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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

--> PALCO DA VIDA ...Fernando Pessoa


Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo. E você pode evitar que ela vá a falência. Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você. Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões.
Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros. Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para falar “eu errei”. É ter ousadia para dizer “me perdoe”. É ter sensibilidade para expressar “eu preciso de você”. É ter capacidade de dizer “eu te amo”.
É ter humildade da receptividade. Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz…
E, quando você errar o caminho, recomece.
Pois assim você descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência. Usar as falhas para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
Jamais desista de si mesmo.
Jamais desista das pessoas que você ama.
Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um obstáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário.
“Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”


Fernando Pessoa

terça-feira, 27 de outubro de 2009

-->A tal felicidade de Dona Quinha


O POVO continua a campanha que deseja (re)construir o abrigo de crianças e adultos contando a história de Dona Quinha

A vida tem mesmo um enredo fabuloso. Quando era criança, em Juazeiro do Norte, dona Quinha passou fome. Teve muito amanhecer de ver a mãe, Maria-lavadeira, sair para trabalhar se valendo apenas da rapadura, da farinha e do cachimbo. Dona Quinha, por seu turno, ``botava água de ganho nas casas. Recebia uns 10 tonhos (tostões)``. Numa carreira, alcançava a cacimba e, lata d-água na cabeça, escapava dia a dia. ``Tinha de nove pra dez anos. Sempre fui muito disposta``. Ajudava a mãe, botando a roupa no quarador, passava a vassoura na casa da madrinha, juntava outros trocados, comprava uma boneca de pano. Das lembranças da infância, a fome é recorrente. ``Se eu fosse pro colégio, não comia, que não tinha merenda. E eu, botando água, o pessoal me dava uma bananinha...``. Hoje, dona Quinha alimenta 13 meninos e meninas, abrigados na Casa de Apoio Sol Nascente.

O POVO dá continuidade à campanha que deseja (re)construir o abrigo de crianças e adultos soropositivos, devastado pelas chuvas do início do ano, mostrando com quantas mãos se faz a Casa. Francisca Gomes da Silva Muniz, 56, a sempre disposta e sorridente dona Quinha, é cozinheira do lugar há cinco anos. Veio da fábrica de confecção, quando já tinha experimentado a pobreza, o amor e a saudade. Bateu na porta certa.

Aos 12 anos, ela pulou a janela de Juazeiro do Norte. ``Eu era doida pra andar, tinha vontade de conhecer o mundo``. Foi, então, até Recife, ``trabalhar em casa de família``, servir de companhia a uma conhecida que havia casado e migrado para lá. Escapou, uma vez mais. ``Aí, quando já tava de barriga cheia, já tinha matado a fome, quis vir embora``. É que a alma padecia. ``Começou a dar saudade``.

De volta a Juazeiro, dona Quinha se casou aos 22 anos. E como houvesse experimentado o amor, decidiu ser mãe. ``Apareceu o Júlio. Ele tava na casa de umas enfermeiras, iam dar``. Além de seu primeiro exercício de doação, o casamento lhe mostrou que dona Quinha poderia recomeçar quantas vezes quisesse. ``Depois que meu marido morreu, fui perdendo a graça de ficar em Juazeiro``. Mudou-se para Fortaleza, em 1989, com a lição de vida que a mãe lavadeira lhe ensinou. ``Ela falava: -Você só faça o bem-. E eu cresci pensando nisso-``.
Assim, bateu à porta da Casa de Apoio Sol Nascente, na unidade que acolhe os adultos portadores do vírus HIV. Não sabia nada sobre a aids. ``Pensava que pegava só no vento``. A Casa do Sol Nascente lhe foi mais um aprendizado de vida. ``Passou um pedaço, pronto, eu não tinha mais medo de nada. Abraçava cada um``. De modo que, hoje, é no regaço de dona Quinha que um dos menorzinhos da Casa das crianças encontra canto no mundo. ``Ele foi o primeiro bebezim que chegou aqui, e a gente se apegou demais``. O menino, hoje com dois anos, é parte grande do sorriso de dona Quinha. ``Aquela gracinha dele se sentar, já mudou a passada, as primeiras palavras. Ele me chama de vó``.

Todos os dias, a propósito, a cozinheira experimenta essa tal felicidade. É simples. ``Já sei o gosto de tudim``. E porque já experimentou a fome, alimenta o outro. ``Hoje (sexta-feira passada), fiz um baião. Vou deixar o frango cortado pra fazer frito, amanhã (ontem), e um creme de galinha pro domingo. Eu procuro agradar porque é tão ruim a gente comer aquilo que não gosta, né?``. E porque já experimentou a saudade, não quer ir embora da Casa, planeja voltar voluntária. ``Não posso ajudar com dinheiro, mas posso ajudar com o sabor``. A seu modo, dona Quinha ameniza as amarguras da aids. ``Quando eles não querem comer, às vezes, eu tenho uma surpresa: um doce``.

COMO AJUDAR

EM DINHEIRO
>Conta Corrente nº 49.000-8 - Agência 3646-3 - Banco do Brasil.

CIMENTO
Condomínio Espiritual Uirapuru (CEU) - avenida Alberto Craveiro - nº 2222 - Castelão - Fortaleza - Ceará.
> A Casa do Sol Nascente necessita todos os meses de fraldas descartáveis geriátricas e infantis, luvas de procedimentos, lençóis, gêneros alimentícios (arroz, feijão, macarrão, carne), além de cadeiras de roda e cadeiras de banho.
>Voluntários para trabalhar com os adultos assistidos pela entidade.

