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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Nosso lar chega com ar de campeão


Longa de Wagner de Assis detém o recorde de produção nacional mais cara e em maior número de cópias, 435
VEJA CENAS INÉDITAS DO FILME NO VÍDEO SHOW - REDE GLOGO


03 de setembro de 2010 | 0h 00
Luiz Carlos Merten - O Estado de S.Paulo

Serão 435 cópias, a partir de hoje, em salas de todo Brasil. É o recorde de lançamento do cinema brasileiro - Os Normais chegou a 434 cópias, perdendo por uma para Nosso Lar. O longa adaptado do best seller de Chico Xavier chega para arrebentar. A Federação Espírita do Brasil, que detém os direitos do livro, dá seu aval. As plateias de espíritas, que já assistiram às pré-estreias - no Rio e em São Paulo, entre outras praças -, reagem emocionalmente, muitos chorando. Nosso Lar baterá outro recorde, o de público, de Chico Xavier? O longa de Daniel Filho bateu nos 5 milhões de espectadores. Dependendo do sucesso de Nosso Lar, haverá nova enxurrada de filmes inspirados na doutrina espírita, a começar por Os Mensageiros, também ditado pelo espírito de André Luiz, que o diretor Wagner de Assis também gostaria de verter para a tela.


Quando ele se lançou ao projeto, parecia coisa de louco. Para tornar real o mundo pós-mortem relatado por Chico Xavier em seu livro ditado por André Luiz, Assis sabia que ia necessitar de efeitos, muitos efeitos. Eles não o assustavam, mas, além de não dominar tecnologias de ponta nessa área de produção, o cinema brasileiro tem o hábito de só timidamente recorrer a elas. Efeitos são coisas de Hollywood, aumentam os custos. Felizmente, o projeto interessou a uma empresa do Canadá, e o próprio governo daquele país barateia custos ao subsidiar a produção estrangeira. Um compositor tão prestigiado quanto Philip Glass também ligou seu nome a Nosso Lar, e não por dinheiro, mas por achar intrigante esse mundo retratado por Assis em seu longa.

No comando de tudo isso, a produtora Iafa Britz arrisca a maior cartada de sua carreira. Ex-Total Entertainment, ela se desligou da outra empresa para desenvolver projetos próprios. Estreia com o mais caro filme produzido no Brasil - outro recorde associado a Nosso Lar. Até aqui, o campeão era Lula, o Filho do Brasil, de Fábio Barreto, que estreou no começo do ano. Nosso Lar foi orçado em US$ 10 milhões, o que, convertido em reais, fica próximo dos R$ 18 milhões. Toda essa dinheirama está na tela, e boa parte dela convertida em efeitos. Alguns - muitos - são bons, mas Iafa Britz e Wagner de Assis reconhecem o calcanhar de aquiles de seu épico espírita. Quando o "nosso lar" aparece na tela - existem milhares de cidades espirituais como aquela, ao redor dos planetas, não somente da Terra -, o plano de conjunto sugere uma maquete, sobre a qual se move o aerobus. "É o plano que mais nos incomoda, mas temos de conviver com ele", explica a produtora. "Poderíamos até melhorá-lo, mas isso significaria aumentar, e muito, o custo. Tornou-se inviável", acrescenta o diretor.

Afinal, isto aqui não é Hollywood. E o importante é passar a "mensagem". O espiritismo, reflete o presidente da Federação Espírita, Nestor João Masotti, não é filosofia nem religião. É uma doutrina que busca o conhecimento da verdade baseada nas leis naturais. Os mistérios da (i)mortalidade e da reencarnação são encarados sempre por meio de leis morais. Quem for ver Nosso Lar, o filme, esperando uma reprodução exata do livro, vai estranhar as liberdades. Mas elas foram aceitas pelo próprio Masotti baseado na mais simples das evidências - o cinema é uma mídia diferente do livro. Ele aprovou o roteiro e a filmagem teve acompanhamento da Federação. A essência da obra de Chico Xavier está na tela e isso é o que importa.

