que é a mão para o homem. Pelo pensamento, eles imprimem àqueles fluidos tal ou qual direção, os aglomeram, combinam ou dispersam, organizam com eles conjuntos que apresentam uma aparência, uma forma, uma coloração determinadas; mudam-lhes as propriedades, como um químico muda a dos gases ou de outros corpos, combinando-os segundo certas leis. É a grande oficina ou laboratório da vida espiritual. Algumas vezes, essas transformações resultam de uma intenção; doutras, são produto de um pensamento inconsciente (grifo nosso). Basta que o Espírito pense uma coisa, para que esta se produza, como basta que modele uma ária, para que esta repercuta na atmosfera.
Através de uma leitura atenta das explicações de Kardec, acima, torna-se fácil deduzir-se que a espiritualidade superior, através da ação do pensamento e da vontade sobre a matéria espiritual, criou a colônia Nosso lar, verdadeiro hospital e escola para os Espíritos ainda muito materializados, bem como milhares de colônias semelhantes em volta da Terra. Sua semelhança com o mundo material, obviamente, deve-se ao grau de materialidade dos Espíritos que ainda necessitam daquela instituição para reequilibrarem-se e aprenderem, rumo a graus mais elevados. Além disso, os Espíritos pouco evoluídos, ainda muito apegados à matéria, dificilmente se adaptariam a um ambiente que fosse muito diferente ao da Terra. Trata-se de uma zona de transição, ainda muito distante do máximo grau evolutivo a que podem chegar os Espíritos.
O alto grau de materialidade dos Espíritos também explica a necessidade de os mesmos serem resgatados da zona purgatorial chamada Umbral, descrita no livro. Seus corpos espirituais, ainda muito grosseiros e pesados para o plano espiritual, embora invisíveis e imponderáveis para os encarnados, estão presos à superfície da Terra. Ao adotar uma atitude mental positiva, aproximando-se do equilíbrio, o Espírito que estacionou naquela zona modifica a qualidade vibratória do seu perispírito, pondo-se em condições de ser resgatado pelas equipes espirituais socorristas das colônias.
Outros médiuns poderosos, antes mesmo da codificação kardequiana (nome comum para as obras codificadas por Allan Kardec), obtiveram detalhes do plano espiritual que coincidem bastante com os relatos de André Luiz, como Emmanuel Swedenborg no século XVII, e Andrew Jackson Davis no século XIX. Swedenborg, nas palavras de Sir Arthur Conan Doyle, no seu livro “História do Espiritismo”, através de sua clarividência:
Verificou que o outro mundo, para onde vamos após a morte, consiste de várias esferas, representando outros tantos graus de luminosidade e de felicidade; cada um de nós irá para aquela a que se adapta a nossa condição espiritual. Somos julgados automaticamente, por uma lei espiritual das similitudes; o resultado é determinado pelo resultado global de nossa vida, de modo que a absolvição ou o arrependimento no leito de morte têm pouco proveito. Nessas esferas verificou que o cenário e as condições deste mundo eram reproduzidas fielmente, do mesmo modo que a estrutura da sociedade. Viu casas onde viviam famílias, templos onde praticavam o culto, auditórios onde se reuniam para fins sociais, palácios onde deviam morar os chefes (grifo nosso).”
Andrew Jackson Davis, ainda conforme Conan Doyle, na obra supracitada, a respeito da vida pós-morte, através de sua visão espiritual:
Viu uma vida semelhante à da Terra, uma vida que pode ser chamada semimaterial, com prazeres e objetivos adequados à nossa natureza, que de modo algum se havia transformado pela morte (grifo nosso). Viu estudo para os estudiosos, tarefas geniais para os enérgicos, arte para os artistas, beleza para os amantes da Natureza, repouso para os cansados. Viu fases graduadas da vida espiritual, através das quais lentamente se sobe para o sublime e para o celestial (grifo nosso). Levou a sua magnífica visão acima do presente universo e o viu como uma vez mais este se dissolvia numa nuvem de fogo, da qual se havia consolidado, e, uma vez mais se consolidado para formar o estágio, no qual uma evolução mais alta teria lugar e onde uma classe mais alta se iniciaria do mesmo modo que algures a classe mais baixa. Viu que esse processo se renovava muitas vezes, cobrindo trilhões de anos e sempre trabalhando no sentido do refinamento e da purificação.