sábado, 24 de outubro de 2009

--> MOMENTO ESPÍRITA


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A missão de cada um
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Invadiu-me certa vez uma inexorável perplexidade acerca do sentido da vida.
Decidi, então, peregrinar por este mundo em fora, para decifrar tão profundo enigma.
A todos os seres que encontrava propunha a questão.
À frondosa árvore, enraizada no centro de grande praça, supliquei que me revelasse sua verdadeira missão.
Explanou-me ela:
"Em primeiro lugar, devo manter-me viva, forte, saudável, para melhor poder cumprir meu papel.
Em segundo, descobrir exatamente qual seja este papel.
E, por fim, desempenhá-lo diligentemente.
A mim cabe proteger os peregrinos que por aqui passam, nos tórridos dias de verão, ofertando-lhes minha generosa sombra."
Segui adiante e deparei-me com um belo gato siamês.
Segredou-me ele que sua missão consistia em fazer companhia a uma velha senhora, ofertando a ela todo seu encanto e ternura.
Por muitos e muitos dias, por escabrosas veredas, feri meus pés à procura de respostas à pungente dúvida.
O esforço foi sobejamente recompensado. Mas eu sentia que era preciso ainda ouvir uma sábia opinião de um representante do gênero humano.
Finalmente, após fatigante busca, no alto de um outeiro, encontrei um sábio anacoreta, longas barbas brancas, olhar perdido no horizonte, a meditar...
Acolheu-me amavelmente. Após ouvir, todo paciência e atenção, meu relato e minhas súplicas, sentenciou gravemente:
"Meu prezado buscador. Os sábios seres da natureza propiciaram a ti as respostas.
Já és possuidor do inefável segredo. Não obstante, mais posso aduzir:
Caso descobrires que és uma árvore, sejas realmente uma árvore; se fores um gatinho, não te constranjas em ofertar toda tua meiguice; e se um leão, coloca sempre toda tua energia em tudo que fizeres.
Enfim, é preciso descobrir teus verdadeiros talentos, aprimorá-los, produzir os melhores frutos, e então, ofertá-los generosamente."
* * *
Ninguém habita este planeta sem objetivo, sem finalidade maior.
Aquele que cultiva a terra realiza uma missão. Como aquele que governa ou que instrui.
Tudo se encadeia na natureza. Ao mesmo tempo que o Espírito se depura pela encarnação, concorre, dessa forma, para a realização dos desígnios da Providência.
Cada um tem sua missão na Terra. Cada um pode ser útil para alguma coisa.
Desta forma, buscadores que somos, o que devemos encontrar é a nós mesmos, descobrindo depois no que podemos ser úteis.
Que habilidade temos? Quais são nossos talentos? O que podemos fazer pela comunidade ao nosso redor?
É tempo de descoberta e de ação. Cada dia na Terra é oportunidade única que não pode mais ser desperdiçada com as distrações e ilusões que criamos ao longo das era
s.

Redação do Momento Espírita com base em texto do livro A magia das
palavras, de Ramiro Sápiras, ed. Recanto das letras e no item 573 de
O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb.
Em 19.10.2009.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

-->NÚMERO DE FAMINTOS NO MUNDO PASSA DE 1 BILHÃO EM 2009, DIZ ONU


Por Redação, com Reuters - de Roma

Uma combinação da crise alimentar e da desaceleração econômica global fez com que mais de 1 bilhão de pessoas passassem fome em 2009, informaram agências da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira, confirmando a perspectiva pessimista divulgada neste ano.

A Organização para a Agricultura e Alimentos (FAO, na sigla em inglês) e o Programa Mundial para a Alimentação (WFP, na sigla em inglês) disseram que 1,02 bilhão de pessoas - cerca de 100 milhões a mais do que no ano passado - estão subnutridas em 2009, maior número em décadas.

– A alta no número de pessoas famintas é intolerável – disse o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, durante a divulgação do relatório anual sobre a fome no mundo.

– Temos os meios econômicos e técnicos para fazer a fome desaparecer, o que está faltando é uma vontade política mais forte para erradicar a fome para sempre – disse.

O aumento no número de famintos não é resultado de problemas na produção agrícola, mas sim dos altos preços dos alimentos --particularmente em países em desenvolvimento-- menor renda e perda de empregos.

Mesmo antes da recente crise alimentar e da recessão econômica, o número de desnutridos cresceu constantemente por uma década, revertendo o progresso obtido na década de 1980 e no início da década de 1990.

No ano passado o WFP elevou para US$ 5 bilhões o montante necessário para alimentar os pobres, num momento em que os preços dos alimentos entre 2006 e 2008 geraram protestos violentos em alguns países.

Até o momento, neste ano, a entidade recebeu US$ 2,9 bilhões e reduziu a ração de alimentos e suas operações em lugares como Quênia e Bangladesh.

FONTE: http://www.correiodobrasil.com.br/noticia.asp?c=158643

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

--> CIRURGIAS ESPIRITUAIS: Milasgre, Picaretagem ou Medicina Avançada?

Milagre, picaretagem ou medicina avançada?

A cirurgia espiritual atrai milhares de pessoas do mundo todo e desafia a ciência com vários – e inexplicáveis – relatos de sucesso nos tratamentos.

Por Luana VillacEditor : Lauro Henriques Jr.

Cecília Guilhereme Cardi chegou ao Santuário Espiritual Ramatís, na cidade de Leme, no interior de São Paulo, em uma cadeira de rodas. Cinco meses antes, a dona-de-casa paulista estava dentro de um elevador quando o cabo de aço se rompeu e o equipamento foi abaixo. Cecília ficou seriamente ferida e passou dez dias no hospital. Depois do acidente, sua vida nunca mais foi a mesma: dores intensas na região da coluna a impediam de se locomover normalmente. Foram meses de sofrimento e seis operações, até que uma vizinha lhe falou sobre um médium que, segundo diziam, era capaz de curar as pessoas por meio de cirurgias espirituais. Cecília resolveu tentar. “Foi a melhor decisão que já tomei”, afirma. “Três dias após a cirurgia, já não sentia dor nenhuma”. Hoje, um ano depois da intervenção do médium, ela anda normalmente e nunca mais teve problemas.