Masotti já havia gostado de Chico Xavier, mesmo com a ressalva - admitida pelo diretor Daniel Filho - de que um filme de duas horas não poderia dar conta da integralidade de uma vida tão grande quanto a do médium mineiro, que psicografou centenas de livros, ditados por vários espíritos. O campeão de vendas, entre aqueles cujos direitos pertencem à Federação, é Nosso Lar, mas também vende muito bem Há Dois Mil Anos, ditado por outro espírito, o de Emmanuel. Nosso Lar reproduz a experiência do médico André Luiz, que morre e vai para a região sombria do Umbral, de onde será resgatado pelos espíritos para o Nosso Lar. Embora a doutrina espírita não reconheça o inferno, o Umbral seria o seu equivalente, o espaço das trevas. O Nosso Lar é a região da luz, onde os espíritos se aprimoram e de onde retornam às Terra, para novas encarnações. O objetivo do filme não é catequizar, mas levar o público a compartilhar as experiências da imortalidade e do aprimoramento espiritual.

FONTE:http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100903/not_imp604535,0.php

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

NOSSO LAR - Carta enviada por Richard Simonetti à Revista Veja


Carta enviada a revista VEJA – 01 09 2010

Senhor redator.

Como espírita, assinante dessa revista há muitos anos, lamento o tom de deboche que caracterizou sua reportagem sobre o filme Nosso Lar, o que, diga-se de passagem, também está presente em matérias sobre outras religiões. Nesse aspecto, VEJA é uma revista coerentemente debochada. Não respeita a crença de nenhum leitor.

Pior são os erros de apreciação sobre a Doutrina Espírita, revelando ignorância do repórter, uma falha perigosa, porquanto coloca em dúvida outras matérias e informações. Como saber se os responsáveis estavam preparados para escrevê-las, evitando fantasias e especulações?

Para sua apreciação, senhor redator, algumas “escorregadelas” do repórter:

a) Grafa entre aspas o verbo desencarnar. Só teria sentido se ainda não houvesse sido dicionarizado. Por outro lado, noventa por cento dos brasileiros são espiritualistas, isto é, acreditam na existência e sobrevivência do Espírito. Este ser imortal desencarna, jamais morre. A minoria materialista, que acredita que tudo termina no túmulo, certamente terá surpresas quando “morrer”.

b) Fala em cordilheira de ectoplasma onde se situaria Nosso Lar. De onde tirou isso? Ectoplasma é um fluido exteriorizado pelos médiuns para trabalhos de materialização. Os físicos, esses visionários cujas “fantasias” acabam confirmadas pela Ciência, falam hoje que há universos paralelos, que se interpenetram, semelhantes ao nosso. A partir daí não é difícil imaginar o mundo espiritual descrito por André Luiz como parte de um universo paralelo com seres e coisas semelhantes à Terra, feitos de matéria num outro estado de vibração, não um mundo “ectoplasmático”, mas de quinta-essência material. Nada de se admirar, portanto, que em cidades desse mundo existam pessoas com “uma rotina parecida com a dos vivos: comem, bebem, trabalham e moram em casas modestas ou melhorzinhas”. Espirituoso esse “melhorzinhas”. Imagina o repórter que o Espírito é uma fumaça sem forma, sem consistência, habitando um nada?

c) Situa o aeróbus, um transporte coletivo que voa, como algo improvável. Menos mal que não tenha escrito impossível. De qualquer forma, ignora, certamente, que pesquisadores estão aperfeiçoando veículos dessa natureza, em alguns países, como solução para os problemas de trânsito e que no universo paralelo, o mundo espiritual, de matéria quinta-essenciada, é muito mais fácil resolver problemas relacionados com a gravidade. Ou, imagina que tudo flutua por lá?

d) Diz jocosamente que “o visual da colônia dos espíritos de luz comprova: o brasileiro pode até se livrar do inferno, mas não escapa nem morto da arquitetura de Oscar Niemeyer. A cidade fantasmática de Nosso Lar é a cara de Brasília…” Não se deu ao trabalho de comparar datas e não percebeu que, mais apropriadamente, Brasília copiou Nosso Lar, visto que a cidade espiritual foi descrita por André Luiz em 1943, enquanto a construção de Brasília foi planejada e ocorreu no governo de Juscelino Kubistchek, de 1956 a 1961, inaugurada em 1960.