O conceituado magnetizador francês Louis Alphonse Cahagnet, conforme Gabriel Delanne (citado no livro “Allan Kardec”, de Zeus Wantuil e Francisco Thiesen) foi “Um lutador soberbo”, “que teve a glória de fazer-se o que foi: um dos pioneiros da verdade”. Obtendo comunicações com os desencarnados, por intermédio de vários pacientes em estado sonambúlico, também obteve informações parecidas com as de André Luiz. Abaixo temos perguntas feitas por Cahagnet ao Espírito de um sacerdote católico e suas respectivas respostas, de um trecho do seu livro de 1847, de título original “Arcanes de La vie future dévoilés” (extraído do livro “ Allan Kardec”, acima citado):
P. – A forma da alma que tendes é perfeitamente semelhante à do corpo em que ela habitava? R. – Sim. P. – Vós dormis e comeis? R. – Dorme e come quem quer; isto não é uma necessidade como no planeta; é mais uma satisfação para aqueles que o fazem. P. – Morais numa casa como na Terra? R. – Eu estou numa casa; há casas nesta vida, do mesmo modo que sobre a Terra. P. – Há também cidades e aldeias? R. - Eu não sei como se nomeiam as cidades no céu; basta dizer-vos que há casas. Não me ocupo do resto. P. – Quais são as vossas ocupações ordinárias? R. – Leio, escrevo e passo parte do meu tempo a aconselhar o bem aos indivíduos inclinados ao mal. P. – Podeis então comunicar com eles? R. – Sim, com os Espíritos deles.
Informações bastante semelhantes também foram obtidas durante várias ocorrências do fenômeno conhecido como Experiências-de-Quase-Morte (EQM), quando um indivíduo, estando numa situação próxima à morte, tem o seu corpo espiritual parcialmente desprendido do corpo físico. Numa média de 10 a 20% dos casos, após terem sido ressuscitadas pelos médicos ou, de alguma forma, se recuperarem, as pessoas conseguem lembrar o que perceberam durante o desprendimento, quando o coração e o cérebro estavam parados. O relato abaixo consta no livro “Vida Depois da Vida”, do Dr. Raymond Moody Jr. :
[...] Sofri um ataque cardíaco e me encontrei em um vácuo negro, e aí soube que tinha deixado para trás o meu corpo físico. Sabia que estava morrendo e pensei: ‘Ó Deus, fiz o melhor que eu pude fazer na ocasião. Por favor me ajude’. Imediatamente, fui sendo movido para fora daquela treva, através de um cinzento pálido, e fui indo, flutuando e movendo rapidamente , e bem em frente, ao longe, via uma névoa cinza, e eu estava indo aceleradamente para lá. Não estava chegando tão rápido quanto queria, e, à medida que ia me aproximando, dava para ver através dela. Além da névoa, podia ver bem as pessoas, e as suas formas eram as mesmas que tinham tido na Terra, e dava para ver também coisas que pareciam construções (grifo nosso). Toda a cena estava permeada da mais encantadora luz ---- uma luz vívida, de brilho amarelo-ouro, de cor pálida, e não como o dourado berrante que conhecemos na Terra. Quando eu me aproximei mais, tive certeza de que ia passar através da névoa. Era uma sensação tão alegre e maravilhosa que não há palavras que a possam descrever. No entanto, ainda não tinha chegado a minha vez de ultrapassar a névoa, e isso porque vindo do outro lado instantaneamente apareceu na minha frente meu tio Carl, que tinha morrido muitos anos antes (grifo nosso). Ele bloqueou minha passagem dizendo: ‘ Volte. Seu trabalho na Terra ainda não acabou. Agora volte’. Eu não queria voltar, mas não tinha escolha, e imediatamente estava de volta ao meu corpo. Senti aquela dor horrível no peito e ouvi meu filhinho chorando: ’Deus, traga a minha mãe de volta’.
Fazendo-se uma comparação entre as informações obtidas pelas mais variadas e independentes fontes, vistas acima, e o relatado por André Luiz, além das conclusões de Allan Kardec em “A Gênese”, vemos que existe grande coincidência em vários pontos (conforme o método kardequiano do controle universal dos ensinamentos dos Espíritos), o que confere ao relatado no livro “Nosso Lar” alto grau de confiabilidade. Não podemos esquecer, também, que o médium Chico Xavier, através do qual essa obra veio à luz, possui imensa envergadura moral, exemplo de vida dedicada à prática da caridade cristã, atraindo sempre para si, dessa forma, o concurso de Espíritos de alto nível evolutivo, o que afasta a possibilidade de fraude por parte dos Espíritos. Isso sem falar da importância do trabalho realizado: a divulgação do Espiritismo em grande escala, através de livros.