O suposto responsável pela melhora de Cecília atende pelo nome de Waldemar Coelho. Ele é um dos médiuns brasileiros que, todos os anos, atendem milhares de doentes em operações que seriam realizadas pelos espíritos. Na verdade, os médiuns sérios costumam dizer que não são eles, mas, sim, as entidades que curam – eles seriam apenas os “bisturis” nas mãos do além. Seja como for, as cirurgias espirituais atraem multidões e desafiam a medicina tradicional com diversos casos inexplicáveis de cura narrados pelos pacientes.Espírito-socorroSe representam um desafio para a ciência – que até hoje não tem explicações para as curas creditadas ao “lado de lá” –, as operações mediúnicas colocam em cheque o próprio senso comum acerca de como deve ser um procedimento médico. Por vezes, as cirurgias são recheadas de cenas tão surpreendentes quanto aflitivas, como as do médium introduzindo tesouras e pinças pelas narinas dos pacientes ou raspando os olhos dos mesmos com canivetes ou as próprias unhas. E o que é mais impressionante: o processo todo se dá sem anestesia e, ainda, num cenário muito distante dos padrões mínimos de assepsia hospitalar. A surpresa aumenta quando se leva em conta que, além da incrível analgesia dos pacientes – qualquer pessoa em sã consciência estaria berrando de dor –, não há registros significativos de contaminações, o que seria inimaginável em instituições de saúde “deste mundo”, que padecem de índices altíssimos de infecções hospitalares.
O estranhamento com o procedimento, contudo, não parece afastar os pacientes. Só no Santuário Ramatís, Waldemar Coelho, de 69 anos, e sua equipe recebem cerca de 300 pessoas por semana, que se queixam das mais diversas doenças – câncer, hérnia de disco, miomas, catarata e até depressão. Para ser atendido por eles, ou melhor, por intermédio deles, é preciso fazer reserva com pelo menos dois meses de antecedência. No dia marcado, então, enquanto se desenrola uma das operações, o doente estará entre as dezenas, às vezes centenas de pessoas que, de fora, aguardam esperançosas sua vez de “entrar na faca”.
Tão impressionantes quanto as cirurgias são os relatos de cura, que colocam à prova até os mais céticos. Como o do pintor Airton Ferreira, de Rio Claro, no interior paulista, que sempre gostou de praticar artes marciais. O hobby, contudo, acabou lhe custando um problema sério no menisco. Quando procurou um médico, recebeu duas notícias: a única forma de resolver o problema seria através de uma operação. A segunda? Mesmo assim, não poderia voltar a treinar nunca mais. Depois de tentar acupuntura e fisioterapia sem obter resultados, decidiu ir atrás do médium Coelho, que tinha visto na televisão. “Cheguei lá tirando sarro”, relembra Airton. “Trinta dias depois, contudo, eu já estava lutando caratê novamente. Isso foi há dez anos, e até hoje eu freqüento o centro para agradecer”.

Outro elemento responsável pelo intenso fluxo de visitantes ao Ramatís é o custo do tratamento. Ou melhor, a falta dele: as cirurgias são totalmente gratuitas, conforme o preceito espírita de incentivo à caridade. Mas engana-se quem pensa que somente as camadas mais pobres da população procuram o local. Na lista de pacientes que já passaram por lá figuram nomes como Hortênsia e Paula, ex-jogadoras da Seleção Feminina de Basquete, e Pedro Ivo, ex-governador de Santa Catarina. Na entrada do centro, há uma sala com as paredes cobertas por mais de 100 camisas de atletas, além de sapatilhas de balé, quimonos de artes marciais, cartas e fotografias – todos objetos estão assinados por pessoas que lá chegaram em busca de cura e dizem a ter encontrado. Uma camisa de basquete com as cores do Brasil, por exemplo, traz a insinscrição feita à caneta: “Ao Senhor Waldemar, de quem te admira, Paula”.Sistema sobrenatural de saúdeA cerca de mil quilômetros do centro Ramatís, nas cercanias de Brasília, dois outros médiuns atraem caravanas de doentes com seus tratamentos gratuitos. João Teixeira de Faria, de 64 anos, promove sessões de cura desde a década de 70 em Abadiânia, cidade goiana à uma hora da capital. João de Deus, como é chamado, ficou conhecido mundialmente em 1991, ao receber a atriz norte-americana Shirley MacLaine, que foi submeter-se a uma operação espiritual para extrair um câncer no abdômen. Na época, ela deu entrevistas afirmando que estaria curada. Desde então, João de Deus já viajou para mais de 15 países e, hoje, o fluxo de pessoas que o procuram é formado majoritariamente por estrangeiros. Não longe dali, em Gama, cidade-satélite do Distrito Federal, o médium Valentim Ribeiro de Souza, de 66 anos, também recebe multidões do Brasil e do exterior. Mestre Valentim, como é conhecido, realiza centenas de atendimentos gratuitos por semana no Recinto de Caridade Adolfo Bezerra de Menezes. Outro lugar bastante conhecido nessa espécie de “SUS do outro mundo” é o Educandário Social Lar de Frei Luiz, localizado no bairro de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. As operações realizadas na instituição atraem milhares de pessoas por mês ao local, muitas delas atores globais. Aliás, esse tipo de tratamento atrai celebridades de todas as áreas.

Texto publicado no Especial"150 anos do Espiritismo" Volume 2 (pág. 42),do Almanque Abril, da Editora Abril.
Adquira aqui o Especial 150 anos do Espiritismo
FONTE:http://www.partidaechegada.com/2008/01/cura-vem-de-cima.html