Quanto ao mais, seria recomendável aos repórteres de VEJA o benefício de um estudo acurado e sem prejulgamento do livro que deu origem ao filme, psicografado por esse atestado vivo de integridade e amor à verdade, que foi o médium Chico Xavier, para compreenderem qual é o objetivo dessa magistral obra, como resume o Espírito Emmanuel, no prefácio:

André Luiz vem contar a você, leitor amigo, que a maior surpresa da morte carnal é a de nos colocar face a face com a própria consciência, onde edificamos o céu, estacionamos no purgatório ou nos precipitamos no abismo infernal; vem lembrar que a Terra é oficina sagrada, e que ninguém a menosprezará, sem conhecer o preço do terrível engano a que submeteu o próprio coração

FONTE: http://www.richardsimonetti.com.br/artigos/exibir/136

Nosso lar investe alto na adaptação de livro de Chico Xavier

Cena do filme Nosso lar: personagens repousam em camas flutuantes, movimentam-se em ônibus voadores e habitam uma cidade futurista e azulada
VEJA CENAS INÉDITAS DO FILME NO VÍDEO SHOW - REDE GLOGO



Tiago Faria

Publicação: 02/09/2010 07:00 Atualização: 01/09/2010 23:57

As imagens poderiam ter saído de uma obra de ficção científica. Na tela, os personagens repousam em camas flutuantes, movimentam-se em ônibus voadores e habitam uma cidade futurista e azulada, invisível aos olhos da ciência. Mas, apesar de transportar o espectador a um ambiente transcendental, Nosso lar deve provocar uma dúvida ao fim da sessão: sonho ou realidade? “O livro se tornou uma referência muito importante para quem quer saber algo sobre o mundo espiritual. Mas sei que uma parte do público vai interpretá-lo como uma obra de fantasia. O mais complexo foi fazer um filme plural, ecumênico, sobre a condição humana”, resume Wagner de Assis, diretor, roteirista e coprodutor do longa-metragem.


A confusão será inevitável. Vencer o estigma de “produto religioso” é um dos maiores desafios da superprodução que estreia amanhã em cerca de 400 salas do país. O outro é fazer justiça a um dos livros espíritas mais conhecidos do país. Escrito por Chico Xavier em 1944, a obra narra a experiência pós-morte do médico André Luiz na colônia chamada Nosso Lar. Para os espíritas, o carioca “ditou” o testemunho ao médium. Desde a primeira edição (são 60, no total), vendeu 2 milhões de exemplares no Brasil e se tornou leitura de referência para quem crê na doutrina.

“Acima de tudo, é boa literatura, e foi consagrado porque tem uma história poderosa”, observa Wagner, que escreveu fitas infantis (como Xuxa e os duendes) e dirigiu apenas um outro longa (A cartomante, de 2004, codirigido por Pablo Uranga). A força das palavras instigou o cineasta — que se define como um “espírita cristão” — a cometer uma ousadia: sugeriu a adaptação cinematográfica à Federação Espírita Brasileira, que detém os direitos do livro. “Li e estudei o livro diversas vezes. Mas me perguntei: seria possível fazer um filme sobre ele?”, afirma. Para se manter fiel ao ambiente descrito por André Luiz, o diretor saiu literalmente numa aventura: construiu uma cidade.

“Já sabíamos que seria um filme grande. Mas ninguém imaginava que teria esse tamanho todo”, admite a produtora Iafa Britz, que colaborou em comédias como Divã e Se eu fosse você. O orçamento de Nosso lar, coproduzido pela Globo Filmes e distribuído pela Fox Film, bate a casa dos R$ 20 milhões, uma fortuna até então inviável para filmes nacionais. O longa mais caro até então era Lula, o filho do Brasil, bancado a R$ 16 milhões. E o lançamento quebra outros tabus, principalmente no que diz respeito ao uso de efeitos especiais. No caso, cerca de 300 imagens foram retocadas digitalmente. A empresa canadense Intelligent Creatures, de Watchmen e Fonte da vida, desenvolveu o visual. A direção de fotografia ficou a cargo do suíço Ueli Steiger, de O dia depois de amanhã e Godzilla. E a trilha foi assinada pelo americano Philip Glass, de As horas e Kundun.