REFERÊNCIAS
DOYLE, Arthur Conan (Sir). História do espiritismo. São Paulo: Pensamento, [1999]. 498 p.
KARDEC, Allan. A gênese: os milagres e as predições segundo o Espiritismo. 31 ed. Brasilia: FEB, 1944. 423 p.
MOODY JR., Raymond A. Vida depois da vida. Rio de Janeiro: Nórdica, 1979. 172 p.
PARNIA, Sam. O que acontece quando morremos: um estudo sobre a vida após a morte. São Paulo: Larrouse, 2008. 246 p.
WANTUIL, Zeus; THIESEN, Francisco. Allan Kardec: pesquisa biobliográfica e ensaios de interpretação. 3. ed. Brasília: FEB, 1980. 311 p., v. 2.
XAVIER, Francisco Cândido. Nosso lar: quando o servidor está pronto, o serviço aparece. 19. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1944. 281 p. (ditado pelo espírito André Luiz).
O que faz um filme só, quando a semente foi bem plantada! É, como se ela por si, conseguisse condensar o que há anos estivesse germinando. E, de repente, a obra bem feita, desabrocha aos olhos estarrecidos dos que antes só desconfiavam.
NOSSO LAR não está só na produção bem elaborada dos seus realizadores físicos. Ela representa, por trás dos bastidores, uma boa equipe espiritual comandada por instrutores inteligentes.
E o filme chama a atenção dos brasileiros de uma forma impactante. E quiçá, também dos estrangeiros!
Em verdade, era para causar impacto no meio intelectual e tocar o coração das massas. E, parece que atingiu o objetivo. A aceitação foi muito boa. E a CORTINA que separava os dois planos da existência, abre-se para dar um novo ensejo: A VIDA CONTINUA ! E, por incrível que pareça, aos mesmos moldes da que estamos acostumados! Não há grandes surpresas entre a vida física e a espiritual. Não há grandes novidades entre a matéria que usamos aqui e a que usaremos do lado de lá. A de lá é somente mais leve. A de cá é mais pesada e mais gordinha!
Entretanto, o ESPÍRITO É O MESMO, com todas as suas emoções, ódios, rancores, fofocas, saudades, amores etc.
O ser humano não muda um ceitil! É um eterna mesmice! E, também, uma excessiva paciência dos que lá estão à nossa espera para consertar a nossa rabugice.
Vocês viram que o doutor André Luiz continuou o mesmo rabugento que era quando encarnado? E orgulhoso de si mesmo, achando que como médico importante na Terra, o seria também no Pronto Socorro Espiritual para onde foi levado, após o seu arrependimento.
Aos poucos, compreendeu que sem humildade e sem a caridade, o título que ostentava e o orgulho que carregava, de nada lhe valeriam.
Assim, a CORTINA que cobre os olhos de nossa pretensa Vaidade, se abre para mostrar o que nós somos em verdade!
O EU ainda anda muito forte por estas bandas. É por isso que sofremos com as agruras do tempo e com as adversidades em família.
Aquele JESUS, que esteve conosco em carne e osso e não de forma fluídica como alguns dissidentes suscitam, ainda não decolou! Continua sendo vendido e não vivido pelos que só se propõem a se divertirem com o que têm. As rádios e tevês usam e abusam dos ensinos do Mestre para angariarem mais poder sobre os incautos.
Em verdade, meus amigos, estamos longe, mais muito longe, da Realidade do Espírito!
Quem o sabe, talvez , ao final desse milênio possamos alcançar o objetivo que a Ciência do CRISTO propõe há 2000 anos.
VÍDEO INÉDITO NO G1 - PASSEIO DE ARERÓBUS - CONHEÇA NOSSDO LAR
INÉDITO - TRILHA SONORA NOSSO LAR
Eis que fui ao cinema hoje para assistir o filme "Nosso Lar" baseado no famoso livro psicografado por Chico Xavier. Já havia assistido recentemente a outro filme sobre a vida do Chico Xavier, e nada mais coerente que avançar um pouco mais, assistir o "Nosso Lar", e tentar entender um pouco melhor a doutrina espirita, mesmo sendo um ateu. A minha primeira surpresa foi quando comprei os ingressos, pois praticamente não haviam lugares vagos. O cinema estava lotado. Com sorte consegui lugar na 1a fila. Minha segunda surpresa foi o público presente. Eu imaginava que seriam expectadores idosos (puro preconceito), pelo contrário havia muitos jovens, a maioria. Na verdade tinha pessoas de todas as idades mostrando que o espiritismo ainda resiste aos ataques evangélicos e católicos.