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FOTOS DAS CIRURGIAS (PEITO E BRAÇO)
Enviei artigo com o título acima para diversas pessoas da lista de contatos. Alguns são rápidos e fui encontrá-lo num Fórum em Portugal, no tópico em que se colocou “O Credo da Ciência” de Huberto Rohden.
http://www.forumespirita.net/fe/index.php/topic,15503.0.html
Também foi disponibilizado, sem as referências bibliográficas, na “Federación Espírita Española”.
http://www.espiritismo.cc/modules.php?name=News&file=article&sid=538%20
Isso parece demonstrar que o fenômeno mediúnico possui o poder de despertar curiosidades.Sem pretender ser extenso e profundo “Efecto Inteligente” é útil aos que se iniciam neste estudo. Vamos ver alguns recortes para avaliar nosso interesse.O médico Arthur Conan Doyle, criador da série Sherlock Holmes, escreveu o livro A História do Espiritismo. Nele diz que os homens de ciência se dividem em três classes:
1) os que absolutamente não examinaram o assunto – o que não os impede de pronunciar opiniões muito violentas; 2) os que sabem que a coisa é verdadeira, mas temem confessá-lo; e, finalmente,3) a brilhante minoria dos que sabem que é verdade e não temem proclamá-lo.
Como se percebe, o Espiritismo, a despeito de ter surgido através do método científico, é alvo da postura discriminatória. Na origem do preconceito estão menos os argumentos religiosos (filosóficos) e mais os de interesses políticos.Os espíritos na realidade são as almas dos seres humanos que já deixaram a Terra, por isso é que lidamos com mentes caprichosas, que não estão à nossa disposição na hora que melhor nos convier. No entanto, pesquisadores que se submeteram à observação criteriosa, disciplinada e principalmente sem intenções subalternas, ficaram diante de fenômenos inusitados. Fatos que se repetiram tantas vezes quantas as necessárias para recolher dados estatísticos ao máximo.
Alguns até que gostariam de pegar um espírito na ponta de uma pinça ou observá-lo num microscópio.Disse Bezerra de Menezes: "Um espírito claro e aberto para a apreensão da Ciência é um supremo bem que Deus confia a certos homens, afim de que eles o empreguem em favor dos mais pobres e humildes".
O observador comanda as pesquisas físico-químicas até onde as energias podem ser controladas. No campo das ciências sócio-morais o cientista faz colheita de dados. Estão na mesma classe a Psicologia, a História, o Direito, a Sociologia... O objeto dessas Ciências é o animal racional, a criatura divina, no uso do livre-arbítrio.Na Ciência da mediunidade há dois socius: o encarnado e o desencarnado, agindo e reagindo, racionalmente. O médium e o Espírito se interpenetram para o efeito da ação conjunta. O melhor então é controlar, observar, registrar, analisar, sintetizar e avaliar para na conclusão chegar o mais próximo que se possa da realidade.O pesquisador deve estar ciente de que ele será um dos elementos da pesquisa. Não haverá condições para uma “neutralidade axiológica” absoluta, como nas “ciências exatas”. Fator que faz diferença é o que diz respeito à conduta moral do investigador. Nas ciências exatas o estado moral do cientista aparentemente não tem a menor interferência no andamento da experiência, mas aqui não se pode dizer o mesmo.Se o leitor desejar examinar o texto completo basta acessar as páginas nos endereços que se segue.
http://www.forumespirita.net/fe/index.php/topic,15503.0.html

Certa vez o nosso Chico Xavier contou que dois espíritos, amigos na Terra, se encontraram depois da “prova final”. Um estava em razoáveis condições no plano espiritual, mas o outro em sofrimento.No encontro a surpresa foi maior, quando o ex-amigo irritado lhe disse que ele era um dos culpados, pela sua desfavorável situação. Sem entender perguntou: “mas, por que eu?”E, ouviu estupefato: - “por que você sabia da existência da Doutrina Espírita e não me disse nada”.Isso vocês não poderão me dizer! Nem ao Júlio César que enviou aos seus amigos a fotografia da sua cicatriz (fotografia anexa) que surgiu após a incisão cirúrgica, feita com bisturi invisível. Júlio tem um grande coração e um coração de “boi”.

Procuramos saber sobre o médium não espírita e encontramos a tese de Mestrado de Inácio Manuel Neves Frade Cruz, “Voador: hibridizações e sincretismos na terapia espiritual de Chico Monteiro.”Não fora e-mail que recebi do psicólogo Júlio Cezar não a teria procurado, pois meu interesse no momento está deslocado para outras áreas de atuação. A tese é da área da Teologia e foi defendida em 2008. Vou colocar o endereço para os que desejarem examiná-la com mais profundidade (**).Em meados da década de oitenta do século passado, o médium Chico Monteiro iniciava um trabalho feito com materialização de instrumentos cirúrgicos e tratamento com vibração das mãos. Inaugurava-se o processo de cura com a entidade espiritual, Doutor Adolfo Fritz, através de Monteiro e sua equipe. Essa terapêutica está inserida em um processo amplo de tratamento espiritual comumente verificável no campo religioso brasileiro. O estudo de Cruz teve como propósito realizar reflexão sobre a atualidade do Espiritismo, que o autor chamou “Kardecista”, das possibilidades de apropriações/resignificações na tessitura social, com base na observação da experiência de vida do paranormal.Abro parêntesis para uma observação que parece importante e pertinente, a que o próprio médium não se diz espírita e não esta preocupado em agradar ao movimento espírita brasileiro, o que não nos impede de verificar “no laboratório de pesquisa” a existência ou não do fenômeno mediúnico e a eventual cura obtida pelos pacientes. Seria interessante explicar de que forma o “placebo” é capaz de produzir uma ferida incisa cicatrizada, uma vez que se utiliza na técnica, um bisturi invisível. Não tenho interesse pessoal em realizar a investigação, mas gostaria que meus colegas das Ciências Biomédicas, criassem as hipóteses explicativas para o fenômeno, não afastando a velha hipótese da fraude, mas incluindo a hipótese do absurdo.A tese de mestrado partiu de uma noção de experiência que não se encerra no modelo dicotômico que contrapõe sujeito e objeto, considerando assim o corpo como condição de nossa inserção no mundo. O pesquisador diz acreditar estar diante de um processo de reestruturação de pactos entre indivíduos e pertenças que altera a vivência dos próprios indivíduos, ao contrário de uma espécie de retorno à cultura de origem.Relata que sua pesquisa fecha o foco em uma possível nova conformação terapêutico-religiosa a partir do Espiritismo, algo que faz conviver o ideário de Allan Kardec com seres extraterrestres. Em suma, um espiritismo à lá Chico Monteiro.Sabemos que o fenômeno mediúnico não é propriedade exclusiva do Espiritismo e por isso a Academia já possui fortes razões para investigar o fenômeno, que até hoje foi magistralmente estudado pelo professor que usou o pseudônimo de Allan Kardec, em o Livro dos Médiuns (***).(*) Sobre o autor – Luiz Carlos Formiga aposentou-se em 1996 pela Faculdade de Ciências Médicas da UERJ. Sua “última” contribuição foi publicada em 2004. – “Patterns of adherence to HEp-2 cells and actin polimerisation by toxigenic Corynebacterium diphtheriae strains. Microbial Pathogenesis, Grã Bretanha, v. 36, p. 125-130, 2004.” Hoje se dedica ao estudo das Ciências Jurídicas, tendo feito em 2007 uma comunicação com o título: “Prudência, Diligência e Perícia no Laboratório de Bacteriologia Clínica“. Veja em: http://www.univercidade.edu/uc/pesqcient/pdf/2007/amb_bacteria.pdf