Hollywood é aqui
O padrão do longa tem um quê hollywoodiano, mas com limitações à brasileira. “Descobri que a imaginação tem limite sim: é o dinheiro. Para eles (os americanos), fazer um filme como o nosso com R$ 20 milhões é um milagre. Eles gastam 200, 300 milhões de dólares”, compara o diretor. Ninguém ainda se arrisca a prever números de espectadores. Há esperanças, porém, de que o filme desperte o interesse dos 3,4 milhões que assistiram a Chico Xavier, o maior sucesso do ano no país. “Foi uma coincidência incrível, estamos até chocados com isso. É claro que um filme ajuda o outro. Quem viu Chico Xavier entende o contexto de Nosso lar”, comenta Iafa.

Ainda assim, as diferenças entre os filmes são marcantes. Chico Xavier adotava o tom realista de uma cinebiografia. Nosso lar, por sua vez, mergulha no cotidiano de uma “colônia espiritual” — que flutua a 50km do Rio de Janeiro. André Luiz (interpretado por Renato Prieto, conhecido ator de peças de temática espírita) vaga por um ambiente que combina tecnologia de ponta com intenções nobres. A jornada espiritual do personagem norteia a narrativa, que ensina vários aspectos do espiritismo. “Não queríamos um filme que doutrinasse o público. Mas tivemos a preocupação de fazer com que as pessoas conhecessem as leis daquele lugar. Quando você vê Avatar, descobre as leis de Avatar. A cidade espiritual também tem leis que regem aquele mundo”, orienta.

Apesar de falar na superprodução de James Cameron, Wagner faz questão de ressaltar que as principais inspirações de Nosso lar não vêm do cinema de fantasia, mas de dramas “paranormais” como O sexto sentido, Ghost — Do outro lado da vida e Amor além da vida. “Não existe uma onda de filmes espíritas no Brasil. Noto é que o cinema voltou a tratar desse tema, talvez de uma forma diferente. Nosso lar é um filme sobre medo, saudade, sofrimento, perdão. Quando ganham aspectos sociológicos, esses temas são absorvidos. Mas, quando têm traços religiosos, são rejeitados por algumas pessoas. Minha grande tarefa foi mostrar que os temas do filme fazem parte da vida”, afirma. Muito além da ficção, portanto.

INSPIRAÇÃO BRASILIENSE
Para o público de Brasília, Nosso lar deve provocar sensação de familiaridade. Não à toa. Para construir uma “cidade de outra dimensão”, a diretora de arte Lia Renha usou como ponto de partida as criações de Oscar Niemeyer. A ideia era associar a fluidez do figurino — todo branco, sem ostentação — ao traçado urbano. Daí as semelhanças entre a arquitetura do filme com o projeto da capital. Em uma cena, aparece um prédio com cobogós. Os ministérios também guardam semelhanças com as obras da Esplanada.

NOSSO LAR
(Brasil, 2010, drama, 104min, não recomendado para menores de 10 anos). De Wagner de Assis. Com Renato Prieto, Fernando Alves Pinto, Rosane Mulholland e Othon Bastos. Estreia amanhã. Confira salas e horários no caderno Divirta-se.

fonte:http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/09/02/diversaoearte,i=211027/NOSSO+LAR+INVESTE+ALTO+NA+ADAPTACAO+DE+LIVRO+DE+CHICO+XAVIER.shtml

Muito além de um ''filme espírita'' (Vida & Arte O Povo Online)



Com estreia confirmada para amanhã, o filme Nosso Lar é uma superprodução brasileira baseada na obra de Chico Xavier. Com direção de Wagner de Assis, o longa pretende trilhar o sucesso de público da cinebiografia de Daniel Filho, recordista de público em 2010

Marcos Sampaio - O POVO 02/09/2010 02:00

Para os espíritas, a morte não representa um fim, mas um novo começo. Ela é uma passagem para um novo plano, um novo estágio, uma nova etapa da existência. É também o momento de rever os atos da vida terrena para depois retornar mais experiente, maduro e renovado. Embora para muitos a ideia da ressurreição seja um absurdo, na obra de Chico Xavier ela é fundamental e descrita em detalhes em diversos momentos, como é o caso do livro Nosso Lar, que ganhou a adaptação para o cinema, dirigida por Wagner de Assis (A Cartomante) que entra em cartaz amanhã em todo o Brasil.