Inicia-se a projeção e a história de André Luiz começa a ser contada. O ator principal, Renato Prieto, está confortável no papel de André Luiz. Suas expressões são perfeitas e sua interpretação chama a atenção. O cenário é todo meio forçado e em geral o filme é óbvio desde a chegada dos desencarnados `as zonas umbralinas (espécie de purgatório), bem como a chegada dos mesmos ao "Nosso Lar". A cidade é cheia de prédios, sentimentos, burocracias e coisas assim que me são difíceis de crer que existam após a morte. Certa hora me veio a mente como seria legal ver o Lula, a Dilma, o Collor e o Sarney no UMBRAL se contorcendo abraçados naquela lama fétida. Consegui sorrir com este breve desatino. Por outro lado me senti triste na cena em que o espírito viaja a dimensão carnal, vendo sua família viver, sem ele, somente com lembranças. Neste momento pensei que ficaria feliz se meus mortos viessem me ver e conversar comigo. Seria meu segundo desatino da noite. Será que eu conseguiria acreditar na doutrina Kardecista? Ela me parece mais justa que a lei dos homens. Na teoria ela é, no mínimo, confortante; pois reduz o peso da morte e da ausencia transformando-as em um "até breve". Gostaria , como tantos outros, de acreditar na teoria - mas esta ainda não me desce bem. Enfim, gostei de assistir o filme. Foi útil para entender melhor o assunto. Não estou convencido que André Luiz existe ou é apenas um personagem fruto da brilhante mente de Chico Xavier. Sou ateu mas sou romântico e não posso ser cego nas minhas idéias nem ser insensível diante de um mundo tão injusto - sem nexo e sem explicações. Não posso imaginar-me desprezando o espírito de um ente querido, ausente, somente por eu ser ateu. Quero que os espíritos venham e falem comigo caso eles existam. Mas eles nunca vem. Não quero ser ATEU, mas não vejo como não se-lo. Ao final do filme senti-me estranhamente feliz, não pelo filme ter despertado-me ao espiritismo, definitivamente isto não ocorreu, mas sim por estar consciente que minhas convicções são fortes mas não eternas ou inabaláveis. Sinto me seguro por estar sempre disposto a modificar velhos conceitos `a luz de novas teorias que pareçam-me razoáveis.
Para finalizar existe uma ONG em São Paulo ,em homenagem ao André Luiz, chamada "Casas Andre Luiz" que cuida de mais de 1400 pacientes com deficiência mental. A ONG faz um trabalho lindo e emocionante ao qual todos deveríamo-nos somar. Por isso torno a repetir: se André Luiz é um espírito real ou uma criação fascinante do Chico Xavier pouco importa. O que importa é que siga fazendo seus milagres. http://www.casasandreluiz.org.br/ FONTE:http://slowfoodbych.blogspot.com/2010/09/nosso-lar-faz-milagres.html _________________________________________________ Postado por Cris França às Domingo, Setembro 12, 2010
Ontem eu tive a grata satisfaçãode ir conferir o filme NOSSO LAR, baseado na obra do Médium Chico Xavier, narrado pelo espírito de André Luiz. Narra a história do médico André Luiz, sua vida aqui na Terra, seu desencarne, e seu encontro com a eternidade. O filme é belíssimo, sem falar de nenhuma religião, o filme fala de amor , de esperança, dos nossos anseios e de tudo aquilo que nos afasta de sermos seres humanos melhores ou melhorados, afastando assim nosso entendimento da vida e de sua plenitude. Confesso que o filme mexeu muito comigo, me emocionei demais. Eu não sou espírita, mas eu sou uma pessoa em busca da minha espirítualidade. A mensagem do filme é muito forte, eu achei. Fala da capacidade de cada um de nós de desenvolvermos o nosso espírito e de sermos responsáveis pela nossa própria evolução. O Filme tem cenas que me impressionaram muito, principalmente relativas ao "Umbral", uma espécie de purgatório para onde vamos para nos purificar dos pecados. Eu fiquei impressionada, porque quando eu era pequena ainda, a mãe do meu era falecida, e eu sonhei com ela, ela estava num lugar, muito, muito parecido com esse lugar do filme, no meu sonho, ela apanhava de chicote de um homem, que a açoitava e ela gritava para mim, tá foi mais um pesadelo do que um sonho, na época eu contei para minha mãe e ela fez orações pela minha avó, mas o sonho voltou-me muito nitidamente durante o filme. Depois, quando a tia do meu marido, por quem eu tinha um carinho enorme faleceu, eu sonhei com ela em um lugar de muitas janelas, num corredor enorme, ela estava recebendo e orientando as pessoas, que chegavam nesse lugar, me lembro claramente disso, ela era espírita e uma pessoa que só fez o bem aqui na Terra. Nas palavras sobre servir o próximo, sobre a nossa busca tão vazia por entendimento das coisas além da vida, o filme me pareceu muito coerente. Foi em muitos momentos muito delicado, muito bonito, com várias frases e mensagens riquíssimas, senti não ter ido com lápis e caneta ao cinema para anotar todas elas e compartilhar com vocês. Mas o mais importante. Hoje eu acordei com uma vontade enorme de ser uma pessoa melhor. Seja o que for que possa despertar isso no ser humano, vocês devem convir comigo, vale a pena ser visto. Peço desculpas por falar de cinema aqui, e não no Cinema Paradiso, mas é que realmente eu queria dividir essa sensação com vocês, porque muitas coisas que leio em blogs amigos, me voltaram durante o filme, aprendizados que tenho ganho e mais do isso, o filme realmente me deu esperanças, de ver nascer mais obras assim, que despertem as pessoas para um sentido mais espiritual da vida e do entedimento da nossa responsabilidade sobre a felicidade, nessa grande lei de Causa e Efeito, que chamamos de Vida. Um abraço, paz , luz e bem para os que por aqui passam!