(**) http://74.125.47.132/search?q=cache:aFw4vmU7Cm4J:www.qprocura.com.br/dp/83272/voador:-hibridizacoes-e-sincretismos-na-terapia-espiritual-de-Chico-Monteiro.html+%22chico+monteiro%22&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br
(***) - Este texto foi enviado ao Jornal dos Espíritos, para que o Corpo Editorial avalie a pertinência de sua publicação.
* * *
Notícias da Cirurgia Espiritual que me submeti.Julio Cesar de Sá Roriz (*)
(Domínio público.)
Sábado passado fui convidado por uma amiga para me submeter a uma cirurgia mediúnica com o Espírito Dr Fritz que está operando através de um médium que eu não conhecia (Sr. Chico Monteiro). Venho aqui contar como foi a cirurgia espiritual e mostrar as fotos das marcas que ficaram no meu corpo, em anexo.Como sabem, nasci com um problema congênito no coração que ficou assintomático durante toda a minha vida (mas, todas as radiografias mostravam e os radiologisas registravam, no entanto, não sei porquê, os médicos cardiologistas não liam ou não ligavam): trata-se de um mal que denominamos usualmente de "coração grande" e que é uma cardiopatia grave, como me disse meu cardiologista. No mês que fiz 60 anos, aconteceu uma crise muito grande no meu coração e, daí em diante, passei a tomar 6 comprimidos por dia, com prescrição médica rigorosa para não pegar peso ou fazer exercícios. Os efeitos colateriais são terríveis, mas segui as prescrições médicas e restringi tudo que pudesse ser excesso em termos de esforços, inclusive o volume de palestras doutrinárias anuais que fazia no Brasil e até no exterior. Apesar dos remédios, o cansaço estava comigo sempre, onde eu fosse ou me esforçando (é melhor dizer que ultimamente já estava arrastando-me). Ainda assim tentei levar adiante a minha expiação sem reclamar muito.Lá fui eu. Quatro horas de viagem para a pequena e simpática cidade de Rio Novo, MG. Dois ônibus e um táxi e lá cheguei no acolhedor galpão apinhado de gente necessitada. Tudo muito bem organizado, todos sentados. Os trabalhadores voluntários muito gentis. Dentro do galpão existe uma espécie de CTI ou coisa parecida, onde ocorrem as cirurgias mediúnicas. Lá dentro um ambiente espiritual muito bom, luzes azuis clarinhas e umas 80 macas, tendo em cada uma 3 pacientes sentados. Aqui e ali cadeiras de rodas, macas com pessoas aleijadas ou doentes graves. Apresentaram-me um médico, muito simpático, que me levou para ver, de perto, as cirurgias. Impressionante. O médium é um senhor relativamente jovem e sua esposa é sua auxiliar sempre muito presente em tudo o que requer organização, receitas etc. Vale lembrar que as inscrições são feitas via internet e tudo vai para as mãos da esposa do médium que mantém ao seu redor uma grande equipe de colaboradores. O médium, sempre acompanhado do médico que me ciceroniava, passou por mim, olhou-me visivelmente mediunizado. "Este é orador e escritor espírita e também dirigente de uma Casa Espírita no Rio" - disse-lhe o médico, apresentando-me. Ele me cumprimentou e, imediatamente, foi cirurgiar os doentes. Se duravam 3 minutos era muito, cada cirurgia. O médium se postava na frente do paciente e alguém entregava-lhe um papel com toda descrição da doença e os remédios que o paciente estava tomando. O médium lê, fecha os olhos e começa a agir cirurgicamente, com gestos de “cortar" e de "costurar" tipo "agulha e linha" muito rápidos e vigorosos. Depois que vi bastante todas as expressões de surpresa dos pacientes, chegou minha vez. Ele pediu que eu tirasse a camisa. Olhou fixadamente para meu peito na altura do coração, fixou a mão esquerda no meu peito e fez um gesto que parecia cortar de cima para baixo. Só que não havia qualquer instrumento visível em sua mão e, como nos outros casos, ele cortou e costurou meu coração por dentro do meu peito. É estranho, mas vou tentar descrever o que senti: é algo muito dolorido porque a sensação é de corte com bisturi amoladíssimo; depois vêm as agulhadas no peito e as amarrações como se estivesse amarrando meu coração com fios invisíveis. Depois pegou meu braço e aplicou uma injeção na veia sem que houvesse qualquer seringa em suas mãos. Senti a picada vigorosa no braço e o gosto na boca. Aquele médico com quem conversei estava ao lado do médium, sempre acompanhando tudo. Ele perguntou: "Dr Fritz, o que o senhor está fazendo?" Ele falou para o médico: "Estou amarrando o coração dele para ele não mais se dilatar". O médico contrapôs: "Mas, doutor, assim amarrado o coração dele vai poder bombear?”. Dr Fritz respondeu: "Agora o coração vai poder bombear muito melhor! Fazemos 1200 cirurgia por dia e entre essas faço 100 deste tipo". Dr Fritz olhou para mim e disse: "você vai sentir uns apertos no coração, mas não vá ficar preocupado, pois é assim mesmo". E ante de ir para o próximo paciente ainda me disse: "Seu amigo Raniere está aqui (Espírito desencarnado) e lhe manda um abraço!" (Raniere foi escritor e biógrafo de Chico Xavier; espírita muito atuante, por quem sempre tive grande afeição e admiração pela labuta espírita que empreendeu quando estava aqui na Terra). Voltei para o Rio no mesmo dia e quando cheguei em casa, ao mudar de roupa, minha mulher se assutou com a grande cicatriz vermelha, vertical, estampada no meu peito e uma marca vermelha de "perfuração" no meu braço (1). Os locais estavam sangrando muito pouco e estavam muito doloridos, muito sensíveis. Nos dias seguintes senti os tais apertos no coração (parece que tem uma mão de ferro apertando) e não mais senti qualquer cansaço, até este momento em que estou escrevendo. Parece que a minha vida está voltando ao normal. Dr Fritz pediu para eu voltar mês que vem. Então, depois, eu conto como foi o curativo...
Que seja assim...Julio Cesar de Sá Roriz