O livro Nosso lar foi publicado em 1944 e é um dos best sellers da literatura espírita. Psicografado por Chico Xavier, sua autoria é atribuída ao espírito André Luiz, um médico carioca que, segundo o jornalista Luciano dos Anjos, chamava-se na verdade Dr. Faustino Esposel. André viveu entre hábitos terrenos como cigarro, bebidas e noitadas, até que sentiu-se mal durante uma refeição e acordou no umbral, um lugar escuro, sujo e amedrontante. Uma espécie de purgatório. Lá ele sente dor, solidão, fome, até ser resgatado e levado para um lugar lindo, cristalino e revigorante conhecido como Nosso Lar. É neste novo lugar onde ele vai viver seus próximos dias, trabalhar, aprender, até que chegue o dia de reencarnar.

Em Nosso Lar, André Luiz é vivido pelo ator Renato Prieto. Nascido em Vitória, Espírito Santo, Renato traz na bagagem uma longa experiência em teatro, principalmente em peças voltadas para a temática espírita como Além da vida e E a vida continua, ambas adaptações de livros de Chico Xavier. “Sou diametralmente diferente dele”, comentou o ator sobre seu personagem. “Ele é fechado, fala pouco. Eu sou filho de italiano, solto, clean”. Então, para compor André Luiz, Renato levou três meses pesquisando, lendo, conversando com outras pessoas do filme, pegando opiniões. Teve ainda que caminhar de olhos vendados por um Shopping Center – para sentir o que seria a solidão do umbral – e perder 17 quilos e 800 gramas. Nenhum problema quanto ao esforço. “Fui acometido de uma das maiores gratidões da minha vida. Agradeci a cada uma deles da produção”.

Nosso Lar vem na sequencia de Chico Xavier (Daniel Filho) e Bezerra de Menezes – O diário de um espírito (Glauber Filho e Joe Pimentel), filmes abordando temas espíritas e que levaram milhares de brasileiros ao cinema. No entanto, o diretor Wagner de Assis comenta que não vê seu filme exclusivamente para o público espírita. “Não acredito em ‘filme espírita’. Acredito na temática espírita e no gênero comédia, drama. Trata-se de uma história consagrada. Tentei abrir ao máximo, não só para o público espírita. Muita gente sai emocionada. Algumas pessoas disseram que é um soco no estômago”. Wagner adquiriu os direitos para filmar Nosso Lar em 2005 e passou três anos para viabilizá-lo.

Mesmo sabendo do sucesso de Chico Xavier e Bezerra de Menezes, Wagner comenta que não pensou num “mercado cinematográfico espírita” na hora de fazer Nosso Lar. “Eu entendia que tinha uma audiência em potencial por conta do livro. O filme foi pensado para quem acredita e quem não acredita. A história é forte porque fala da condição humana”. Renato Prieto concorda e vê o sucesso desses filmes como “o resultado de um inconsciente coletivo”. “As pessoas, cada uma no seu lugar, captaram essas energias que estão no ar. Filmes como esses dão o controle total do livre arbítrio. Vamos combinar, está na hora das pessoas viverem melhor”, defende.

EMAIS
Nosso Lar conta ainda com atuações de Fernando Alves Pinto (Lísias), Othon Bastos (Governador Anacleto), Rosanne Mulholland (Eloísa), Rodrigo dos Santos (Tobias), Werner Schünemann (Emmanuel) e Clemente Viscaíno (Clarêncio). Participação especial de Paulo Goulart como Genésio.

Renato Prieto vem se dividindo entre o lançamento de Nosso Lar e o espetáculo A morte é uma piada e já recebeu convite para uma minissérie da TV Globo, ainda em negociação.

fonte: http://opovo.uol.com.br/app/opovo/vida-e-arte/2010/09/02/internaimpressavidaearte,2037525/muito-alem-de-um-filme-espirita.shtml

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Entrevista exclusiva com Ana Rosa sobre Nosso Lar





Esta semana aconteceu a pré-estreia do filme Nosso Lar em Salvador e eu tive o prazer de entrevistar a atriz Ana Rosa para o CinePipocaCult. Em sua vasta carreira, figurando inclusive no Guinness Book com a atriz com maiores participações em telenovelas, a atriz tem se destacado também por personagens espíritas, religião que desde 95 declarou seguir. A atriz tem viajado pelo país divulgando Nosso Lar, sempre com simpatia e emoção como podem perceber na conversa a seguir.