FONTE: http://cantodecontarcontos.blogspot.com/ __________________________________________________ domingo, 12 de setembro de 2010 Nosso lar (filme) Postado por Alexandre Ferrari
Não sou um cara espiritualizado, não tenho religião, minha fé não move sequer um montinho de poeira. Tenho muitas preocupações, mas nenhuma delas tangencia o crescimento espiritual. Rezo pela minha mãe. Rezo por alguns amigos (e para os nem tão amigos tb). Peço sempre para ser uma pessoa melhor, para aprender mais, ouvir mais, mas esses pedidos não são a materialização de uma crença, são, eu acho, maneiras de refletir um pouco sobre a minha vida (e a falta de compreensão em relação a ela). Ainda que eu peça (sem saber direito a quem), sei que a resposabilidade de quaisquer mudanças é minha. E sei tb que é muito difícil entender, mudar, se desprender de sentimentos pequenos. Hoje ao assistir ao filme Nosso Lar, baseado na obra psicografada por Chico Xavier (por certa influência do post da Cris), confesso que me senti muito vazio (muito pequeno). Senti a minha vida vazia de conhecimentos espirituais. Senti-me demasiadamente humano, no sentido primitivo. É claro, não óbvio, que não ser espiritualizado ou não ter conhecimentos espirituais não me faz ser indiferente às pessoas, aos seus sofrimentos, dores, pesares. O filme é reconfortante quando nos mostra que essa vida terrena é mesmo para aprendermos: a ser mais humanos (agora, no sentido de sermos compreensivos, bondosos e humanitários), a acreditar que a vida por aqui é passageira, a esperar tempos melhores em termos de sabedoria espiritual. Vale à pena assisti-lo. Saí melhor do que entrei no cinema, pelo menos acredito que sim.
Filme baseado em livre espírita já levou mais de 2 milhões de espectadores aos cinemas 21.09.2010 | Atualizado em 21.09.2010 - 18:43
Redação CORREIO
O sucesso do filme 'Nosso Lar' deve ganhar continuidade. Os produtores do filme baseado na obra de Chico Xavier, que já levou mais de 2 milhões de pessoas ao cinema, estão em fase de produção do 'Nosso Lar 2'.
O filme será uma adaptação do livro 'Os Mensageiros', segundo livro do espírito André Luiz psicografado pelo médiu mineiro, de acordo com reportagem da Folha Online nesta terça-feira (21).
'Os Mensageiros' dá sequência à narrativa do espírito André Luiz que, após a morte, vai para a cidade espiritual Nosso Lar. O livro fala sobre a continua evolução dos espíritos e o medo da morte.
Da Redação entretenimento@eband.com.br Os produtores do filme “Nosso Lar”, que é baseado em um best-seller de Chico Xavier, pretendem transformar o longa em uma série de TV.
Segundo a coluna “Outro Canal”, da “Folha de S. Paulo”, o sucesso nos cinemas foi tanto que a história pode ser adaptada. Os produtores acreditam que muitas partes do livro, que foram deixadas de lado no cinema, poderiam ser abordadas na televisão.
Apesar de ainda não haver negociação com emissoras, a Globo já mostrou interesse pelo projeto. A rede tem investido no segmento espírita com a novela “Escrito nas Estrelas” e a série “Cura”, mostrando bom desempenho.