(*) Júlio César Roriz é Psicólogo Clínico e Consultor de Empresas. Fundador do Instituto Espírita Tarefeiros do Bem (IETB), e concedeu Entrevista publicada na Revista Cultura Espírita. ICEB - Instituto de Cultura Espírita do Brasil, Rio de Janeiro, Ano I - nº. 03 junho de 2009.* * *


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

--> LIÇÃO DA ÁGUIA


A História da Águia é bem conhecida, mas vale a pena uma constante reflexão.
A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver 70 anos. Mas para chegar a essa idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão.
Aos 40 anos ela está com:
• As unhas compridas e flexíveis, não conseguem mais agarrar as suas presas das quais se alimenta.
• O bico alongado e pontiagudo se curva.• Apontando contra o peito estão as asas, envelhecidas e pesadas em função da grossura das pernas, e voar é tão difícil.Então a águia só tem duas alternativas :
• Morrer
• Ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 150 dias.Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho próximo a um paredão onde ela não necessite voar. Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico em uma parede até conseguir arrancá-lo.Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai depois arrancar suas unhas.Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas.E só após cinco meses sai para o famoso vôo de renovação e para viver então mais 30 anos.
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PARA REFLETIR:
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Em nossa vida, muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação. Para que continuemos a alçar um vôo de vitória, devemos nos desprender de lembranças, costumes e outras tradições que nos causaram dor. Somente livres do peso do passado, poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz.
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Muita paz à você!
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