Bezerra de Menezes, Chico Xavier, Nosso Lar... Algumas pessoas estão falando que está surgindo no Brasil um gênero de filme espírita. Você concorda com essa definição?
- É evidente que estamos vendo hoje uma grande quantidade de obras com essa temática espírita. Mas, no cinema americano, por exemplo, a gente teve Ghost, Os Outros, O Sexto Sentido, Amor Além da Vida, que mostra tudo o que nós falamos em nossos filmes brasileiros, mas não falam em espiritismo, porque não se prendem a doutrina. Lá eles se prendem muito mais a fenomenologia, e para nós é mais importante o lado moral. E como aqui são adaptadas de obras espíritas, talvez pudéssemos realmente chamar de filmes espíritas.

E você, atriz, como encara esse fenômeno? Tem medo de ficar marcada por esse gênero de filme?
- Pois é, eu entrei no Guinness em 97/98 como a atriz que mais fez telenovelas no Brasil. Desde que criou o videotape, tenho 56 telenovelas. E agora, a minha filha brinca comigo dizendo que eu vou entrar no Guinness como a atriz que mais fez filmes espíritas. (risos) Eu fiz o Bezerra, o Chico, Nosso Lar, terminei de filmar E a vida continua que vai ser lançado apenas em DVD e também O livro dos Espíritos pela TV Mundo Maior. E tive alguns outros convites, mas não pude aceitar por falta de tempo.

Você fez também outras obras espíritas, no teatro na televisão.
- Sim, fiz Violetas na Janela no teatro, participei da primeira versão de A Viagem e de O Profeta na TV Tupi. Na Globo, fiz As três irmãs que não era uma novela espírita, mas a personagem era e agora A Cura. (risos)

Mas, você gosta, vê com bons olhos?
- Gosto, e não tenho medo de ficar marcada, como você falou. O que eu não pretendo é ficar só nisso. Eu gosto muito de fazer uma comédia, estou inclusive com um projeto de uma peça que só falta correr atrás de patrocínio. Mas, não tenho essa preocupação de ficar marcada, porque desde 1995 eu me declarei publicamente espírita, já era há muito tempo, mas nessa época minha filha desencarnou, as pessoas começaram a me procurar, eu fiz Violetas na Janela e não tinha porque me esconder. Então, a partir daí a imprensa, os colegas sabem que eu sou espírita e acho que por isso, quando fazem uma obra espírita lembram de mim. Mas, nem sempre, viu? Não me chamaram para fazer Escrito nas Estrelas, não (risos).

E tem alguma obra espírita que você gostaria de fazer em especial?
- Tem alguns livros sim, a literatura espírita é muito vasta, tem alguns livros lindíssimos. Não tenho uma específica, mas vou começar a pesquisar (risos).

Falando especificamente do filme Nosso Lar, você interpreta a dona Laura. Fala um pouco dela, da preparação para interpretá-la.
- A Laura é aquela entidade que vive em Nosso Lar e não tem mais a necessidade de reencarnar, mas acaba pedindo para voltar a Terra por amor a sua neta. Agora, um livro é muito grande, não dá para colocar tudo no filme, você tem que se ater a determinados acontecimentos. O filme não mostra, mas o livro explora muito mais essa decisão de reencarnar para ajudar a neta, o sofrimento do filho que ela tem que deixar em Nosso Lar, todo o processo. Eles eram uma família bem estabilizada, pretendendo ascender e ela não tinha necessidade de correr esse novo desafio. Então, é um personagem que tem um ato de amor, de doação, muito grande.

E você releu o livro para se preparar, fez algum laboratório em especial?
- Sim, eu reli. Quando o Wagner (Assis) me convidou para fazer o filme, eu fiquei surpresa porque sabia que era uma obra de difícil de adaptação. Gostei do roteiro que ele fez, acho que foi inspirado. Tivemos então, ensaios, conversas, exercícios para viver essa família espiritual.

Como foi atuar em cenários virtuais, filmando com fundo azul, alguma diferença?
- Não, porque em televisão eu já tinha feito algumas novelas com cenários virtuais. Na Record, eu tinha participado de Caminhos do Coração que tinha mais efeito especial do que texto (risos). Brincadeira, mas tinha muitos efeitos especiais, que tomava um tempo enorme. Então, não foi uma novidade e eu não tive dificuldades nas filmagens.

E o resultado, depois do filme pronto, que achou?
- Muito bom. Acima de minhas expectativas.

