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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

CRÍTICA DE CINEMA : NOSSO LAR






Crítica por: Silvia Freitas (Blog)

Fazer filmes inspirados em alguma doutrina religiosa é sempre complicado. Corre junto ao filme o descrédito, desinteresse pela religião citada, crítica dobrada e a falta de dinheiro no investimento, que torna a obra sempre inferior.

Mas ao que parece, Nosso Lar (Nosso Lar) irá melhorar essa visão. Baseado na obra literária de mesmo nome, psicografia do espírito André Luiz ao médium Chico Xavier, o filme conta a história desse espírito em sua vida pós-morte.

André Luiz (Renato Prieto) é um importante médico da sociedade carioca com uma vida entediante, que abusa do álcool e orgia com mulheres para se sentir melhor. Casado e pai de três filhos, é um homem frio dentro do lar, que apenas crê que seu compromisso seja dar conforto e regalias aos seus.

Quando uma doença surge em decorrência de seus atos, morre e acorda na espiritualidade. É então que sua trajetória em outra vida começa, com muitas dúvidas e medos. Mas assim que é socorrido para a colônia Nosso Lar, descobre que sempre há uma nova chance para os erros cometidos na vida.

O filme é um ponto de interrogação na cabeça de quem o assiste. O assunto “vida após a morte” ainda é uma incógnita para muitos, e é justamente isso que será discutido aqui. Nosso Lar é uma espécie de cidade espiritual, para onde vão aqueles que se arrependem de seus atos errados quando em vida na Terra. Lá se trabalha, há atividades variadas para a hora de lazer, há transportes, hospitais... só que tudo mais moderno.

Alguns atores seguidores da doutrina espírita foram escolhidos para essa trama, como Renato Prieto, Paulo Goulart e Rosa Maria. O diretor Wagner de Assis ficou impressionado quando leu o livro na década de 80, e em 2005 surgiu a ideia da adaptação para o cinema.

Para os que já leram a obra, sentirão falta de muitos acontecimentos que não foram inclusos no filme, mas é totalmente compreensível, já que 102 minutos é pouco para contar tudo.

A cidade Nosso Lar ficou muito bem feita na adaptação, porém é perceptível que se trata de computação gráfica ao fundo. Mas esquecemos esse detalhe nos deixando levar pela maravilha do lugar e pela bela lição de vida que trata a história. Uma emoção que vale a pena sentir.

FONTE: http://www.cinepop.com.br/criticas/nossolar_101.htm

Um comentário:

SOS DIREITOS HUMANOS disse...

DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA

“As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
têm direito inalienável à Verdade, Memória,
História e Justiça!” Otoniel Ajala Dourado

O MASSACRE DELETADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA

No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi a CHACINA praticada pelo Exército e Polícia Militar em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do SÍTIO DA SANTA CRUZ DO DESERTO ou SÍTIO CALDEIRÃO, cujo líder religioso era o beato “JOSÉ LOURENÇO GOMES DA SILVA”, paraibano negro de Pilões de Dentro, seguidor do padre CÍCERO ROMÃO BATISTA, encarados como “socialistas periculosos”.

O CRIME DE LESA HUMANIDADE

O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte/CE, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.

A AÇÃO CIVIL PÚBLICA PROPOSTA PELA SOS DIREITOS HUMANOS

Como o crime praticado pelo Exército e Polícia Militar do Ceará é de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é IMPRESCRITÍVEL conforme legislação brasileira e Acordos e Convenções internacionais, a SOS DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza – CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo: a) que seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) a exumação dos restos mortais, sua identificação através de DNA e enterro digno para as vítimas, c) liberação dos documentos sobre a chacina e sua inclusão na história oficial brasileira, d) indenização aos descendentes das vítimas e sobreviventes no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos

A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO

A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá em 16.09.2009, extinta sem julgamento do mérito, a pedido do MPF.

RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5

A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do SÍTIO CALDEIRÃO é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;

A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA

A SOS DIREITOS HUMANOS, como os familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo DESAPARECIMENTO FORÇADO de 1000 pessoas do SÍTIO CALDEIRÃO.

QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA

A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem localizar a cova coletiva, mas não o fazem porque para elas, os fósseis de peixes do “GEOPARK ARARIPE” são mais importantes que as vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.

A COMISSÃO DA VERDADE

A SOS DIREITOS HUMANOS em julho de 2010 passou a receber apoio da OAB/CE pelo presidente da entidade Dr. Valdetário Monteiro, nas buscas da COVA COLETIVA das vítimas do Sítio Caldeirão, e continua pedindo aos internautas divulguem a notícia, bem como a envie para seus representantes no Legislativo, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal a localização da COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.

Paz e Solidariedade,

Dr. Otoniel Ajala Dourado
OAB/CE 9288 – 85 8613.1197
Presidente da SOS – DIREITOS HUMANOS
Editor-Chefe da Revista SOS DIREITOS HUMANOS
Membro da CDAA da OAB/CE
www.sosdireitoshumanos.org.br
sosdireitoshumanos@ig.com.br
http://revistasosdireitoshumanos.blogspot.com