--> Biografia de Allan Kardec


Hippolyte Léon Denizard Rivail (Lyon, França, 3 de outubro de 1804 — Paris, 31 de março de 1869) foi um professor, pedagogo e escritor francês. Sob o pseudônimo de Allan Kardec[1], notabilizou-se como o codificador[2] do Espiritismo, também denominado de Doutrina Espírita. PseudônimoO pseudônimo “Allan Kardec”, segundo biografias, foi adotado pelo Prof. Rivail a fim de diferenciar a Codificação Espírita dos seus trabalhos pedagógicos anteriores. Segundo algumas fontes, o pseudônimo foi escolhido pois um espírito revelou-lhe que haviam vivido juntos entre os druidas, na Gália, e que então o Codificador se chamava “Allan Kardec”.[3]
Biografia A juventude e a atividade pedagógica Nascido numa antiga família de orientação católica[4] com tradição na magistratura e na advocacia, desde cedo manifestou propensão para o estudo das ciências e da filosofia.Fez os seus estudos na Escola de Pestalozzi, no Castelo de Zahringenem, em Yverdun, na Suíça[5] (país protestante), tornando-se um dos seus mais distintos discípulos e ativo propagador de seu método, que tão grande influência teve na reforma do ensino na França e na Alemanha. Aos quatorze anos de idade já ensinava aos seus colegas menos adiantados.[6]Concluídos os seus estudos, o jovem Rivail retornou ao seu país natal. Profundo conhecedor da língua alemã, traduzia para este idioma diferentes obras de educação e de moral, com destaque para as obras de François Fénelon, pelas quais manifestava particular atração.Era membro de diversas sociedades, entre as quais da Academia Real de Arras, que, em concurso promovido em 1831, premiou-lhe uma memória com o tema Qual o sistema de estudos mais de harmonia com as necessidades da época?A 6 de fevereiro de 1832 desposou Amélie Gabrielle Boudet.Como pedagogo, o jovem Rivail dedicou-se à luta para uma maior democratização do ensino público. Entre 1835 e 1840, manteve em sua residência, à rua de Sèvres, cursos gratuitos de Química, Física, Anatomia[7] comparada, Astronomia e outros. Nesse período, preocupado com a didática, criou um engenhoso método de ensinar a contar e um quadro mnemônico da História de França, visando facilitar ao estudante memorizar as datas dos acontecimentos de maior expressão e as descobertas de cada reinado do país.Publicou diversas obras sobre Educação. Das mesas girantes à Codificação Conforme o seu próprio depoimento, publicado em Obras Póstumas, foi em 1854 que o Prof. Rivail ouviu falar pela primeira vez do fenômeno das “mesas girantes”, bastante difundido à época, através do seu amigo Fortier, um magnetizador de longa data. Sem dar muita atenção ao relato naquele momento, atribuindo-o somente ao chamado magnetismo animal de que era estudioso, só em maio de 1855 sua curiosidade se voltou efetivamente para as mesas, quando começou a freqüentar reuniões em que tais fenômenos se produziam. Convencendo-se de que o movimento e as respostas complexas das mesas deviam-se à intervenção de espíritos, Rivail dedicou-se à estruturação de uma proposta de compreensão da realidade baseada na necessidade de integração entre os conhecimentos científico, filosófico e religioso, com o objetivo de lançar sobre o real um olhar que não negligenciasse nem o imperativo da investigação empírica na construção do conhecimento, nem a dimensão espiritual e interior do Homem. Adotou, nessa tarefa, o pseudônimo que o tornaria conhecido – Allan Kardec – nome esse, segundo o que teria lhe dito um espírito, que teria utilizado em uma encarnação anterior como Druida.Tendo iniciado a publicação das obras da Codificação em 18 de abril de 1857, quando veio à luz O Livro dos Espíritos, considerado como o marco de fundação do Espiritismo, após o lançamento da Revista Espírita (1 de janeiro de 1858), fundou, nesse mesmo ano, a primeira sociedade espírita regularmente constituída, com o nome de Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Os últimos anos Túmulo de Allan Kardec no Cemitério Père Lachaise, em Paris.Kardec passou os anos finais da sua vida dedicado à divulgação do Espiritismo entre os diversos simpatizantes, e defendê-lo dos opositores.Morreu em Paris, a 31 de março de 1869, aos 64 anos (65 anos incompletos) de idade[8], em decorrência da ruptura de um aneurisma, quando trabalhava numa obra sobre as relações entre o Magnetismo e o Espiritismo, ao mesmo tempo em que se preparava para uma mudança de local de trabalho. Está sepultado no Cemitério do Père-Lachaise, uma célebre necrópole da capital francesa. Junto ao túmulo, erguido como os dólmens druídicos, lê-se numa placa verde sua célebre frase “Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei”, em francês.Em seu sepultamento, o astrônomo francês e amigo pessoal de Kardec, Camille Flammarion, proferiu o seguinte discurso, ressaltando a sua admiração por aquele que ali baixava ao túmulo:“Voltaste a esse mundo donde viemos e colhes o fruto de teus estudos terrestres. Aos nossos pés dorme o teu envoltório, extinguiu-se o teu cérebro, fecharam-se-te os olhos para não mais se abrirem, não mais ouvida será a tua palavra… Sabemos que todos havemos de mergulhar nesse mesmo último sono, de volver a essa mesma inércia, a esse mesmo pó. Mas, não é nesse envoltório que pomos a nossa glória e a nossa esperança. Tomba o corpo, a alma permanece e retorna ao Espaço. Encontrar-nos-emos num mundo melhor e no céu imenso onde usaremos das nossas mais preciosas faculdades, onde continuaremos os estudos para cujo desenvolvimento a Terra é teatro por demais acanhado. (…) Até à vista, meu caro Allan Kardec, até à vista!” (Discurso pronunciado junto ao túmulo de Allan Kardec por Camille Flammarion.) [9] Bibliografia de Kardec Obras Didáticas O professor Rivail escreveu diversos livros pedagógicos, dentre os quais destacam-se:• 1824 - Curso prático e teórico de Aritmética, segundo o método de Pestalozzi, para uso dos professores e mães de família• 1828 - Plano proposto para melhoramento da Instrução Pública• 1831 - Gramática Francesa Clássica• 1846 - Manual dos exames para os títulos de capacidade• 1846 - Soluções racionais das questões e problemas da Aritmética e da Geometria• 1848 - Catecismo gramatical da língua francesa• 1849 - Ditados normais dos exames da Municipalidade e da Sorbona• 1849 - Ditados especiais sobre as dificuldades ortográficas Obras Espíritas As cinco obras fundamentais que versam sobre o Espiritismo são:• O Livro dos Espíritos, Princípios da Doutrina Espírita, publicado em 18 de abril de 1857;• O Livro dos Médiuns ou Guia dos Médiuns e dos Evocadores, em janeiro de 1861;• O Evangelho segundo o Espiritismo, em abril de 1864;• O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo, em agosto de 1865;• A Gênese, os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo, em janeiro de 1868.Além delas, Kardec publicou mais cinco obras complementares:• Revista Espírita (periódico de estudos psicológicos), publicada mensalmente de 1 de janeiro de 1858 a 1869;• O que é o Espiritismo (resumo sob a forma de perguntas e respostas), em 1859;• Instrução prática sobre as manifestações espíritas (substituída pelo Livro dos Médiuns; publicada no Brasil pela editora O Pensamento)• O Espiritismo em sua expressão mais simples, em 1862;• Viagem Espírita de 1862 (publicada no Brasil pela editora O Clarim).Após o seu falecimento, viria à luz:• Obras Póstumas, em 1890.Outras obras menos conhecidas foram também publicadas no Brasil:• O principiante espírita (pela editora O Pensamento)• A Obsessão (pela editora O Clarim) Citações • “A Doutrina Espírita transforma completamente a perspectiva do futuro. A vida futura deixa de ser uma hipótese para ser realidade. O estado das almas depois da morte não é mais um sistema, porém o resultado da observação. Ergueu-se o véu; o mundo espiritual aparece-nos na plenitude de sua realidade prática; não foram os homens que o descobriram pelo esforço de uma concepção engenhosa, são os próprios habitantes