Qual a importância de uma obra tão grandiosa, com o nível de pós produção desse filme em um mercado como o Brasil?
- Eu acho que em termos de cinema brasileiro, a gente chegou em um patamar para equiparar com filmes estrangeiros, em termos de técnica. Os efeitos especiais foram feitos em Toronto, os cenários da cidade espiritual, o umbral, a música, tudo impecável.

Em Chico Xavier, o elenco relatou alguns casos nas filmagens, Nelson Xavier falou que sentiu a presença de Chico ao seu lado, Ângelo Antonio sentiu o perfume que ele usava. E em Nosso Lar, teve algum caso parecido?
- Infelizmente quando eu filmei, não. Eu participei apenas de seis ou sete diárias e não soube de nenhum caso parecido nas filmagens.

O que você acha mais importante em Nosso Lar?
- Acho que a mensagem. É uma história que leva a uma reflexão. Eu assisti ao filme semana passada em uma sessão só para o elenco, depois em São Paulo e Brasília, quando termina o filme as pessoas continuam sentadas vendo os créditos e pensando. O importante da obra é levar cada pessoa a uma reflexão, independente de religião. Porque esse negócio de eu sou católica, protestante, espírita, são rótulos que as pessoas colocam e o que difere são os rituais ou a falta deles, porque o espiritismo não tem rituais. Mas, todas as religiões te levam a uma mesma finalidade que é uma conexão com um ser supremo. Então, independente de religião, o ser humano enquanto encarnado tem que pensar no seu papel, de porque está aqui, para que e até quando. Questões fundamentais, atemporais, independentes de país.

Você tem alguma preferência entre televisão, cinema e teatro?
- Não. Eu gosto de um bom papel, se o personagem é bom, independe se você está fazendo televisão, cinema ou teatro. O que acontece é que no teatro tem aquela coisa gostosa da reação imediata do público, a troca de energia, mas em compensação, depois de três, quatro meses, eu fico enjoada de ficar fazendo o mesmo texto toda noite. Na televisão é mais dinâmico, você recebe seis capítulos por semana, vem sempre uma coisa nova que você não sabe o que é, tem que decorar, estudar, mas tem essa coisa solitária, só as câmeras. E o cinema, que até algum tempo atrás era uma forma de fazer diferente, hoje está muito parecido com a televisão. Porque você faz todo intercalado, na televisão, quando eu comecei, a gente gravava na seqüência, mas hoje em dia também grava por cenários, grava o capítulo vinte, volta pro dez, então está muito parecido. Mas o bom é quando você pega um bom personagem, em qualquer veículo, qualquer forma.
fonte:http://www.cinepipocacult.com.br/2010/08/entrevista-exclusiva-com-ana-rosa-sobre.html
Você está no ar agora com A Cura. A série já está toda gravada ou ainda estão envolvidos em alguma produção?
- Não, já terminamos de gravar.

E quais são seus projetos agora?
- Eu estou com um projeto de teatro, uma produção bastante encaminhada. Já com Lei Rouanet e está em fase de captação de recursos, temos que batalhar mais para conseguir. Mas, se Deus quiser, começamos a produzir ano que vem.

Famosos comparecem à pré-estreia de "Nosso Lar"

Elenco de NOSSO LAR
VEJA CENAS INÉDITAS DO FILME NO VÍDEO SHOW - REDE GLOGO

01/09/2010 - 04:12
Cinema
Rafael Lemos


A pré-estreia do filme espírita 'Nosso Lar', de Wagner de Assis, reuniu na noite desta terça-feira cerca de 1 500 pessoas, incluindo o elenco e muitos artistas, em um shopping da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Um dos famosos mais ansiosos para assistir à obra - inspirada no livro de André Luís psicografado pelo médium Chico Xavier - era o ator Jayme Matarazzo, intérprete do personagem Daniel na novela das seis 'Escrito nas Estrelas', que fez sucesso ao apostar na temática do espiritismo.