Sinopse do filme
O longa conta a história de André Luiz, um médico bem sucedido que, após a morte, acorda no mundo espiritual. Lá começa sua nova jornada de autoconhecimento e transformação, desde os primeiros dias numa dimensão de dor e sofrimento, até ser resgatado e levado para a cidade espiritual Nosso Lar, local que dá nome ao filme e que paira nas camadas mais altas da atmosfera terrestre.
Fraterno Abraço, Geraldo Valintim ACESSE O SITE e ouça parte da trilha de NOSSO LAR: http://www.biscoitofino.com.br/bf/cat_produto_cada.php?id=635 NOSSO LAR Philip Glass é o autor da trilha sonora do filme Nosso Lar, o longa-metragem dirigido por Wagner de Assis, inspirado no livro homônimo de Chico Xavier, já está entre os filmes brasileiros lançados em 2010 com o maior número de público. Em 2011 será exibido nas salas de cinema dos Estados Unidos. A trama usa efeitos especiais para mostrar a trajetória do médico André Luiz em um mundo espiritual, onde passa a viver após sua morte. Philip Glass, convidado para compor a trilha sonora do filme não se deixou intimidar com a temática espírita e o CD com sua música está sendo lançado agora pela Biscoito Fino. O compositor norte-americano, um dos mais influentes do final do século XX, além de já ter feito música para vários filmes americanos e ingleses - foi indicado três vezes ao Oscar – por As Horas, Notas sobre um Escândalo e Kundun – é o autor da trilha sonora do filme brasileiro Jenipapo, de 1995, de Monique Gardenberg. Mas Glass conheceu o Brasil há muito mais tempo, em 1980, quando participou de um festival de jazz no Rio. Gostou tanto que ficou por aqui um tempo, estudando português, assistindo aos desfiles das escolas de samba e conhecendo vários músicos. Anos depois trabalhou com o grupo Uakti, de Minas Gerais e fez um balé para o Grupo Corpo, também mineiro. Nosso Lar ainda não estava pronto quando foi convidado para fazer a trilha sonora. Encontrou-se com os produtores em Nova York e assistiu uma boa parte do filme, o suficiente para que pudesse trabalhar. Ele diz que não é bom fazer a música com o filme pronto, nunca dá muito certo, pois o diretor fica sem tempo para inseri-la como deve. Com os oito temas – divididos em 10 faixas - de Glass prontos, a produção concluiu que precisaria de uma orquestra e procurou a OSB - Orquestra Sinfônica Brasileira. O produtor musical Guto Graça Mello se encarregou da edição e os arranjos e orquestrações ficaram a cargo de Trevor Gureckis, com regência de Marcos Arakaki. É o maestro quem explica que Glass conseguiu captar bem o clima das cenas, contribuindo com sua música para a emoção do filme. www.biscoitofino.com.br Assessoria de imprensa Biscoito Fino Sidimir Sanches _________________ FAIXAS
01 Abertura / Opening Autores: Philip Glass Intérprete: OSB - regência: Marcos Arakaki Editora: Dunvagen Music Publishers Inc.(EMI)
02 Sombra / Shadow Autores: Philip Glass Intérprete: OSB - regência: Marcos Arakaki Editora: Dunvagen Music Publishers Inc.(EMI)
03 Câmaras / Chamber's Autores: Philip Glass Intérprete: OSB - regência: Marcos Arakaki Editora: Dunvagen Music Publishers Inc.(EMI)
04 Nosso Lar Autores: Philip Glass Intérprete: OSB - regência: Marcos Arakaki Editora: Dunvagen Music Publishers Inc.(EMI)
05 Tema de André / André's Theme Autores: Philip Glass Intérprete: OSB - regência: Marcos Arakaki Editora: Dunvagen Music Publishers Inc.(EMI)
06 Família de André / André's Family Autores: Philip Glass Intérprete: OSB - regência: Marcos Arakaki Editora: Dunvagen Music Publishers Inc.(EMI)
07 Eloísa / Eloise Autores: Philip Glass Intérprete: OSB - regência: Marcos Arakaki Editora: Dunvagen Music Publishers Inc.(EMI)
08 Guerra / War Autores: Philip Glass Intérprete: OSB - regência: Marcos Arakaki Editora: Dunvagen Music Publishers Inc.(EMI)
09 Mãe de André / André's Mother Autores: Philip Glass Intérprete: OSB - regência: Marcos Arakaki Editora: Dunvagen Music Publishers Inc.(EMI)