desse mundo que nos vêm descrever a sua situação.” (O Céu e o Inferno, Primeira Parte, cap. 2)• “Como meio de elaboração, o Espiritismo procede exatamente da mesma forma que as ciências positivas, aplicando o método experimental. Fatos novos se apresentam, que não podem ser explicados pelas leis conhecidas; ele os observa, compara, analisa e, remontando dos efeitos às causas, chega à lei que os rege; depois, deduz-lhes as conseqüências e busca as aplicações úteis. Não estabeleceu nenhuma teoria preconcebida; assim, não apresentou como hipóteses a existência e a intervenção dos Espíritos, nem o perispírito, nem a reencarnação, nem qualquer dos princípios da doutrina; concluiu pela existência dos Espíritos, quando essa existência ressaltou evidente da observação dos fatos, procedendo de igual maneira quanto aos outros princípios. Não foram os fatos que vieram a posteriori confirmar a teoria: a teoria é que veio subseqüentemente explicar e resumir os fatos. É, pois, rigorosamente exato dizer-se que o Espiritismo é uma ciência de observação e não produto da imaginação. As ciências só fizeram progressos importantes depois que seus estudos se basearam sobre o método experimental; até então, acreditou-se que esse método também só era aplicável à matéria, ao passo que o é também às coisas metafísicas.” (A Gênese, Capítulo I, item 14)• “(…)o Espiritismo, restituindo ao Espírito o seu verdadeiro papel na criação, constatando a superioridade da inteligência sobre a matéria, apaga naturalmente todas as distinções estabelecidas entre os homens segundo as vantagens corpóreas e mundanas, sobre as quais o orgulho fundou castas e os estúpidos preconceitos de cor. O Espiritismo, alargando o círculo da família pela pluralidade das existências, estabelece entre os homens uma fraternidade mais racional do que aquela que não tem por base senão os frágeis laços da matéria, porque esses laços são perecíveis, ao passo que os do Espírito são eterno. Esses laços, uma vez bem compreendidos, influirão pela força das coisas, sobre as relações sociais, e mais tarde sobre a Legislação social, que tomará por base as leis imutáveis do amor e da caridade; então ver-se-á desaparecerem essa anomalias que chocam os homens de bom senso, como as leis da Idade Média chocam os homens de hoje…” (Revista Espírita 1861, pág. 297-298) Bibliografia • WANTUIL, Zêus, THIESEN, Francisco . Allan Kardec – o Educador e o Codificador. Rio de Janeiro: FEB, 2004.• ABREU FILHO, Júlio. Biografia de Allan Kardec. in: O Principiante Espírita. São Paulo: O Pensamento, 1956. p. 7-30.• INCONTRI, Dora. Para Entender Allan Kardec. São Paulo: Lachâtre, 2004.• INCONTRI, Dora. Pedagogia Espírita, um Projeto Brasileiro e suas Raízes. Bragança Paulista (SP): Comenius, 2004.• JORGE, José. Allan Kardec no pensamento de Léon Denis. Rio de Janeiro: Centro Espírita Léon Denis/Departamento Editorial, 1978. 48p.• SAUSSE, Henri. Biografia de Allan Kardec. in: O que é o espiritismo (38a. ed.). Rio de Janeiro: FEB, 1997. ISBN 8573281138 p. 9-48• s.a.. Revista Espírita, maio de 1869. in: KARDEC, Allan. Obras Póstumas (14a. ed.). Rio de Janeiro: FEB, 1975. Notas e referências 1. ↑ PENSE - Allan Kardec2. ↑ Diz-se codificador pois o seu trabalho foi o de reunir, compilar e sistematizar textos recebidos por diversos médiuns naquela época.3. ↑ Esboço biográfico e curiosidades4. ↑ Biografia de Kardec5. ↑ Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo6. ↑ Biografia de Allan Kardec7. ↑ Algumas fontes não confirmadas dizem que Allan Kardec teria sido médico. Pesquisas posteriores, no entanto demonstraram que ele foi professor de Anatomia. Retirado do rodapé desta página da FEB: [1]8. ↑ http://www.feal.com.br/biografias.php?bio_id=25 Dados pessoais]9. ↑ KARDEC, Allan. Obras Póstumas (14a. ed.). Rio de Janeiro: FEB, 1975. p. 30 Fonte: WikipediaBicentenário de Nascimento de Allan Kardec SOBRE O SELOO selo apresenta, à direita, a logomarca internacionalmente utilizada nas comemorações do Bicentenário de Nascimento de Allan Kardec. Esta logomarca focaliza um busto em cobre, localizado no túmulo de Kardec, em Paris, e a cepa da videira, elemento presente em sua obra, cuja nobreza é representada pela faixa amarela dourada que contorna a efígie. À esquerda, e na parte inferior, as cores verde e amarelo, tendo sobreposta a assinatura de Allan Kardec, simbolizam o Brasil, onde o Espiritismo criou as mais profundas raízes. O lema “Trabalho, Solidariedade e Tolerância” foi a bandeira que conduziu sua vida.Hippolyte Léon Denizard Rivail nasceu em Lyon, na França, em 3 de outubro de 1804. Estudou em Yverdon (Suíça), com o célebre Johann Heinrich Pestalozzi, de quem se tornou discípulo e colaborador.Fundou em Paris, com sua esposa Amélie Gabrielle Boudet, um estabelecimento semelhante ao de Yverdon. Sua cultura universalista abrangia vários ramos do conhecimento humano, tendo organizado, em sua casa, cursos gratuitos de química, física, astronomia e anatomia comparada. Membro de várias sociedades sábias, notadamente da Academia Real de Arras, foi premiado, em 1831, com a monografia “Qual o sistema de estudo mais em harmonia com as necessidades da época?” Dentre as suas obras, destacam-se: Curso prático e teórico de Aritmética, segundo o método de Pestalozzi (1824); Plano apresentado para o melhoramento da Instrução Pública (1828); e Gramática francesa clássica (1831). Em maio de 1855, quando o Prof. Rivail presenciou os fenômenos das mesas girantes (fenômeno mediúnico que ocorria na Europa), de imediato entreviu, na comunicação entre os Espíritos e os homens, uma ciência de profundas conseqüências morais. Diante dele se encontrava a chave para a solução que procurara durante toda a sua vida: quem somos, de onde viemos e para onde iremos após a morte do corpo físico. Em Paris, Rivail fez os seus primeiros estudos do fato mediúnico, estudando suas leis. Aplicou à nova ciência o método da experimentação. Nunca formulou teorias preconcebidas. Observava atentamente, comparava, deduzia as conseqüências e procurava sempre a razão e a lógica dos fatos. Interrogou os Espíritos sobre os problemas relacionados com o mundo invisível, anotou e ordenou os dados que obteve. Por isso é chamado Codificador da Doutrina Espírita. Jamais se identificou como autor dos princípios do Espiritismo. Colocou-se sempre na posição de organizador. Os autores da Doutrina - garantia - são os Espíritos Superiores. Mais tarde, quando viu que tudo aquilo formava um conjunto e tomava as proporções de uma doutrina, decidiu publicar “O Livro dos Espíritos”, em 18 de abril de 1857, em Paris. Adotou o pseudônimo Allan Kardec a fim de diferenciar a obra espírita de sua produção pedagógica anteriormente publicada. Em janeiro de 1858, Kardec lançou a Revue Spirite (Revista Espírita) e fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Em seguida, publicou O que é o Espiritismo (1859), O Livro dos Médiuns (1861), O Evangelho segundo o Espiritismo (1864), O Céu e o Inferno (1865) e A Gênese (1868). Faleceu em Paris, em 31 de março de 1869, aos 64 anos, em decorrência da ruptura de um aneurisma. Seu corpo está sepultado no cemitério Père-Lachaise, na capital francesa. Em seu túmulo, uma inscrição resume a filosofia espírita: “Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre. Tal é a lei”. Seus amigos reuniram textos inéditos e anotações de Kardec no livro Obras Póstumas, lançado em 1890. No Brasil, o Espiritismo tem 2,3 milhões de adeptos (Censo 2.000/IBGE) e tornou-se o terceiro maior grupo religioso do País. Os espíritas - adeptos da leitura e do estudo - mantêm em alta um forte mercado editorial estimado em aproximadamente 80 milhões de livros editados e 4 mil títulos. Todos esses livros decorrem da obra de Allan Kardec. Muita Paz!!! Kekê

Grupo Espírita Ave Luz - GEALFundado em 18 de Abril de 1992"Deus, Cristo e Caridade"Site: http://www.grupoespiritaaveluz.org.br/


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