"Eu não conhecia o tema (espiritismo) até a preparação para a novela. Não sou espírita, mas absorvi muitas coisas. Aprendi, principalmente, a viver intensamente a vida e plantar sempre o bem", conta o ator, que se diz "bem resolvido" espiritualmente. Sobre o interesse do público brasileiro pelo tema espírita, comprovado com os sucessos televisivos de 'Escrito nas Estrelas' e da minissérie 'A Cura', Jayme Matarazzo acredita que o motivo principal seja a curiosidade diante do desconhecido. "É um tema que mexe com imaginário das pessoas. Tudo que é desconhecido gera curiosidade. E o povo anda carente de amor, afeto. Quando um tema vem despertar esses sentimentos, é sempre bem-vindo", conclui.

A atriz Mariana Rios também fez questão de ser uma das primeiras a ver o filme. Espírita, ela leu 'Nosso Lar' ainda na adolescência e aprovou a versão para o cinema. "Li quando tinha 15 ou 16 anos. Depois disso, já li mais três vezes. Foi o segundo livro espírita com o qual tive contato. Antes, tinha lido 'Violetas na Janela' (romance espírita narrado pelo espírito "Patrícia" e psicografado pela médium Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho). Acho que todos deveriam assistir esse filme. Para as pessoas que não acreditam, há muitas respostas. É uma lição. Faz a gente repensar a vida e nossas atitudes", afirma.

O protagonista Renato Prieto, que vive o espírito André Luís, também aposta que o filme vai mexer profundamente com a maneira das pessoas encararem a vida. "Eu costumo dizer que é um filme que vai mudar a vida das pessoas. E vai mudar para melhor", resume o ator.

Já o ator Nicola Siri, que integra o elenco no papel de segundo marido da esposa de André Luís, estava empolgadíssimo com a qualidade técnica da produção. "Foi a primeira vez que vi o filme. Achei muito bom mesmo. Um filme de qualidade internacional. Um filmão. Com música de Phillip Glass e direção de fotografia de Ueli Steiger. Me senti em Hollywood. Não tinha noção de como tinha ficado maravilhoso. O público vai adorar", contou o italiano.

'Nosso Lar', que contou com um investimento de 20 milhões de reais, estreia nesta sexta-feira em mais de 400 salas de cinema em todo o país. O filme é baseado no livro de mesmo nome, publicado em 1944, que já vendeu mais de 2 milhões de exemplares e foi lido por ceca de 16 milhões de pessoas. A narrativa conta as experiências e aprendizados do espírito André Luís, autor de 16 livros psicografados por Chico Xavier, na comunidade Nosso Lar, uma cidade suspensa, localizada geograficamente sobre o Rio de Janeiro

FONTE:http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/famosos-comparecem-a-pre-estreia-de-nosso-lar

Notas de Produção XIII - O Quase-último Dia por Nosso Lar - O Filme



Oficial), sábado, 28 de agosto de 2010 às 16:29
Faz quase um ano que acabamos de filmar Nosso Lar. Às vésperas do lançamento, bate aquela nostalgia e começamos a rememorar momentos que ficam guardados nas nossas lembranças - e aqui compartilhamos no Notas de Produção. O último dia foi com sequências relacionadas ao aeróbus. A "nave" por si já tinha sido uma aventura - produzida num estaleiro do sul do país, o cenário pesa mais de 7 toneladas. Doce ironia para uma idéia de ônibus que voa a partir de mecanismos magnéticos...

Mas estávamos lá com o nosso inseparável chroma key rodeando-o. Todo o planejamento de meses para a sequência foi necessário para que todos pudessem realmente entender a trajetória do vôo do mesmo. Toda a parte externa da sequência foi acrescida nos estúdios da Intelligent Creatures, Canadá. Mas naquele dia, talvez por ser o último, todos estavam muito felizes e, quem sabe, até um pouco desconcentrados no início.

Nada demais para o cotidiano de um longa-metragem em realização. Até que o diretor Wagner de Assis deu o último corta, trocou olhares de concordância com o diretor de fotografia Ueli Steiger, esperou a checagem da "janela" da câmera e docemente declarou - "então...acabou!"

Salva de palmas. Abraços. E lágrimas, claro. A produtora Iafa Britz presenteou toda a equipe com rosas e abraços. Champanhe foi aberta - devidamente no "casco" do aeróbus - numa espécie de batismo atrasado.

Discursos, fotos e a certeza de que aqueles 50 dias de filmagens foram inesquecíveis. O dever estava cumprido. Ou quase. Pela frente, parte da equipe ainda tinha meses e meses de pós produção no Canadá.