10 Final / Ending Autores: Philip Glass Intérprete: OSB - regência: Marcos Arakaki Editora: Dunvagen Music Publishers Inc.(EMI) _______________________ FICHA TÉCNICA em co-produção com MIGDAL FILMES, GLOBO FILMES e FOX FILM DO BRASIL apresentam NOSSO LAR´ Renato Prieto como André Luiz com Fernando Alves Pinto, Rosanne Mulholland, Inez Viana, Rodrigo dos Santos, Werner Schünemann, Clemente Viscaíno Participação Especial Ana Rosa, Othon Bastos e Paulo Goulart Direção de fotografia Ueli Steiger, Asc Direção de arte Lia Renha Figurino Luciana Buarque Produção de elenco Ruy Brito Supervisão de pós produção Renato Tilhe Edição Marcelo Moraes Supervisão de efeitos visuais Geoff D. E. Scott (Intelligent Creatures) Som direto George Saldanha Edição de som Alessandro Laroca Mixagem Armando Torres Jr. Produção musical Vinicius França Direção musical Guto Graça Melo Produtor associado Harold Apter Co-produção executiva Luiz Claudio Barbosa Produtora executiva delegada Ilana Brakarz Produção executiva Luiz Augusto de Queiroz e Elizabeth Marinho Dias Trilha sonora original Philip Glass Produzido por Iafa Britz Roteiro e direção Wagner de Assis Trilha sonora original Philip Glass arranjos adicionais e orquestrações Trevor Gureckis com Orquestra Sinfônica Brasileira regência Marcos Arakaki produção musical Guto Graça Mello produção executiva Vinícius França Assistente de produção musical Gustavo Modesto Gravação e mixagem Marcelo Sabóia Masterização Ricardo Garcia Todas as músicas compostas por Philip Glass (Dunvagen Music Publishers Inc. -EMI)
Uma Realização Biscoito Fino Direção Geral Kati Almeida Braga Direção Artística Olivia Hime Produção Sylvia Medeiros Adaptação gráfica Antonia Ratto Design
ACESSE O SITE:http://www.biscoitofino.com.br/bf/cat_produto_cada.php?id=635 ACESSE O SITE:http://www.biscoitofino.com.br/bf/cat_produto_cada.php?id=635 Phillip Glass, responsável pela trilha sonora de filmes como "As Horas" e "Nosso Lar" 20/09/2010 - 07h00 THAÍS FONSECA Da Redação Phillip Glass, responsável pela trilha sonora de filmes como "As Horas" e "Nosso Lar"
A relação do compositor Philip Glass com o Brasil existe há anos, mas talvez seja mais fácil reconhecer seu nome a partir dos trabalhos musicais em filmes norte-americanos e ingleses, pelos quais chegou a ser indicado três vezes ao Oscar (por “As Horas”, “Notas sobre um Escândalo” e “Kundun”). Recentemente, se reaproximou do cinema brasileiro – ele já havia participado do filme “Jenipapo”, de 1995 - ao compor a trilha sonora de “Nosso Lar”, filme de Wagner de Assis inspirado no livro espírita homônimo assinado (ou psicografado) por Chico Xavier. Nas telas, a trama usa efeitos especiais para mostrar a trajetória do médico André Luiz em um mundo espiritual, onde passa a viver após sua morte na Terra.
A clara temática espírita não foi vista como barreira por Glass, que aceitou fazer parte do filme mesmo sem ter conhecimento sobre a doutrina. “Gostei das pessoas, gostei do que estavam fazendo e isto era bom o bastante para mim”, disse ao UOL Cinema em entrevista exclusiva por telefone (o compositor mora em Nova York, nos EUA). No início da conversa, Glass quis deixar claro, num tom preocupado, que seu desconhecimento não seria desrespeito. Aos poucos, na medida em que outros assuntos surgiram, a espontaneidade foi tomando conta da conversa, especialmente quando seu contato com o Brasil veio à tona.
Além de falar algumas frases em português, o músico citou alguns de seus trabalhos feitos por aqui e revelou que, apesar do seu currículo extenso em trilhas sonoras, não tem como hábito ir ao cinema. “Prefiro ver filmes em casa”, disse, sorrindo. A seguir, leia os principais trechos.
VEJA O TRAILER DE "NOSSO LAR" Como foi o seu contato com os produtores e diretor de “Nosso Lar” e como você entrou para o projeto?
Eu não os conhecia. Eles entraram em contato e nos conhecemos em Nova York. Então me mostraram um pouco do material, fiquei interessado e, apesar de o começo ter sido um pouco atrapalhado - acho que eles ainda estavam trabalhando no filme -, depois foi bem tranquilo. O filme ainda não estava pronto, mas vi boa parte dele, o suficiente para que eu pudesse trabalhar. Depois que terminei, a música foi gravada no Brasil. Na verdade eu não vi o filme pronto, mas eu vi bastante dele antes que estivesse pronto.
O fato de ser um filme espírita te encorajou a aceitar?
Não, não sei nada sobre a religião, mas há muitas coisas que não sei. Então não é uma crítica, de forma alguma, pelo fato de não conhecer. A doutrina é bem conhecida aí no Brasil, mas aqui [nos EUA] não, eu não conhecia. Mas achei que o trabalho era bem sincero e fiquei feliz de fazer parte. Não é meu trabalho fazer julgamentos, eu gostei das pessoas, gostei do que estavam fazendo e isto era bom o bastante para mim.
A trama é relacionada à morte do protagonista. Isto fez alguma diferença no momento de compor?
Eu já tinha feito trabalhos relacionados à morte (risos). “As Horas”, por exemplo, tem a ver com o assunto. Já fiz óperas sobre isto também. Então não é tão estranho para mim. Eu não tenho ideia do que acontece após a morte, mas não tem problema, eu não preciso saber. A história que eles me contaram [sobre “Nosso Lar”], achei que tivesse uma moral por trás, algo positivo.
VEJA O MAKING OF DE "NOSSO LAR" Como costuma ser seu método para trabalhar em filmes?
Normalmente eu começo olhando o roteiro. E entro em algum ponto antes de o filme ficar pronto. No caso do “Nosso Lar”, eu estava trabalhando no filme antes de ele terminar, o que é a melhor maneira, aliás, pois ajuda a música estar pronta. Não é muito bom ter o filme pronto e só depois fazer a música. Não dá muito certo. Os produtores e os diretores não têm muito tempo de inseri-la direito.
Antes de “Nosso Lar”, o senhor já tinha contato com o Brasil. Qual a sua relação com país?
Fui ao Brasil em um festival de jazz nos anos 1980 e gostei do país de cara. Eu queria ir para um lugar onde o inverno não fosse tão frio, pois Nova York pode ser muito fria. E fiquei no Brasil por um tempo, comecei a estudar a língua, fui para o Carnaval, conheci pessoas e músicos. Meu filho [Zack Glass] foi também e chegou a morar no Brasil por cerca de três anos. Ele é um bom compositor e a música brasileira o influenciou bastante. Não influenciou muito a minha música, pois eu já tinha uma formação estabelecida, mas gostei muito.
Você fala português?
Sim, falo português (fala em português). Fui muitas vezes ao Brasil. Mas não posso fazer a entrevista em português, pois ficaria muito sério (risos), prestando atenção. Meu filho é muito bom em português. Já fiz várias coisas no Brasil. Recentemente dividi espaço com Carlito Carvalhosa, que mora em São Paulo, trabalhei com o grupo Uakti, de Minas Gerais, fiz um balé para o Grupo Corpo e até fiz uma ópera em português [Corvo Branco], que vi em Portugal. Mas, apesar de ter uma relação mais do que casual com o país, há ainda várias coisas que eu não sei, como, por exemplo, as religiões.
Qual a freqüência com que você vê filmes? Vai bastante ao cinema?
Não vou muito ao cinema, mas trabalho bastante em filmes (risos). Compus para vários filmes, entre eles “Jenipapo”, da diretora Monique Gardenberg [co-produção entre Brasil e EUA], que é um belo filme. Mas não vou muito aos cinemas, prefiro ver filmes em casa.
Há compositores de filmes que você admira?
Há ótimos compositores, como Nina Rota, de filmes italianos, George Delerue, o compositor francês. Entre os americanos, gosto de Danny Elfman e Tom Newman, que é um dos melhores.
E dos filmes que você fez, há trabalhos que gosta mais?
Achei “As Horas” e “Sob a Névoa da Guerra” bons filmes, mas filmes como “Koyaanisqatsi” e “Powaqqatsi” me tocaram profundamente, apesar de serem filmes mais esotéricos, não muito populares. Fizemos as músicas nos anos 1980 e ainda toco nos concertos.
Para você, qual a preocupação que o cineasta tem que ter com a trilha sonora do seu filme?
A música não só dá a emoção, mas também articula a estrutura do filme. Ajuda o espectador a mergulhar na história. Eu trabalhei com ótimos diretores, como Martin Scorsese e Woody Allen, que sabiam muito bem como usar a música. As pessoas [cineastas] que não souberem usá-la perdem uma excelente oportunidade.